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sábado, 23 de março de 2013

Serra e Eduardo Campos formam novo campo político à direita no país

 



Publicado no Correio do Brasil
  
Campos e Serra buscam aproximação para gerar um novo campo político na direita brasileira
Campos e Serra buscam aproximação para gerar um novo campo político na direita brasileira

O quadro político nacional ganhou, nesta sexta-feira, um novo realinhamento após as declarações mútuas de entendimento entre o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) e o candidato tucano derrotado nas últimas eleições, José Serra. Após a veiculação de nota, em um dos diários conservadores da capital paulista, acerca de um “encontro secreto”, no início da semana, entre expoentes partidários de forças até alí antagônicas, ambos declaram-se, em elogios mútuos, afinados com um projeto de poder distante da atual inquilina do Palácio da Alvorada.

Serra falou, na véspera, a jornalistas e curiosos, que uma eventual candidatura de Campos à Presidência da República, em 2014, seria “boa para o Brasil e boa para a política”. Serra confirmou a reunião com o líder pernambucano, na última sexta-feira, em sua casa, na capital paulista. A notícia foi vazada para a colunista do jornal Folha de S. Paulo Eliane Cantanhêde.

De seu lado, horas depois, o governador Campos diz que o encontro foi “uma conversa sobre o Brasil”. Afinados, Serra foi na mesma linha e concordou ter sido “uma conversa cordial sobre o Brasil, a política e a economia”, na qual a sucessão, assunto que domina as redes sociais há dias, não teria sido tratado. Sem se preocupar se alguém acreditou nisso, Serra também nega que tenham conversado sobre alianças eleitorais.

Ainda no ninho tucano, mas de malas prontas, Serra diz que, “apesar do distanciamento político”, foi muito amigo do avô de Campos, o governador Miguel Arraes (1916-2005), e que recebeu abrigo da família em Paris na ditadura militar, enquanto ambos estavam exilados, ainda que por razões inteiramente distintas.

No novo quadro que se desenha, o peso da candidatura de Aécio Neves no PSDB fica reduzido com as divergências que assinalam uma rachadura profunda no poleiro onde os tucanos Serra e Neves pousaram, até que a convenção nacional do partido resolva quem deve ceder lugar para o próximo representante da legenda nas urnas, no ano que vem.

Desafetos tradicionais na direita brasileira, Serra e Aécio estiveram juntos, pela última vez, na segunda-feira em São Paulo, mas a conversa foi curta. Concordaram apenas em marcar uma nova reunião, para o mês que vem. Aécio, no entanto, mantém a mobilização e passa este fim de semana em conversas com líderes tucanos de vários Estados.

Jogo de cena

Para o assessor de um dos principais deputados da bancada petista na Câmara, ouvido pelo Correio do Brasil em condição de anonimato, a base aliada assiste às movimentações de Eduardo Campos com apreensão, pois o PSB foi um dos partidos que mais cresceu nas últimas eleições, em nível nacional, e representa “uma fatia considerável da base de apoio à presidenta Dilma”, afirmou.

Campos ainda não declarou, publicamente, que é candidato à Presidência, mas as evidências de que concorrerá contra Dilma Rousseff “estão cada vez mais óbvias”, disse o assessor.

– Não vê quem não quer – acrescenta.

Ainda assim, há aqueles que acreditam na hipótese de um “jogo de cena do governador, para seguir adiante na base aliada, mais valorizado do que nunca e com recursos de sobra para continuar com sua administração e, desta forma, se cacifar para 2018″, prevê.

Campos já se reuniu também com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e conversa com frequência com o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE). Campos, de origem socialista, chega a despertar simpatia até no DEM, o equivalente brasileiro ao ‘Tea Party‘ norte-americano, de extrema-direita. Este, no entanto, deveria ser o eleitorado de Aécio Neves.

Rasga-seda

Após a sessão de elogios de Serra, foi a vez de Campos, nesta sexta-feira, derramar sua admiração sobre o antigo adversário. Segundo o governador pernambucano, há mais pontos em comum com o tucano do que com alguns aliados.

– Esse campo em que Serra sempre militou é um campo mais próximo do nosso campo político do que muita gente que está conosco e esteve conosco na base de sustentação do presidente Lula. Todo mundo sabe disso – afirmou o socialista, no Recife, pouco antes de ele participar do lançamento de um livro patrocinado pela empreiteira OAS sobre o artesanato local.

Campos afirmou ter “muitas coisas em comum” e citou como exemplo questões como a maior distribuição de renda, crescimento “mais arrojado” da economia e “inovação que agregue valor às nossas exportações”.

– Não há diferença nisso em relação a muitos que estão na base do governo e outros que estão na oposição. Ele (Serra) não vai concordar com tudo o que eu falo, nem eu vou concordar com tudo o que ele fala. Mas nós vamos, com certeza, com esse debate, enriquecer o debate político – acredita.

Hoje em dia, para Eduardo Campos, o tucano é um homem de “experiência”, “quadro importante na vida brasileira” e “economista respeitado”, como afirmou a jornalistas, nesta tarde.

– Sempre tive uma boa relação com Serra. O próprio (ex-)presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) sabe disso, que sempre tivemos uma porta de conversa – afirmou.

Por meio de sua assessoria, Lula preferiu não comentar a afirmação de Campos.

Da mesma forma como a presidenta Dilma viu azedar sua receita de um acordo com o recém-formado PSD, do prefeito Gilberto Kassab, o almoço entre o governador Eduardo Campos e ela, nesta segunda-feira, será tenso. Campos promete manter “absolutamente” a mesma atitude de sempre com a presidenta em suas visitas ao Estado. Dilma irá inaugurar uma adutora no sertão de Pernambuco e um trecho de uma rodovia na região metropolitana do Recife.

– Estamos felizes de receber a presidenta Dilma aqui. Terei muito gosto de fazer uma calorosa recepção para ela – avisou.

Hezbollah: Obama é lacaio sionista

 

                       Publicado no Pravda.ru
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Hezbollah, Beirute: "Fala de Obama é prova de que a via da Resistência é a mais correta"
O Hezbollah Partido da Resistência Libanesa condenou na 6ª-feira as posições anunciadas pelo presidente Barack Obama dos EUA durante visita que fez à entidade sionista. O Hezbollah destacou que aquelas posições comprovam que a via da Resistência é a via mais correta.
"A visita de Obama aos Territórios Ocupados da Palestina é prova de que persiste o total comprometimento dos EUA em apoio à entidade sionista e às suas políticas agressivas e criminosas, que agridem, sobretudo os direitos dos palestinos e do povo da região" - disse o Hezbollah em declaração distribuída pelo Centro de Relações com a Mídia.
"É claro, se se considera o que disse Obama, que o presidente dos EUA não respeita nenhum governo árabe ou islâmico e que optou por dar as costas até aos direitos mais básicos do povo palestino."
"Obama declarou seu total comprometimento com o projeto sionista na Palestina. E até tentou impor aos árabes o 'dever' de aceitar na região a entidade sionista que se autodefine como estado 'judeu puro'" - lê-se na declaração.

"O presidente dos EUA fala como lacaio da entidade sionista, não como chefe de estado dos EUA, que é nação independente. A fala de Obama só fará algum sentido se os EUA atacarem a Resistência. Por isso tanto insistem em obter a declaração de que o Hezbollah seria organização terrorista.
Nada há de novidade ou surpresa no discurso de Obama, que não passou de repetição, para o público orquestrado, das mesmas posições e falas, sempre hostis, dos EUA" - prossegue a declaração do Hezbollah.
O Hezbollah também denunciou as posições dos EUA "que adotam os projetos sionistas, o que, em vários sentidos, faz de Washington cúmplice dos crimes cometidos pelo nosso inimigo israelense.
Obama nada disse além de repetir que nenhuma negociação é possível, que nenhum acordo é possível e que ninguém espere nem por negociações de paz nem por acordo algum. Assim, mais uma vez, se comprova que a via da Resistência é a via mais correta" - a declaração conclui.
 
Traduzido por Vila Vudu
Al-Manar TV (editorial), Beirute
http://www.almanar.com.lb/english/adetails.php?fromval=2&cid=19&frid=21&seccatid=19&eid=86939
http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=9613

quinta-feira, 21 de março de 2013

Norte Coreanos culpam os Estados Unidos pelas tensões na Peninsula


 

  
Imagen activaPyongyang, 21 mar (Prensa Latina) O jornal oficial Coreia Democrática Rodong Sinmun responsabilizou hoje os Estados Unidos das atuais tensões na Península Coreana, que considera um passo de Washington para a criação de um ambiente favorável ao estabelecimento de sua hegemonia na Ásia-Pacífico.
A publicação destaca que diversos países do mundo têm lançado mais de nove mil satélites e realizado ao menos duas mil provas nucleares para sua autodefesa sem que constituam um fator para a escalada de tensões e provocar uma guerra.

Afirma que, no entanto, o palco da Península é totalmente diferente, porque quando a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) toma medidas justas de autodefesa a situação é levada à fase de guerra, da qual os Estados Unidos é responsável.

Com o aumento das tensões nesta zona de forma premeditada, o governo estadunidense tem criado condições para assegurar a presença permanente de suas tropas e a ampliação de sua capacidade militar para controlar as potências da região Ásia-Pacífico.

A julgamento de Rodong Sinmun, Washington trata de contrapor sua crise econômica com outra guerra coreana e afirma que inclusive se a RPDC não tivesse lançado o satélite e realizado uma prova nuclear as ambições de domínio dos Estados Unidos na Ásia-Pacífico se manteriam.

O assassinato de Gaddafi e a crise moral dos europeus e dos EUA