Translate

sábado, 31 de agosto de 2013

OS MANIPULÁVEIS E OS MÉDICOS CUBANOS



Valter Xéu*


Aquelas manifestações de alguns brasileiros em todo território nacional e em algumas cidades do mundo, não foi assim uma coisa espontânea como muitos acreditam. A convocação foi jogada nas redes por quem tinha interesse e o povo (não o povão, pois esse não participou) muito bem vestido, com roupas de grifes atenderam ao pedido.
Você leitor acha que, por mais eficientes que sejam as redes na internet, elas têm a capacidade e condições de organizar em menos de 24 horas, depois da manipulação/manifestação em São Paulo, manifestações em Tóquio, Londres, Paris, Berlim, Nova Iorque?
Não tem!
Elas já estavam prontas, organizadas no gatilho para acontecer.
E isso foi só um ensaio geral do que vem por aí um pouco mais perto das eleições.
Veja que os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a corrupção, mas genericamente, pois tanto eu como você, sabemos que o nosso Congresso é formado na sua maioria por corruptos e o nosso Judiciário deixa muito a desejar.
Não se ouviu um pio nas ruas contra Sarney, Maluf, Barbalho. O fora Renan foi muito mais em função das estripulias dele com a Monica Veloso. Ele é um peixinho em comparação a muitos que lá estão.
O tal movimento do passe livre é outra cortina de um peça mais trágica. Acreditam que conseguindo isso terão um mundo e uma vida melhor. Não enxergam que o que Brasil paga de juros aos bancos em um mês, daria para resolver de uma vez por todas os problemas crônicos da educação e da saúde, mas isso é uma caixa preta e ninguém toca, nem mesmo os manifestantes/manipuláveis.
Os médicos cubanos.
A medicina cubana sempre foi elogiada ate por quem não nutria nenhuma simpatia pelo socialismo, mas bastou o Brasil mostrar interesse em contratar médicos da Ilha, para que as entidades medicas protestassem e tentasse desmerecer uma medicina que tratou o pessoal de Chernobyl, um contingente de 1300 médicos, postados no Aeroporto de Havana, com capacidade de chegar e prestar ajuda à população afetada pelo furacão Katrina aguardavam apenas autorização para o embarque, e em questão de 3 horas de vôo estariam em Nova Orleans salvando vidas. Esta autorização nunca chegou da Casa Branca. A resposta animalesca do presidente George Bush foi um sonoro NÃO à oferta de Cuba, (1) que tem médicos cuidando dos haitianos com a coordenação da ONU, médicos na África, Ásia e ate mesmo em países europeus como Portugal, Espanha e Áustria. A Organização Mundial de Saúde reconhece o sistema cubano como referência para outros países, incluindo aí o próprio EUAguardavam
Pelo mundo
Atualmente, quase 40% dos quase 235 mil médicos registrados no Reino Unido são estrangeiros. Grande parte deles vem das 20 nações mais pobres do mundo, incluindo a Libéria – que possuiu 0,014 médico por mil moradores – e o Haiti. A Índia é o principal fornecedor para os ingleses, com 25 mil profissionais.
Os Estados Unidos também são um grande importador. Em 2006, a cota de profissionais estrangeiros era de 25,9%. Uma grande parte deles vem de países como a Índia, que oferece apenas 0,6 médico por mil habitantes, do Canadá e do México.
A Noruega é outro exemplo de país que atrai mão de obra do mundo menos desenvolvido. Seu programa de importação de médicos é considerado um exemplo.
A parcela de médicos estrangeiros no país é de 16,3%. Com 4,2 médicos por mil habitantes, a Noruega também importa de países com um déficit maior que o seu. A maioria dos profissionais são da Alemanha (3,7), da Suécia (3,8), mas também da Polônia e do Iraque – com índices de 2,2 e 0,6 respectivamente.(2)
Curativa contra a preventiva
A ilha caribenha possui um dos maiores índice do mundo – são 6,7 médicos por mil habitantes. Somente neste ano, afirma o Ministério de Relações Exteriores, 10 mil estudantes de medicina estão concluindo o curso no país.
No Brasil onde a medicina praticada é a curativa e que faz a felicidade da indústria farmacêutica, vai na contra mão do modelo cubano cuja medicna é preventiva, ou seja. Faz de tudo para que ninguém fique doente e é ai que o bicho pega, pois e ninguém ficar doente, como é que a indústria vai vender remédio? Como é que o medico e familiares vão viajar para Europa com despesas bancadas pelo laboratório o que vendeu milhões e milhões de remédios receitados por esses médicos?
Segundo dados recentes do Ministério do Trabalho, existem hoje trabalhando no Brasil cerca de 70 mil engenheiros estrangeiros. Nenhuma gritaria foi feita. Neste caso, trata-se de petróleo e outros projetos, muito lucrativos para as multinacionais. Mas, quando se trata de salvar vidas, acendem-se todas as fogueiras do inferno da nova inquisição
Na reunião da Comissão de Educação da Câmara em Brasília quando se discutia uma maneira de revalidar o diploma dos estudantes brasileiros formados em medicina em Cuba, os maiores lobistas, eram os diretores das escolas particulares de medicina, e sisudos diretores da indústria farmacêutica que tem um lobby poderosíssimo dentro do Congresso e não eleições estão sempre apoiando pelos caixas 1, 2,3... aqueles que sempre votaram lá dentro de acordo os interesses dessas entidades.
Portanto meu caro. Não se iluda com essas manifestaçõezinhas de ruas, achando que o “gigante acordou” como muitos apregoam.
O gigante continua dormindo e para lhe provar isso, lhe digo que aguarde as eleições de 2014, quando esse povo vão mandar pra Brasília os pilantras de sempre e que em um país serio, estariam todos mofando nas prisões.
Alias o grande e genial Millôr Fernandez já dizia que o motivo de o melhor da nossa sociedade não estar atrás das grandes, são as péssimas condições carcerarias do país.
Notas
1 – Beto Almeida: Médicos cubanos: avança a integração da América Latina (www.patrialatina.com.br)
2 – DW: Planejada pelo Brasil, “importação” de médicos é fenômeno mundial (www.dw.de)
*Valter Xéu é jornalista e editor de Pátria Latina e Irã News

Comunistas russos recusam política agressiva dos EUA e da OTAN


Escrito por Camila Carduz de Prensa Latina


Moscou, 31 ago (Prensa Latina) O líder do Partido Comunista da Federação de Rússia (PCFR), Guennadi Ziuganov, exortou hoje ao mundo a levantar contra a política agressiva dos Estados Unidos e da OTAN, e respaldar a Síria.
Ziuganov disse em declarações a Prensa Latina que a aventura militar urdida pelo governo estadunidense e seus aliados do bloco ocidental "cheira a uma grande guerra", à qual há que se opor firmemente.
Estamos -os comunistas russos- não só categoricamente na contramão das ações militares, como exortamos ao mundo a se levantar contra essa política belicista, sublinhou o dirigente da segunda força política na Rússia. Ziuganov relembrou os bombardeios perpetrados pela OTAN, sob o amparo dos Estados Unidos, contra a antiga Iugoslávia, e como destruíram a uma série de Estados.

Converteram -listou o político- o Afeganistão em um centro do narcotráfico e das drogas na Ásia Central, e o Iraque em um palco permanente sangrento, em alusão às seguidas agressões levadas a cabo em 2001 e 2003.

Alertou nesse sentido que a anunciada aventura militar levará à destruição de todo esse imenso espaço (a região do Oriente Médio) e a gerar um caos belicista de consequências imprevisíveis.

Coincidiu o dirigente comunista russo em que o pretexto usado desta vez para bombardear a Síria, é outra mentira inventada, pois nenhum governo "seria capaz de empregar armas químicas na capital de seu próprio país, nem contra sua gente".

Ziuganov apreciou a firme posição da Rússia e da China mantida dentro do Conselho de Segurança de rejeição a uma intervenção estrangeira e o uso da força contra um Estado soberano.

Nossa tarefa comum é intervir ativamente contra os planos de agressão da OTAN e apoiar a Síria nestes momentos difíceis, reforçou.

Para o vice-presidente primeiro da Duma estatal (câmara baixa), Iván Melnikov, os Estados Unidos repetem o mesmo palco que levaram a cabo em uma série de países, em primeiro lugar no Iraque.

Enfatizaram naquele momento a existência de armas de destruição em massa, e sob esse argumento perpetraram uma agressão contra a nação do golfo Pérsico, recordou o também dirigente do PCFR.

Afirmou Melnikov a Prensa Latina que nem a ONU nem a comunidade internacional possuem absolutamente provas do emprego de armas químicas pelas autoridades sírias contra a população pacífica.

Nosso povo -enfatizou- recusa categoricamente o uso da força contra o governo legítimo da Síria, e "os comunistas apoiamos totalmente a postura oficial", expressou o segundo ao comando desse agrupamento, quem se postula para o cargo de prefeito de Moscou.

O presidente do movimento antiglobalização na Rússia, Alexander Ionov, opinou em declarações a esta agência que os Estados Unidos e seus aliados devem pensar bem antes de empreender outra aventura bélica.

Não se trata só, alertou o ativista russo, de mirar um golpe contra a Síria, senão também o direito internacional e à posição de outros atores internacionais de importância.

Vemos como os setores imperialistas de novo atiçam a possibilidade de uma intervenção militar direta, neste caso, na Síria, contra a Carta da ONU e as normas do direito internacional, abundou Ionov.

Coincidiu com especialistas e políticos em que um ataque ao país árabe provocará, sem dúvida, um conflito maior no Oriente Médio. Por isso, repito, os Estados Unidos devem repensar bem, antes de desatar uma guerra de envergadura nessa zona.

Ionov disse a Prensa Latina que em caso de uma intervenção militar dos Estados Unidos, ativistas do movimento penetrarão na embaixada norte-americana, em Moscou, numa ação de protesto.

"Bem-vindos, colegas cubanos"


Por Dr. Manoel Dias da Fonsêca Neto 

Estive em Cuba em 1986, junto com uma centena de brasileiros, para participarmos do I Seminário Internacional em Atención Primaria de La Salud, promovido pela Organização Panamericana de Saúde (OPS), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério de Saúde Pública de Cuba. Há quase 30 anos, o Programa de Saúde da Família de Cuba era o destaque deste Seminário Internacional, exemplo de estratégia de incorporação de baixa densidade tecnológica, centrada na pessoa humana, na família e no vínculo permanente de uma equipe com a população de um território, com resultados significativos na melhoria de indicadores de saúde.
Qual era o segredo desta estratégia? Os médicos cubanos aprendiam o que os nossos mestres Dr. Paulo Marcelo, Dr. Elias Salomão, Dr. Oto, Dr. Pessoa, Dr. Haroldo Juaçaba nos ensinavam: ouvir o paciente e sua história familiar, examiná-lo, palpá-lo, auscultá-lo, observando sinais e sintomas, fazer, enfim, uma anamnese e exame clínico detalhado e sistemático. Respeitando o ser humano que nos procura em sofrimento, a sua individualidade, com ética e humanismo. Os médicos cubanos são excelentes médicos de família e vêm aperfeiçoando o seu conhecimento há 30 anos.
Os brasileiros estarão em muito boas mãos aos seus cuidados. Fico muito triste ao presenciar expressões de xenofobia e até etnofobia, arrogância, preconceito e agressividade de presidentes de alguns CRMs, do CFM e AMB contra médicos estrangeiros, especificamente cubanos. Xenofóbico é quem demonstra temor, aversão ou ódio aos estrangeiros.
Será que esta não é uma forma camuflada de expressar aversão ou ódio aos pobres do Brasil? Por que tememos os médicos cubanos? Porque são disciplinados e cumprirão a carga horária contratada? Porque são excelentes médicos de família e cuidarão com carinho, respeito e sabedoria do nosso povo. Porque se fixarão num só emprego e dedicarão todo o seu tempo às famílias sob sua responsabilidade? Espero que nossos colegas médicos cubanos e demais estrangeiros não sejam hostilizados por senhores da “casa grande e senzala” da modernidade e sejam acolhidos com simpatia e respeito, como fui por eles, quando estive em Cuba há 30 anos.
Publicado na Gazeta do Oeste 

Primeiro são feitas acusações e só depois arranjam provas", diz Assad

Do Pravda.ru


 


Bashar al-Assad: "A missão da conferência de Genebra é preparar terreno para a regulação política na Síria" Foto: AFP / East News
 

Aleksandr Potapov, Iúri Matsárski, Izvéstia

Em entrevista ao jornal "Izvéstia", o presidente sírio Bashar al-Assad falou sobre o uso de armas químicas, comentou as declarações dos políticos ocidentais sobre uma eventual invasão militar e explicou as razões pelas quais a Rússia ajuda o povo sírio.

Izvéstia: Que áreas do país ainda estão sendo controladas pelos rebeldes?
Bashar al-Assad: Não é bem isso o que interessa - áreas controladas pelos rebeldes ou pelo Exército. Nenhum país do mundo possui um Exército que consiga estar em plena prontidão de combate em todo o território. Os terroristas aproveitam-se disso, tentando se infiltrar onde não há tropas. O problema não são as áreas invadidas por terroristas - a situação muda todos os dias, a toda a hora. A questão é a enorme quantidade de terroristas que vêm de fora. Ações militares continuam por causa dos inúmeros terroristas que entram constantemente na Síria do estrangeiro. Além disso, eles passam a receber financiamento e armas também de fora.
I: A nossa entrevista será traduzida para várias línguas e lida por muitos líderes mundiais. Que mensagem gostaria de transmitir?
B.A.: Gostaria de dizer que o terrorismo não é nenhuma vantagem que se possa tirar da manga e pôr em jogo quando convier, guardando-o depois de novo. O terrorismo é como um escorpião: ataca quando menos se espera. Logo, não se pode apoiá-lo na Síria e lutar contra ele em Mali.
I: Na quarta-feira passada (21), o governo sírio foi acusado pelos rebeldes de utilização de armas químicas. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
B.A.: Primeiro são feitas as acusações e só depois se arranjam as provas. Veja bem: na quarta-feira fomos acusados, e só passados dois dias o governo norte-americano anunciou o início da coleta de provas.
O nosso Exército foi acusado de ter utilizado armas químicas numa região alegadamente controlada pelos insurgentes. Na realidade, nessa região não existe linha de combate definida entre o Exército e os rebeldes. Que Estado é que pode usar armas de extermínio maciço, sejam químicas ou quaisquer outras, no local de concentração das suas próprias tropas? Portanto, são acusações meramente políticas.
Durante as últimas semanas, estávamos em conversações com a ONU sobre a inspeção; os inspetores já estão na Síria. Os resultados do seu trabalho serão apresentados à ONU.
I: O que o senhor pensa sobre a possibilidade de os EUA agirem em relação à Síria da mesma forma que no Iraque, isto é, tentando arranjar um pretexto para a invasão?
B.A.: Já não é a primeira vez que se levanta a questão de invasão militar na Síria. Desde o início da crise, os EUA, França e Grã-Bretanha já tentaram iniciar a invasão militar, mas não conseguiram convencer os próprios povos nem o mundo inteiro de que a sua política era útil e sensata. Também enfrentaram aqui uma situação bem diferente da do Egito e da Tunísia.
Mais um impedimento para a invasão militar: todo o mundo percebe que os acontecimentos na Síria não têm a ver com revolução popular nem com exigências de reformas. Têm a ver é com o terrorismo. Na situação atual, os líderes ocidentais não podem dizer aos seus concidadãos: "Vamos à Síria para apoiar o terrorismo".
I: Falando sobre a Rússia, o que acontecerá se Moscou ceder à pressão do Ocidente?
B.A.: Após a desintegração da URSS, os EUA acharam que a Rússia estava acabada de vez. Entretanto, com a chegada de Vladímir Pútin ao poder, o país começou a defender as suas posições cada vez mais persistentemente. Como resultado, começou uma "nova Guerra Fria".
A questão levantada é por que a Rússia está apoiando a Síria. A Rússia não defende o presidente Bashar al-Assad, porque o povo sírio bem pode eleger qualquer outro presidente. A Rússia defende os princípios de independência e de não intervenção nos assuntos internos dos outros países.
Além disso, a Rússia protege os interesses próprios na região, e está no seu direito. Os interesses que não se reduzem ao porto de Tartus. É que os ataques terroristas na Síria ameaçam a estabilidade em todo o Oriente Médio, e a desestabilização afetaria também a Rússia.
Não nos esqueçamos de milhares de famílias russo-sírias que criam uma ponte sociocultural entre os dois países.

I: O governo sírio tem mantido negociações com a Rússia sobre o fornecimentos de combustíveis e armas? Refiro-me em especial a um contrato de fornecimento de sistemas S-300. Eles já foram entregues?
B.A.: É óbvio que nenhum dos países pode discutir assim os assuntos relacionados com tipos de armas que possui nem os respetivos contratos de fornecimento, pois são segredo de Estado e das Forças Armadas.

Só posso dizer que todos os contratos assinados com a Rússia estão sendo concretizados e não sofreram alterações por causa da crise ou da pressão dos EUA. A Rússia vai fornecendo à Síria o que é necessário para a defesa do país, para a defesa do seu povo.
I: Com que tipo de ajuda russa conta mais a Síria: na área de economia ou de armamentos?
B.A.: O apoio político da Rússia, bem como o cumprimento dos contratos militares, melhoraram sensivelmente a nossa situação econômica, apesar da pressão estadunidense.
I: Quais países o senhor vê como os seus aliados principais e como os seus adversários?
B.A.: Os países que estão lado a lado conosco na arena mundial são a Rússia e a China; em nível regional, o Irã. Já se pode falar de certas mudanças positivas no mundo: alguns dos países começaram a alterar seus pontos de vista.

Há Estados que apoiam abertamente os terroristas na Síria, nomeadamente Catar e Turquia. Catar é o "patrocinador" dos terroristas, enquanto a Turquia promove treinamentos e assegura corredores de passagem. Ultimamente, foi a Arábia Saudita que substituiu o Catar na qualidade de patrocinador.
I: O que o senhor está esperando da conferência Genebra 2?
B.A.: A missão da conferência de Genebra é preparar terreno para a regulação política na Síria. Por enquanto, não podemos iniciar o diálogo político até se dar fim ao apoio ao terrorismo vindo do estrangeiro. Por conseguinte, estamos esperando da Genebra a influência sobre Estados apoiantes do terrorismo na Síria - que acabem com contrabando de armas e com envio de terroristas contratados para o nosso país.

Publicado originalmente pelo jornal Izvéstia
http://www.iranews.com.br/noticia/10731/primeiro-sao-feitas-acusacoes-e-so-depois-arranjam-provas-diz-assad