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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

63% de los venezolanos de acuerdo con que Chávez asuma cuando se haya recuperado



AVN.- 63% de los venezolanos está de acuerdo con la decisión del Tribunal Supremo de Justicia (TSJ) que autoriza al presidente de la República, Hugo Chávez Frías, a juramentarse para un nuevo período de Gobierno una vez que se haya recuperado totalmente de salud.
Se trata de un porcentaje incluso mayor al 55% que lo eligió en los comicios de octubre pasado, informó el director del Grupo de Investigación Social (GIS) XXI, Jesse Chacón, al dar a conocer este martes los resultados del más reciente estudio realizado por la encuestadora.
“Hay un porcentaje mayor de la población que está de acuerdo con que, si fue elegido, termine su mandato”, expresó Chacón, en declaraciones transmitidas por Venezolana de Televisión.
Del mismo modo, estimó que la valoración positiva del desempeño del mandatario, que creció de 60,4% a 70,3% de diciembre a enero, tiene que ver con la relación del Presidente con los venezolanos, quienes consideran que “Chávez ha dado lo que ha podido” y le brindan apoyo en momentos en que batalla por su vida. Este es, indicó, el respaldo más grande que ha reunido el Presidente.
“El chavismo trascendió a Chávez” 
El director de GIS XXI también indicó que fracasó la matriz que intentó posicionar la derecha con la enfermedad del Presidente, de la existencia de una supuesta lucha fraticida dentro del chavismo por el poder.
“Lo que ha ocurrido es un trabajo colectivo, a diferencia de la oposición, donde sí se han presentado serios problemas”, señaló. “Los venezolanos no son tontos. Saben que la Mesa de la Unidad (que agrupa a los partidos de oposición) de unidad no tiene nada. Por dentro hay una lucha fraticida por el poder entre los partidos tradicionales y los partidos nuevos”, explicó.
El estudio de GIS XXI registró un ascenso de la valoración negativa del desempeño de la oposición, de 36,6% a 41,4%.
Para Chacón, la estrategia de Primero Justicia (PJ) de usar las elecciones presidenciales y las regionales para ir contra las organizaciones políticas tradicionales y convertirse en líder de la oposición le hizo mucho daño a la MUD.
Consideró, además, que la derecha no cuenta con un proyecto que contraste con el chavismo como identidad política.
Apuntó que se ha demostrado que es falsa la idea que intentó pregonar la derecha, según la cual no existe chavismo sin Chávez. “El chavismo existe y está nucleado detrás de la figura de quien lo ha liderado. Pero es un grave error de la oposición pensar que el chavismo no trasciende a Chávez. El chavismo hoy ya trascendió al Presidente”, puntualizó.
Estimó que esto se evidenció en el triunfo del gobernante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) en 20 gobernaciones de 23 en disputa durante las pasadas elecciones regionales.
“Sin Chávez, el chavismo se ha solidificado y quien se ha dividido es la oposición. Si podemos hacer una valoración de la ausencia de Chávez, ha servido para fortalecer el chavismo y que la oposición muestre su fragmentación interna”, sostuvo Chacón.
Añadió que los venezolanos son solidarios y por eso le ha hecho daño a la oposición pretender salir de Chávez no por los votos sino por mecanismos paralegales como decretar falta absoluta porque el mandatario no pudo juramentarse el 10 de enero. De allí que se haya afectado la credibilidad y la cohesión interna de los adversario del Presidente.

Fonte: ULAN

Serra prometeu à Chevron mudar regras do pré-sal

 

Por que as ideias de Marx são mais relevantes do que nunca no século XXI




O marxismo está em evidência com a crise econômica global. Mas, como Marx diz, o importante não é apenas interpretar o mundo, mas o transformar. Para isso, ele precisa ser mais do que uma ferramenta intelectual para comentaristas confusos com a conjuntura. Ele necessita ser uma ferramenta política.


  


O ‘capital’ costumava nos vender visões do amanhã. Na Feira Mundial de 1939, em Nova York, empresas exibiram novas tecnologias: nylon, ar condicionado, lâmpadas fluorescentes, e o impressionante ''View-Master''. No entanto, mais do que apenas produtos, um ideal, de “classe média”, de tempo livre e de abundância, era oferecido àqueles cansados da depressão econômica e da expectativa de guerra na Europa.

O passeio futurístico levou os participantes até mesmo por versões em miniatura de paisagens transformadas, representando novas autoestradas e projetos de desenvolvimento: o mundo do futuro. Esta era uma tentativa determinada a renovar a fé no capitalismo.

No despertar da segunda guerra mundial, um pouco desta visão se tornou realidade. O capitalismo prosperou e, mesmo que desigualmente, os trabalhadores norte-americanos progrediram. Pressionado por baixo, o estado foi conduzido por reformadores, e o comprometimento de classe, para além da luta de classes, fomentou o crescimento econômico e compartilhou uma prosperidade antes inimaginável.

A exploração e opressão não acabaram, mas o sistema pareceu ser não somente poderoso e dinâmico, mas conciliável com os ideais democráticos. O progresso, no entanto, estava esmorecendo. A democracia social se deparou com uma crise estrutural nos anos 1970, que Michal Kalecki, autor de ''Os Aspectos Políticos do Pleno Emprego'', previu décadas antes. Altas taxas de emprego e as garantias do estado de bem-estar social não ''compraram'' os trabalhadores, mas encorajaram fortes demandas salariais. Os capitalistas mantiveram estas políticas enquanto os tempos eram bons, mas com a estagflação - que consiste na intersecção entre baixo crescimento e alta inflação - e o embargo da Opep, uma crise de rentabilidade seguiu-se.

O neoliberalismo emergente refreou a inflação e restaurou os lucros, mas tudo isso só foi possível por meio de uma ofensiva cruel contra a classe trabalhadora. Havia batalhas campais travadas em defesa do estado de bem-estar social, mas, de maneira geral, nossa era foi de desradicalização e conformismo político.

Desde então, os salários reais se estagnaram, a dívida disparou, e as perspectivas para uma nova geração, ainda apegada à velha visão social-democrata, se tornaram sombrias.

O ''boom'' tecnológico dos anos 1990 trouxe rumores de uma ''nova economia'', leve e adaptável, algo que substituiria o velho ambiente de trabalho Fordista. Mas tais rumores foram apenas um eco distante do futuro prometido na Feira Mundial de 1939.

De qualquer forma, a recessão de 2008 despedaçou estes sonhos. O capital, livre de ameaças provindas de baixo, cresceu ganancioso, selvagem, e especulativo.

Para muitos de minha geração, a ideologia subjacente ao capitalismo foi minada. O maior percentual de norte-americanos nas idades entre 18 e 30 anos que possuem uma opinião mais favorável ao socialismo do que ao capitalismo pelo menos sinaliza que a era da Guerra Fria, onde havia uma confluência entre socialismo e stalinismo, não mais impera.

Para os intelectuais, o mesmo é verdade. O marxismo tem estado em evidência: a política externa recorreu a Leo Panitch, e não a Larry Summers, para explicar a recente crise econômica; e pensadores como David Harvey têm desfrutado de um renascimento tardio em suas carreiras. Um maior reconhecimento do pensamento da “esquerda do liberalismo” – como a revista Jacobin, que editei – não é apenas o resultado de uma perda de confiança nas alternativas dominantes, mas sim a capacidade que os radicais possuem de formular questões estruturais mais profundas e apresentar novas alternativas de desenvolvimento situadas em um contexto histórico.

Agora, mesmo um liberal célebre como Paul Krugman tem invocado ideias que foram largamente relegadas às margens da vida norte-americana. Quando pensa sobre automação e o futuro do trabalho, Krugman preocupa-se que “mesmo possuindo ecos de um marxismo fora de moda, tais temas não deveriam ser ignorados, mas frequentemente são”. Mas a esquerda que ressurge possui mais do que preocupações, ela tem ideias: sobre a redução do tempo de trabalho, a desmercantilização do trabalho, e os meios pelos quais os avanços da produção podem constituir uma vida melhor, e não mais miserável.

É neste ponto que está se desenvolvendo, mesmo que desajeitadamente, um intelectualismo socialista do século 21 que mostra suas forças: na vontade de apresentar uma visão para o futuro, algo mais profundo do que mera crítica. Mas mudanças intelectuais não significam muito por si mesmas.

Um exame do panorama político nos EUA, a despeito do surgimento do movimento Occupy em 2011, é desanimador. O movimento trabalhista demonstrou alguns sinais de vida, especialmente entre os trabalhadores do setor público ao combaterem a austeridade; no entanto, tais ações são apenas de retaguarda, um esforço defensivo. Os índices de sindicalização continuam em baixa, e é a apatia, e não um fervor revolucionário, o que reina.

O marxismo nos EUA precisa ser mais do que uma ferramenta intelectual para comentaristas tradicionais confusos com nosso mundo em mudança. Ele necessita ser uma ferramenta política para transformar o mundo. Comunicado, não apenas escrito, para um consumo de massa, vendendo uma visão de tempo livre, abundância e democracia ainda mais real do que os profetas do capitalismo ofereceram em 1939. Uma Disneyland socialista: inspiração para depois do “fim da História”.

Tradução: Roberto Brilhante

Carta Maior



O novo ‘velho militarismo’ de David Cameron


 

Publicado em Carta Maior

No entorno do primeiro-ministro David Cameron, todos insistem que não há um 'novo militarismo' em vigor. Mas a verdade é que o chanceler da Argentina, Héctor Timmerman, visita o Reino Unido em um momento em que a política externa britânica está caminhando rumo a um intervencionismo internacional similar ao que ocorreu com o Novo Trabalhismo de Tony Blair e a invasão do Iraque.




                     
Londres – O chanceler da Argentina, Héctor Timmerman, visita o Reino Unido no momento em que a política externa britânica está caminhando a um intervencionismo internacional similar ao que ocorreu com o Novo Trabalhismo de Tony Blair e com a invasão do Iraque.

Na oposição, o atual primeiro-ministro David Cameron apoiou a invasão, mas se afastou dela rapidamente diante do fiasco das supostas armas de destruição em massa que tinham justificado a intervenção e do crescente rechaço da opinião pública à aventura.

“Não sou um ingênuo neoconservador que acredita que é possível implantar a democracia desde um avião a 10 mil metros de altura”, disse Cameron, na época, para marcar a diferença entre conservadores e trabalhistas.

Cameron repetiu esta mensagem como primeiro-ministro no parlamento do Kuwait poucos meses depois de assumir o cargo, mas tudo mudou em 2011 com a Primavera Árabe e a crise na Líbia que terminou com a queda de Kadafi. Nos primeiros dias da insurgência líbia, o primeiro-ministro começou a agir como se efetivamente fosse implantar a democracia desde 10 mil metros de altura.

Junto com o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, liderou a iniciativa na ONU para a instauração de uma zona de exclusão aérea que limitasse a vantagem das forças de Kadafi frente aos rebeldes. A queda e a morte do líder líbio em outubro de 2011 animou o primeiro-ministro, que começou a mudar de discurso de maneira explícita.

A virada ficou mais clara do nunca neste mês de janeiro com a tomada de uma planta de gás na Argélia, que terminou com a morte de 32 militantes islâmicos radicais e a decisão de se juntar à intervenção francesa no Mali, ante o complexo conflito militar entre grupos islâmicos no norte do país e no governo central deste país. Em uma declaração ante a Câmara dos Comuns, dia 21 de janeiro, Cameron vinculou esses conflitos com os crescentes enfrentamentos na Líbia e com a guerra contra o terrorismo.

“Estamos em meio a uma luta geracional contra uma ideologia que é uma extrema distorção da fé islâmica e que justifica o assassinato massivo e o terror. Temos que combater essa ideologia venenosa tanto no Reino Unido como no estrangeiro e resistir à tentativa de dividir o mundo em um confronto de civilizações”, assinalou Cameron.

Este intervencionismo faz parte do DNA thatcherista. A dama de ferro sempre foi uma entusiasta deste conceito, durante sua estada no governo ou fora dele, nas Malvinas, nas guerras do Golfo ou na Bosnia Herzegovina. Mas o giro de David Cameron deve muito também ao messianismo de Tony Balir: ele se estende no tempo e no espaço, aponta geograficamente para todo o mundo e temporalmente para as décadas que podem medir a vida de uma geração.

Em uma entrevista à BBC neste domingo, Blair apoiou a intervenção de Cameron no Mali e comparou a batalha com a Al Qaeda aquela que foi travada contra o comunismo. “No Ocidente queremos intervir e obter um resultado claro. Mas não é tão fácil. Vai ser demorado e complicado. Mas se não houvesse a intervenção também seria demorado e complicado, pior ainda”, disse Blair.

No entorno do primeiro-ministro Cameron, todos insistem que não há um novo militarismo e citam como prova uma frase do líder conservador. “Se a única ferramenta que você usa é um martelo, certamente acabará vendo todo problema como um prego. É importante usar uma variedade de ferramentas”.

Em outras palavras, é preciso ter um amplo cardápio de opções e não descartar nenhuma para reagir pragmaticamente diante de cada problema. Essa é a teoria, a sua face pública. Na prática não há nenhum sinal de que o primeiro-ministro esteja disposto a usar outra ferramenta que não o martelo a respeito do tema Malvinas durante a visita do chanceler Timmerman ao Reino Unido.

Tradução: Katarina Peixoto