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sexta-feira, 27 de julho de 2012

A blogofobia de José Serra

Por Leandro Fortes







A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles de José Serra, e não é de agora. Na campanha eleitoral de 2010, o tucano experimentou, pela primeira vez, o gosto amargo da quebra da hegemonia da mídia que o apóia – toda a velha mídia, incluindo os jornalões, as Organizações Globo e afins. O marco zero desse processo foi a desconstrução imediata, online, da farsa da bolinha de papel na careca do tucano, naquele mesmo ano, talvez a ação mais vexatória da relação imprensa/política desde a edição do debate Collor x Lula, em 1989, pela TV Globo. Aliás, não houvesse a internet, o que restaria do episódio do “atentado” ao candidato tucano seria a versão risível e jornalisticamente degradante do ataque do rolo de fita crepe montado às pressas pelo Jornal Nacional, à custa da inesquecível performance do perito Ricardo Molina.
A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles de José Serra, e não é de agora. Foto:Istockphoto
A repercussão desse desmonte midiático na rede mundial de computadores acendeu o sinal amarelo nas campanhas de marketing do PSDB, mas não o suficiente para se bolar uma solução competente nas hostes tucanas. Desmascarado em 2010, Serra reagiu mal, chamou os blogueiros que lhe faziam oposição de “sujos”, o que, como tudo o mais na internet, virou motivo de piada e gerou um efeito reverso. Ser “sujo” passou a ser um mérito na blogosfera em contraposição aos blogueiros “limpinhos” instalados nos conglomerados de mídia, a replicar como papagaios o discurso e as diatribes dos patrões, todos, aliás, alinhados à campanha de Serra.
Ainda em 2010, Serra tentou montar uma tropa de trolls na internet comandada pelo tucano Eduardo Graeff, ex-secretário-geral do governo Fernando Henrique Cardoso. Este exército de brucutus, organizado de forma primária na rede, foi facilmente desarticulado, primeiro, por uma reportagem de CartaCapital, depois, por uma investigação do Tijolaço.com, blog noticioso, atualmente desativado, do ministro Brizola Neto, do Trabalho.
Desde então, a única estratégia possível para José Serra foi a de desqualificar a atuação da blogosfera a partir da acusação, iniciada por alguns acólitos ainda mantidos por ele nas redações, de que os blogueiros “sujos” são financiados pelo governo do PT para injuriá-lo. Tenta, assim, generalizar para todo o movimento de blogs uma realidade de poucos, pouquíssimos blogueiros que conseguiram montar um esquema comercial minimamente viável e, é preciso que se diga, absolutamente legítimo.
Nos encontros nacionais e regionais de blogueiros dos quais participo, há pelo menos três anos, costumo dar boas risadas com a rapaziada da blogosfera que enfrenta sozinha coronéis da política e o Poder Judiciário sobre essa acusação de financiamento estatal. Como 99% dos chamados blogueiros progressistas (de esquerda, os “sujos”) se bancam pelo próprio bolso, e com muita dificuldade, essa discussão soa não somente surreal, mas intelectualmente desonesta. Isso porque nada é mais financiado por propaganda governamental e estatal do que a velha mídia nacional, esta mesma que perfila incondicionalmente com Serra e para ele produz, não raramente, óbvias reportagens manipuladas. Sem a propaganda oficial do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, todos esses gigantes que se unem para defender a liberdade de imprensa e expressão nos convescotes do Instituto Millenium estariam mendigando patrocínio de açougues e padarias de bairro para sobreviver.
Como nunca conseguiu quebrar a espinha dorsal da blogosfera e é um fiasco quando atua nas redes sociais, a turma de Serra tenta emplacar, agora, a pecha de “nazista” naqueles que antes chamou de “sujo”. É uma estratégia tão primária que às vezes duvido que tenha sido bolada por adultos.
Um candidato de direita, apoiado pelos setores mais reacionários, homofóbicos, racistas e conservadores da sociedade brasileira a chamar seus opositores de nazistas. Antes fosse só uma piada de mau gosto.
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O valerioduto abasteceu Gilmar Mendes

 

O ministro do STF na lista dos beneficiários do esquema
CartaCapital publica na edição que chega às bancas em São Paulo nesta sexta-feira 27 uma lista inédita de beneficiários do caixa 2 da campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo em 1998. O esquema foi operado pelo publicitário Marcos Valério de Souza, que assina a lista, registrada em cartório. O agora ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aparece entre os beneficiários. Mendes teria recebido 185 mil reais.
Há ainda governadores, deputados e senadores na lista. Entre os doadores, empresas públicas e prefeituras proibidas de fazer doações de campanha. O banqueiro Daniel Dantas também aparece como repassador de dinheiro ao caixa 2.
A documentação foi entregue à Polícia Federal pelo advogado Dino Miraglia Filho, de Belo Horizonte. Ele defende a família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada em 2000. Segundo Miraglia, a morte foi “queima de arquivo”, pois a modelo participava do esquema e era escalada para transportar malas de dinheiro. Na lista, Cristiana aparece como destinatária de 1,8 milhão de reais.

Carta Capital

ULAN - Declaração de La Paz

El II Comité Ejecutivo de la Unión Latinoamericana de Agencias de Noticias reunido en La Paz los días 19 y 20 de julio reafirma su adhesión a los principios de la Democratización de la Comunicación y la Universalización del Derecho a la Información, luego de evaluar el estado de los procesos de comunicación en los países de América Latina.
La reafirmación de nuestra filosofía se sustenta en la convicción de que las grandes mayorías, representadas por gobiernos de extracción y esencia popular se encuentran en la mira de políticas ocultas detrás de postulados de medios privados que, a su vez, encarnan los intereses de grupos económicos y de hegemonía y poder declinantes que han perdido los privilegios que detentaron durante siglos.
Hace más de una década que América Latina es escenario invariable de una confrontación por las percepciones. El propósito no es otro que minar la estabilidad, prestigio y legitimidad de los gobiernos nacidos en las urnas, mandatados por los pueblos.
Los gobiernos democrático populares de Venezuela, Argentina, Ecuador y Bolivia han resistido, gracias a su alta legitimidad nacional e internacional las embestidas sistemáticas de poderes fácticos. No resultó así en Honduras, en 2010, donde se perpetró un golpe de Estado que derrocó al presidente Zelaya, y ocurre de nuevo en Paraguay donde otro quiebre institucional desconoce el mandato emanado del pueblo.
Consecuente con sus principios y postulados, la Unión Latinoamericana de Agencias de Noticias condena el golpe de Estado que interrumpió el mandato constitucional del presidente Fernando Lugo y suspende a  Informaciones de Paraguay, hasta en tanto surja de las urnas un nuevo gobierno legítimo en esa nación hermana.
Esta decisión asumida por el Comité Ejecutivo de la Unión Latinoamericana de Agencias de Noticias, que será presentada ante nuestra próxima asamblea para su ratificación, se funda en la necesidad de una institucionalidad que se corresponda con el desarrollo democrático de los pueblos y su participación protagónica en las decisiones importantes de nuestros países.
La Unión Latinoamericana de Agencias de Noticias reafirma, asimismo, su decisión de defender los derechos humanos y la libertad de expresión, como símbolos de la vigencia de la democracia en los países que la conforman y subraya la necesidad de rescatar estos temas que en algunos aspectos permanecen secuestrados por una visión y una institucionalidad que agrede y presiona a los gobiernos populares de la región. En esta dirección decidimos convocar a un foro de la ULAN sobre Libertad de Expresión que se realizará de manera conjunta con nuestra próxima Asamblea.
Con esta óptica condenamos los asesinatos de periodistas en México, Perú y Brasil por grupos vinculados al millonario negocio del narcotráfico internacional y llamamos la atención sobre la necesidad de un abordaje internacional de esta situación que permita eliminar estas prácticas.
Igualmente elevamos nuestra voz de condena frente a las agresiones contra periodistas de medios públicos de Argentina y Venezuela y rechazamos cualquier iniciativa dirigida a responsabilizar  los gobiernos por estos actos.
El Comité Ejecutivo de la ULAN también acuerda impulsar de manera decidida un portal informativo, elaborado por todas nuestras agencias, que sirva de referencia informativa para toda nuestra región y el mundo.
Acordamos realizar nuestra próxima asamblea en Argentina en noviembre del presente año y expresamos nuestro agradecimiento al pueblo de Bolivia, a su Gobierno y a la Agencia Boliviana de Información por las condiciones brindadas para la realización de nuestro Comité Ejecutivo. Es nuestra la convicción de que el pueblo boliviano continuará conquistando más y mejores niveles de democracia popular y justicia social.

“Hay una batalla cultural que atraviesa toda América Latina”


(Andes)- Juan Manuel Fonrouge, presidente de la Unión Latinoamericana de Agencias de Noticias (ULAN), advirtió que los gobiernos progresistas de América Latina se enfrentan a una ofensiva mediática de poderosas empresas de comunicación, a la que comparó con el Plan Cóndor.
Como Plan Cóndor se conoce a la coordinación de operaciones entre las cúpulas de los regímenes dictatoriales del Cono Sur de América (Chile, Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay, Bolivia y esporádicamente, Perú, Colombia, Venezuela, Ecuador) con la CIA de los EE. UU., llevada a cabo en las décadas de 1970 y 1980. El plan se constituyó en una organización clandestina internacional para la práctica del terrorismo de Estado que instrumentó el asesinato y desaparición de decenas de miles de opositores a las mencionadas dictaduras, la mayoría de ellos pertenecientes a movimientos de la izquierda política.
“En América Latina hay una misma línea editorial, que recorre cada uno de nuestros países. Si vemos los medios más concentrados, los más poderosos de Ecuador, Venezuela y Argentina, por ejemplo, vemos que hay una misma letra, una misma orientación ideológica y una misma posición contraria a sus propios gobiernos”, dijo Fonrouge a la agencia de noticias Andes.
“El planteo mio es el siguiente: las grandes dictaduras de América Latina no han venido de partidos democráticos sino empujadas por intereses económicos y políticos de los sectores más oligárquicos, más concentrados de la economía. La dictadura instaurada en Argentina, en 1976, fue impulsada por los sectores agroexportadores que intentaban dar marcha atrás con un estado de bienestar”, ejemplificó Fonrouge.
En este contexto, dijo que no es lo mismo el sano debate de ideas –que es parte del juego democrático- con los permanentes afanes de desestabilización que promueven las grandes empresas mediáticas.
“Es una metodología idéntica, hay una correlación. Las noticias que salen en Argentina sobre Ecuador, por ejemplo, en contra del presidente (Rafael) Correa son las noticias que los propios medios concentrados de Ecuador difunden. No es una investigación propia (de los medios argentinos), por ende, hay un correlato”, subrayó.
Fonrouge rememoró que en 2008, los grandes conglomerados mediáticos, encabezados por el grupo Clarín, apoyaron un proceso destituyente contra la presidenta argentina Cristina Fernández, a propósito de un problema patronal de sectores que pretendían mantener una economía regida por un modelo agroexportador.
El periodista de 33 años, quien también es presidente del Consejo Mundial de Agencias de Noticias, recalcó que algunos medios de comunicación de la región son un correlato de ese proyecto político-elitista.
Defendió la posibilidad que desde el estado, a través de medios públicos, se permita una política que promueva una mayor variedad y diversidad de opiniones, no solo de sectores políticos sino sociales, culturales, gremiales, de las minorías, de los pueblos originarios, etcétera.
“Hay una batalla cultural que atraviesa toda América Latina. Creo que los más importante que deben hacer los medios públicos es marcar otra agenda, de lo que verdaderamente le importa e interesa a la sociedad. Por supuesto que hay intereses creados por parte de estos medios (privados) en los cuales no solo mienten y tergiversan la información sino que, además, tienen una agenda que es secundaria e intrascendente para las mayorías populares en América Latina”, manifestó.
Recordó que en Argentina hace dos años se dio un gran debate por la promulgación de la ley de Servicio Audiovisual que distribuía las frecuencias de radio y televisión de manera equitativa: 33% para los grupos sin fines de lucro, 33% para el estado  los sectores públicos y 33% para el sector privado.
Fonrouge criticó que la prensa se autocalifique como independiente, cuando en la realidad son independientes de los gobiernos, pero dependientes de los poderes económicos.
Rechazó que se tilde como periodistas militantes a los profesionales que colaboran en los medios públicos. “Si aceptamos el término de periodista militante, deberíamos achacárselo tanto a periodistas que militan las ideas en los grupos económicos como a los que trabajamos en los medios públicos o defendemos otro tipo de ideas. Más allá de ser periodistas o no, tiene que ver con nuestras ideas, con nuestra realidad”.
El periodista argentino, quien tiene el cargo de gerente de Desarrollo Institucional de la agencia argentina Télam, cree que la tan promocionada objetividad no existe. “La objetividad, en todo caso, es la subjetividad dominante”, recalcó.

ULAN - Union Latinoamericana de Agencias de Notícias