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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cristãos sofrem perseguição de grupos terroristas


Aumento da escalada terrorista takfirista que tem como alvo a unidade nacional da Síria

Principais pontos:

- A Síria, berço das mensagens divinas e pátria dos profetas e santos, enfrenta uma guerra bárbara promovida por quadrilhas takfiristas extremistas, que querem atingir seu presente, seu futuro e seu legado civilizatório e histórico, buscando desacredita-la e desacreditar tudo o que ela representa, por ser um eixo de paz e convívio comum entre os seus filhos, através das fatwas (julgamentos) extremistas que fogem aos princípios de tolerância do Islã e que são feitos por sheikhs patrocinados por países bem conhecidos, como o Catar e a Arábia Saudita, a fim de promover motins.
- As várias organizações terroristas, ligadas organizacionalmente ou ideologicamente à Al Qaeda, ou que compartilham de suas crenças extremistas, estão atacando o estado e o povo sírio, através de ações terroristas suicidas e tiroteios aleatórios contra os bairros civis, utilizando-se diariamente de morteiros capazes de matar vários civis ao mesmo tempo.
- Observou-se, nos últimos meses, o envolvimento sistemático dos grupos terroristas no plano que tem como alvo os cristãos da Síria, através de ataques a bairros onde há uma predominância de moradores sírios cristãos em Damasco e, especialmente, em Aleppo, com a utilização de morteiros massivamente lançados, num ritmo diário, atingindo casas, propriedades, escolas, igrejas e templos destes cidadãos.
- Os ataques aos bairros civis nas grandes cidades coincidem com os ataques ostensivos à algumas cidades e vilarejos, no subúrbio de Damasco e no subúrbio de Homs, onde vive uma maioria cristã. Estes ataques incluem ofensas morais e físicas, roubos e destruições de casas, como ocorreu recentemente em Maalula, Sadad e Deir Atieh.
- Este plano mencionado, visa disseminar o terror entre os cristãos para força-los a deixar o país e a imigrar, num contexto mais amplo que tem por objetivo livrar o Oriente Médio dos cristãos.
- Curiosamente, o fato que levanta suspeitas sobre este cenário é a hipocrisia de alguns países que se aliaram para derramar o sangue dos sírios, principalmente os países ocidentais que alegam estarem preocupados com o povo sírio e seus interesses e ao mesmo tempo fornecem suporte financeiro, militar e logístico à estes grupos terroristas para que continuem praticando seus crimes, que afetam os mais diferentes componentes do povo sírio e, por outro lado, facilitam a imigração destes cidadãos sírios para estabelecê-los no exterior, como parte de um plano que começou no Iraque.
- O combate ao terrorismo, que tem como objetivo os cidadãos sírios, é crucial para o êxito de uma solução pacífica para a crise na Síria e para dar credibilidade, do ponto de vista sírio, ao processo político. O fim da violência e do terrorismo exige que os países envolvidos no apoio aos grupos terroristas armados parem de fornecer qualquer tipo de suporte militar, financeiro, logístico, abrigo e treinamento à estes grupos, principalmente a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia, além de outros países encabeçados pela França e Estados Unidos da América.
- O Estado sírio zela pelo seu dever constitucional de proteger seus cidadãos, muçulmanos e cristãos, dos crimes dos grupos terroristas.
- O diálogo nacional entre sírios, sob uma liderança síria e sem interferências externas garantirá ao povo sírio, único dono do direito constitucional de decidir o futuro de seu país e de escolher sua liderança, o direito de expressas suas escolhas através das urnas. Baseado neste princípio, o Governo da Síria reiterou sua disposição de participar da Conferência de Genebra a fim de alcançar o êxito em seus trabalhos, de forma a garantir o respeito às escolhas do povo sírio.
- É necessário combater os planos que objetivam livrar o Oriente Médio dos cristãos, historicamente enraizados na região, e alertar para os perigos reais que estes planos terão sobre a unidade nacional em vários países da região e suas civilizações ao longo da história.
- O combate às crenças extremistas e a pressão sobre os países que apoiam os grupos terroristas armados, que tem como alvo os valores patrióticos e o convívio comum, é o único meio de preservar a diversidade que sempre foi a fonte de força que privilegiou a Síria e sua civilização ao longo da história.
Tradução: Jihan Arar

Fonte:PATRIA LATINA

Novos Horizontes na cooperação russo-cubana

Imagen activa  A XIª reunião da Comissão Intergovernamental russo-cubana, efetuada nesta capital, para a Cooperação Econômica Comercial e Científica Técnica, concluram   novos acordos e projetos para favorecer a cooperação e os investimentos nessas áreas.



Escrito por Sinay Céspedes Moreno

Prévio ao início do encontro, o chanceler russo, Serguei Lavrov, destacou ao receber à vice-presidente do Governo cubano Ricardo Cabrisas o caráter de associação estratégica obtido nas relações políticas, e sublinhou a necessidade de trabalhar para colocar ao mesmo nível os vínculos económico comerciais.

Lavrov considerou que a XIª sessão da comissão intergovernamental e as reuniões da delegação cubana com dirigentes governamentais e empresários contribuirão com vias para dinamizar a cooperação nas áreas da economia e os investimentos.

Nesse sentido e como resultados tangíveis evidenciam os acordos de cooperação assinados ao final das sessões de trabalho entre os serviços de Alfândegas de ambos os países e para potencializar pesquisa no uso pacífico do cosmos entre 2013 e 2016.

Como co-presidentes da Comissão, o ministro russo de Indústria e Comércio, Denis Mánturov, e o titular cubano de Comércio e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, assinaram, do mesmo modo, a Ata Final da XIª edição da comissão mista, realizada no moscovita Hotel Presidente.

Em fala, no plenário, Mánturov sublinhou a necessidade de potencializarem na agenda bilateral novas linhas de cooperação e se incentivarem projetos conjuntos.

Mencionou o potencial existente em setores como transporte, energia, telecomunicações, serviços médicos, biotecnologia e turismo, entre outros.

Destacou Mánturov o trabalho realizado pela comissão mista nos últimos anos para reforçar a cooperação sobre uma sólida base jurídica.

O nível dos vínculos russo-cubanos responde aos interesses de ambos os governos e países, frisou.

Reiterou confiança o ministro em que as companhias russas saberão aproveitar as vantagens e benefícios que oferece a Zona Especial de Desenvolvimento do Mariel (ZEDM), apresentada por Malmierca na Câmara de comércio da Rússia e durante sua intervenção na Comissão.

Igualmente, convidou às empresas da Federação eurasiática a participarem da edição 31 da Feira Internacional de Havana, em novembro, e anunciou a celebração em simultâneo na capital cubana do Conselho empresarial bilateral.

A ZONA ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO DO MARIEL

Malmierca, por sua vez, manifestou satisfação pelo desenvolvimento das negociações no âmbito da comissão intergovernamental, o que considerou um passo importante para consolidar os elos e criar condições favoráveis para os negócios.

Assinalou que grandes companhias russas como Zarubezhheft, Gazpromneft e InterRao participam de projetos investidores conjuntos na ilha, e brindou ampla informação sobre a ZEDM.

Assinalou que esta área está muita vinculada com o processo de atualização do modelo econômico cubano, e especialmente com a necessidade de definir uma nova política para o capital estrangeiro.

Na ZEDM, conheceu o auditório, estabelece-se um regime de políticas especiais para fomentar o desenvolvimento econômico sustentável mediante a atração do investimento, a inovação tecnológica e o acordo industrial.

Desse jeito, disse, pretendemos incrementar as exportações, substituir importações e gerar novas fontes de emprego.

A ZEDM fomentará e protegerá as empresas, os projetos industriais, agropecuários, metalomecânicos, turísticos e todo tipo de atividades permitidas pelas leis cubanas, que utilizarem tecnologias e produzirem bens e serviços de alto valor acrescentado, sobre a base do conhecimento e a inovação, reiterou.

Pretendemos que esta zona se tornar líder na nossa região, comentou o co-presidente da Comissão.

Está localizada nas redondezas do porto do Mariel, no qual investimos nos últimos dois anos mais de 800 milhões de dólares para desenvolver uma logística moderna e um porto de águas profunda que permitirá o acesso de navios , recordou.

Informou que abrange uma extensão de 465 quilômetros quadrados e está apenas a 45 quilômetros ao noroeste de Havana.

Tencionamos ter lá um favorável ambiente de negócios, em primeiro lugar por um marco legal seguro e transparente. Um Decreto Lei que cria a zona especial, com seu regulamento, e seis normas complementares controlam juridicamente a operação deste território, explicou.

Sobre a infraestrutura, insistiu em que estará desenvolvida não só pelo porto, mas sim pelas redes rodoviárias e férreas e aeroportos próximos.

Outro elemento favorável é que na ZEDM radicará um grupo de instituições dedicadas por inteiro a dar serviços e tratar as solicitações dos investidores com pessoal habilitado, antecipou.

Reiterou Malmierca que se mantêm as garantias aos investidores estrangeiros de ter pleno abrigo e segurança desses ativos, os quais não podem ser expropriados.

Dispõem esses investimentos, além disso, de abrigo contra reclamações de terceiros, garantia do Estado à livre transferência ao exterior de dividendos, utilidades e outros ganhos, entre outras vantagens, esclareceu.

A ZEDM não só tem uma localização estratégica, o qual já é uma vantagem, mas sim há mais de 30 portos importantes à sua volta, por isso a podemos chamar, por sua situação geográfica, como "a chave do Golfo do México", sublinhou Malmierca.

O titular advertiu que esta área terá, além disso, um sistema muito ágil de tramitação dos negócios, que eliminará virtualmente todas as gestões burocráticas que existiram na ilha.

O projeto do Mariel poderá despor do mesmo modo, de um regime tributário com incentivos fiscais muito fortes. Não haverá impostos sobre utilidades nos primeiros 10 anos de operação dos negócios, e posteriormente será apenas de 12 por cento, muito inferior ao que rege no país, informou-se.

Para a ZEDM esperamos atrair investimentos em setores priorizados como biotecnologia, indústria farmacêutica, energia, notadamente a renovável, indústria agroalimentar, turismo, o setor imobiliário, indústria de embalagem, agricultura, informática e telecomunicações, assinalou Malmierca.

Assegurou que muito especialmente nesta primeira etapa, Cuba espera fomentar investimentos em infraestrutura.

Temos muito interesse em que as empresas russas nos acompanhem nestes esforços pelo desenvolvimento do nosso país, sempre com um sentido de benefício mútuo, concluiu o ministro.

PRIMEIRAS RESPOSTAS

A diretora geral do Escritório da ZEDM, Ana Teresa Igarza, expressou satisfação em declarações para Prensa Latina pelo interesse mostrado pelo Governo e o empresariado russo em relação com esse território.

Depois de participar da onzena reunião da Comissão, a titular da entidade nacional adscrito ao Conselho de ministros qualificou de positiva a reação percebida.

Foi boa a resposta em temas energéticos, fundamentalmente em energia renovável, transporte, incluída a parte de portos, embora for um setor no que falta avançar, pois apenas estamos trabalhando agora no terminal de contêineres, declarou.

Acrescentou que a parte russa também se interessou pela criação de infraestrutura rodoviária e elétrica e noutros temas como biotecnologia, turismo de saúde e informática e comunicações.

Neste último caso, contatou conosco uma empresa interessada em produzir em Cuba fibras ópticas e tecnologias de ponta, exportáveis para o restante da zona, expressou Igarza.

A russa Tatiana Mashkova, conselheira do Comitê Nacional para a Cooperação Econômica com os Países da América Latina, por sua vez, sustentou que em comparação com reuniões anteriores da comissão mista, a XIª sessão mostrou novos horizontes ao empresariado de seu país para a cooperação bilateral.

mmd/Jpm/rcg
por: Jorge Petinaud Martínez*
(*) Correspondente de Prensa Latina em Moscou

Rebeldes executam rivais em praça pública na Síria




Homens da al-Qaeda executam adversários em praça pública na Síria
Homens da al-Qaeda executam adversários em praça pública na Síria

Um grupo de militantes na Síria, ligados à rede extremista sunita Al Qaeda, executou o comandante de uma facção rebelde rival e seis de seus homens diante de uma multidão, em praça pública, como mostram as imagens de um vídeo amador divulgado nesta quinta-feira. O filme mostra a matança, como parte de uma campanha para enfraquecer outros grupos rebeldes sírios.
O Estado Islâmico no Iraque e o Levante, uma das organizações que tentam depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, vem tirando proveito do vazio de poder em áreas sob controle rebelde para impor sua autoridade sobre vertentes mais moderadas da oposição armada. O vídeo, divulgado na Internet na noite passada, pelo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, organização anti-Assad, mostra homens armados em roupas pretas de pé sob uma faixa do grupo Estado Islâmico.
Segundo o Observatório, o vídeo foi feito na cidade de Atarib, província de Idlib, no norte da Síria. A autenticidade não pôde ser confirmada por fonte independente. Um mascarado no vídeo identifica sete homens ajoelhados como sendo membros da brigada Ghurabaa al-Sham, grupo islâmico moderado, um dos primeiros a entrar na luta contra Assad. Um homem que parece ser o comandante Hassan Jazera está entre eles.
– Hassan Jazera é o mais corrupto e o maior ladrão – disse o mascarado. Ele falava em um microfone para uma multidão de homens, dos quais alguns usavam celulares para filmar a execução.
Lendo um texto numa folha, ele dizia que os homens do grupo de Jazera também tinham sido acusados de sequestro e haviam sido julgados em uma corte religiosa dirigida pelo grupo Estado Islâmico. Depois, eles foram mortos com um tiro na cabeça.
Em maio, uma aliança de grupos islamistas se voltou contra o Ghurabaa al-Sham, depois de um desentendimento sobre controle de território e queixas de saques. A unidade de Jazera, de cerca de 100 combatentes, foi tudo o que restou dos quase 2 mil membros do Ghurabaa al-Sham, disseram integrantes desse grupo à agência inglesa de notícias Reuters meses atrás.
Jazera e seus homens foram presos pelo Estado Islâmico há um mês, segundo o Observatório, entidade com sede na Grã-Bretanha. A ascensão da Al Qaeda na Síria forçou algumas autoridades no Ocidente a moderar seus chamados pela remoção de Assad do poder.
Em agosto, o Estado Islâmico assumiu o controle da cidade de Azas, na fronteira norte, expulsando da área unidades do grupo Exército Sírio Livre. Na sexta-feira, o Estado islâmico capturou uma outra cidade na fronteira, retirando do poder uma organização islamista moderada e prendendo seu líder.
O levante sírio contra quarto décadas da família Assad no poder começou em 2001 e se transformou em guerra civil depois que forças de Assad atiraram contra manifestantes e puseram os tanques nas ruas para esmagar o movimento de protesto. Mais de 100 mil pessoas foram mortas no conflito e milhões tiveram de abandonar suas casas.




Fonte: Correio do Brasil






quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Europa, recuperação bizarra




Desperate, but not that desperate.
Gregos estariam se auto-infectando com HIV para… sobreviver. Anos de “ajustes” devastam sociedades e não recuperam economias

Por Vinícius Gomes
Assim que descoberto, o dado chocou tanto que precisou ser desmentido. No começo da semana, jornalistas perceberam que um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado há dois meses, revelava, sobre a Grécia (pág 112): “As taxas de HIV e uso de heroína cresceram significativamente; cerca de metade das novas infecções de HIV foram auto-infligidas, para permitir aos pacientes receber benefícios de 700 euros mensais e admissão mais rápida nos programas de subsitituição de drogas”. Horas depois, porta-vozes da OMS desmentiram a informação, atribuindo-a a um estranho “erro de revisão”.
Mas é duro tapar o sol com a peneira. Três anos depois de iniciados os programas de “austeridade” no Velho Continente, uma série de dados está demonstrando que a queda da qualidade de vida é mais dramática que se pensava. Além disso, não há sinais de recuperação das economias – um sinal de que o sacrifício irá se prolongar, a menos que haja revolta social. Eis alguns dados, elencados pelo jornalista Bernard Cassen, no site internacional Mémoire des Luttes:
> O número de suicídios de mulheres gregas pelo menos dobrou;
> Na antes riquíssima Finlândia, um em cada cinco jovens de 25 anos sofre de desordens psíquicas ou mentais associadas à depressão econômica;
> Na Espanha e Grécia tornou-se comum jovens casais retornarem à casa dos pais de um dos cônjuges;
> Em Milão, capital financeira da Itália, já não são incomuns as cenas de antigos membros da classe média obrigados a viver na rua;
> Apesar do desmonte dos serviços públicos, a dívida pública cresceu na Espanha, Portugal, Itália e Bélgica, após os pacotes de “austeridade”. O “remédio” está matando o doente: a receita pública cai muito mais que a despesa, porque, em economias submetidas à recessão, a arrecadação de impostos é muito menor.
Cassen zomba da situação atual dos dirigentes europeus: agora “eles precisam desesperadamente de uma ‘success story’” – mesmo que ínfima. Por isso, apelaram para o caso da Irlanda. O país anunciou que dispensará a renovação do pacote de “salvamento” de 85 bilhões de euros, que recebeu há anos. “A que preço?”, pergunta o jornalista. Ele mesmo responde: “13% da população permanece em desemprego; o PIB per capita caiu 8% em relação a 2008; a dívida pública, que era de 104% do PIB em 2011, saltou para 125%: eis o que custa aos irlandeses salvar os banqueiros e o euro”…

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