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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Só existe uma raça, e ela surgiu na África


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Partido Comunista Síro: é dever dos comunistas defender a independência nacional da Síria

     
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Comunicado sobre a reunião do Comité Central do Partido Comunista Sírio
O Comitê Central do Partido Comunista Sírio fez uma reunião ampliada, em 5 de dezembro de 2012, liderada por seu secretário geral Camarada Ammar Bagdache, em companhia dos membros do Comitê Central, membros do Comitê de supervisão e secretários de comitês regionais, começando com um minuto de silêncio em respeito ao Camarada Wissal Farha Bagdash, líder do partido, e em luto pelos mártires da pátria.
Durante a discussão da situação política, o Comitê Central voltou-se para o desenvolvimento da situação interna do país, onde os confrontos armados estão aumentando entre as forças do governo - que defendem uma visão nacional síria, contrária aos planos agressivos e expansionistas do sionismo e do imperialismo - e forças rebeldes cujo poder de fogo é constituído por facções terroristas que são leais ao imperialismo e aos regimes reacionários árabes que visam destruir a Síria como a fortaleza liberal no mundo árabe, e como um elemento importante da luta de libertação anti-imperialista internacional.
Apesar da expansão e intensificação da insurreição, ela não atingiu os seus objetivos de derrubar o regime através da destruição da capacidade de luta do Exército Árabe Sírio, que corajosamente enfrenta os repetidos ataques dos rebeldes na capital Damasco, e Aleppo tem permanecido inabalável, levantando orgulhosamente a bandeira da nação e da dignidade. Até mesmo a rejeição das massas sírias vem aumentando contra os rebeldes, cujos rostos bárbaros se tornam cada vez mais claros através dos crimes cometidos contra a população civil, especialmente em áreas que se recusam a aceitá-los. Quanto à eficácia do confronto entre as forças armadas rebeldes, as operações terroristas que visam comunidades e alvos civis estão aumentando, o que fará o ódio popular contra eles crescer exponencialmente.
O Comitê Central considera que não seria possível para a insurreição atingir este amplo alcance se não fosse o grande apoio recebido pelos rebeldes dos estados imperialistas e dos regimes reacionários árabes, em particular dos Estados do Golfo e a Turquia de Erdogan, que é o posto avançado da OTAN na região, trabalhando constantemente contra a Síria. Não podemos classificar esses fatos de acordo com as normas do direito internacional, apenas como atos agressivos. Uma das últimas manifestações da linha de agressividade turca foi a implantação do sistema de mísseis Patriot Atlântico no seu território.
A Turquia também dá suporte insolentemente a operações militares que partem de seu território contra a Síria e na prática participa nestas operações, como aconteceu na cidade de Ras al-Ain. É sabido por todos que a Turquia apóia as bases de rebeldes armados em seu território bem como a base de inteligência atlântica, que lidera e coordena o trabalho dos rebeldes na Turquia.
O Comitê Central considera que o principal dever dos comunistas, como de todos os patriotas, encontra-se na defesa da independência nacional da Síria e na defesa da unidade do território nacional, em face de conspirações imperialistas sionistas reacionárias árabes, e no enfrentamento aos atos criminosos dos inimigos da pátria, os executores da vontade do colonizador.
Durante a discussão da situação sócio-econômica, os camaradas refletiram sobre o sofrimento das massas, a deterioração das condições de vida do povo causada pelo declínio do poder de compra das famílias sírias, e a onda de aumento de preços, com a perda dos elementos básicos necessários para a vida. Além disso, o encontro reflete as inúmeras dificuldades que a produção nacional e os produtores estão enfrentando. O Comitê Central considera que uma grande parte dessa situação se deve ao cerco imposto à Síria e aos atos de sabotagem. Mas, ao mesmo tempo, este governo não fez ações rigorosas para enfrentar a situação, e não fez o necessário enfrentamento com a abordagem econômica liberal, que basicamente contribuiu para criar as condições da crise vivida pela Síria agora.
O que é necessário agora é intensificar o controle estatal sobre as articulações básicas da economia nacional, aumentar o seu papel particularmente no abastecimento e comércio interno, restaurando as suas posições no comércio exterior, especificamente em materiais necessários estratégicos para a continuidade da produção e fornecimento para as necessidades dos cidadãos . O Comitê Central considera que o que foi feito por algumas autoridades econômicas governamentais, para a procrastinação da resolução do problema e adiamento da escolha de uma política econômica alternativa, estende a duração da crise e aumenta a probabilidade de consequências difíceis. Especialmente quando se tornou claro que, após as potências coloniais não terem conseguido obter uma rápida vitória militar sobre a Síria, estão buscando esgotá-la em todas as áreas, a fim de fazer a Síria sair de sua crise incapacitada de efetivamente enfrentar o imperialismo expansionista e os planos sionistas na região.
Daí vem a importância do front econômico-social, a importância de seguir uma política econômica que proteja e reforce a produção nacional, atendendo aos interesses das massas populares que são o esteio da honrada firmeza nacional da Síria, e isso só pode ser conseguido através de mudança radical nas orientações econômicas e sociais e do enfrentamento final com o liberalismo econômico em todas as suas manifestações.
O Comitê Central considera que há no mundo um aumento da condenação às ações de hostilidade perpetradas pelo imperialismo internacional e suas forças leais e mercenárias contra a Síria, tendo como uma das manifestações evidentes a declaração de solidariedade com a Síria emitida pelos Partidos Comunistas e Operários participantes da 14ª reunião internacional. A rejeição à intervenção militar direta contra a Síria também está aumentando nos Estados Unidos e nos centros imperialistas em si. Também aumenta a compreensão para os riscos das conseqüências da crise síria em todo o mundo.
Essa situação aumenta a loucura dos regimes reacionários árabes contra a Síria. Estes regimes percebem que a sua existência estaria ameaçada em caso de fracasso das conspirações contra a Síria. Isso aumenta a agressividade desses regimes e seu apoio para todas as operações agressivas e subversivas contra a Síria, em plena coordenação da Turquia e governantes reacionários.
O Partido Comunista Sírio confirma, como confirmara anteriormente, que a resistência não é apenas um dever, mas é possível. Todas as evidências no cenário nacional, regional e internacional confirmam isso. O importante agora é promover, fortalecer e suportar todos os fatores que tragam consigo a capacidade de mobilização das massas populares e de luta do Exército Árabe da Síria, bem como a manutenção da produção nacional.
O Comitê Central discutiu a participação de nosso partido na reunião dos partidos nacionais e das forças da coalizão, enfatizando a importância da aliança de todas as forças nacionais e sua unidade especialmente nas circunstâncias difíceis enfrentadas por nosso país. A unidade da Frente Nacional é um dever em face da unidade das forças reacionárias.
Na arena árabe mostra-se claramente o rosto terrível e o conteúdo obscurantista das forças reacionárias disfarçadas, que fazem no combate o contraste aos conceitos de democracia e progresso, aos conceitos que tratam de civilização e humanidade. Isto é claramente demonstrado pelos acontecimentos na Tunísia e na Líbia, e especialmente na situação vivida pelo Egito, onde as grandes massas do povo resistem às tentativas de se impor um regime obscurantista e ditatorial leal ao imperialismo, não menos do que os regimes anteriores. O rápido desenvolvimento dos acontecimentos no mundo árabe prediz inúmeras inflexões no movimento de libertação nacional árabe.
O Comitê Central declara a sua solidariedade para com todas as pessoas livres do mundo árabe, que rejeitam o controle colonial e a autoridade reacionária de todas as cores, opondo-se ao risco das forças obscurantistas.
Durante a discussão da situação internacional, o Comitê Central decidiu pela manutenção do que o nosso partido diagnosticou em sua documentação sobre a escalada de todas as contradições imperialistas contemporâneas, especialmente nas circunstâncias da crise estrutural vivida pelos centros imperialistas, a escalada dos confrontos entre o trabalho e o capital em seu interior, bem como a recuperação do movimento global de libertação nacional em sua resistência à política de empobrecimento e às tentativas de impor a dominação absoluta pelo capital financeiro global.
O Comitê Central envia uma saudação a todos os progressistas e forças anti-imperialistas do mundo, especialmente aos partidos comunistas que estão na dianteira da luta contra a dominação do capital. Destaca, ainda, que a luta dos comunistas sírios para fortalecer a firmeza da Síria nacional é também tarefa internacional para fortalecer a frente anti-imperialista global.
O Comitê Central reporta as atividades dedicadas ao centenário do nascimento do camarada Khalid Bagdache, líder histórico dos comunistas sírios, que foram conduzidas pelas organizações partidárias em todo o país, apesar das condições difíceis, concentrando-se nos aspectos da luta de classes, nacional e internacional, do Partido Comunista Sírio.
O Comitê Central também discutiu algumas questões de organização e tomou as decisões e recomendações necessárias nesta área. O Comitê Central elogiou as atividades das organizações partidárias e a luta dos camaradas comunistas ombro a ombro com todos os patriotas pela defesa da pátria, da sua soberania e dignidade.
Damasco, 5 de dezembro de 2012.
Comitê Central do Partido Comunista Sírio
Tradução: PCB – Partido Comunista Brasileiro

França opta pela via da austeridade

 

Longe de romper com modelo neoliberal, socialista François Hollande na presidência optou pela via da austeridade

Drapeau France
As políticas de austeridade promovidas pela União Europeia – encabeçadas pela Alemanha de Angela Merkel –, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu levam a um beco sem saída. São politicamente impopulares, economicamente ineficazes e socialmente desastrosas. Em todos os países onde foram aplicadas, seja na Grécia, Irlanda, Itália, Portugal ou Espanha – sem exceção –, fracassaram com um aumento da pobreza e do desemprego, crescimento da dívida pública, desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social com a destruição dos serviços públicos e uma diminuição drástica das receitas do Estado.
A eleição de François Hollande à presidência da República, em maio de 2012, suscitou certa esperança entre os cidadãos franceses de uma alternativa às políticas de austeridade. Mas, longe de aumentar o salário mínimo de modo significativo e desenvolver o investimento público – medidas que teriam permitido estimular o crescimento econômico –, o governo do Primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault se esforçou para aplicar receitas que demonstraram sua ineficácia em toda a Europa, com a adoção do “pacto para a competitividade” recomendado pelo informe Gallois1.
O “Pacto para a competitividade” do informe Gallois
Com efeito, o governo decidiu aplicar as medidas preconizadas por Louis Gallois, comissário-geral para o investimento, que permitirão, segundo ele, melhorar a competitividade das empresas francesas em nível internacional, estimular a economia e criar empregos. O presidente Hollande, então, optou por diminuir a tributação para as empresas mediante um crédito fiscal de 20 bilhões de euros2.
Para isso, o Palácio do Eliseu adotou duas medidas. Em uma primeira etapa, os gastos públicos serão reduzidos em 10 bilhões de euros. Isso significa que os serviços públicos à disposição dos cidadãos franceses se verão afetados, com um impacto direto sobre a qualidade de vida da população mais necessitada3.
A segunda medida é a mais impopular, já que Hollande aumentará o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), traindo sua promessa de campanha. De fato, o ex-presidente Nicolas Sarkozy aumentou as diferentes taxas do IVA: a taxa intermediária passou de 5% a 7% e a taxa geral, de 19,6% a 21,4%. Isso representou uma alta do IVA de 10,6 bilhões de euros para os cidadãos. Uma das primeiras medidas tomadas pela nova Assembleia Nacional foi revogar essa elevação do IVA em julho de 20124.
Agora, três meses mais tarde, o governo socialista mudou de opinião e aumentou as principais taxas do IVA. Assim, a partir de 1° de fevereiro de 2013, a taxa geral passará de 19,6% para 20% e a taxa intermediária, de 7% para 10%. Apenas a taxa menor cairá de 5,5% para 5%. Essas medidas representam um aumento dos impostos para os franceses de 7 bilhões de euros e afetarão particularmente as classes populares. Com efeito, esse novo IVA representa uma perda de poder aquisitivo de 260 euros por pessoa em um ano, ou seja, 25% do salário mínimo mensal5.
O aumento do IVA (+3% para produtos básicos como o gás, a energia elétrica, o transporte, os livros ou os medicamentos não reembolsáveis) ocasionará inevitavelmente uma diminuição da atividade econômica. De fato, a perda do poder aquisitivo se traduzirá automaticamente em uma redução do consumo e, portanto, em uma diminuição da produção. Isso levará a um aumento do desemprego e, por conseguinte, a uma diminuição da arrecadação fiscal do Estado, além de um aumento dos gastos vinculados aos subsídios do desemprego.
Por outro lado, tal plano só leva em conta 20% da economia do país. De fato, na França, a produção para a exportação só representa 1/5 da riqueza produzida. Os 80% da produção do país se destinam ao consumo interno e serão afetados pela alta do IVA.
Segundo o governo, esse presente fiscal de 20 bilhões de euros às grandes empresas possibilitará potencialmente a criação a prazo de 300.000 empregos na França entre 2012 e 2017. No entanto, não há certeza alguma a respeito disso. Por outro lado, essa afirmação se mostra rapidamente em contradição com a lógica econômica. Com efeito, admitindo essa cifra como correta, o custo de cada emprego criado seria de 67.000 euros. Agora, a criação de um cargo para professor, enfermeiro, assistente social ou agente cultural no serviço público custaria 40.000 euros anuais à nação. Assim, se o Estado dedicasse esses 20 bilhões de euros ao serviço público, seriam criados 500.000 empregos de qualidade e de modo seguro, ou seja, 200.000 a mais, os quais contribuiriam amplamente para a melhoria dos serviços públicos e de bem-estar dos cidadãos.
As medidas tomadas pelo presidente François Hollande e pelo governo de Jan-Marc Ayrault constituem um contrassenso econômico e estão condenadas ao fracasso. Elas se inscrevem na linha reta das políticas de austeridades aplicadas em toda a Europa e que levaram as populações mais vulneráveis ao desastre.
1 – Louis Gallois, Pacto pela competitividade da indústria francesa, 5 de novembro de 2012. (site acessado em 23 de novembro de 2012).
2 – Le Parisien, «Informe Gallois: se o governo o adota, ele o enterra», 6 de novembro de 2012. (site acessado em 23 de novembro de 2012).
3 – Ibid.
4 – Jean-Luc Mélenchon, «Entrevista TV5 Monde», 6 de novembro de 2012. (site acessado em 23 de novembro de 2012).
5 - Ibid.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Irã afirma que não permitirá que estrangeiros decidam destino da Síria


       
 
  
Teerã, 26 dez (Prensa Latina) O Irã adota medidas cuidadosas para assegurar que a crise síria tenha uma solução interna, e nunca permitirá que estrangeiros determinem o destino desse país árabe, advertiu hoje aqui o chanceler Ali Akbar Salehi.
O titular revelou que o Ministério do Exterior coordena uma reunião com os embaixadores estrangeiros para discutir o plano de seis pontos proposto por seu país no último dia 16 para solucionar a crise na Síria, caracterizada pela intervenção de elementos armados vindos do exterior.

Nosso plano é abrangente e leva em consideração todos os aspectos da questão, destacou o ministro em declarações à imprensa aqui.

As formulações do chanceler persa são as mais determinantes feitas pelo Teerã sobre o tema e seguem uma reunião dos estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo na véspera em que apoiaram à denominada Coalizão Nacional realizada no Catar semanas atrás como "única e legítima representante do povo sírio".

O plano iraniano propõe o cesse imediato da violência, o envio de ajuda humanitária aos deslocados pela guerra e a realização de conversas com todos os grupos sírios, a despeito de suas tendências políticas e sociais.

Acrescentou sobre o tema que o Irã negocia seu projeto em coordenação com o mediador da ONU e a Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, e com representantes do Egito, Turquia, Indonésia, Malásia e Paquistão "que têm mostrado interesse em participar".

Brahimi esteve em Damasco no fim de semana passado e se reuniu com o presidente sírio, Bashar Al Assad, com quem sustentou conversas, que qualificou de frutíferas e amistosas.