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domingo, 29 de abril de 2012

Obama pode mergulhar Venezuela em "rio de sangue", diz Fidel

O líder cubano Fidel Castro afirmou que a "oligarquia nunca conseguirá" retornar ao governo da Venezuela e advertiu que "um erro" do presidente americano, Barack Obama, em sua política em relação a esse país pode mergulhá-lo em um "rio de sangue", segundo um artigo publicado neste sábado. "A oligarquia nunca conseguirá governar novamente esse país. Por isso é preocupante que o governo dos Estados Unidos tenha decidido em tais circunstâncias promover a queda do Governo bolivariano", disse Fidel, em sua coluna de opinião "O que Obama sabe", publicada pela imprensa local.
O ex-presidente cubano destacou que "um erro de Obama, em tais circunstâncias, pode gerar um rio de sangue na Venezuela", e que "o sangue venezuelano, é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano". "Precisamos partir desta realidade, ao analisarmos a situação política da Venezuela", acrescentou o líder, de 85 anos, que se afastou do poder em julho de 2006 por razões de saúde.

Ele ressaltou às vésperas das eleições presidenciais de 7 de outubro na Venezuela, nas quais o presidente Hugo Chávez enfrentará o governador do estado de Miranda (norte), Henrique Capriles Radonski, que a oposição venezuelana "intensifica seus esforços destinados a caluniar e atingir" o mandatário. Nesse sentido, classificou de "mentira grosseira" a "caluniosa campanha de que na liderança" desse país "existe uma luta desesperada pela tomada do comando do governo (...) se o presidente não conseguir superar sua enfermidade".
Chávez, 57 anos, foi operado em Cuba para a retirada de um tumor canceroso no dia 26 de fevereiro, na mesma área onde em julho do ano passado foi extirpado um primeiro, e as especulações sobre seu estado de saúde ofuscaram a pré-campanha eleitoral em seu país. Fidel disse que, apesar da "inesperada enfermidade", pode garantir que Chávez não deixou de "cumprir seus deveres de chefe de Estado".
"De sua mente não saem, nem por um minuto, suas obrigações, em ocasiões até de esgotamento", disse, ao ressaltar que, "no momento, todos os latino-americanos e de, principalmente," Cuba, "serão afetados pelo processo em andamento na Venezuela".
 
Fonte: Terra (cuidado ao ler)
 

 
Fidel elogia disposição 'heroica' de Chávez diante de doença

O venezuelano está tratando uma lesão cancerígena na região da pélvis
O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, disse, neste sábado (28), que a atitude do mandatário da Venezuela, Hugo Chávez, diante de sua doença é "heroica e disciplinada" e advertiu que "o inimigo" quer derrotá-lo.

O cubano comentou em sua coluna Reflexões do Companheiro Fidel, publicada pela imprensa local, que é uma "mentira grosseira" insistir na "caluniosa campanha de que na alta direção" do governo venezuelano existe uma "desesperada" luta pelo poder, caso Chávez não supere o câncer que o acomete.

— Pelo contrário, pude observar a mais estreita união da direção da Revolução Bolivarina. A oligarquia jamais poderia governar de novo a Venezuela.

O ex-presidente cubano acrescentou que da mente de Chávez "não se afastam, nem um só minuto, suas obrigações, em ocasiões até o desgaste. Posso dar fé nem porque não deixei de ter contato" com ele.

Fidel ainda comentou que existem esforços destinados "a caluniar e golpear" o venezuelano e acusou ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de "promover a queda do governo bolivariano".

— Um erro de Obama, em tais circunstâncias, pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela, O sangue venezuelano, é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano.

O venezuelano tem passado longos períodos em Cuba, onde está tratando uma lesão cancerígena diagnosticada na região da pélvis.
 
Fonte: R7

Os subservientes bobos da corte

A subserviência dos bobos da corte a serviço dos interesses estrangeiros (*dentro e fora do Brasil, até mesmo fazendo uso de "informações" de origem criminosa, operando em um campo vazio de escrúpulos)
O texto que se segue é de outubro de 2011 e trata de uma revelação do Wikileaks que desmascarava a relação subserviente de William Waack, âncora do Jornal da Globo, e Fernando Rodrigues, colunista político do UOL, com funcionários da embaixada dos Estados Unidos, "flagrados" ao passarem "informações" sobre o processo político eleitoral brasileiro para o governo norte americano, ao modo característico da grande imprensa brasileira: tendencioso, partidário e distorcido.


Este texto pode ser na medida para o que se apresenta neste momento, ou seja, as relações espúrias entre setores da imprensa com o contraventor Carlinhos Cachoeira e políticos da oposição, destacadamente Demóstenes Torres, o "paladino da ética", para pautar a linha editorial contra o governo.  Com o uso indiscriminado de expedientes nada éticos para tornar matérias de jornais, programas de TV e de revistas semanais palco de disputas políticas acirradas, sob manipulação de informações veiculadas apenas mostrando um lado, omitindo outros, para chantagear adversários e obter vantagens financeiras.


O novo nome do envolvimento suspeito em um grande escândalo protagonizado pela grande imprensa com o crime organizado chama-se Policarpo Júnior, da revista Veja, destacada publicação que envolveu uma engrenagem criminosa para destacar em suas capas matérias exclusivas e, recentemente, evitar que o escândalo Cachoeira tomasse as capas desta publicação.


A grande imprensa brasileira discursa pelas vozes e textos de Policarpos, Mervais, Miriams, Waacks,  Rodrigues etc, para dar crédito ao submundo do crime, escondendo da opinião pública, justamente, a origem nebulosa das "denúncias" que publicam com alvo certo.


Leia abaixo o texto original e diga se o modo operante não é o mesmo.

O Wikileaks revelou esta semana que William Waack e Fernando Rodrigues, colunista do UOL, do grupo Folha de São Paulo, teriam mantido encontros secretos com altos funcionários da Casa Branca para passar informações ao governo norte americano.
O fato em si não causa nenhum espanto, nem no mundo mineral, devido ao conhecimento geral, naturalizado e implícito, que estes personagens da imprensa conservadora brasileira e as empresas de que são empregados, comportam-se como prepostos de interesses externos, tentam fazer crer para a opinião pública que, pela nossa incapacidade, deveríamos nos alinhar com os poderosos da América.
Nenhum estupefato...

E quando houver revelações idênticas sobre Alexandre Garcia, Miriam Leitão, Ali Kamel, Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor e outros tantos?
Também não será surpresa alguma.

A imprensa brasileira trava uma batalha insana contra a realidade e, em geral, salvo algumas exceções, se organizam partidariamente para demolir a estrutura de um Brasil que se constrói para todos e desqualificar todos os movimentos de soberania nacional.
Onde há disputa no exterior em favor de interesses nacionais, está a imprensa conservadora brasileira para desmontar esta postura e condenar políticas que privilegiem o que nos identifica como nação e aquilo que representamos, dentro e fora de nossos limites geográficos, pela nossa grandeza.

Apesar de nos últimos 9 anos o Brasil ter vivido o maior período consecutivo de crescimento econômico agregado a inclusão social de dezenas de milhões de pessoas, a grande imprensa brasileira dedicou-se, durante este mesmo período radicalmente, em seus noticiários a afirmar que o país vive uma crise, que não se sente, e que suas previsões traçam um destino, em curto prazo, nefasto para nós.  Ano após ano tais afirmações e previsões foram superadas pela vida real, pelo que se pode nomear de Novo Brasil.

Mas o fôlego dessa gente que defende, com tintas e telas generosas, interesses de nações estrangeiras não se esgotou, muito pelo contrário, agora alimentam preconceitos e ódio, como o comentário infeliz do infeliz Arnaldo Jabor sobre Orlando Silva, ao afirmar que finalmente o ex-ministro "caiu do galho..."
Quanto mais avança-se para incluir todos os brasileiros ao Brasil, mais conservadora e agressiva a reação destes grupos se torna.

De fora para dentro
Lá fora o que se percebe é uma idéia bem construída de que o Brasil hoje é outro e o é desta maneira, somente, porque Lula mudou a trajetória de uma nação de quase 200 milhões habitantes, de maneira democrática e pacífica, estabelecendo prioritariamente a busca pela justiça social e um papel preponderante nos organismos multilaterais, a altura dos desafios de transformar-nos em liderança regional e global dos países em desenvolvimento e fazer com que ouçam uma agenda por tempo demais ignorada pelos mais ricos, do mundo e daqui.

O momento atual é de tensão no mercado internacional, graves crises afetam as economias dos países mais ricos do planeta.   A Europa presencia, dramaticamente, o fracasso da zona do euro e os Estados Unidos um colapso de seu sistema financeiro, desregulado e demasiadamente injusto, produzindo milhões de desempregados onde antes sonhava-se uma prosperidade contínua e quando seus jovens conseguiriam juntar o primeiro milhão.

Onde situa-se o Brasil neste contexto?
Equilibrado, com sua situação fiscal elogiada interna e externamente, por especialistas e organismos respeitados.
Não há desemprego que gere convulsões sociais, como na Grécia, Estados Unidos e Espanha, que superou os 21% de desocupação estes dias, muito pelo contrário nossos índices estão situados entre os melhores da comunidade internacional, muito próximos de configurarem um estado de pleno emprego.

Mas o que se lê na imprensa daqui é um desestimulo ao investimento e ao planejamento de médio/longo prazo do setor produtivo e conselhos, mal disfarçados, para que as famílias parem de consumir como fazem até o momento.
Por que?
Porque Waack e Fernando Rodrigues estão a serviço da inteligência norte americana e a desserviço da soberania nacional.  Não somente eles, mas um conjunto de jornalistas, analistas políticos e econômicos, somados a algumas empresas de comunicação que desprezam a realidade e apostam (e até estimulam) na piora dos cenários que sustentam a estabilidade econômica e social brasileiras, para poderem, enfim, gabarem-se de suas certezas ultrapassadas.

Estas pessoas simbolizam a traição e o golpe contra o orgulho de sermos brasileiros, representam a terrível sensação de que não podemos caminhar nossos próprios rumos, com nossos próprios pés, que precisamos tirar os sapatos para entrar nos países ricos e abaixar a cabeça para os poderosos, sem emitir qualquer opinião ou discordância, a espera de agrados que se sirvam a poucos, mas afortunados subservientes bobos da corte infiltrados.


Fonte: Palavras Diversas

MATERIALISMO HISTÓRICO







As Forças Motrizes da História

I. — Um erro a evitar.
II. — O «ser social» e a consciência.
III. — Teorias idealistas.
IV. — O «ser social» e as condições de existência.
V. — As lutas das classes, motor da história.
Desde que se ponha a pergunta: de onde vêm as nossas ideias?, vê-se que é preciso ir mais longe nas nossas investigações. Se raciocinarmos como os materialistas do século XVIII, que pensavam que «o cérebro segrega o pensamento como o fígado a bílis», responderemos a tal pergunta que é a natureza que produz o espírito, e que, por conseguinte, as nossas ideias são o produto da natureza, do cérebro.
Diremos, pois, que à história é feita da ação dos homens, impelidos pela sua vontade, sendo esta a expressão das suas ideias, vindo elas próprias do seu cérebro. Mas, atenção!.

I. — Um erro a evitar.
Se explicarmos que a grande Revolução é o resultado da aplicação das ideias nascidas do cérebro dos filósofos, será uma explicação limitada, insuficiente, e uma má aplicação do materialismo.
Porque o que é preciso ver, é por que as ideias lançadas pelos pensadores dessa época foram retomadas pelas massas. Por que é que não era só Diderot a conhecê-las, por que razão, desde o século XVI, uma grande maioria de cérebros elaboravam as mesmas ideias?
É porque os cérebros tinham, subitamente, o mesmo peso, as mesmas circunvoluções? Não. Há mudanças nas ideias, não se produziu qualquer alteração na caixa craniana.
Esta explicação das ideias pelo cérebro parece ser uma explicação materialista. Mas, falar do cérebro de Diderot é, na realidade, falar das ideias do cérebro de Diderot; é, pois, uma teoria materialista falsa, abusiva, em que vemos, com as ideias, renascer a tendência idealista.
Voltemos ao encadeamento: a história — acção — vontade — ideias. As ideias têm um sentido, um conteúdo: a classe operária, por exemplo, luta pela queda do capitalismo. Isto é pensado pelos operários em luta. Pensam, porque têm um cérebro, certamente, e este é, portanto, uma condição necessária para pensar; mas não uma condição suficiente. O cérebro explica o fato material de ter ideias, mas não que se tenha umas ideias em vez de outras.
Tudo o que põe os homens em movimento deve necessariamente passar pelo cérebro, mas a forma que isso toma nele depende das circunstâncias63.
Como podemos, pois, explicar o conteúdo das nossas ideias, isto é, como nos vem a ideia de derrubar o capitalismo?

II. — O «ser social» e a consciência.
Sabemos que as nossas ideias são o reflexo das coisas; os fins que aquelas contêm são também o reflexo destas, mas de que coisas?
Para responder a esta pergunta, é preciso ver onde vivem os homens e onde se manifestam as suas ideias.
Constatamos que vivem numa sociedade capitalista, e que as suas ideias se manifestam nessa sociedade e dela lhes vêm.
Não é, pois, a consciência dos homens que determina o seu ser; é, pelo contrário, o seu ser social que determina a sua consciência64.
Nesta definição, o que Marx chama «o seu ser» são os homens, é o que nós somos; a «consciência» é o que pensamos, o que queremos.
Lutamos por um ideal profundamente arraigado em nós, diz-se de uma maneira geral, e daí resulta que é a nossa consciência que determina o nosso ser; agimos porque o pensamos, o queremos.
É um grande erro falar assim, porque é, na verdade, o nosso ser social que determina a nossa consciência.
Um «ser» proletário pensa como proletário e um «ser» burguês pensa como burguês (veremos, em seguida, porque não é, aliás, sempre assim). Mas, de uma maneira geral, pensa-se de maneira diferente, num palácio e numa choupana65.

III. — Teorias idealistas.
Os idealistas dizem que um proletário ou um burguês são uma coisa ou outra porque pensam desta ou daquela maneira.
Nós, pelo contrário,, dizemos que, se pensam como um proletário ou um burguês, é porque são uma coisa ou outra. Um proletário tem uma consciência de classe proletária porque é proletário.
O que devemos notar bem, é que a teoria idealista comporta uma consequência prática. Se se é burguês, diz se, é porque se pensa como um burguês; portanto, para deixar de o ser, basta mudar a maneira de pensar em causa, e, para fazer parar a exploração burguesa, basta fazer um trabalho de convicção junto dos patrões.
É esta uma teoria defendida pelos socialistas cristãos; foi, também, a dos fundadores do socialismo utópico.
Mas, é, ainda, a teoria dos fascistas, que lutam contra o capitalismo, não para o suprimir, mas para o tornar mais «razoável»! Quando o patronato compreender que explora os operários, dizem, deixará de o fazer. Eis uma teoria completamente idealista, cujos perigos se veem.
.
IV. — O «ser social» e as condições de existência.
Marx fala-nos do «ser social». Que entende ele por isso?
O «ser social» é determinado pelas condições materiais de existência em que os homens vivem na sociedade.
Não é a consciência que determina as suas condições materiais de existência, mas estas que determinam aquela.
A que se chama as condições materiais de existência? Na sociedade, há ricos e pobres, e a sua maneira de pensar é diferente, diferentes as suas ideias sobre um mesmo assunto. Tomar o metropolitano, para um pobre, um desempregado, é um luxo, mas, para um rico que teve uma viatura, é degradante.
As ideias do pobre acerca do metropolitano tem-nas por ser pobre, ou é porque o toma que as possui? É por ser pobre. Ser pobre é a sua condição de existência.
Então, é preciso ver porque razão há ricos e pobres, para poder explicar as condições de existência dos homens.
Um grupo de homens ocupando no processo econômico de produção uma posição análoga (isto é, em regime capitalista atual, possuindo os meios de produção — ou, pelo contrário, trabalhando em meios de produção que não lhes pertencem), e, por conseguinte, tendo, em certa medida, as mesmas condições materiais de existência, forma uma classe, mas a noção de classe não se reduz à de riqueza ou de pobreza. Um proletário pode ganhar mais do que um burguês; não é, por isso, menos proletário, uma vez que depende de um patrão e a sua vida não está nem assegurada nem é independente. As condições materiais de existência não são
constituídas só pelo dinheiro ganho, mas pela função social, e, então, temos o seguinte encadeamento.
Os homens fazem a sua história pela sua ação segundo a sua vontade, que é a expressão das suas ideias.
Estas vêm das suas condições materiais de existência, isto é, da sua radicação a uma classe.

V. — As lutas das classes, motor da história.
Os homens agem porque têm certas ideias. Devem estas às suas condições materiais de existência, porque pertencem a esta ou àquela classe. Isso não quer dizer que haja só duas classes na sociedade: há uma certa quantidade, em que duas, principalmente, estão em luta - burguesia e proletariado.
Logo, sob as ideias encontram-se as classes.
A sociedade está dividida em classes, que lutam umas com as outras. Assim, ao examinarmos as ideias dos homens, constata-se que estão em conflito, e, sob elas, encontramos as classes, que também o estão.
Por conseguinte, as forças motrizes da história, isto é, o que explica a história é a luta das classes.
Se tomarmos como exemplo o deficit permanente do orçamento do Estado, vemos que há duas soluções: uma consiste em continuar o que se chama a ortodoxia financeira: economias, empréstimos, novos impostos, etc.; a outra solução consiste em fazer pagar os ricos.
Constatamos uma luta política à volta destas ideias, e, de uma maneira geral, «lamenta-se» que não se possa chegar a um acordo sobre tal assunto; mas, o marxista quer compreender, e procura o que se encontra sob a luta política; descobre, então, a luta social, isto é, a luta das classes. Luta entre os que são partidários da
primeira solução (os capitalistas) e os que são partidários de fazer pagar os ricos (as classes médias e o proletariado).
Está provado, por conseguinte, dirá Engels, que, na história moderna, pelo menos, todas as lutas políticas são lutas da classes e todas as lutas emancipadoras de classes, apesar da sua forma necessariamente política —porque toda a luta de classes é uma luta política— giram, em última análise, em torno da emancipação económica66.
Temos, assim, um elo a juntar ao encadeamento que conhecemos para explicar a história; vejamos: a ação a vontade, as ideias, sob as quais se encontram as classes, e, por detrás destas, a economia. São, portanto, na verdade, as lutas de classes que explicam a história, mas é a economia que determina as classes. . Se quisermos explicar um fato histórico, devemos examinar quais são as ideias em luta, procurar, em seguida, as classes sob as ideias e definir, enfim, o modo econômico que caracteriza as classes.
Pode perguntar-se, ainda, de onde vêm as classes e o modo econômico (e os dialéticos não têm medo de pôr todas estas perguntas sucessivas, porque sabem que é preciso encontrar a origem de todas as coisas).
É o que estudaremos, em pormenor, no próximo capítulo, mas podemos já dizer:
Para saber de onde vêm as classes, é necessário estudar a história da sociedade, e ver-se-á, então, que as classes em presença não foram sempre as mesmas. Na Grécia: os escravos e os amos; na idade média: os servos e os senhores; em seguida, simplificando esta enumeração: a burguesia e o proletariado.
Constatamos, neste quadro, que as classes mudam, e, se procurarmos porquê, veremos que é porque as condições econômicas mudaram (as condições econômicas são: a estrutura da produção, da circulação, da repartição, do consumo das riquezas, e, como condição última de tudo o resto, a maneira de produzir, a técnica).
Eis, agora, um texto de Engels:
Burguesia e proletariado formaram-se, uma e outro, no seguimento de uma transformação das condições econômicas, mais exatamente, do modo de produção. É a passagem, primeiro, do trabalho corporativo à manufatura, e desta à grande indústria, com o seu modo de exploração mecânica a vapor, que desenvolveu
essas duas classes.67
Vemos, pois, em última análise, que as forças motrizes da história nos são dadas pelo seguinte encadeamento:
a) A história é obra dos homens.
b) A ação, que faz a história, é determinada pela sua vontade.
c) Esta vontade é a expressão das suas ideias.
d) Essas ideias são o reflexo das condições sociais em que vivem.
e) São tais condições sociais que determinam as classes e as suas lutas.
f) As próprias classes são determinadas pelas condições econômicas.
Para precisar sob que formas e em que condições se desenrola este encadeamento, diremos que:
1. As ideias traduzem-se, na vida, no plano político.
2. As lutas de classes, que se encontram por trás das de ideias, traduzem-se no plano social.
3. As condições econômicas (que são determinadas pelo estado da técnica) traduzem-se no plano econômico.


sábado, 28 de abril de 2012

Síria denuncia posição provocativa da Turquia

       

  
Damasco, 28 abr (Prensa Latina) A Síria afirmou hoje que as mais altas autoridades da Turquia tem emitido declarações provocativas para agravar a situação interna neste país, afetar as relações bilaterais e contradizer o plano do enviado especial da ONU, Kofi Annan. Uma declaração da chancelaria local culpa o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, e seu chanceler, Ahmed Davudoglu, por promoverem esta política. "Recordamos que a Síria nunca ameaçou a fronteira turca, já que considera a Turquia como [um país] amigo e vizinho", precisa a declaração.

"É preocupante que Erdogan ameace recorrer à OTAN para proteger sua fronteira, na medida em que este assunto não requer mais que um sério compromisso com os pontos do plano de Annan", sustenta o ministério sírio.

A declaração acrescenta ainda que o afastamento da política de boa vizinhança pelo premiê turco ao adotar um método de recrudescimento da crise e ao acolher grupos terroristas armados que não têm fé no processo político também causa alarme.

A nota responsabiliza Erdogan por utilizar a situação dos sírios afetados pela crise e que estão em território turco para piorar as relações entre ambos os países.

"Em lugar disso, as autoridades devem utilizar seus bons oficios para ajudar os refugiados a retornarem, e a Síria está disposta a cooperar com o Crescente Vermelho Turco neste sentido", agrega.

Sobre as relações sírio-turcas, a subsecretária de Defesa dos Estados Unidos, Kathleen Hicks, declarou ao Congresso desse país que Washington trabalha em uma iniciativa alternativa ao plano da ONU, que, segundo ela, estaria condenado ao fracasso.

Derek Chollet, chefe de estratégias do Conselho de Segurança Nacional, assumiu a mesma posição.

Hicks, por sua vez, propôs em uma audiência do Senado que o Pentágono estude a possibilidade de mobilizar tropas na fronteira turca com a Síria visando a "criar uma zona de segurança".

"Estamos planificando diferentes estratégias para uma vasta gama de palcos possíveis, inclusive a possibilidade de ajudar nossos aliados nas zonas de fronteira", sustentou Hicks.


Fonte: Prensa Latina