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domingo, 17 de dezembro de 2017

Processo de Mudança na Bolívia avança com apoio popular

La Paz, 17 dez (Prensa Latina) Cerca de um milhão de bolivianos ratificaram seu apoio ao processo de mudança no país, liderado hoje pelo presidente Evo Morales, ao apoiar a continuidade do mandatário para o período de 2020-2025.

Defender a Síria é defender a Palestina, diz Hezbollah

Beirute, 17 dez (Prensa Latina) O secretário geral da Resistência Islâmica Libanesa ou Hezbollah, Hasan Nasrallah, afirmou que defender a Síria é também defender a causa do povo palestino.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Mudança Dialética

Dando continuidade as publicações sobre a Dialética, dispomos hoje sua primeira Lei, após a Introdução ao Estudo da Dialética, no dia 9/12/2017. Como vimos, Herácrito foi o pai da dialetica por perceber as mudanças que ocorriam na natureza. A incipiencia da ciência, obstruiam o entendimento do processo. Por isso era uma dialética metafisica, que caiu no esquecimento. Hegel, discubriu a dialética onde via a mudança e as transformações na natureza e no universo. Mas, como era filosofo idealista, via o processo pela condução do espirito. Marx e Engels, seus discipulos, mas materialistas, retiraram o carater metafisico da dialética, introduzindo o materialismo, mas mantendo sua nomenclatura dialética materialista.

PRIMEIRA LEI: A MUDANÇA DIALÉTICA

I. — O que se entende pelo movimento dialético.
II. — <<Para a dialética, não existe nada de definitivo, de absoluto, de sagrado...» (ENGELS)
III. — O processo.

I. — O que se entende pelo movimento dialético.
A primeira lei da dialética começa por constatar que «nada fica onde está, nada permanece o que é». Quem diz dialética diz movimento, mudança. Por conseguinte, quando se fala de se colocar no ponto de vista da dialética, isso quer dizer colocar-se no do movimento, da mudança: quando quisermos estudar as coisas segundo a dialética, estudá-las-emos nos seus movimentos, na sua mudança.
Eis uma maçã. Temos duas maneiras de a estudar: por um lado, do ponto de vista metafísico, por outro, do dialético.
No primeiro caso, daremos uma descrição desse fruto, a sua forma, a sua cor. Enumeraremos as suas propriedades, falaremos do seu gosto, etc.... Depois, poderemos comparar a maçã com uma pera, ver as semelhanças, as diferenças e, enfim, concluir: uma maçã é uma maçã, e uma pera é uma pera. Era assim que se estudavam as coisas outrora, numerosos livros testemunham-no.
Se queremos estudar a maçã do ponto de vista dialético, colocar-nos-emos no do movimento; não do movimento da maçã quando rola e se desloca, mas do da sua evolução. Então, constataremos que a maçã madura não foi sempre o que é. Primeiramente, era uma maçã verde. Antes de ser uma flor, era um botão; e, assim, chegaremos até ao estado da macieira na primavera. A maçã não foi, pois, sempre uma maçã, tem uma história; e, de fato, não permanecerá o que é. Se cai, apodrecerá, decompor-se-á, libertará as sementes, que darão, se tudo correr bem, um rebento, depois uma árvore. Portanto, a maçã não foi e também não ficará sempre o que é.
Eis o que se chama estudar as coisas do ponto de vista do movimento. É o estudo do ponto de vista do passado e do futuro. Ao estudar assim, já não se vê a maçã presente senão como uma transição entre o que era, o passado, e o que se tomará, o futuro.
Para situar bem esta maneira de ver as coisas, vamos, ainda, tomar dois exemplos: a terra e a sociedade.
Colocando-nos no ponto de vista metafísico, descreveremos a forma da terra em todos os seus detalhes.
Constataremos que, na sua superfície, há mares, terras, montanhas; estudaremos a natureza do solo. Depois, poderemos comparar a terra aos outros planetas ou à lua, e concluiremos, enfim: a terra é a terra.
Enquanto que ao estudar a história da terra do ponto de vista dialético, veremos que não foi sempre o que é, sofreu transformações e, por conseguinte, sofrerá, no futuro, de novo, outras mais. Devemos, portanto, considerar hoje que o estado atual da terra é apenas uma transição entre as mudanças passadas e as futuras.
Transição na qual as mudanças que se efetuam são imperceptíveis, embora sejam a uma escala muito maior do que as que se efetuam na maturação da maçã.
Vejamos, agora, o exemplo da sociedade, que nos  interessa particularmente. Apliquemos sempre os dois métodos: do ponto de vista metafísico, dir-nos-ão que houve sempre ricos e pobres. Constataremos que há grandes bancos, fábricas enormes. Dar-nos-ão uma descrição detalhada da sociedade capitalista, que compararemos com as sociedades passadas (feudal, escravagista), procurando as
semelhanças ou as diferenças, e diremos: a sociedade capitalista é o que é.
Do ponto de vista dialético, aprenderemos que a sociedade capitalista não foi sempre o que é. Se constatarmos que, no passado, outras sociedades viveram um certo tempo, será para deduzir que a capitalista, como todas as outras, não é definitiva, não tem base intangível, mas, pelo contrário, é para nós apenas uma realidade provisória, uma transição entre o passado e o futuro.
Vemos, por alguns destes exemplos, que considerar as coisas do ponto de vista dialético é considerar cada coisa como provisória, como tendo uma história no passado, e devendo ter outra no futuro, tendo um começo, e devendo ter,um fim...

II. — «Para a dialética, não há nada de definitivo, de absoluto, de sagrado...»
Para a dialética, não há nada de definitivo, de absoluto, de sagrado; apresenta a caducidade de todas as coisas e em todas as coisas, e, para ela, nada existe além do processo ininterrupto do devir e do transitório48.
Eis uma definição que sublinha o que acabamos de ver, e que vamos estudar:
«Para a dialética, não há nada de definitivo-». Isto quer dizer que, para a dialética, tudo tem um passado e terá um futuro; que, por conseguinte, nada é de uma vez para sempre, e o que é hoje não é definitivo.
(Exemplos da maçã, da terra, da sociedade.)
Para a dialética, não existe nenhum poder no mundo, nem para além dele, que possa fixar as coisas num estado definitivo, portanto, «nada de absoluto». (Absoluto significa: que não está submetido a qualquer condição; por conseguinte, universal, eterno, perfeito.)
«Nada de sagrado», isto não quer dizer que a dialética despreze tudo. Não! Uma coisa sagrada é aquela que se considera como imutável, que não se deve nem tocar nem discutir, mas só venerar. A sociedade capitalista é «sagrada», por exemplo. Pois bem! A dialética diz que nada escapa ao movimento, à mudança, às transformações da história.
«Caducidade» vem de «caduco», que significa: que cai; uma coisa caduca é a que envelhece e deve desaparecer. A dialética mostra-nos que o que está caduco já não tem razão de ser, que tudo está destinado a desaparecer. O que é jovem torna-se velho; o que hoje tem vida morre amanhã, e nada existe, para a dialética, «além do processo ininterrupto do devir e do transitório».
Portanto, colocar-se do ponto de vista dialético é considerar que nada é eterno, salvo a mudança. É considerar que nenhuma coisa particular pode ser eterna, senão o «devir».
Mas, o que é o «devir» de que Engels fala na sua definição?
Vimos que a maçã tem uma história. Tomemos agora, por exemplo, um lápis, que também tem a sua.
Este lápis, que hoje está usado, foi novo. A madeira de que é feito sai de uma prancha, e esta de uma árvore.
Vemos, pois, que a maçã e o lápis têm cada um a sua história, e, uma e outro, não foram sempre o que são.
Mas, há uma diferença entre essas duas histórias? Certamente!
A maçã verde tornou-se madura. Podia, sendo verde, se tudo corresse bem, não se tornar madura? Não, devia amadurecer, assim como, caindo à terra, deve apodrecer, decompor-se, libertar as sementes.
Enquanto que a árvore de onde vem o lápis pode não se tornar prancha, e esta não se tornar lápis. Este pode, ele próprio, ficar sempre inteiro, não ser afiado.
Constatamos, portanto, entre estas duas histórias, uma diferença. No caso da maçã, é a maçã verde que se tornou madura, se nada de anormal se produziu, e é a flor que se tornou maçã. Por conseguinte, a uma dada fase, outra se segue necessariamente, inevitavelmente (se nada parar a evolução)..
Na história do lápis, pelo contrário, a árvore pode não se tornar prancha, esta não se tornar lápis, este não ser afiado. Logo, a uma dada fase, pode não se seguir a outra. Se a história do lápis percorre todas essas fases, é graças a uma intervenção estranha - a do homem.
No caso da maçã, encontramos fases que se sucedem, a segunda derivando da primeira, etc. Ela segue o «devir» de que fala Engels. No exemplo do lápis, as fases justapõem-se, sem resultar uma da outra. É que a maçã, essa segue um processo natural.

III. — O processo.
(Palavra que vem do latim, e quer dizer: marcha em frente, ou o ato de avançar, de progredir.)
Por que é que a maçã verde se torna madura? É por causa do que contém, por causa de encadeamentos internos que a obrigam a amadurecer; é porque era, mesmo antes de estar madura, uma maçã, que não podia deixar de amadurecer.
Quando se examina a flor que se tornará maçã, depois, a maçã verde que se tornará madura, constata-se que os encadeamentos que impelem a maçã na sua evolução atuam sob o domínio de forças internas a que chamamos autodinamismo, o que significa: força que vem do próprio ser.
Quando o lápis era ainda prancha, foi preciso a intervenção do homem para o fazer tornar-se lápis, porque nunca a prancha se transformaria, só por si, em lápis. Não houve forças internas, autodinamismo, processo.
Portanto, quem diz dialética, não diz só movimento, mas, também, autodinamismo.
Vemos, pois, que o movimento dialético contém em si o processo, o autodinamismo, que lhe é essencial.
Com efeito, nem todo o movimento ou mudança é dialético. Se tomarmos uma pulga, que vamos estudar do ponto de vista dialético, diremos que não foi nem será sempre o que é; se a esmagarmos, certamente, haverá, para ela, uma mudança, mas será dialética? Não. Sem nós, não seria esmagada. Essa mudança não é dialética, mas mecânica.
Devemos, por conseguinte, prestar muita atenção quando falamos da mudança dialética. Pensamos que, se a terra continuar a existir, a sociedade capitalista será substituída  por uma outra e depois por outra. Isto será uma mudança dialética. Mas, se a terra explodir, a sociedade capitalista desaparecerá, não por uma mudança autodinâmica, mas por uma mecânica.
Numa outra ordem de ideias, dizemos que há uma disciplina mecânica quando não é natural. Mas é autodinâmica quando é livremente consentida, isto é, quando vem do seu meio natural. Uma disciplina mecânica é imposta de fora; vem de chefes que são diferentes dos que comandam. (Compreendemos, então, quanto a disciplina não mecânica, a autodinâmica, não está ao alcance de todas as organizações!)
É-nos preciso, pois, evitar servir-nos da dialética de uma maneira mecânica. É uma tendência que nos vem do nosso hábito metafísico de pensar. Não é necessário repetir, como um papagaio, que as coisas não foram sempre o que são. Quando um dialético diz isso, deve procurar nos fatos o que as coisas foram antes.
Porque dizer isso não é o fim de um raciocínio, mas o começo dos estudos para observar minuciosamente o que as coisas foram antes.
Marx, Engels, fizeram estudos longos e precisos acerca do que foi a sociedade capitalista antes deles.
Observaram os detalhes mais ínfimos, para notar as mudanças dialéticas. Lenine, para descrever e criticar as mudanças da sociedade capitalista, analisar o período imperialista, fez estudos muito precisos, consultou numerosas estatísticas.
Quando falamos de autodinamismo, também nunca devemos fazer dele uma frase literária, devemos empregar essa palavra apenas com conhecimento de causa, e para os que a compreendam totalmente.
Enfim, depois de ter visto, ao estudar uma coisa, quais são as suas mudanças autodinâmicas, e dito qual se constatou, é preciso estudar, procurar de onde vem que seja autodinâmica.
É por isso que a dialética, as pesquisas e as ciências estão estreitamente ligadas.
A dialética não é um meio de explicar e de conhecer as coisas sem as ter estudado, mas o de estudar bem e fazer boas observações, pesquisando o começo e o fim das coisas, de onde vêm e para onde vão.
48 Friedrich EINGELS: «Ludwig Feuerbach»

 Próximo: SEGUNDA LEI: A AÇÃO RECIPROCA





sábado, 9 de dezembro de 2017

Coreia do Norte quer "independência, paz e amizade" com todos

23.08.2017
Entrevista: Coreia do Norte quer

















Entrevista com o Delegado Especial do Comitê para Relações Culturais com Países Estrangeiros do Governo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Alejandro Cao de Benós
Eduardo Vasco, Pravda.Ru
A Coreia do Norte vem sofrendo ininterruptamente as hostilidades por parte dos Estados Unidos desde o começo do ano. As últimas sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas visam isolar ainda mais o país economicamente e pressioná-lo politicamente para que acabe com seu programa nuclear.
As armas desenvolvidas pela nação asiática, estigmatizada como um perigo para o mundo, servem como um poderoso instrumento de defesa e dissuasão diante das agressões dos EUA, cujo presidente, Donald Trump, ameaça com "fogo e fúria" caso a RPDC se atreva a desafiá-lo.

Como a Coreia do Norte pode ser uma ameaça, se não é ela quem mantém tropas na fronteira com os EUA? Por acaso foi ela quem matou centenas de milhares de civis com bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki? É Pyongyang quem espalha suas bases militares por todo o globo? Quem é que detém quase oito mil armas nucleares, a Coreia? Essas são algumas das perguntas que se fazem os analistas críticos, ao questionarem a narrativa de Washington e da mídia internacional.Chama a atenção para qualquer pessoa atenta à realidade o discurso do governo dos EUA, reproduzido sem questionamentos pelos grandes meios de comunicação. Dizem que a Coreia do Norte é a ameaça, enquanto é difícil acreditar que um pequeno país que não se envolve em guerras pode representar uma ameaça à humanidade, especialmente aos EUA, que já bombardearam incontáveis países e possuem o maior poderio militar do planeta. O Pentágono mantém quase 40 mil tropas no Japão e mais de 23 mil na fronteira da Coreia do Sul com o Norte. As forças armadas estadunidenses fazem frequentes exercícios militares conjuntos com Seul próximo à fronteira, o que é interpretado por Pyongyang como uma clara provocação.
Pravda.Ru entrevistou o único ocidental a serviço do Estado norte-coreano. O espanhol Alejandro Cao de Benós é Delegado Especial do Comitê para Relações Culturais com Países Estrangeiros do Governo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).
Como o senhor explica essa inversão de posições feita pela mídia, que tacha a Coreia como uma ameaça e os EUA como os justiceiros?
É uma tática psicológica usada regularmente pelo sistema. A mídia a serviço do capital sempre tenta demonizar qualquer um que não siga os ditames do império estadunidense. Assim, tenta-se passar uma imagem de "terror" ou de "perigo iminente" que deve ser combatido pelo "guardião da democracia". Digamos que tenta-se transportar para o mundo real a fantasia do Capitão América ou do Superman, fazendo os inocentes parecerem vilões e os invasores como se fossem libertadores. Isso funciona de forma superficial, mas quando alguém se informa minimamente por fontes alternativas, se dá conta de que é tudo uma montagem, como as armas de destruição em massa do Iraque, que nunca existiram e que justificaram a invasão e destruição daquele país.
Qual é o motivo da RPDC desenvolver armas nucleares?
A dissuasão. As armas nucleares atuam como equalizador ante a maior potência nuclear do mundo, os EUA. Elas nos asseguram que o império não se atreverá a invadir a Coreia, porque isso resultaria em uma guerra termonuclear e no fim do mundo como o conhecemos. Os países com armas nucleares garantem seu futuro e a paz para sua população.
No último dia 15 de agosto o governo dos EUA publicou o relatório anual sobre liberdade religiosa e nele se afirma que a RPDC viola sistematicamente a liberdade de religião de seus cidadãos, embora ela seja garantida pela constituição do país e existam igrejas de diferentes matizes religiosas na RPDC. Afinal, os norte-coreanos são livres para expressar suas crenças religiosas?
Os norte-coreanos têm total liberdade para praticar suas crenças religiosas, de acordo com as religiões existentes no país: Budismo, Chondoísmo e Cristianismo (protestantes e católico). Esse relatório manipulado é parte da propaganda contínua para justificar a asfixia econômica e a invasão da RPD da Coreia.
A mídia também diz que o país é uma ditadura porque supostamente não há eleições. Isso é verdade?
Há eleições gerais a cada cinco anos. Qualquer cidadão maior de 17 anos pode votar e ser votado para a Assembleia Popular Suprema (o órgão máximo do país), que atualmente conta com 687 deputados.
Por que na RPDC se censura o que vem do Ocidente?
Porque não queremos que entre as porcarias de sua sociedade decadente. Consumo de drogas, prostituição, terrorismo, violência doméstica, individualismo, colonização cultural, etc.
Nosso modelo de sociedade é baseado na comunidade, no esforço conjunto, e o país está livre de muitas dessas doenças sociais, e queremos que continue assim.
O senhor pode nos explicar de forma resumida por que existe o culto ao Líder e à ordem, por que a sociedade norte-coreana é tão coesa? Essas características também dão aos ocidentais a impressão de que o governo controla a sociedade e que o país é uma ditadura.
Entender o carinho e a coesão para com o Líder é complicado sem se conhecer o confucionismo, o budismo e a história da nação coreana. Um ocidental não pode assimilar isso facilmente, porque a cultura é radicalmente diferente. Devemos entender a posição do Líder como um elemento de união, de coesão social, não a de um ditador que faz o que deseja. Pelo contrário, o Líder deve ser exemplo de humildade e que se senta no chão junto aos operários para ouvir seus conselhos. Digamos que ele é o eixo sobre o qual gira a unidade de ação. A Coreia esteve submetida à tortura e à invasão durante centenas de anos. Isso criou uma união no povo diante das ameaças exteriores, e se somarmos a isso o carisma e o carinho de nossos líderes para com o povo e vice-versa, temos o conceito de "grande família" da qual todos os cidadãos se sentem participantes.
Quais são as principais conquistas econômicas, científicas e tecnológicas da RPDC? O povo desfruta essas conquistas?
Na RPDC tudo pertence ao povo. Como tal, ele desfruta de todos os avanços arquitetônicos e de construção, de criação, tecnológicos etc. Desde o lançamento de satélites artificiais que asseguram uma melhor produção mineral e colheitas, até o desenvolvimento de smartphones e computadores próprios, passando pelo uso de energias renováveis em todos os campos, ou os avanços em medicina dos quais toda a população disfruta gratuitamente. Qualquer desenvolvimento é pensado para o benefício de todo o povo, e não só o de alguns poucos privilegiados.
O desenvolvimento dos foguetes e mísseis intercontinentais é o mais recente. Por um lado a nação economiza milhões de dólares em fotos e estudos desde o espaço, por outro inclui o país dentro do clube nuclear e o blinda contra a agressão externa. Dessa forma, o povo pode viver em paz, e não na miséria absoluta que a "democracia imperialista" promove, como na Líbia, no Afeganistão ou no Iraque.
A RPDC foi condenada ao isolamento pelas grandes potências. Mas como é a relação econômica e política com países próximos ideologicamente, como China, Vietnã, Cuba, Síria etc?
Existe uma relação comercial pública e outra "pela porta dos fundos". A RPDC tem estado submetida a sanções desde a criação do país. E ainda que a maioria dos antigos países socialistas seja agora parte da maquinaria capitalista, tem seus próprios interesses comerciais. Com os países citados existe não só colaboração comercial, mas também militar.
E como são as relações políticas com esses países?
As relações são positivas e há uma maior cooperação do que com os outros países, porque em vários casos as populações lutaram juntas, como na Guerra do Vietnã contra os EUA ou na independência da China contra o império japonês.
No último dia 16 de agosto o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou que o Brasil e outros países da América Latina deveriam romper relações com a RPDC. O que você diria ao povo brasileiro sobre isso? O que pensam o povo e o governo norte-coreanos sobre o Brasil e as relações entre esses dois países e povos?
Eu diria ao povo brasileiro [para se questionar] por que não tem direito a ser soberano e decidir independentemente sobre seu futuro e suas relações exteriores. É um insulto que o Sr. Pence se apresente em outros países e publicamente dê ordens aos povos do mundo. Isso demonstra até que ponto os EUA são um império e não lhes importa o que decidam os demais. Os cidadãos de cada país devem se levantar e exigir seu direito a controlar sua própria nação, e deixar de ser um instrumento da política dos outros.
As relações entre o Brasil e a RPD da Coreia foram avançando nos últimos anos. A abertura da Embaixada em Brasília é uma amostra da importância de tais relações e as possibilidades de colaboração entre ambas as nações. O Brasil pode ajudar muitíssimo a Coreia no tema agrícola, alimentar e florestal, e a Coreia pode ajudar na engenharia, tecnologias da informação e defesa.+
A política da Coreia nas relações exteriores é: Independência, Paz e Amizade. Isso significa uma política de braços abertos, a não intervenção em assuntos internos e o respeito pelos outros povos.
Eduardo Vasco
Pravda.Ru