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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cúpula Islâmica examina hoje desafios marcados na Palestina e Síria

    

  
Imagen activaCairo, 7 fev (Prensa Latina) Os delegados da XII Cúpula da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) examinam hoje aqui os desafios do mundo muçulmano depois de debater as crises na Síria e Mali, temas ausentes da agenda original.
Ontem, os mandatários do Egito, Irã e Turquia celebraram uma pequena reunião na qual concordaram na necessidade de deter a efusão de sangue na Síria, causada pela ação de grupos armados desde o exterior que tratam de derrocar pela força ao presidente Bachar Al-Assad.

Os integrantes do agrupamento estão divididos em seu enfoque do conflito no país árabe, o que provocou que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, objetara a formulação dos parágrafos dedicados ao tema pela considerar desequilibrada.

Os acontecimentos no norte de Mali, onde uma força militar francesa combate insurgentes islamistas, também foram abordados e deverão aparecer na Declaração Final, que será difundida hoje ao final da tarde.

Durante a sessão de hoje, os delegados têm programado prosseguir a análise da crescente fobia ao islamismo em países europeus e nos Estados Unidos.

Tais sentimentos manifestaram-se em setembro com a difusão de um filme com sacrilégios ao profeta Mahoma costeada por judeus estadunidenses o que provocou uma onda de protestos em países africanos, árabes, asiáticos e europeus nas que morreram centenas de pessoas e milhares foram feridas.

Assim mesmo, a pobreza de 21 dos 56 membros atuais do ente, Síria está suspensa desde o ano passado, estará presente aos debates de hoje, conforme com a agenda difundida pelos organizadores.

A situação criada na Palestina pela expansão israelense nos territórios palestino e o apoio financeiro à Autoridade Nacional Palestina (ANP), ocuparam a atenção ontem.

Alguns membros da OCI comprometeram uma "rede de segurança" de 100 milhões de dólares mensais para a ANP, a qual ainda está pendente de se materializar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cuba: Eleitos os 612 deputados e os 1 269 delegados provinciais



O exercício do sufrágio foi em massa, livre e democrático, por parte dos 7,8 milhões de eleitores, 89,68 % dos inscritos • Dos votos depositados nas urnas, 94,17% foram validos, 4,63% em branco e 1,20% anulados
Fonte: GRANMA
OS 612 candidatos a deputados e os 1.269 propostos como delegados para as 15 assembleias provinciais do Poder Popular, foram eleitos nas eleições que tiveram lugar no domingo 3 de fevereiro, de acordo com a informação que ofereceu na segunda-feira, 4, a presidenta da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) Alina Balseiro Gutiérrez, numa entrevista coletiva.

"Mais uma vez, os cubanos e cubanas votaram em massa e de maneira livre e democrática, e exerceram seu direito de escolher seus representantes", afirmou.

Ainda com caráter preliminar, pois estão sendo verificados todos os resultados (os definitivos serão publicados nos próximos dias), anunciou-se que votaram 7.877.906 eleitores, isto é, 89,68% dos inscritos.

Dos votos depositados nas urnas, 7.418.522 foram válidos (94,17%); 364.576 em branco (4,63%) e 94.808 anulados (1,20%).

Acerca dos deputados eleitos Alina fez questão de lembrar que a média de idade é de 48 anos, 48,86% são mulheres e 46% faz parte das assembléias ou governos municipais do Poder Popular.

Quanto aos delegados provinciais, a idade média é 45 anos, 50,5% são mulheres e 46,4% vereadores ou delegados municipais.

Balseiro destacou que a jornada eleitoral dominical decorreu com normalidade, os 29.957 colégios abriram a partir das 7h00 e os membros de suas mesas garantiram a transparência do sufrágio, as autoridades eleitorais exerceram devidamente sua responsabilidade, com profundo sentido ético como estabelece a lei, as comunicações e a informação funcionaram segundo o previsto e o restantes detalhes tiveram o comportamento esperado.

Finalmente, em nome da CEN, expressou o reconhecimento aos eleitores por sua participação, às autoridades eleitorais e comissões de candidaturas por seu desempenho, e ao pessoal de apoio, entidades estatais e outras organizações de massa por sua contribuição. Em resumo, desejamos expressar a nosso povo todo o reconhecimento pelo sucesso deste processo.

Acompanharam a presidenta da CEN, o vice-presidente Rubén Pérez Rodríguez; o secretário Tomás Amarán Díaz, e os vocais Julio Torres García, Raúl Van Troi Navarro e Heriberto Rosabal Espinosa.

Política externa brasileira: uma resposta a Demétrio Magnolli

 



Fátima Mello, da Rede pela Integração dos Povos, sustenta: país e América do Sul tornaram-se protagonistas globais, em uma década; só elites não veem, cegas de preconceito e rancor 

Por Fátima Mello
Demétrio Magnoli,
Li com atenção e espanto seu artigo publicado no Globo de 31/1/2013 “Lula e a falência da ` Doutrina Garcia’”. Sou membro de uma organização da sociedade civil brasileira – FASE – e de uma rede – Rede Brasileira Pela Integração dos Povos/REBRIP – cuja atuação nacional, regional e global se orienta pela defesa dos direitos humanos, da sustentabilidade, da redução das desigualdades dentro e entre países. É com este olhar que atuamos sobre a política externa brasileira. E é por isso que tanto me surpreende sua avaliação.
Em primeiro lugar sua referência a um suposto “fracasso estrondoso da política externa – e da crise regional que se avizinha” não coincide com os fatos. Antes da era Lula o Brasil entrava pela porta dos fundos do sistema internacional; hoje entra como protagonista nos principais fóruns de negociação global. Antes de 2003, a região encontrava-se imersa em uma profunda crise, resultante do receituário do Consenso de Washington — que acirrava o que era e continua sendo a pior enfermidade entre nós, as desigualdades. As urnas de diversos países da região deram um basta e inauguraram um novo ciclo político, que com contradições e fortes condicionamentos externos, tenta se aproximar das demandas populares por inclusão social. A região estava prestes a se tornar oficialmente um protetorado dos EUA, se as negociações da ALCA não tivessem sido esvaziadas pela política externa brasileira em concertação com países vizinhos.
O que o Sr. chama de uma suposta Doutrina Garcia prefiro definir como diretrizes de política externa definidas e compartilhadas por todo o governo. Em 2003 o Itamaraty formulou duas propostas cruciais para o enfrentamento das assimetrias de poder entre países: propôs a criação do G20, na reunião ministerial da OMC em Cancun, e apresentou a proposta de negociação em três trilhos da ALCA, o que efetivamente esvaziou a desmedida ambição dos EUA. Ambas propostas tiveram o mérito de sintonizar a comunidade internacional com a necessidade de inclusão de novos atores no processo decisório, sinalizando que o mundo de fato estava entrando numa era multipolar. O que o Sr. chama de “fracasso estrondoso da política externa” colocou o Brasil como membro dos BRICS, do G20 financeiro, do IBAS, dos BASIC nas negociações de mudanças climáticas; na região, a inclusão da Venezuela no Mercosul resulta em um peso econômico infinitamente maior ao bloco. Além disso, apesar do ódio que a elite tem contra Chavez, o fato é que hoje a Venezuela é o país menos desigual na região.
A necessidade de uma doutrina a que se refere o ex-presidente Lula me parece referida à urgência de construirmos uma identidade e projeto regionais que auxiliem a transição de uma posição até então submissa e periférica para outra, constituída pela articulação de interesses econômicos e políticos comuns e por aproximações culturais e simbólicas que nos unem como povos que têm uma história compartilhada.
A suposta “crise regional que se avizinha” ou ainda a “desintegração da América Latina” supostamente evidenciada na Aliança do Pacífico também não sobrevive aos fatos. Como assinalou José Luís Fiori, “este ‘cisma do Pacífico’ tem mais importância ideológica do que econômica dentro da América do Sul, e seria quase insignificante politicamente se não fosse pelo fato de se tratar de uma pequena fatia do projeto Obama de criação da “Trans-Pacific Economic Partnership” (TPP), peça central da sua política de reafirmação do poder econômico e militar norte-americano, na região do Pacífico.”
Apesar de apoiar as diretrizes gerais da política externa brasileira dos últimos dez anos, como integrante de movimentos sociais que lutam por justiça e sustentabilidade, temos muitas críticas e propostas, pois não há dúvida que muitos são os problemas e contradições envolvendo, por exemplo, as iniciativas de cooperação e investimentos internacionais do Brasil, bem como a insustentabilidade ambiental na qual se ancora a ação externa do país. O problema é que o viés claramente marcado pelo ódio de classe e ideologicamente preconceituoso de críticas como a sua nos impedem de realizar um debate de qualidade.
Atenciosamente,
Fátima Mello

63% de los venezolanos de acuerdo con que Chávez asuma cuando se haya recuperado



AVN.- 63% de los venezolanos está de acuerdo con la decisión del Tribunal Supremo de Justicia (TSJ) que autoriza al presidente de la República, Hugo Chávez Frías, a juramentarse para un nuevo período de Gobierno una vez que se haya recuperado totalmente de salud.
Se trata de un porcentaje incluso mayor al 55% que lo eligió en los comicios de octubre pasado, informó el director del Grupo de Investigación Social (GIS) XXI, Jesse Chacón, al dar a conocer este martes los resultados del más reciente estudio realizado por la encuestadora.
“Hay un porcentaje mayor de la población que está de acuerdo con que, si fue elegido, termine su mandato”, expresó Chacón, en declaraciones transmitidas por Venezolana de Televisión.
Del mismo modo, estimó que la valoración positiva del desempeño del mandatario, que creció de 60,4% a 70,3% de diciembre a enero, tiene que ver con la relación del Presidente con los venezolanos, quienes consideran que “Chávez ha dado lo que ha podido” y le brindan apoyo en momentos en que batalla por su vida. Este es, indicó, el respaldo más grande que ha reunido el Presidente.
“El chavismo trascendió a Chávez” 
El director de GIS XXI también indicó que fracasó la matriz que intentó posicionar la derecha con la enfermedad del Presidente, de la existencia de una supuesta lucha fraticida dentro del chavismo por el poder.
“Lo que ha ocurrido es un trabajo colectivo, a diferencia de la oposición, donde sí se han presentado serios problemas”, señaló. “Los venezolanos no son tontos. Saben que la Mesa de la Unidad (que agrupa a los partidos de oposición) de unidad no tiene nada. Por dentro hay una lucha fraticida por el poder entre los partidos tradicionales y los partidos nuevos”, explicó.
El estudio de GIS XXI registró un ascenso de la valoración negativa del desempeño de la oposición, de 36,6% a 41,4%.
Para Chacón, la estrategia de Primero Justicia (PJ) de usar las elecciones presidenciales y las regionales para ir contra las organizaciones políticas tradicionales y convertirse en líder de la oposición le hizo mucho daño a la MUD.
Consideró, además, que la derecha no cuenta con un proyecto que contraste con el chavismo como identidad política.
Apuntó que se ha demostrado que es falsa la idea que intentó pregonar la derecha, según la cual no existe chavismo sin Chávez. “El chavismo existe y está nucleado detrás de la figura de quien lo ha liderado. Pero es un grave error de la oposición pensar que el chavismo no trasciende a Chávez. El chavismo hoy ya trascendió al Presidente”, puntualizó.
Estimó que esto se evidenció en el triunfo del gobernante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) en 20 gobernaciones de 23 en disputa durante las pasadas elecciones regionales.
“Sin Chávez, el chavismo se ha solidificado y quien se ha dividido es la oposición. Si podemos hacer una valoración de la ausencia de Chávez, ha servido para fortalecer el chavismo y que la oposición muestre su fragmentación interna”, sostuvo Chacón.
Añadió que los venezolanos son solidarios y por eso le ha hecho daño a la oposición pretender salir de Chávez no por los votos sino por mecanismos paralegales como decretar falta absoluta porque el mandatario no pudo juramentarse el 10 de enero. De allí que se haya afectado la credibilidad y la cohesión interna de los adversario del Presidente.

Fonte: ULAN