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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Juiz recebe denúncia e torna Lula réu no mesmo dia; defesa reitera que ex-presidente nunca interferiu em depoimentos da Lava Jato

29 de julho de 2016 às 18h46


VIOMUNDO
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Da Redação
A reação à denúncia feita nessa quinta-feira 28 pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Comitê de Direitos Humanos da ONU veio rápida.
Coincidentemente, nesta sexta 29, a Justiça Federal de Brasília recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Lula e mais seis investigados da Lava Jato.
São estes: ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai.
O juiz substituto da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Ricardo Augusto Soares Leite, aceitou a denúncia do MPF e tornou todos réus.  A acusação é de obstrução da Justiça, para tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Lula foi denunciado com base na delação do ex-senador Delcídio do Amaral.
O juiz deu 20 dias para todos apresentarem suas defesas.
Em nota, os advogados do ex-presidente, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, reiteram que “Lula jamais interferiu ou tentou interferir em depoimentos relativos à Lava Jato”.
Segue a íntegra da nota:
Nota
O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não recebeu citação relativa a processo que tramita perante a 10a. Vara Federal de Brasília (IPL n. 40755-27.2016.4.01.3400). Mas, quando isso ocorrer, apresentará sua defesa e, ao final, sua inocência será certamente reconhecida.
Lula já esclareceu ao Procurador Geral da República, em depoimento, que jamais interferiu ou tentou interferir em depoimentos relativos à Lava Jato.
A acusação se baseia exclusivamente em delação premiada de réu confesso e sem credibilidade – que fez acordo com o Ministério Público Federal para ser transferido para prisão domiciliar.
Lula não se opõe a qualquer investigação, desde que realizada com a observância do devido processo legal e das garantias fundamentais.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins