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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Legendário general vietnamita Vo Nguyen Giap comemora 102 anos



Hanói, (Prensa Latina) O legendário general vietnamita Vo Nguyen Giap cumpriu 102 anos de vida, satisfeito pelo desenvolvimento do Exército Popular de seu país, que tanto contribuiu a fundar junto a Ho chi Minh, na época de resistência ao colonialismo francês e da ocupação japonesa.
  A imprensa destaca hoje aqui o histórico do estratega militar reconhecido mundialmente por sua brilhante condução na histórica batalha de Dien Bien Phu em 1954, que consolidou a então República Democrática do Vietnã, na parte norte do território nacional.
O ministro de Defesa e membro do Buró Político do Partido Comunista, general Phung Quang Thanh, o visitou na ocasião, no Hospital Militar 108, para parabeniza-lo e zelar pelos cuidados que recebe.
Sem esquecer a autoridade conquistada por essa figura, Quan Than lhe prestou contas das realizações de todo o exército, suas missões no passado e presente, e como se empenha em vencer as dificuldades para cumprir as tarefas atribuídas, promover a qualidade dos treinamentos e se manter em disposição combativa.
Outros velhos colegas de armas e dirigentes políticos também o visitaram com flores para lhe desejar boa saúde e longevidade.
 
Prensa Latina

Andressa: Policarpo é "empregado” de Cachoeira

                                                                           
Andressa: Policarpo é Foto: Edição/247

Afirmação foi feita pela mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira ao juiz federal Alderico Rocha Santos; se deu durante tentativa de chantagem sobre ele, para que tirasse o marido da penitenciária da Papuda; Santos registrou ameaça à Justiça Federal, em julho, como mostra documento obtido com exclusividade por 247

                           
247 – É muito mais surpreendente, perigosa e antiética a relação que une o contraventor Carlinhos Cachoeira e o jornalista Policarpo Júnior, editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, a julgar pela ameaça feita pela mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz federal Alderico Rocha Santos.
Documento obtido com exclusividade por 247 contém o ofício à Justiça Federal de Goiás, datado de 26 de julho, assinado pelo juiz Rocha Santos, no qual ele relata como foi e quais foram os termos da ameaça recebida de Andressa. A iniciativa é tratada como "tentativa de intimidação". Ele lembrou, oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insitência da parte dela.


Com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. "Após meia hora em que a referida senhora inistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recindo da referida servidora".
Em sua narrativa à Justiça, Rocha Santos afirma que perguntou a Andressa porque ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir a Kleine para sair.
"Ato incontinenti à saída da servidora, a sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa".
A importância do depoimento oficial obtido com exclusividade por 247 é fácil de perceber. Nunca antes alguém tão próximo a Cachoeira, como é o caso de sua  mulher Andressa, havia usado a expressão "empregado" para definir o padrão de relação entre eles. Após essa definição, Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele. O magistrado respondeu que nada temia, e não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$ 100 mil de fiança para não enfrentar a cadeia por longo tempo. A fiança foi paga em dinheiro. O juiz, ao denunciar a "tentativa de constrangimento", fez a sua parte. Cachoeira continua atrás das grades, na Papuda. Policarpo Jr. permanece com a sua reputação em jogo. Um dos grampos da Polícia Federal revelou que ele pediu a Cachoeira para realizar um grampo ilegal sobre o deputado federal Jovair Arantes – e conseguiu o que queria.
Confira documento na íntegra:





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Simpósio promove reflexões sobre Teologia da Libertação e Concílio Vaticano II

 

Tatiana Félix
Jornalista da Adital

 
No marco dos 50 anos do Concílio Vaticano II e dos 40 anos da Teologia da Libertação, o Movimento Formação Cristã Libertadora realiza em Fortaleza (CE) o Simpósio Teológico "50 anos do Concílio Vaticano II – 40 anos da Teologia da Libertação. O que o espírito diz às igrejas?”. O evento será realizado no Centro Pastoral Maria Mãe da Igreja, no Centro da capital cearense, nos dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, e a entrada é gratuita. O principal objetivo do simpósio é mostrar que "outro cristianismo é possível”. De acordo com Maria Cleide Pires de Andrade, integrante do Movimento Formação Cristã Libertadora, isso significa promover "um cristianismo mais sensível às questões dos povos mais necessitados, na abertura ao diálogo, um cristianismo mais respeitador, mais acolhedor no trato com pessoas de outras orientações de vida”.
"[A ideia é] trazer os problemas da sociedade para dentro da Igreja, que é a proposta da Teologia da Libertação. Ser Igreja Povo de Deus, que se preocupa com o que acontece fora do templo”, explica.
Cleide ressalta ainda que a realização deste simpósio aproveita a celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II (1962), que "foi um grande momento na Igreja, na abertura e promoção dos movimentos sociais, e vamos abordar isso nos temas dos palestrantes convidados”. Nomes como Dom Tomás Balduíno, Mercedes de Budallés Diez e Francisco de Aquino Junior, contribuirão com as palestras do evento.
Programação
A palestra de abertura do Simpósio Teológico, nesta quinta-feira (30), abordará o tema "Fidelidade e infidelidade ao espírito do Concílio na caminhada da Igreja na América Latina e no Brasil”, e terá como conferencista Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás e fundados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Já na sexta-feira (31) é a vez da teóloga Mercedes de Budallés Diez dar sua contribuição na palestra "Como ser igreja-fermento de emancipação humana dentro de uma igreja-massa de eventos midiáticos?”. Em entrevista à Adital, Mercedes explicou que "massa é algo que não está pronto”, e que por isso é importante se preocupar com o "fermento” e com a "pequena semente”, ou como explicou, ‘as minorias abraâmicas’.
"Os programas religiosos propagam direta ou indiretamente a teologia da prosperidade e geram igrejas massificadas, individualistas, cheias de emoções passageiras e sem nenhum compromisso com a transformação da sociedade. Em minha opinião, fomentar um cristianismo esclarecido e atuante diante dos grandes problemas que assolam a nossa sociedade, só pode se fazer desde baixo, desde as minorias, com os empobrecidos. A massa é algo que não está pronta. Cuidemos do fermento, dos pequenos. Como Jesus fez!”, aconselhou na entrevista.
Fechando o evento, no dia 1º, o padre Francisco de Aquino Junior falará sobre "Temáticas, métodos e posições da Teologia da Libertação que continuam irrenunciáveis ao caminhar da Igreja”.
Segundo Cleide, é esperada a participação de cerca de 250 pessoas. Entre os/as participantes virá um grupo de jovens da Pastoral da Juventude do Meio Popular, de Sobral, cidade do interior do Ceará. "Esperamos que o evento não fique só nas discussões. Esperamos que as pessoas possam reproduzir o que discutiremos aqui, nas suas comunidades e grupos”, finaliza.
O Centro Pastoral Maria Mãe da Igreja fica localizado na Rua Rodrigues Júnior, 300, Centro.
Para mais informações: http://blogformacaocristafortaleza.blogspot.com.br/

Farc e governo divulgam informações sobre acordo inicial rumo à paz

 
 


Natasha Pitts

Jornalista da Adital

Na segunda-feira (27), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do presidente Juan Manuel Santos divulgaram a assinatura de um acordo para começar uma conversa pacífica com o objetivo de acabar com o conflito armado interno que afeta o país há cerca de 50 anos. O acordo, que foi assinado em Havana, capital de Cuba, prevê a elaboração, no prazo de 18 meses, de um novo projeto de sociedade que inclua algumas postulações programáticas das Farc.
De acordo com o Observatório de Processos de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (ODDR), há também um consenso sobre a assinatura de um acordo de paz, visto que as duas partes acreditam que a busca pela paz é uma obrigação. Para isso, será estabelecida uma mesa de debates em Oslo, Noruega, daqui a um mês. A sede principal das discussões será Havana, Cuba, mas podem ser feitas reuniões também em outros países, deixando clara a importância da colaboração internacional.
O acordo assinado em fevereiro deste ano inclui seis pontos e uma regra de funcionamento. O primeiro diz respeito à ‘Política de desenvolvimento agrário integral’, iniciativa considerada determinante para impulsionar a integração entre as regiões e o desenvolvimento social e econômico equitativo do país.
O segundo ponto é ‘participação política’ e definirá alguns direitos e garantias para o exercício da oposição política em geral e em particular para os novos movimentos que surjam logo após a assinatura do acordo final. Também serão debatidos alguns mecanismos democráticos de participação cidadã e medidas para promover maior participação na política nacional.
O terceiro contempla o tema ‘Fim do conflito’. A pauta específica sobre este ponto debaterá o cessar fogo, o abandono das armas e o fim das hostilidades de forma bilateral e definitiva. Nesta ocasião também será discutida a reincorporação das Farc à vida civil nos aspectos econômico, social e político segundo seus interesses.
O quarto ponto, ‘Solução ao conflito de drogas ilícitas’, se relaciona à problemática do narcotráfico, e vai puxar o debate sobre programas de substituição de cultivos ilícitos, recuperação ambiental das áreas afetadas com a participação das comunidades, programas de prevenção ao consumo e saúde pública.
O quinto ponto é ‘Vítimas e reparação’ e tratará dos direitos humanos das vítimas e o sexto ponto de debate será ‘Implementação, verificação e legalização’.
Ficou definido durante a reunião em Havana que as conversas entre as partes serão ‘diretas e ininterruptas’. A intenção é garantir a efetividade do processo e terminar o trabalho sobre os pontos da agenda no menor tempo possível, de modo a cumprir com as expectativas da sociedade colombiana. Apesar disso, membros da Farc e do governo determinaram que os debates vão levar o tempo necessário para se chegar a um ponto comum.
Este percurso rumo à paz tem o apoio dos governos de Cuba e da Noruega como garantidores e da Venezuela e do Chile como acompanhantes. Posteriormente, outros países poderão oferecer colaboração e se unir para ajudar neste processo.
 
Adital