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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Comunicado importante de Valdir Pereira





Aos amigos e amigas deste blog. Lamento informar, que em razão de uma retinopatia severa, motivada pelo agravamento da diabetes, da qual sou portador, minha visão se encontra altamente limitada, me impedindo de fazer as postagens ou escrever textos que, com muito prazer, os fazia com frequência em meu blog Autodinamismo.

Em abril, devo fazer uma cirurgia na tentativa de corrigir esta anomalia: se exitosa, a cirurgia, poderei restabelecer uma parte importante de minha visão, caso contrario, perderei totalmente a visão do olho esquerdo me restando a limitada visão do olho direito, que também esta comprometido, embora numa situação menos severa, que passará proximamente por uma nova cirurgia.

Esta situação tem me obrigado a estar ausente em meu blog e também no Facebook.

Quando possível, com grande esforço, farei eventualmente e esporadicamente alguma postagem de algum tema de relevância, no meu entender. Isso só será possível com a ajuda de minha filha que, até abril, serão  os meus  dedos e os meus olhos nesta página. Caso tudo de certo na ação cirúrgica, que será realizada no HC de Ribeirão Preto, no dia 10 de abril , estarei de volta com todo entusiasmo de alguém que acredita num futuro melhor para nosso povo e que, enquanto tiver forças, estará lutando por isso: uma nova sociedade sem a exploração do homem pelo homem, uma sociedade solidária.

31/01/2013

Valdir Pereira

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Síria no coração do conflito no Oriente Médio

       

  
Imagen activaHavana (Prensa Latina) Sem os recursos naturais da Líbia, mas no coração do conflito no Oriente Médio, a Síria é atraente para as nações ocidentais que tentam desestabilizar o país, avaliou nesta capital a jornalista libanesa Ogarite Dandache.
Jovem repórter com experiência em coberturas na região, considerou em entrevista exclusiva à Prensa Latina que além do interesse pelas riquezas desses territórios árabes, os Estados Unidos e os países europeus envolvidos querem a Síria e a Líbia por sua posição geográfica e pelas relações internacionais.Desde o início dos distúrbios nestas terras árabes, Dandache visita-as frequentemente e nos últimos meses permaneceu nas cidades sírias de Alepo e Damasco, unida ao exército da nação para cobrir as batalhas.

Apesar de o conflito na Síria se estender por dois anos, o povo ainda resiste, assegurou, eles continuam lutando numa disputa que diz respeito a todos porque pode mudar o mundo.

A jornalista explicou que a resistência síria não só enfrenta a invasão dos Estados Unidos, governo que envia seus aviões e helicópteros ao Oriente Médio, mas que nessa luta também defendem seus pontos de vista políticos e sua ideologia.

Por outro lado, assinalou que a oposição é integrada por pessoas vindas de várias partes do mundo: "é gente que mata sem se importar, e não estão interessados no presidente, Bashar al Assad, nem nada disso, vieram pela mentalidade de matar aos que não pensam igual a eles".

Não obstante, alertou, nessa nação as coisas são diferentes ao sucedido na Líbia, já que os sírios são mais fortes e sabem como podem jogar este jogo.

Na Síria estão conscientes do que está passando, continuou, e ao mesmo tempo os países vizinhos sabem que se ocorre algo ali, os prejudicará também de alguma maneira.

"Então, eles não estão lutando só por seu país, mas por toda a região, isso nos ajudará a todos a resistir e a ganhar nossas causas".

A jornalista da rede televisiva Almayadeen também esteve várias vezes na Líbia para ser testemunha das contendas armadas e "comprovar por mim mesma que eram os supostos rebeldes".

Agregou que ao chegar percebeu que os acontecimentos não tinham nada a ver com rebeldes nem com revolução, o que interessava era o petróleo, o gás, isto é, os recursos naturais do país.

"Numa ocasião visitei uma pequena cidade, Ras Lanuf, a qual estava muito conturbada porque nela havia petróleo, e esse lugar era para eles -a oposição- mais importante até que Bengasi, por exemplo, a segunda maior cidade do país".

Dessas experiências, Dandache concluiu que há algo maior nos planos e que inclui toda a região, não só a Líbia ou a Síria".

JORNALISMO, MINHA FORMA DE SALVAR O MEU POVO

Como profissional do jornalismo, Ogarite Dandache pôde se dedicar a reportar espetáculos, eventos científicos, eventos esportivos ou processos eleitorais; no entanto sua decisão foi outra: cobrir a guerra.

De acordo com suas palavras, para ela há princípios acima do perigo que significa ir ao campo de batalha armada com câmeras, gravadores e microfones.

"Dispararam no primeiro câmera que levei, e mesmo que não lhe tenha causado muito dano, porque levava um jaleco antibalas, a impressão foi forte. Eu sei que é perigoso, mas é minha forma de lutar por minha causa", assegurou.

Com a naturalidade de quem fala sobre algo habitual, ela assume que pode morrer de muitas maneiras.

"Posso dirigir por qualquer lugar e ter um acidente. A morte é normal, algo que devemos aceitar porque vai chegar em algum momento, e para mim vale a pena morrer fazendo meu trabalho e lutando para salvar meu povo, por minha independência, por minha dignidade. É meu dever", afirmou.

Na opinião da libanesa, o jornalismo é hoje uma arma principal, uma das mais valiosas nas guerras contemporâneas, e considera necessário usar contra o inimigo para desmascará-lo.

A isso se soma, continuou, que muitas pessoas no mundo não sabem nada sobre as causas no Oriente Médio; eu tenho que mostrar ao mundo nossas lutas e sobretudo nosso direito de lutar.

"Nós lutamos para defender o direito à independência, por nossa dignidade, de usar os recursos naturais que estão em nossos territórios em benefício de nossos povos", apontou.

No entanto, para fazer seu trabalho teve que ultrapassar obstáculos como a indecisão por parte dos que a dirigem na rede televisiva.

"Foi duro para eles me deixarem ir sem saber se ia regressar. Mas quando fiz meus primeiros trabalhos na Líbia, Iêmen e Egito, começaram a confiar e agora me deixam livre para ir onde eu quiser, porque sabem que trarei muito trabalho, e acho que bom trabalho", assinalou.

No caso de minha família, agrega, preocupam-se o tempo todo, "às vezes estou em regiões onde não há telefone, nem Internet e é realmente perigoso. Mas sei que no fundo estão orgulhosos".

QUANDO ME PROPUSERAM VIR A CUBA DISSE: SIM, EU VOU

Ainda que a rotina de trabalho desta jornalista centre-se na área de conflitos do Oriente Médio, ela decidiu fazer um alto para vir a Cuba.

"Há vezes em que meu diretor me manda a lugares e noutras eu decido por minha conta. Em ocasiões pediram-me para cobrir coisas e tenho dito que não porque acho que outros podem fazê-lo, mas quando me propuseram vir a Cuba disse: Sim, eu vou".

Entre as motivações da visita, destacou que "quero compreender como por cinquenta anos, vocês têm resistido contra o maior império que já existiu".

Vim porque considero-o parte de meu dever, afirma, porque o que vocês estão fazendo aqui é parte da nossa guerra e nossa resistência contra o inimigo. É minha primeira visita, mas acho que não será a última.

*Jornalista da redação Nacional da Prensa Latina.

Mali: vozes de discórdia no meio da reconquista

 
 
  
Imagen activaHavana (Prensa Latina) A intervenção de tropas francesas no Mali abre um novo capítulo da presença europeia na África que, para especialistas, é a mesma fórmula aplicada pelas ex-metrópoles durante séculos nas antigas colônias para saquear suas riquezas naturais.
Esta nova aventura militar, justificada agora por Paris com as chamadas "ajuda humanitária" e "guerra contra o terrorismo", começa a ter opositores apesar da complacência com a qual foi aceita pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pela União Africana e por parte da comunidade mundial.

O próprio secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou o tema de alta prioridade devido à "ameaça dos insurgentes armados" e parabenizou a decisão do mandatário francês, Francois Hollande, de enviar tropas a território malinês contra o avanço dos insurgentes no sul.

Ban Ki-moon afirmou que essa ajuda deve estar guiada pelas orientações da ONU para cumprir com os objetivos militares de restabelecer a ordem constitucional e a legitimidade política do Mali.

Esta intervenção reforça a doutrina ocidental de guerra liderada pelos Estados Unidos no mundo e poderia ser o pretexto das antigas metrópoles para reiniciar a reconquista da África, em um momento no qual a Europa está pressionada pela crise econômica.

As fontes estimam que esse país é vítima de uma tentativa dos poderes ocidentais de "intensificar seu domínio sobre os recursos e economias" africanas, cheio de cobiçadas riquezas naturais como ouro, petróleo, diamantes e o estratégico coltan.

Se a Europa conseguir reforçar as capacidades de reconquista no norte malinês mediante essa operação armada, então "será uma conquista real da defesa europeia", consideram fontes do chamado Velho Continente.

VOZES DE DISCÃ"RDIA

Enquanto os Estados Unidos, o Canadá e a Europa apoiam politicamente e com logística a intervenção, que já vai por sua segunda semana e poderia se estender no tempo, aumentam os questionamentos e críticas.

A presença de dois mil 300 militares franceses e a possibilidade de que essa cifra se duplique nos próximos dias revela que a campanha não anda muito bem ou que sua verdadeira intenção, apesar das declarações de autoridades e funcionários públicos franceses, difere das palavras.

As crescentes críticas provém da própria França, onde políticos questionaram a operação militar, iniciada de maneira inesperada por Hollande, ainda que de certa maneira já se via no horizonte mais distante.

Jean-Luc Mélenchon, chefe da Frente de Esquerda, arremeteu contra a decisão do governo ao dizer que "estamos no Mali porque não podemos permitir que outros países da região, e portanto a extração de urânio da qual dependem as centrais francesas, corram perigo".

Sublinhou que o objetivo de Hollande é defender os interesses de Paris na África, especialmete na Nigéria, rica em urânio.

Mélenchon, ex-candidato à presidência francesa, defendeu o "direito a saber a verdade" sobre uma guerra que custa dois milhões de euros por dia em um período de austeridade.

Questionou também o fato da intervenção ter sido ordenada sem consultar antes o Governo e o Parlamento, em uma decisão que, segundo ele, "tem muitos pontos obscuros".

O ex-premiê conservador Alain Juppé, da União por um Movimento Popular, disse ter a impressão de que a França não poderá cumprir sozinha com a tarefa de intervenção.

"Queria que a posição francesa fosse esclarecida", disse Juppé, já que "tenho a impressão de que hoje está dedicada a uma reconquista geral do território".

Outra voz de discórdia foi a de Noel Mamore, do partido Europa Ecologia Os Verdes, ao afirmar que a operação Serval (assim chamada na França) é uma manobra neocolonialista.

As principais críticas no país se referem à falta de preparação da operação militar, à possibilidade de estancamento em um conflito de longa duração ou à violação do que foi estabelecido inicialmente pelo Conselho de Segurança.

Para o analista Juan Luis González, os interesses geopolíticos das antigas metrópoles da África são a principal razão da chegada de tropas francesas a Mali, onde depois chegaram tropas da Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália, Reino Unido e outros estados europeus.

Considera que o verdadeiro objetivo da presença francesa neste país africano em sua luta contra os islâmicos é controlar seus recursos, em um operativo que qualificou de "cortina de fumaça".

Há um montão de minérios a serem explorados em território malinês, afirmou.

O embaixador de Angola na Etiópia e na União Africana, Arcanjo do Nascimento, afirmou que a fragilidade das instituições nos Estados africanos constitui a base de numerosos conflitos no continente.

Outras causas desses problemas são também a polarização social e a ingerência estrangeira em assuntos internos dos países africanos, sublinhou, e fez um chamado a que soluções africanas sejam apresentadas a estas problemáticas.

Forças progressistas e nacionalistas, entre elas a Coordenadora de Organizações Patrióticas de Mali, se opuseram à intervenção, e o Partido Argelino para a Democracia e o Socialismo considerou que a presença de um contingente estrangeiro armado pode funcionar como uma cortina que beneficia potências colonialistas, enquanto promove conflitos entre os africanos.

AJUDA HUMANITÁRIA OU RECONQUISTA DA ÁFRICA?

Olhar para os enormes recursos minerais e energéticos existentes nesse país africano bastaria para descobrir os verdadeiros motivos da França e seus aliados por trás desta intervenção armada.

O Estado africano é o terceiro maior produtor de ouro do continente, com oito minas em exploração, e é famoso por isso desde a época do grande império, apontam os pesquisadores de Global Research.

Além disso, dispõe de urânio, indispensável para o funcionamento das centrais nucleares; e recentemente foram descobertas novas jazidas de urânio em várias províncias, principalmente as de Gao e Kidal, ao norte, ocupadas por povos islâmicos desde maio de 2012.

Mali também pode ser convertido em fornecedor de petróleo e gás para a Europa, e conta com reservas comprovadas de diamante, ferro, bauxita e manganês (estes últimos ainda não explorado), cobre, gesso, mármore e outros minérios, segundo fonte citada.

A intervenção militar francesa no Mali coloca em perigo as enormes riquezas patrimoniais na província de Tumbuctú, também no norte, incluída desde 1988 na lista de Patrimônios Históricos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Construída no meio do deserto e rodeada de lendas, esta cidade foi fundada entre os séculos XI e XII por tribos nômades berberes ou tuaregues procedentes do norte, alberga importantes valores culturais, e chegou a ser um importante centro de comércio e próspera cidade no século XVI, qualificado como sua era de ouro.

O fato de extremistas islâmicos terem destruído alguns monumentos e santuários que consideraram ofensivos para sua religião gerou uma onda de reações internacionais, que a França aproveitou a favor de suas pretensões, materializadas agora com a intervenção em curso.

*Chefe da redação África e Oriente Médio da Prensa Latina.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A superação do anti-stalinismo


 

 

 

Uma importante condição para a reconstrução do movimento comunista enquanto movimento marxista-leninista unido

(1994)

 

Para os marxistas não é de forma nenhuma surpresa que o fim da União Soviética e dos estados europeus socialistas tenha trazido consigo o regresso da guerra à Europa e o início de uma ofensiva geral do capital contra a classe trabalhadora e todo o povo trabalhador.
Esta brutal ofensiva do capital só pode ser rechaçada com uma defesa conjunta, unitária, de todos os atingidos. Só por isto é urgentemente necessária a reconstrução de um movimento comunista unido, já para não falar da tarefa de acabar com o domínio do imperialismo. Infelizmente, porém, o movimento comunista ainda está muito longe de ser um movimento unido.

A mim, pelo menos, parece-me que o principal obstáculo à reconstrução da unidade dos comunistas reside menos nas diferenças de opinião sobre as tarefas do presente, do que nas opiniões contraditórias sobre a avaliação do caráter e da política dos países socialistas, em especial da União Soviética, no passado.

Alguns estão convictos de que a URSS e os outros países socialistas da Europa (excluindo a Albânia) não eram países socialistas desde o XX Congresso, mas sim países capitalistas de Estado e consideram como revisionistas todos os que não concordam com este ponto de vista, com os quais não pode haver nada em comum.

Outros – como lhes tem sido contado desde o XX Congresso e desde Gorbatchov com crescente intensidade – veem em Stálin o destruidor do socialismo, por isso declaram que com os «stalinistas» não pode haver nada em comum.

Nesta posição encontra-se a maior parte das organizações que se formaram a partir das ruínas resultantes da decadência dos partidos comunistas e, com efeito, não só aqueles que se assumem abertamente como partidos sociais-democratas, mas também a maioria dos que se consideram partidos comunistas, incluindo o PDS que manobra entre estes dois.

O anti-stalinismo é hoje, realmente, o maior obstáculo à unificação dos comunistas, como foi ontem o fator principal da destruição dos partidos comunistas e dos estados socialistas.

Quero introduzir só duas testemunhas para esta afirmação, que estão longe de qualquer suspeita de «stalinismo».

A primeira é o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros americano, John Foster Dulles, a segunda, ninguém menos do que Gorbatchov.

Dulles, extremamente cheio de esperança, expressou-se assim depois do XX Congresso do PCUS: «A campanha anti-Stálin e a liberalização do seu programa provocaram uma reação em cadeia, que a longo prazo é imparável.»1

Gorbatchov caracterizou acertadamente o anti-stalinismo – e assim involuntariamente também o conteúdo principal da sua ação – quando respondeu a uma pergunta sobre o «stalinismo» na URSS, durante uma entrevista para o jornal do PCF, l'Humanité, em 4 de Fevereiro de 1986: «Stalinismo é um conceito que os adversários do comunismo inventaram e que é usado amplamente para difamar a União Soviética e o socialismo no seu conjunto.» (Ninguém pode, portanto, afirmar que Gorbatchov não sabia o que fazia com a sua campanha anti-Stálin.)

O elemento do anti-stalinismo de longe com mais efeito é a apresentação de Stálin como um déspota ávido de poder, como um assassino de milhões de inocentes sedento de sangue.

Haveria muito a dizer sobre isto. Aqui, resumidamente, só as seguintes notas:

Primeiro: pode lamentar-se profundamente, mas é um fato que, ainda, nunca uma classe dominada deitou fora o jugo da classe dominante, sem que a sua luta de libertação revolucionária e defesa das tentativas de restauração contrarrevolucionárias tenha custado a vida de muitos inocentes.

Segundo: a contrarrevolução sempre usou este fato para rotular os revolucionários, aos olhos das massas, como criminosos detestáveis, como assassinos e sedentos de sangue: Thomas Müntzer, Cromwell, Robespierre, Lênin, Liebknecht, Luxemburg.

Terceiro: só o preconceito cego pode não ver ou negar a relação causal entre o assumir do poder pelo fascismo alemão, assim como o armamento e expansão para Leste, apoiados com simpatia pelas potências vencedoras ocidentais, e os processos de Moscou, assim como as medidas repressivas contra os estrangeiros, imigrantes incluídos. Bertolt Brecht viu muito bem esta relação quando afirmou: «Os processos são um ato de preparação da guerra». Formulado de forma ainda mais exata: foram uma resposta à preparação fascista-imperialista para o assalto à União Soviética.

Sem a certeza do assalto, mais tarde ou mais cedo, à União Soviética – não há nem processos de Moscou, nem «depurações» draconianas para impedir uma 5ª Coluna no país.

Quarto: só politicamente cegos ou muito ingênuos podem ignorar que nem Khruchov, nem Gorbatchov foram conduzidos por sentimentos de repulsa perante a injustiça e a desumanidade na sua denúncia de Stálin; se tivesse sido assim então teriam atacado o imperialismo e os seus expoentes, pelo menos com a mesma implacabilidade com que atacaram Stálin. Mas o contrário foi o caso: o traço característico das suas políticas foi o ganhar a confiança do imperialismo, apesar dos seus crimes sanguinários contra Humanidade!

Quinto: em completa contradição com esta posição está o fato de que mesmo o representante diplomático da principal potência imperialista, o embaixador dos EUA, Joseph A. Davies, fez uma avaliação positiva de Stálin, mas esta e outras avaliações nesse sentido de testemunhas contemporâneas sobre a URSS foram censuradas na URSS desde o XX Congresso.

Por isso, primeiro, algumas apresentações sobre os processos de Moscou.

Em primeiro lugar, excertos do livro de J. E. Davies, publicado em 1943, em Zurique, Embaixador americano em Moscou. Relatórios autênticos e confidenciais sobre a URSS até Outubro de 1941.

Davies acompanhou, como todos os diplomatas que o desejaram, os processos de Moscou como testemunha ocular (era jurista de profissão).

Telegrafou a sua impressão sobre o processo contra Bukharin e outros para Washington em 17 de Março de 1938. Seguem-se excertos do telegrama: «Apesar do preconceito (…) depois da observação diária das testemunhas e da sua forma de depor, por causa da confirmação inconsciente que resultou (…) cheguei à conclusão de que, no que diz respeito aos réus políticos, se provou um número suficiente dos delitos contra a lei soviética enumerados no libelo acusatório e que se encontram fora de dúvida para o pensamento racional, para justificar a averiguação de culpa de traição à pátria e a respectiva condenação com a pena prevista na lei criminal soviética. A opinião dos diplomatas que assistiram regularmente às sessões foi, no geral, que o processo revelou a realidade de um complot seriíssimo e veementemente político, que esclareceu aos diplomatas muitos dos até agora incompreensíveis acontecimentos dos últimos seis meses na URSS.»2

Davies já tinha acompanhado o processo contra Radek e outros e informado, em 17 de Fevereiro de 1937, o secretário de Estado dos EUA. Neste relatório escreve, entre outras coisas:

«Observação objetiva…levou-me (contudo) com repugnância à conclusão de que o Estado provou realmente a sua acusação (pelo menos na medida em que foi posta fora de dúvida a existência, entre dirigentes políticos, de uma conspiração alargada e intrigas secretas contra o Governo soviético e, de acordo com as leis existentes, os supostos crimes do libelo acusatório foram cometidos e são puníveis). Falei com muitos, com quase todos os membros do Corpo Diplomático e, talvez com uma única exceção, todos foram da opinião de que as sessões provaram claramente a existência de um plano secreto político e uma conspiração com o objetivo de derrubar o Governo.»3

No seu diário, Davies anotou, em 11 de Março de 1937, o seguinte episódio significativo: «um outro diplomata fez-me ontem uma observação muito elucidativa. Falávamos sobre os processos e ele afirmou que os réus eram sem dúvida culpados; todos os que assistiam às sessões estavam de acordo sobre isso. Pelo contrário, o mundo parecia pensar de acordo com os relatos do processo, que o processo era pura encenação (chamou-lhe de fachada); ele sabia, na verdade, que não era justo, mas todavia talvez fosse melhor assim, que o mundo adotasse esta [opinião]»4.

Davies relatou também sobre as muitas prisões e falou das «depurações» com o ministro soviético dos Negócios Estrangeiros, Litvinov, em 4 de Julho de 1937. Sobre as exposições de Litvinov relatou: «Litvinov (...) declarou que através destas depurações se tinha de ganhar a segurança de que não existia mais nenhuma traição com a possibilidade de trabalho conjunto com Berlim ou Tóquio. Um dia, o mundo compreenderia que o acontecido tinha sido necessário para proteger o seu Governo “da traição ameaçadora”. Sim, na verdade prestavam um serviço a todo o mundo, já que quando se protegiam do perigo do domínio mundial dos nazistas e de Hitler, a União Soviética tornava-se num poderoso baluarte contra a ameaça nacional-socialista. Chegaria o dia em que o mundo deveria reconhecer que homem excepcional era Stálin.»5

Elucidativa é também a descrição de Davies da sua conversa com Stálin, numa carta à sua filha de 9 de Junho de 1938. Bastante impressionado com a personalidade de Stálin, escreveu: «Se consegues imaginar uma personalidade que em todos os aspectos é completamente o contrário do que o adversário de Stálin mais furioso conseguiu imaginar, então tens a imagem deste homem. As condições, que eu sei que aqui existem, e esta personalidade afastam-se tanto como dois polos. A explicação naturalmente está em que as pessoas estão dispostas a fazer pela sua religião ou “causa”, o que nunca fariam sem isso.»6

Depois do assalto dos fascistas à URSS, Davies resumiu as suas opiniões, em 1941, notando que os processos de lesa-pátria tinham «dado o golpe de misericórdia à 5ª coluna de Hitler na Rússia».7

Já em 1936 tinha decorrido o processo contra Zinoviev e outros. O renomado advogado britânico D. N. Pritt teve a oportunidade de o observar. Relatou as suas impressões no seu livro de memórias, From Right to Left, publicado em Londres em 1965:

«A minha impressão foi de (...), que o processo foi conduzido em geral de forma justa e que os réus eram culpados (…) A impressão de todos os jornalistas com quem pude falar foi também a de que o processo foi justo e os réus culpados e certamente todos os observadores estrangeiros, os quais na sua maioria eram diplomatas, pensavam o mesmo…Ouvi um deles dizer: naturalmente que são culpados. Mas temos de negá-lo por razões de propaganda.»8

Resulta, portanto, que depois do juízo competente de tais especialistas burgueses em direito, como Davies e Pritt, os réus dos processos de Moscou de 1936, 1937 e 1938 foram condenados justamente e foram provados os crimes de que eram acusados.

Neste contexto devem ser lembradas, mais uma vez, as considerações de Bertolt Brecht, nesse tempo, sobre estes perturbantes processos; escreveu por exemplo sobre a concepção dos réus:

«A falsa concepção conduziu-os profundamente ao isolamento e ao crime comum. Toda a escória do país e do estrangeiro, todo o parasitismo, o espiolhar, a criminalidade profissional aninharam-se neles. Tinham o mesmo objetivo com toda esta escumalha. Estou convencido que esta é a verdade e estou convencido que esta verdade certamente tem de soar plausível também na Europa Ocidental aos leitores inimigos (…) O político a quem só a derrota ajuda [a chegar] ao Poder, é pela derrota. O que quer ser “salvador”, introduz uma situação na qual pode salvar, ou seja, uma má situação. (…) Trotski viu, em primeiro lugar, o perigo da derrocada do Estado dos trabalhadores numa guerra, mas depois ela própria tornou-se, cada vez mais, na condição prévia da sua atuação prática. Se a guerra chegar, a construção “precipitada” desabará, o aparelho isolar-se-á das massas, terá de ceder ao exterior a Ucrânia, Sibéria Oriental e etc., fazer concessões no interior, regressar a formas capitalistas, reforçar os kulakes ou deixar que se reforcem; mas tudo isto é simultaneamente a condição prévia de um novo procedimento, do regresso de Trotski.

Os centros anti-stalinistas descobertos não têm a força moral para apelar ao proletariado, não tanto porque esta gente é covarde, mas sim porque não têm realmente bases organizadas nas massas, não podem oferecer nada, não têm tarefas para as forças produtivas do país. Assim é de confiar que eles confessam a mais do que a menos.»9

Se partirmos do princípio que Davies e Pritt (e Brecht) tinham razão na sua análise dos processos de Moscou, então surge necessariamente a pergunta: Os que – como Khruchov e Gorbatchov – declararam posteriormente vítimas inocentes os condenados nos processos, não o terão feito porque simpatizavam com eles ou até eram seus cúmplices secretos e queriam completar a sua causa fracassada na altura?

E quando, então, observamos mais pormenorizadamente a sua ação política (de Khruchov, Gorbatchov e seus iguais) temos de constatar que as confissões dos acusados dos processos de Moscou, sobre as suas intenções e objetivos e os métodos utilizados para os atingir, são como guias para Khruchov e especialmente Gorbatchov. Isto sugere-nos uma dupla conclusão.

Quanto a uma, desde o XX Congresso do PCUS que os processos de Moscou podem servir como chave para o esclarecimento e decifração do que conduziu a União Soviética, outros países socialistas e o movimento comunista ao percurso difícil. Quanto à outra, a ação de Khruchov e Gorbatchov e os seus resultados demonstram que os processos de Moscou não se trataram de uma encenação espetacular, mas sim que neles foram descobertos e frustrados complots do mesmo gênero dos que foram planejados com o mesmo fim e puderam ser finalmente conduzidos por Gorbatchov, porque já nenhum processo de Moscou lhes pôs termo.

Se a descrição de Stálin como um déspota ávido de sangue e o «seu» regime como o inferno na terra serviram para paralisar a resistência contra a contrarrevolução de Khruchov-Gorbatchov, a descrição de Stálin como um adulterador dos princípios leninistas aspirava ao desarmamento teórico e ideológico do movimento comunista e de todos os socialistas. A maior parte deste gênero de munições tem origem no arsenal do trotskismo. Quero apresentar alguns poucos exemplos.

 

1. A questão da vitória do socialismo num só país

O desmoronamento dos países socialistas europeus e principalmente da URSS é apresentado como prova da correção da tese trotskista sobre a impossibilidade da construção do socialismo num só país, em que normalmente é silenciado que foi Lênin quem pela primeira vez, em 1915, escreveu sobre a possibilidade do socialismo num só país. É conhecido o que Lênin afirmou no artigo, Sobre a Palavra de Ordem dos Estados Unidos da Europa10: «A desigualdade do desenvolvimento econômico e político é uma lei absoluta do capitalismo. Daqui decorre que é possível a vitória do socialismo primeiramente em poucos países ou mesmo num só país capitalista tomado por separado.» Trotski, desde há anos adversário encarniçado de Lênin, contestou de imediato com a afirmação de que era inútil acreditar «que por exemplo uma Rússia revolucionária podia (...) impor-se perante uma Europa conservadora11

Stálin, que de acordo com os trotskistas atuais é o suposto inventor da tese da possibilidade da construção do socialismo num país, defendeu, na verdade, a tese leninista contra Trotski.

«Que significa a possibilidade da vitória do socialismo num só país?

Significa a possibilidade de resolver as contradições entre proletariado e campesinato através das forças internas no nosso país, a possibilidade da tomada do poder pelo proletariado e da utilização deste poder para a construção da sociedade socialista no nosso país, com a simpatia e apoio do proletariado de outros países, mas sem a vitória prévia da revolução proletária noutros países. (…)

Que significa a impossibilidade da vitória completa, final, do socialismo num só país sem a vitória da revolução noutros países? Significa a impossibilidade de uma total garantia contra a intervenção e, consequentemente, contra a restauração da ordem burguesa, sem a vitória da revolução, pelo menos, numa série de países.»12

Mas Stálin não se limitou a defender a tese de Lênin. Sob a sua direção o PCUS forneceu a prova da justeza da tese leninista através da construção do socialismo e a afirmação da URSS contra os agressores fascistas.

Pelo contrário, Trotski foi tão frequentemente desmentido pela História, como quando previu o desmoronamento da URSS, e isto acontecia mais do que uma vez por ano. Numa das suas últimas previsões do gênero, publicada em 23 de Julho de 1939, garante que «o regime político não sobreviverá a uma guerra».13

O desejo é indubitavelmente o pai desta profecia!

Isto transpirava tão claramente de todas as afirmações de Trotski nesses anos, que o escritor burguês alemão, Lion Feuchtwanger, tirou daí a seguinte conclusão: «O que sobreviveu então de todos estes anos de deportação, qual é hoje o objetivo principal de Trotski? Regressar de novo ao país, chegar ao poder a qualquer preço.» Mesmo ao preço do trabalho conjunto com os fascistas: «Se Alcíbiades se passou para os persas, porque não Trotski para os fascistas?».14 (Também Feuchtwanger foi testemunha ocular de um dos processos de Moscou, o segundo, contra Radek, Piatakov e outros, Janeiro 1937.)

 

2. Stálin e a Nova Política Econômica

Uma das acusações de Gorbatchov contra Stálin consistia na afirmação de que Lênin, nos seus últimos trabalhos de aperfeiçoamento da «Nova Política Econômica», apontou um novo caminho para a construção da nova sociedade socialista, que Stálin abandonou. Esta censura é aproveitada por anti-stalinistas de todas as cores, na qual se afirma que Stálin substituiu a concepção de Lênin da NEP15 por um «rumo monopolista de Estado» e assim arruinou o socialismo.

O núcleo da Nova Política Econômica consistia, segundo Lênin, no alicerçar da união política da classe trabalhadora e do seu Estado com largas camadas do campesinato através da união econômica com a economia rural. «Quando derrotarmos o capitalismo e estabelecermos a união com a economia rural, então seremos uma força invencível», disse no XI Congresso do PCR(B) em 192216. Stálin compreendia exatamente assim a NEP e continuou-a depois da morte de Lênin:

«A NEP é a política da ditadura do proletariado, que está dirigida para a subjugação dos elementos capitalistas e a construção da economia socialista através da utilização do mercado, mediante o mercado, mas não através da troca direta dos produtos sem mercado, sob a exclusão do mercado. Podem os países capitalistas, pelo menos os mais desenvolvidos entre eles, dispensar a NEP na passagem do capitalismo para o socialismo? Penso que não. Neste ou naquele grau, a Nova Política Econômica com as suas relações de mercado, no período da ditadura do proletariado, é absolutamente imprescindível para qualquer país [de economia] capitalista.

Entre nós há camaradas que contestam esta tese. Mas o que significa contestar esta tese?

Significa, em primeiro lugar, partir do princípio de que nós, imediatamente a seguir à tomada do poder pelo proletariado, já disporíamos de aparelhos, cem por cento prontos, de distribuição e abastecimento intermediários das trocas entre cidade e campo, entre indústria e pequena produção, que permitem a imediata troca direta de produtos sem mercado, sem transações de compra e venda, sem o estabelecimento de um economia monetária. Só é preciso colocar esta questão para compreender como seria absurda tal hipótese.

Significa, em segundo lugar, partir do princípio de que a revolução proletária, depois da tomada do poder pelo proletariado, percorre o caminho da expropriação da pequena e média burguesia e tem de se impor o fardo de fornecer trabalho aos milhões de novos desempregados criados artificialmente e cuidar do seu sustento. Só é preciso colocar esta questão para compreender como seria disparatada e insensata uma tal política da ditadura proletária.»17

Porquê uma citação tão pormenorizada sobre um tema tão pouco atual?

Primeiro, porque estamos convencidos que este tema – a política econômica para a construção do socialismo – só está arredado temporariamente da ordem do dia na Europa (e de forma nenhuma noutros lugares); segundo, porque é necessário lembrar que existe uma extraordinária riqueza em conhecimentos teóricos e experiências práticas sobre construção socialista bem sucedida, mas que foi colocada no Index como «stalinismo» pelos sucessores de Lênin e Stálin, para que caísse no esquecimento; finalmente, terceiro, porque entre a esquerda anticapitalista se divulga uma tese de pseudo-esquerda, cujo mais conhecido divulgador é Robert Kurz, segundo a qual a raiz de todo o mal não é o capitalismo mas sim a produção de mercadorias; o socialismo desmoronou-ser porque manteve a produção de mercadorias em vez de passar diretamente para a troca direta de produtos. Perante tais teses a citação acima é até muito atual!

Por que pôde o revisionismo destruir os resultados de décadas de construção socialista?

Naturalmente existem muitas razões. Uma muito importante, na minha opinião, é: o revisionismo apresentou-se durante muito tempo permanentemente como antirrevisionismo, como defesa do leninismo contra a sua suposta falsificação por Stálin. Só quando a sua obra destruidora estava praticamente concluída é que Gorbatchov retirou a máscara do comunista, do leninista e se declarou publicamente simpatizante da socialdemocracia, ou seja anticomunista e antileninista.

Mas o anti-stalinismo foi, desde o início, de acordo com o núcleo da sua natureza, antileninismo, antimarxismo e anticomunismo.

No entanto, mesmo agora, muitos do campo comunista não reconhecem ainda isto, porque se encontram ainda sob a influência de décadas de propaganda de ódio anti-stalinista dos secretários-gerais anticomunistas do PCUS desde o XX Congresso, que compararam Stálin a Hitler – precisamente aquele Stálin que – como Ernst Thälmann previu – partiu o pescoço a Hitler!

Temos de tornar claro que, na luta contra o anti-stalinismo, só se trata à primeira vista da pessoa de Stálin, mas que na sua essência se trata da questão da existência do movimento comunista: mantemo-nos – como Marx, Engels, Lênin e Stálin – firmemente no fundamento da luta de classes ou vamos – como os anti-stalinistas Khruchov, Gorbatchov e seus iguais – para o terreno da conciliação com o imperialismo? Esta é a questão, de cuja resposta depende o destino do movimento comunista. E como esta questão só pode ser corretamente respondida quando se eliminar o veneno revisionista em todas as suas manifestações, será preciso também vencer o anti-stalinismo nas suas fileiras.

 

1 In: Arquivo do Presente, de 11 de Julho de 1956.

2 J. E. Davies, Embaixador em Moscou, p. 209.

3 Idem, p. 33 e segs.

4 Idem, p. 86.

5 Idem, p. 128.

6 Idem, p. 209.

7 Idem, p. 209.

8 N. Pritt, From Right to Left, Londres, 1965, p. 110 e seg.

9 Bertold Brecht, Escritos sobre Política e Sociedade, Vol. I, 1919-1941, Aufbauverlag, Berlim e Weimar, 1968, p. 172 e seg.

10 Lénine, Obras Escolhidas em 3 Tomos, Edições Avante!, Lisboa, 1977 Vol 1, p. 570 [N. do Ed.].

11 Trotski, Escritos, Vol III, parte I, p. 89 e seg.

12 Stalin, Obras, Vol. 8, p. 58.

13 Leon Trotski, La lutte antibureaucratique en URSS, Paris, 1976, p. 257, cit. por: Ludo Martens, Un autre Regard sur Staline, Version non-définitive, Bruxelles, 1993, p. 133.

14 Lion Feuchtwanger, Moscou, 1937. Um relato de Viagem Para os Meus Amigos, publicado pela primeira vez na Ed. Querido, México, 1937; Nova edição na Aufbau-Taschenbuch-Verlag, Berlim, 1993, p. 89.

15 NEP- Sigla de Novaia Ekonomitcheskaia Politika (Nova Política Econômica). (Nota do editor)..

16 Lênin, Obras, Vol. 33, p.272.

17 Stalin, Obras, Vol. 11, p. 128 e seg.

Para a História do Socialismo

www.hist-socialismo.net

Documento retirado de www.kurt-gossweiler