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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Strauss-Kahn, joga combustível no fogo das eleições francesas



Combustíveis Strauss-Kahn o fogo das eleições francesas

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, acusou o governo de Nicolas Sarkozy, de colocá-lo sob vigilância semana antes de ser preso sob a acusação de assédio sexual.

Em entrevista exclusiva ao jornal britânico The Guardian, o ex-chefe do FMI disse que foi objecto de um plano político, ligado a Sarkozy e seu partido, União por um Movimento Popular (UMP,  sua sigla em francês) para deixá-lo fora da corrida presidencial em andamento na França.

"Talvez eu era politicamente ingênuo, mas eu não achava que ele iria tão longe ... Eu pensei que não poderiam encontrar nada que pudesse me parar", disse o francês 63 anos de idade, detido em Nova York, depois do escândalo Sofitel, que Nafissatou Diallo o denunciou por abuso sexual.



Na entrevista com o jornal britânico, o ex-chefe do FMI disse que o dia do incidente recebeu uma mensagem de texto em seu telefone celular que um amigo o alertou de que suas comunicações foram sendo interceptados.

Strauss Kahn disse que as acusações, que faz a Sarkozy, são baseadas em pesquisa própria, em colaboração com o detetive Solutions Guidepost, de acordo com o The Guardian.

 A pedido dos promotores do caso, que  consideraram as declarações garçonete Diallo não fiáveis,as acusações foram rejeitadas pelo juiz do caso

No entanto, na França, Strauss-Kahn está sob um processo por supostamente se envolver em uma rede de prostituição de alto perfil hotéis franceses.

Na entrevista, o ex-diretor do FMI disse que o escândalo não tivesse ocorrido, teria batido Sarkozy.

Hollande eo atual presidente francês se enfrentarão novamente em 6 de Maio.


Fonte: Cubasi

domingo, 29 de abril de 2012

A queda de Bo Xilai

 

 
A queda de Bo Xilai
foto: EPA

Na entrevista exclusiva concedida à Voz da Rússia Gordon Chang, autor do livro Coming Collapse of China, contou sobre o escândalo complicado, que tinha envolvido os membros da cena política da China. O escândalo resultou não só em queda do antigo líder do Partido Comunista Bo Xilai, mas também em descoberta da informação sobre numerosos casos de corrupção em todas as frações do governo.

Pergunta: Uma intriga política complicada, que às vezes parece incrível, foi a causa da queda do ex-líder do Partido Comunista da China Bo Xilai. Uma vez considerado exemplo da nova geração dos líderes do Partido, hoje ele é acusado de participar em torturas e um assassinato e de ter ligações com o ex-chefe da Polícia, que agora está procurando refúgio nos EUA. O processo contra ele pela primeira vez atraiu a atenção da mídia por ser ligado ao assassinato misterioso do empresário britânico Neil Heywood. A investigação que seguiu tornou-se um dos maiores escândalos políticos na história da China. O governo chinês sabia sobre a corrupção de Bo Xilai? Por que é ele que o governo tenta excluir?
Resposta: Os líderes do Partido Comunista estão na luta constante pelo poder. Neste ano os líderes da quarta geração, chefiados por Hu Jintao, deverão entregar o poder à quinta geração, que supostamente está sob controle de Xi Jinping. Devido a esta mudança do poder, que ocorre uma vez em decênio, os líderes do Partido Comunista confrontam-se na luta, que ultimamente tem adquirido dimensões muito maiores. Bo Xilai teve um forte apoio político, que o teria feito membro permanente do Comitê do Bureau Político, no qual entram os líderes políticos da China. Não todos gostaram desta perspetiva, por isso foi resolvido deslocá-lo. Por esta causa recentemente foi publicada a informação privada sobre Bo Xilai e a esposa dele, sobre a morte de Neil Heywood e muitos outros aspectos intrigantes do escândalo.
Pergunta: Bo Xilai é “herdeiro”. Podia explicar, o que isso significa e por que este aspecto é importante nesse caso?
Resposta: O “herdeiro” é o descendente dos primeiros líderes da República Popular da China. O pai de Bo, Bo Yibo, foi um dos “oito imortais” da República Popular da China. Os “herdeiros” consideram-se pela tradição membros de uma fração do Partido Comunista. As outras frações são, como se considera, o Grupo de Xangai, chefiado pelo antigo líder Jiang Zemin, e a fração da União da Juventude Comunista, chefiada por Hu Jintao, líder atual. Os “herdeiros” são um grupo não oficial, provavelmente, não tão unido, mas ao menos significante, porque Xi Jinping, que é um dos “herdeiros”, no final do ano poderá tornar-se o próximo líder da China. Por isso a atenção das pessoas é atraída frequentemente pela fração dos “herdeiros”.
Rergunta: A corrupção existe dentro da fração dos “herdeiros”?
Resposta: Existe, sim, como em todas as outras frações. Atualmente o problema do Partido Comunista é o fato de a corrupção ter saído de controle, porque na China há dinheiro demais devido ao crescimento rápido da economia. O que, por sua vez, faz o povo renegar o governo. É um problema existente, porque no passado a corrupção foi a causa da queda de dinastias, e hoje, como parece, a história repete-se. Existem informações de umas fontes não confirmadas, que Gu Kailai, a esposa de Bo, matou o britânico Neil Heywood, porque Heywood tinha exigido uma grande parte da soma pela transferência de grandes somas de dinheiro para o estrangeiro. Não sei se essa informação é verdadeira ou errada, mais provavelmente, ela não é nada verdadeira, mas é isto que o povo chinês lê cotidianamente na mídia. Isso influencia bastante negativamente a reputação do Partido Comunista.
Pergunta: Bo Xilai também participou nas atividades do exército. Podia explicar, como o processo contra Bo Xilai poderá influenciar a descoberta da informação sobre a corrupção no Exército da Libertação Nacional?
Resposta: A esposa de Bo Xilai é filha de um general e a família dela está envolvida na corrupção dentro do Exército da Libertação Nacional. Em cada estrutura estatal da China existe a corrupção e o Exército da Libertação Nacional não fugiu a esta sorte, como resultado, agora nós vemos escândalos em grande escala, ligados à corrupção e ao exército, desenvolvendo-se. Este fato é muito significante, porque Bo Xilai tem ligações com pessoas dentro do Exército. Na primeira semana de desenvolvimento do escândalo, no início de fevereiro, Bo partiu sem demora rumo à província de Hunan, onde se encontra o Estado-Maior General do 14º grupo do Exército. É claro, que a lealdade do exército está sob questão, apesar dos chamamentos e discursos de Hu Jintao endereçados ao exército do país. Especialmente, levando em conta os rumores sobre tres golpes militares neste ano, que talvez tenham sido verdadeiros.
Pergunta: Bo Xilai gastou milhões em construir habitação para pobres, apoiou-os e lutou contra a corrupção. Bo Xilai tem apoio da parte do povo? O que é povo diz sobre o escândalo?
Resposta: Bo é muito popular, porque ele fez muito mais do que os outros líderes para apoiar os pobres. Não queria dizer que ele fosse um reformador verdadeiro ou que os outros líderes do Partido Comunista não tenham tentado apoiar os pobres. Mas Bo fez mais do que os outros, por isso ele é extremamente popular no meio do povo chinês. Muitas pessoas estão tristes por causa de os outros líderes políticos tentarem deslocá-lo, o que significa, que as manifestações em apoio de Bo, ocorridas em Chongqing, podem repetir-se também em outras regiões.
Pergunta: Considera que os protestos de massas, parecidos àquele que decorreu na Praça Tian’anmen, podem repetir-se?
Resposta: Sim, e eu não sou a única pessoa que fala sobre isso. Os principais analíticos chineses falam sobre a possibilidade de os protestos de massas terem lugar em todo o país. Este aspecto é surpreendente, porque há só alguns meses foram eles quem asseguraram, que as mudanças decorreriam tranquilamente e que o partido já se tinha estabelecido decisivamente. É pasmoso ver a reavaliação da importância da desestabilidade social. Não afirmo, que os protestos terão lugar, mas estou certo, que isto é muito provável. Todos os rumores só agravam a deslegitimação da Direção do Partido. Bo Xilai e os seus apoiantes têm todas as razões para atacar os seus oponentes.


Fonte: ruvr.ru

Manifesto do PCR aos trabalhadores brasileiros

Manifesto do PCR aos trabalhadores brasileiros neste 1º de maioManifesto do PCR aos trabalhadores brasileiros
Viva o 1º de Maio! Viva a luta dos trabalhadores!
Em 1886, na cidade de Chicago, EUA, os operários cansados da superexploração que sofriam e dos baixos salários, se amotinaram nas ruas daquela cidade, travando uma batalha campal com a polícia, na luta pela redução da jornada de trabalho. A repressão contra as manifestações dos trabalhadores nos EUA foi feroz. A Justiça, a serviço dos patrões, condenou quatro líderes da grande rebelião à morte e outros quatro à prisão.
O exemplo de luta dos operários norte-americanos se espalhou por todo o mundo e desde então os trabalhadores unem-se no dia 1º de maio para defender os seus direitos, celebrar a luta contra a exploração capitalista e afirmar seu objetivo de construir uma nova sociedade sem opressão e sem exploração, a sociedade socialista.
Hoje, após quatro anos da maior crise do sistema capitalista desde a 2ª Guerra Mundial, os donos dos bancos e dos monopólios industriais e comerciais, os patrões, voltam a defender o aumento da jornada de trabalho e o fim de vários direitos dos trabalhadores conquistados após décadas de luta, unicamente para manter seus lucros crescendo.
Portanto, o objetivo dos capitalistas e de seus governos é proteger os seus interesses jogando sobre os ombros do povo as consequências da atual crise econômica. Esta é razão para várias medidas como redução dos salários, diminuição do valor das aposentadorias, cortes das verbas para a saúde e educação, adoção da terceirização e, também, as guerras imperialistas.
A consequência dessa política é a piora das condições de vida dos trabalhadores, enquanto os ricos seguem vivendo no luxo e no esbanja-mento. De fato, enquanto os lucros dos capitalistas batem recordes, o salário mínimo no Brasil deveria ser, segundo o Dieese, R$ 2.295,58, ou seja, 3,69 vezes o atual (R$ 622,00). Além disso, temos uma das maiores jornadas de trabalho do mundo e as mulheres são ainda mais exploradas: recebem salários 25% menores que os dos homens e não têm creches nos locais de trabalho.
Em resposta a essa política das classes dominantes, os trabalhadores têm realizado greves e manifestações para impedir que os governos de seus países apliquem medidas econômicas que tornarão a vida insuportável, como a demissão em massa de servidores públicos, aumento dos preços dos aluguéis e alimentos, privatização da saúde, educação e previdência.
No Brasil não é diferente. Enquanto recebemos um salário de fome e vivemos endividados, um minúsculo grupo de pessoas, os capitalistas, donos das principais indústrias, terras, lojas e bancos, não para de enriquecer. Só os donos do Bradesco tiveram um lucro de R$ 10,22 bilhões no ano passado e os da Vale do Rio Doce, um lucro de R$ 30,1 bilhões. Não bastasse, ainda recebem diversos benefícios, como o recente pacote de apoio aos empresários da indústria de R$ 60,4 bilhões. Por outro lado, o governo corta R$ 2 bilhões no orçamento da Educação e R$ 5 bilhões na Saúde.
Essa injustiça precisa acabar.
Por isso, nesse 1º de Maio, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras a se unirem contra a exploração capitalista, os baixos salários e a carestia, e lutarem por um Brasil socialista e um mundo de paz e de igualdade de verdade.
Viva o 1º de Maio!
Viva a revolução! Viva o socialismo!
Partido Comunista Revolucionário (PCR)


Fonte: AVERDADE

Reflexões do Companheiro Fidel: Um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue

 
Em Reflexão intitulada “O que Obama sabe”, Fidel Castro adverte o presidente estadunidense Barack Obama e os inimigos da Revolução bolivariana para o perigo de ações contra o poder revolucionário venezuelano no caso de o presidente Hugo Chávez não conseguir superar sua enfermidade: “Um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela. O sangue venezuelano é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano”. Leia a íntegra.
O artigo mais demolidor que vi neste momento sobre a América Latina foi escrito por Renan Vega Cantor, professor titular da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá e publicado há três dias no sítio da internet Rebelion, sob o título “Ecos da Cúpula das Américas”.
É curto e não devo fazer versões dele, os estudiosos do tema podem encontrá-lo no sítio indicado.
Em mais de uma oportunidade mencionei o infame acordo que os Estados Unidos impuseram aos países da América Latina e do Caribe ao criar a OEA, naquela reunião de chanceleres, que teve lugar na cidade de Bogotá, no mês de abril de 1948; nessa data, por mero acaso, encontrava-me ali promovendo um congresso latino-americano de estudantes, cujos objetivos fundamentais eram a luta contra as colônias europeias e as sangrentas tiranias impostas pelos Estados Unidos neste hemisfério.
Um dos mais brilhantes líderes políticos da Colômbia, Jorge Eliécer Gaitan, que com crescente força tinha unido os setores mais progressistas da Colômbia que se opunham ao engendro ianque e de cuja próxima vitória eleitoral ninguém duvidava, deu seu apoio ao congresso estudantil. Foi assassinado traiçoeiramente. Sua morte provocou a rebelião que prosseguiu ao longo de mais de meio século.

As lutas sociais têm-se prolongado por milênios, quando os seres humanos, mediante a guerra, dispuseram de um excedente de produção para satisfazer as necessidades essenciais da vida.
Como se sabe, os anos de escravidão física, a forma mais brutal de exploração, estenderam-se em alguns países até pouco mais de um século atrás, como ocorreu em nossa própria Pátria na etapa final do poder colonial espanhol.
Nos próprios Estados Unidos a escravidão dos descendentes de africanos se prolongou até a presidência de Abraham Lincoln. A abolição dessa forma brutal de exploração se produziu apenas 30 anos antes que em Cuba.
Martin Luther King sonhava com a igualdade dos negros nos Estados Unidos até há apenas 44 anos, quando foi vilmente assassinado, em abril de 1968.
Nossa época se caracteriza pelo avanço acelerado da ciência e da tecnologia. Estejamos ou não conscientes disso, é o que determina o futuro da humanidade, trata-se de uma etapa inteiramente nova. A luta real de nossa espécie por sua própria sobrevivencia é o que prevalece em todos os rincões do mundo globalizado.
De imediato, todos os latino-americanos e de modo especial nosso país, serão afetados pelo processo que tem lugar na Venezuela, berço do Libertador da América.
Não preciso repetir o que vocês sabem: os vínculos estreitos de nosso povo com o povo venezuelano, com Hugo Chávez, promotor da Revolução Bolivariana, e com o Partido Socialista Unido criado por ele.
Uma das primeiras atividades promovidas pela Revolução Bolivariana foi a Cooperação Médica de Cuba, um campo em que nosso país alcançou especial prestígio, reconhecido hoje pela opinião pública internacional. Milhares de centros dotados com equipamentos de alta tecnologia que a indústria mundial especializada fornece, foram criados pelo governo bolivariano para atender seu povo. Chávez, por sua parte, não selecionou custosas clínicas privadas para atender a sua própria saúde; pôs esta em mãos dos serviços médicos que oferecia a seu povo.
Ademais, nossos médicos consagraram uma parte de seu tempo à formação de médicos venezuelanos em salas de aula devidamente equipadas pelo governo para essa tarefa. O povo venezuelano, com independência de seus recursos pessoais, começou a receber os serviços especializados de nossos médicos, situando-os entre os melhores do mundo e seus indicadores de saúde começaram a melhorar visivelmente.
O presidente Obama sabe disto perfeitamente bem e comentou sobre isso com alguns de seus visitantes. A um deles disse com franqueza: “o problema é que os Estados Unidos enviam soldados e Cuba, diferentemente, envia médicos”.
Chávez, um líder, que em 12 anos não conheceu um minuto de descanso e com uma saúde de ferro, viu-se, contudo, afetado por uma inesperada enfermidade, descoberta e tratada pelo próprio pessoal especializado que o atendía; não foi fácil persuadi-lo da necessidade de prestar atenção máxima a sua própria saúde. Desde então, com exemplar conduta, cumpriu estritamente as medidas pertinentes, sem deixar de cumprir seus deveres como Chefe de Estado e líder do país.
Atrevo-me a qualificar sua atitude como heroica e disciplinada. De sua mente não se afastam, nem um minuto sequer, suas obrigações, às vezes até o esgotamento. Posso dar fé disso porque não deixei de ter contato e trocar opiniões com ele. Sua fecunda inteligência não parou de consagrar-se ao estudo e à análise dos problemas do país. Ele se diverte com a baixeza e as calúnias dos porta-vozes da oligarquia e do império. Jamais ouvi dele insultos nem baixezas ao falar de seus inimigos. Não é sua linguagem.
O inimigo conhece as arestas de seu caráter e multiplica seus esfoerços destinados a caluniar e golpear o Presidente Chávez. De minha parte não vacilo em afirmar minha modesta opinião ─ emanada de mais de meio século de luta ─ de que a oligarquia jamais poderia governar de novo esse país. É, por isso, preocupante que o governo dos Estados Unidos tenha decidido em tais circunstâncias promover a derrocada do governo bolivariano.
Por outro lado, insistir na caluniosa campanha de que na alta direção do governo bolivariano existe uma desesperada luta pelo comando do governo revolucionário se o Presidente não consegue superar sua enfermidade, é uma grosseira mentira.
Pelo contrário, tenho podido observar a mais estreita unidade da direção da Revolução Bolivariana.
Em tais circunstancias, um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela. O sangue venezuelano é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano.
É preciso partir desta realidade, ao analisar a situação política da Venezuela.
Compreende-se por que o hino dos trabalhadores exorta a mudar o mundo afundando o império burguês?
Fidel Castro Ruz
27 de abril de 2012, às 19h59
Fonte: Cubadebate
Tradução: José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho
 
Fonte: Solidários