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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Funcionária síria destaca triunfo antiterrorista em Ghouta Oriental

Damasco, 5 abr (Prensa Latina) A libertação de Ghouta Oriental de grupos terroristas demonstra que o Exército sírio triunfa em qualquer cenário contra essas formações radicais, sustentou hoje a Assessora Política e de Comunicação da Presidência, Bouzeina Shaaban.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Povo é criador da história e verdadeiro herói, diz Xi


Beijing, 28 mar (Xinhua) -- O povo é o criador da história e o verdadeiro herói, disse o presidente chinês, Xi Jinping, nesta terça-feira.

"Os esforços do povo chinês conduziram a uma transformação extraordinária da nação chinesa: levantou-se, enriqueceu-se e está se tornando forte!", disse Xi no encerramento da primeira sessão da 13ª Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo nacional da China.

 Apenas através da adesão e do desenvolvimento do socialismo com características chinesas, a nação chinesa pode realizar sua grande revitalização, disse o presidente Xi Jinping em uma reunião de encerramento da sessão legislativa anual nesta terça-feira.
"Temos um ambiente favorável de desenvolvimento que era inimaginável, mas também enfrentamos dificuldades e desafios sem precedentes", disse Xi ao apresentar um discurso a cerca de 3 mil legisladores da Assembleia Popular Nacional.

No 19º Congresso Nacional, o Partido Comuista da China (PCC) elaborou um plano para conquistar uma vitória decisiva na construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos, embarcando em uma nova jornada para construir plenamente um país socialista moderno e realizar a grande revitalização da nação chinesa, assinalou o presidente chinês.

Em comparação com o processo para materializar o plano em "uma outra Longa Marcha", Xi advertiu todo o país contra a satisfação com o status quo, a entrega à acomodação e conforto, ou a dispersão de preocupação por encanto.
Ele pediu que todas as pessoas sejam fiéis à aspiração original, adiram à missão e se esforcem para cumpri-la.

Com a adaptação à nova conjuntura histórica para o desenvolvimento da China, agindo em resposta à evolução da contradição principal na sociedade chinesa, Xi disse que o país sustentará a grande bandeira do socialismo com características chinesas e implementará completamente o espírito do 19º Congresso do Partido e as segunda e terceira sessões plenárias do 19º Comitê Central do PCC.

Ele prometeu seguir a orientação do Marxismo-Leninismo, o pensamento de Mao Zedong, a teoria de Deng Xiaoping, a Teoria da Tríplice Representatividade, o Conceito Científico de Desenvolvimento e o Pensamento sobre o Socialismo com Características Chinesas na Nova Época.

O presidente destacou o princípio fundamental de buscar o progresso e ao mesmo tempo garantir a estabilidade, a visão de desenvolvimento com foco no povo, a noção de "grande luta, grande projeto, grande causa e grande sonho", e a implementação coordenada do plano integrado de cinco esferas e a estratégia abrangente de quatro pontos.
"Temos toda a confiança em nosso futuro", assinalou Xi.

domingo, 1 de abril de 2018

Investimento Estatal cria em La Paz rede mais ampla do mundo.

La Paz, 1 abr (Prensa Latina) Com um investimento previsto de 750 milhões de dólares, dos quais 77,7 milhões aplicados pelo Banco Central em 2017, o governo do presidente Evo Morales cria sobre La Paz a rede mais extensa de teleféricos urbanos do mundo.

sexta-feira, 30 de março de 2018

De onde vem a religião?




De Valdir Pereira – notas e anotações sobre o pensamento filosófico do homem e o surgimento das religiões.

Engels deu-nos, sobre este assunto, uma resposta muito clara: «A religião nasce das concepções restritas do homem». (Restrito é tomado, aqui, no sentido de limitado.)
Para os primeiros homens, esta ignorância é dupla: ignorância da natureza, ignorância deles próprios. É preciso pensar constantemente nessa dupla ignorância, quando se estuda a história dos homens primitivos.
Na antiguidade grega, que consideramos já como uma civilização avançada, tal ignorância parece-nos infantil, por exemplo, quando se vê que Aristóteles pensava que a terra era imóvel, que era o centro do mundo, e à sua volta giravam planetas. (Estes, que via em número de 46, estavam fixos, como pregos num teto, e era esse conjunto que girava à volta da terra...)
Os Gregos pensavam, também, que havia quatro elementos: a água, a terra, o ar e o fogo, e que não era possível decompô-los. Sabemos que tudo isso é falso, uma vez que decompomos, agora, a água, a terra e o ar, não considerando o fogo como um corpo da mesma ordem.
Acerca do próprio homem, os Gregos eram também muito ignorantes, uma vez que não conheciam a função dos nossos órgãos, e consideravam, por exemplo, o coração como o centro da coragem!
Se a ignorância dos sábios gregos, que consideramos já como mais avançados, era tão grande, como seria, então, a dos homens que viveram milhares de anos antes deles? As concepções que os homens primitivos tinham da natureza e deles próprios eram limitadas pela ignorância. Mas tentavam, apesar de tudo, explicar as coisas. Todos os documentos que possuímos sobre os homens primitivos dizem-nos que estavam muito preocupados com os sonhos. Vimos, como tinham resolvido este problema dos sonhos pela crença na existência de um «duplo» do homem. No início, atribuíam a esse duplo uma espécie de corpo transparente e leve, com uma consistência ainda material. Só muito mais tarde, nascerá no seu
espírito a concepção de que o homem tem nele um princípio imaterial, que lhe sobrevive, um princípio espiritual (a palavra vem de espírito, que, em latim, quer dizer sopro, o sopro que se vai com o último suspiro, quando se entrega a alma a Deus, só subsistindo o «duplo»). É, então, a alma que explica o pensamento, o sonho.
Na idade média, tinha-se concepções bizarras sobre a alma. Pensava-se que, num corpo gordo, havia uma
alma diminuta e, num corpo franzino, uma grande alma; é por isso que, nessa época, os ascetas faziam longos e frequentes jejuns, para ter uma grande alma, fazer uma morada grande para ela.
Admitindo, sob a forma do duplo transparente, depois sob a da alma, princípio espiritual, a sobrevivência do homem após a morte, os homens primitivos criaram os deuses.
Acreditando, primeiramente, em seres mais poderosos do que os homens, existindo sob uma forma ainda material, chegaram, insensivelmente, à crença em deuses, existindo sob a forma de uma alma superior à nossa. E é deste modo que, depois de ter criado uma multidão de deuses, cada um com a sua função definida, como na antiguidade grega, chegaram à concepção de um só Deus. Então, foi criada a religião monoteísta atual. Assim, vemos que, na origem da religião, mesmo sob a sua forma atual, esteve à ignorância.
O idealismo nasce, pois, das concepções limitadas do homem, da sua ignorância; enquanto que o materialismo, pelo contrário, do recuo desses limites.
Vamos assistir, no decurso da história da filosofia, a essa luta contínua entre o idealismo e o materialismo.
Este quer fazer recuar as fronteiras da ignorância, e isto será uma das suas glórias e um dos seus méritos. O idealismo, pelo contrário, e a religião que o alimenta fazem todos os esforços para manter a ignorância e tirar proveito desta ignorância das massas, para lhes fazer admitir a opressão, a exploração e a submissão

I— Duas maneiras de explicar o mundo.
Vimos que a filosofia é o «estudo dos problemas mais gerais», e que tem por fim explicar o mundo, a natureza, o homem.
Se abrirmos um manual de filosofia burguesa, ficamos espantados com o grande número de filosofias diversas que aí se encontram. São designadas por múltiplas palavras, mais ou menos complicadas, terminando em «ismo»: o criticismo, o evolucionismo, o intelectualismo, etc., e esta quantidade cria a confusão. A burguesia, aliás, nada fez para esclarecer a situação, antes pelo contrário. Mas, podemos já fazer
a triagem de todos esses sistemas, e distinguir duas grandes correntes, duas concepções nitidamente opostas:
a) A concepção científica.
b) A concepção não científica do mundo.

II. — A matéria e o espírito.
Quando os filósofos tentaram explicar o mundo, a natureza, o homem, tudo o que nos rodeia, enfim, foram levados a fazer distinções. Nós próprios constatamos que há coisas, objetos que são materiais, que vemos e tocamos. Depois, outras realidades que não vemos e não podemos tocar, nem medir, como as nossas ideias.
Classificamos, portanto, assim as coisas: por um lado, as que são materiais; por outro, as que não o são, e pertencem ao domínio do espírito, do pensamento, das ideias.Foi assim que os filósofos se encontraram em presença da matéria e do espírito.

III. — O que é a matéria? O que é o espírito?
Acabamos de ver, de uma maneira geral, como se foi levado a classificar as coisas, conforme são matéria ou espírito.
Mas devemos estabelecer que esta distinção se faz sob diversas formas e com palavras diferentes.
É assim que, em vez de falar do espírito, falamos, afinal, do pensamento, das nossas ideias, da nossa consciência, da alma, assim como, falando da natureza, do mundo, da terra, do ser, é da matéria que se trata.
Assim, ainda quando Engels, no seu livro «Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã», fala do ser e do pensamento, o ser é a matéria; o pensamento, o espírito.
Para definir o que é o pensamento ou o espírito, o ser ou a matéria, diremos:
O pensamento é a ideia que fazemos das coisas; algumas dessas ideias vêm-nos ordinariamente das nossas sensações e correspondem a objetos materiais; outras, como as de Deus, filosofia, infinito, do próprio pensamento, não correspondem a objetos materiais. O essencial, que devemos ajustar aqui, é que temos ideias, pensamentos, sentimentos, porque vemos e sentimos.
A matéria ou o ser é o que as nossas sensações e percepções nos mostram e apresentam, é, duma maneira geral, tudo o que nos rodeia, a que se chama o «mundo exterior». Exemplo: a minha folha de papel é branca.
Saber que é branca é uma ideia, e são os meus sentidos que me dão tal ideia. Mas a matéria é a própria folha.
É por isso que, quando os filósofos falam das relações entre o ser e o pensamento, ou entre o espírito e a matéria, ou entre a consciência e o cérebro, etc., tudo isso diz respeito à mesma pergunta, e significa: qual é, da matéria ou do espírito, do ser ou do pensamento, o termo mais importante? Qual é o que é anterior ao outro? Tal é a interrogação fundamental da filosofia.