sábado, 29 de setembro de 2012
Eleições em Cuba: quem indica os candidatos é o povo!
Por Vânia Barbosa, Jornalista e presidente do Conselho Deliberativo da ACJM/RS
De acordo com o estabelecido na Constituição da República e na Lei
Eleitoral nº 72, de 29 de outubro de 1992, o Conselho de Estado de Cuba
convocou, no último 5 de julho, eleições gerais para delegados às
Assembleias Municipais, Provinciais e Nacional do Poder Popular. Em uma
primeira etapa, no dia 21 de outubro os eleitores elegem, para um
mandato de dois anos e meio, os delegados às Assembleias Municipais, e
em 28 de outubro, em segundo turno, nas localidades onde nenhum dos
candidatos tenha obtido 50% dos votos válidos mais um. Os delegados às
Assembleias provinciais e à Assembleia Nacional do Poder Popular serão
eleitos por um período de cinco anos, em uma nova data a ser
estabelecida. Está prevista a participação de cerca de 8,5 milhões de
cubanos.
Desvinculado do modelo partidarista o sistema eleitoral cubano
possibilita o exercício livre da cidadania com a escolha dos candidatos
pelos próprios eleitores, o que incentiva o alto índice de
comparecimento às eleições, mesmo que o voto não seja obrigatório. Os
candidatos não são indicados por partidos e sim pelos cidadãos maiores
de 16 anos que automaticamente são inscritos no Registro Eleitoral, sem
custos ou burocracia. Conforme o Artigo 3º da Lei Eleitoral, o voto é
livre, igualitário e secreto, e o cidadão está protegido contra
punições, multas ou sanções no trabalho caso se abstenha de votar, ao
contrário do que ocorre em outros países. Os membros das Forças Armadas
têm direito a votar, eleger e a ser eleitos.
Após a convocação das eleições, no início de julho, mais de 170 mil
cubanos – representantes de todos os setores sociais do país – se
qualificaram como autoridades eleitorais para integrar as comissões
provinciais, municipais e de circunscrição que conduzem o processo de
escolha dos delegados e, posteriormente, validam os resultados. Desde o
último dia 3 de setembro e até o dia 29, a população participa das mais
de 50.900 assembleias – organizadas também pela Comissão Eleitoral
Nacional (CEN) – e ali indica, abertamente, os delegados que concorrem
às Assembleias Municipais e Provinciais e à Assembleia Nacional do Poder
Popular, eleitos mediante voto em urna, direto e secreto.
Os encontros são realizados em cerca de 29.500 circunscrições eleitorais
e cada eleitor pode indicar um candidato entre os moradores residentes
na área e, inclusive, de outra área pertencente à mesma circunscrição,
caso seja necessário. Seguindo a legislação eleitoral – dependendo do
número de habitantes – cada área terá entre dois e oito candidatos, tudo
para garantir outras opções aos votantes e a indicação de pessoas com
“méritos, capacidade, condições e possibilidades de representar a
população”. A circunscrição eleitoral é uma divisão territorial do
município a partir do número de seus habitantes, e se constitui em
célula fundamental do Sistema do Poder Popular.
Desde o dia 22 de setembro foram divulgadas as listas dos candidatos
para que a população as revise e, caso necessário, solicite adequações
ou emendas, através das autoridades eleitorais. As alterações poderão
ser feitas até a primeira quinzena de outubro e a partir daí tem inicio
os preparativos para a etapa inicial das eleições, no dia 21 do mesmo
mês.
Segundo dados da CEN, desde 1976, quando entrou em vigor a atual
Constituição, mais de 95 por cento dos eleitores inscritos têm
participado das eleições. Nas últimas eleições para deputados votaram
cerca de 8 milhões de cubanos, cifra que superou 98 por cento de
participação e com baixo índice de votos nulos ou em branco. Em Cuba, o
registro de eleitores para as eleições gerais 2012-2013 conta com cerca
de 8,5 milhões de cubanos, em um país de 11 milhões de habitantes.
A propaganda eleitoral
Outra característica no processo eleitoral cubano é a ausência de
marketing e custos com propaganda, fatores que em outros países
favorecem candidatos com maior poder econômico ou implicam na
necessidade de obtenção de fundos para eleger um representante. As
praças e as ruas são limpas de painéis ou panfletos e os candidatos não
precisam disputar ou pagar espaços nos jornais, rádios e televisões.
Também não ocorrem campanhas difamatórias entre os candidatos. A
propaganda é feita pelas autoridades eleitorais que são responsáveis por
publicar, na área de residência dos eleitores, as foto dos candidatos –
todas em um mesmo formato e tamanho – e uma síntese da sua biografia.
Para concorrer não é necessário que o candidato seja filiado a qualquer
partido político e as regras são as mesmas para todos os cargos do Poder
Popular. As candidaturas deverão ser antes apresentadas por alguma
organização ou movimento social e submetidas à consideração da
Assembleia do Poder Popular da circunscrição correspondente, além de
aprovadas pelos delegados. Será considerado eleito aquele que obtenha
mais da metade dos votos válidos dos eleitores. 50% das vagas são
garantidas às mulheres.
Após eleger o seu representante a população participa das discussões e
decisões mais importantes. Também, a qualquer momento o mandato poderá
ser revogado pela maioria dos eleitores caso o eleito não cumpra com as
obrigações assumidas em sua base eleitoral. Não existe remuneração para o
exercício do mandato e os eleitos permanecem exercendo suas profissões e
recebendo o salário correspondente ao seu trabalho.
A Composição atual do Poder Popular se dá da seguinte forma: Assembleia
Nacional do Poder Popular; Assembleias Provinciais do Poder Popular, em
cada uma das 15 províncias, além do município especial da Isla de la
Juventud; Assembleias Municipais, nos 169 municípios; 1540 Conselhos
Populares, cada um agrupando várias circunscrições eleitorais e
integrados pelos seus delegados, dirigentes de organizações de massas e
representantes de entidades administrativas; circunscrições eleitorais,
ainda que não pertençam de forma orgânica à estrutura do sistema do
Poder Popular ou do Estado são fundamentais antes e após o processo
eleitoral.
O Presidente, o Conselho de Estado e o Conselho de Ministros.
Tanto os membros do Conselho de Estado como os do Conselho de Ministros
são indicados pelos delegados eleitos para a Assembleia Nacional do
Poder Popular. Considerando o Art.74 da Constituição da República de
Cuba, o Conselho de Estado é formado por um presidente, um Primeiro
Vice-Presidente, cinco Vice-Presidentes e um Secretário.Para ser
Presidente do Conselho de Estado é necessário antes ser eleito deputado
com mais de 50% dos votos válidos, diretos e secretos da população e, em
nova votação, deverá alcançar mais de 50% dos votos secretos dos
parlamentares.
O Partido Comunista Cubano
Há muitas dúvidas ou distorções que pairam sobre a existência de um
partido único em Cuba, o Partido Comunista Cubano, e a relação que isso
tem com a democracia. De acordo com a Constituição cubana, durante o
processo eleitoral o PCC não indica candidatos e nem faz campanha a
favor de seus militantes. Por se diferenciar do conceito clássico de
partidos políticos se mantém em sua condição de força dirigente superior
da sociedade com a missão de representar os interesses de todo o povo e
não somente os da sua militância.
O Partido não tem ingerência na Assembleia Nacional do Poder Popular e
nem no governo, e só após consulta à população, via assembleias,
apresenta propostas para serem apreciadas nestas instituições. Em
processos eleitorais ocorridos até hoje já foram eleitos inúmeros
militantes do PCC, indicados pelas assembleias populares em razão dos
seus méritos pessoais e compromissos com a sociedade, e não pela sua
militância no Partido. Um importante papel exercido pelo PCC é o de
acompanhar e garantir o cumprimento das leis do país, entre elas, a Lei
Eleitoral.
Solidários
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Equador enfrenta a mídia. E o Brasil?
Enquanto os equatorianos participam ativamente do debate sobre a democratização da comunicação e conquistam avanços neste setor estratégico, no Brasil tudo continua como dantes. O governo Dilma até hoje não apresentou para a sociedade o projeto de novo marco regulatório e segue concedendo generosos anúncios para os veículos monopolizado.
Altamiro Borges
Em pronunciamento no dia 22 de setembro, o
presidente Rafael Correa determinou aos seus ministros que não concedam
mais entrevistas para jornais, revistas e emissoras de rádio e tevê
“indecentes”. No mês passado, o governo do Equador já havia anunciado a
suspensão da publicidade oficial nos veículos monopolizados. “Por que
temos de dar informação aos meios que nada mais querem do que encher os
bolsos de dinheiro?... Não vamos beneficiar empresas corruptas que não
pagam impostos”, justificou em seu discurso.
Rafael Correa garantiu que seu governo respeita a liberdade de expressão e estimula a pluralidade de ideias, mas advertiu que não vai tolerar a “liberdade para a extorsão exercida pelos meios de imprensa privados”. Para ele, os meios de comunicação do seu país e da América Latina “abusam do poder midiático” e colocam em risco a própria democracia. “Não vamos dar mais força a essas empresas”, concluiu. A decisão do presidente equatoriana evidencia o acirramento das relações com os donos da mídia na nação vizinha.
Eleição presidencial e oposição midiática
Com a proximidade das eleições presidenciais no país, marcadas para fevereiro de 2013, os veículos monopolizados intensificaram seus ataques ao governo. Na prática, como afirma Rafael Correa, eles hoje são os “principais partidos da direita” no Equador. Para conter a sanha oposicionista da mídia, o Congresso Nacional aprovou recentemente uma lei que proíbe a propaganda eleitoral nos jornais e nas emissoras de TV e rádio 90 dias antes do pleito. Ela já foi batizada pelos barões da mídia de “lei da mordaça”.
Pelo artigo 230 do “Código da Democracia”, a partir de 17 de novembro os veículos jornalísticos deverão “se abster de fazer promoção direta ou indireta, seja por meio de reportagens especiais ou qualquer outra forma de mensagem que tenda a incidir a favor ou contra determinado candidato”. Para Rafael Correa, a lei tornou-se necessária “para conter os abusos de uma oposição não eleita. Ela deterá a promoção descarada que os meios de comunicação faziam para posicionar candidatos que lhes convinham”.
Marco regulatório da comunicação
Além desta lei, o parlamento equatoriano ainda discute o novo marco regulatório das comunicações no país. O projeto, que está em debate há três anos e já foi aprovado em primeira votação no plenário da Assembleia Nacional, divide o espectro radioelétrico em três fatias – 33% para as emissoras privadas, 33% para as estatais e 34% para os canais comunitários. Ele também prevê financiamento e isenção de impostos para as emissoras comunitárias se equiparem na disputa pela audiência.
O projeto em debate proíbe o monopólio e oligopólio no setor, garante a igualdade de acesso à publicidade oficial e cria o Conselho de Comunicação – composto por representantes do governo, universidades, comunidades indígenas e movimentos sociais. Caberá a ele a palavra final sobre a concessão de frequências e sobre as denúncias de violação de direitos estabelecidos na mídia. Diante da reação dos barões da mídia, os movimentos sociais equatorianos decidiram intensificar a pressão pela aprovação do projeto.
Já no Brasil...
Enquanto os equatorianos participam ativamente do debate sobre a democratização da comunicação e conquistam avanços neste setor estratégico, no Brasil tudo continua como dantes. O governo Dilma até hoje não apresentou para a sociedade o projeto de novo marco regulatório, continua concedendo generosos anúncios publicitários para os veículos monopolizados e manipuladores e ainda asfixia os meios alternativos. Os barões da mídia agradecem e intensificam seus ataques ao governo...
Rafael Correa garantiu que seu governo respeita a liberdade de expressão e estimula a pluralidade de ideias, mas advertiu que não vai tolerar a “liberdade para a extorsão exercida pelos meios de imprensa privados”. Para ele, os meios de comunicação do seu país e da América Latina “abusam do poder midiático” e colocam em risco a própria democracia. “Não vamos dar mais força a essas empresas”, concluiu. A decisão do presidente equatoriana evidencia o acirramento das relações com os donos da mídia na nação vizinha.
Eleição presidencial e oposição midiática
Com a proximidade das eleições presidenciais no país, marcadas para fevereiro de 2013, os veículos monopolizados intensificaram seus ataques ao governo. Na prática, como afirma Rafael Correa, eles hoje são os “principais partidos da direita” no Equador. Para conter a sanha oposicionista da mídia, o Congresso Nacional aprovou recentemente uma lei que proíbe a propaganda eleitoral nos jornais e nas emissoras de TV e rádio 90 dias antes do pleito. Ela já foi batizada pelos barões da mídia de “lei da mordaça”.
Pelo artigo 230 do “Código da Democracia”, a partir de 17 de novembro os veículos jornalísticos deverão “se abster de fazer promoção direta ou indireta, seja por meio de reportagens especiais ou qualquer outra forma de mensagem que tenda a incidir a favor ou contra determinado candidato”. Para Rafael Correa, a lei tornou-se necessária “para conter os abusos de uma oposição não eleita. Ela deterá a promoção descarada que os meios de comunicação faziam para posicionar candidatos que lhes convinham”.
Marco regulatório da comunicação
Além desta lei, o parlamento equatoriano ainda discute o novo marco regulatório das comunicações no país. O projeto, que está em debate há três anos e já foi aprovado em primeira votação no plenário da Assembleia Nacional, divide o espectro radioelétrico em três fatias – 33% para as emissoras privadas, 33% para as estatais e 34% para os canais comunitários. Ele também prevê financiamento e isenção de impostos para as emissoras comunitárias se equiparem na disputa pela audiência.
O projeto em debate proíbe o monopólio e oligopólio no setor, garante a igualdade de acesso à publicidade oficial e cria o Conselho de Comunicação – composto por representantes do governo, universidades, comunidades indígenas e movimentos sociais. Caberá a ele a palavra final sobre a concessão de frequências e sobre as denúncias de violação de direitos estabelecidos na mídia. Diante da reação dos barões da mídia, os movimentos sociais equatorianos decidiram intensificar a pressão pela aprovação do projeto.
Já no Brasil...
Enquanto os equatorianos participam ativamente do debate sobre a democratização da comunicação e conquistam avanços neste setor estratégico, no Brasil tudo continua como dantes. O governo Dilma até hoje não apresentou para a sociedade o projeto de novo marco regulatório, continua concedendo generosos anúncios publicitários para os veículos monopolizados e manipuladores e ainda asfixia os meios alternativos. Os barões da mídia agradecem e intensificam seus ataques ao governo...
Altamiro Borges é jornalista, membro do
Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e
organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita
Garibaldi, 2002).
Carta Maior
Mesmo tecendo várias críticas ao governo Santos, em comunicado conjunto, Farc e ELN asseguram disposição em lutar pela paz
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Próximo ao início dos diálogos de paz na
Colômbia, marcados para começar na primeira quinzena de outubro, as Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional
(ELN) se pronunciaram em declaração pública sobre a situação política nacional
e internacional, os problemas de guerra e paz no país e a necessidade de se
avançar no processo de unidade. Ao mesmo tempo, também nesta semana, o
presidente colombiano Juan Manuel Santos comemorou durante a Assembleia Geral
das Nações Unidas o "novo e especial momento da Colômbia”.
A declaração foi divulgada um dia antes de
a Força Aérea Colombiana, com ajuda do setor de inteligência do Exército
Nacional, bombardear o setor de Cuchilla del Oso,jurisdição do Bagre (Antioquia).
O atentado custou a vida de seis guerrilheiros, entre eles o comandante da
Frente 37 das Farc, Efraín González Ruíz, que usava o
pseudônimo 'Pateñame', e deixou outros quatro feridos. Apesar deste números, ainda
não se tem informações exatas sobre a quantidade de mortos e feridos.
No documento conjunto, as guerrilhas dizem que há cerca de três anos estão unidas para convergir ideias e ações que os ajudem e ajudem o povo a enfrentar juntos a oligarquia e o imperialismo, elementos que impõem a exploração e a miséria no país e asseguram sua disposição para continuar a buscar uma paz que para a Colômbia e o continente signifiquem "o estabelecimento da verdadeira democracia, da soberania popular, da justiça social e da liberdade”.
O comando central do ELN e o secretariado do Estado Maior central das Farc criticaram os flagelos provocados pelo sistema oligárquico e imperialista, geradores de exploração, exclusão, aumento das desigualdades e aprofundamento da confrontação de classes, problemas originados da aplicação de políticas neoliberais que priorizam os interesses de grandes grupos financeiros e grandes corporações transnacionais, em detrimento dos interesses da maior parte da população.
Juan Manuel Santos é apontado como continuador destes planos que seguem impondo o imperialismo ao povo colombiano e como responsável por blindar os direitos do capital. Prova desta conduta é a nova etapa de roubo de terras que o país enfrenta hoje, como o falso nome de "restituição”. Para executar estes planos, denunciam, o mandatário segue ordenando prisões, assassinatos e repressões a seus opositores.
"Frente a esta realidade não pode haver outro caminho para os revolucionários que a unidade e a luta, a ação de massas nas ruas, o levantamento popular no campo e nas cidades, desafiando a criminalização do protesto e exigindo do governo atos reais de paz, que não podem ser outra coisa que atos de solução aos problemas sociais e políticos que as maiorias padecem por conta do terrorismo de Estado da casta governante cujas tendências mais belicistas conduziram os destinos do país durante a última década”, defenderam, assegurando que não é com mais guerras que se colocará um fim no conflito armado interno.
No documento conjunto, as guerrilhas dizem que há cerca de três anos estão unidas para convergir ideias e ações que os ajudem e ajudem o povo a enfrentar juntos a oligarquia e o imperialismo, elementos que impõem a exploração e a miséria no país e asseguram sua disposição para continuar a buscar uma paz que para a Colômbia e o continente signifiquem "o estabelecimento da verdadeira democracia, da soberania popular, da justiça social e da liberdade”.
O comando central do ELN e o secretariado do Estado Maior central das Farc criticaram os flagelos provocados pelo sistema oligárquico e imperialista, geradores de exploração, exclusão, aumento das desigualdades e aprofundamento da confrontação de classes, problemas originados da aplicação de políticas neoliberais que priorizam os interesses de grandes grupos financeiros e grandes corporações transnacionais, em detrimento dos interesses da maior parte da população.
Juan Manuel Santos é apontado como continuador destes planos que seguem impondo o imperialismo ao povo colombiano e como responsável por blindar os direitos do capital. Prova desta conduta é a nova etapa de roubo de terras que o país enfrenta hoje, como o falso nome de "restituição”. Para executar estes planos, denunciam, o mandatário segue ordenando prisões, assassinatos e repressões a seus opositores.
"Frente a esta realidade não pode haver outro caminho para os revolucionários que a unidade e a luta, a ação de massas nas ruas, o levantamento popular no campo e nas cidades, desafiando a criminalização do protesto e exigindo do governo atos reais de paz, que não podem ser outra coisa que atos de solução aos problemas sociais e políticos que as maiorias padecem por conta do terrorismo de Estado da casta governante cujas tendências mais belicistas conduziram os destinos do país durante a última década”, defenderam, assegurando que não é com mais guerras que se colocará um fim no conflito armado interno.
Juan Manuel Santos aproveitou a
Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para também tocar no assunto.
O mandatário "apresentou ao mundo - com grande esperança – este novo e especial
momento da Colômbia” e agradeceu o apoio da comunidade internacional no diálogo
com as Farc. Santo disse que encara o momento com "otimismo moderado”, mas com
absoluta convicção de que esta oportunidade não pode ser desperdiçada. O presidente
garantiu que não vai se descuidar da proteção da segurança da população nem
ceder na luta contra o terrorismo e o delito.
Adital
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