sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Novos Horizontes na cooperação russo-cubana
Rebeldes executam rivais em praça pública na Síria
Um grupo de militantes na Síria, ligados à rede extremista sunita Al Qaeda, executou o comandante de uma facção rebelde rival e seis de seus homens diante de uma multidão, em praça pública, como mostram as imagens de um vídeo amador divulgado nesta quinta-feira. O filme mostra a matança, como parte de uma campanha para enfraquecer outros grupos rebeldes sírios.
O Estado Islâmico no Iraque e o Levante, uma das organizações que tentam depor o presidente sírio, Bashar al-Assad, vem tirando proveito do vazio de poder em áreas sob controle rebelde para impor sua autoridade sobre vertentes mais moderadas da oposição armada. O vídeo, divulgado na Internet na noite passada, pelo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, organização anti-Assad, mostra homens armados em roupas pretas de pé sob uma faixa do grupo Estado Islâmico.
Segundo o Observatório, o vídeo foi feito na cidade de Atarib, província de Idlib, no norte da Síria. A autenticidade não pôde ser confirmada por fonte independente. Um mascarado no vídeo identifica sete homens ajoelhados como sendo membros da brigada Ghurabaa al-Sham, grupo islâmico moderado, um dos primeiros a entrar na luta contra Assad. Um homem que parece ser o comandante Hassan Jazera está entre eles.
– Hassan Jazera é o mais corrupto e o maior ladrão – disse o mascarado. Ele falava em um microfone para uma multidão de homens, dos quais alguns usavam celulares para filmar a execução.
Lendo um texto numa folha, ele dizia que os homens do grupo de Jazera também tinham sido acusados de sequestro e haviam sido julgados em uma corte religiosa dirigida pelo grupo Estado Islâmico. Depois, eles foram mortos com um tiro na cabeça.
Em maio, uma aliança de grupos islamistas se voltou contra o Ghurabaa al-Sham, depois de um desentendimento sobre controle de território e queixas de saques. A unidade de Jazera, de cerca de 100 combatentes, foi tudo o que restou dos quase 2 mil membros do Ghurabaa al-Sham, disseram integrantes desse grupo à agência inglesa de notícias Reuters meses atrás.
Jazera e seus homens foram presos pelo Estado Islâmico há um mês, segundo o Observatório, entidade com sede na Grã-Bretanha. A ascensão da Al Qaeda na Síria forçou algumas autoridades no Ocidente a moderar seus chamados pela remoção de Assad do poder.
Em agosto, o Estado Islâmico assumiu o controle da cidade de Azas, na fronteira norte, expulsando da área unidades do grupo Exército Sírio Livre. Na sexta-feira, o Estado islâmico capturou uma outra cidade na fronteira, retirando do poder uma organização islamista moderada e prendendo seu líder.
O levante sírio contra quarto décadas da família Assad no poder começou em 2001 e se transformou em guerra civil depois que forças de Assad atiraram contra manifestantes e puseram os tanques nas ruas para esmagar o movimento de protesto. Mais de 100 mil pessoas foram mortas no conflito e milhões tiveram de abandonar suas casas.
Fonte: Correio do Brasil
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Europa, recuperação bizarra
Gregos estariam se auto-infectando com HIV para… sobreviver. Anos de “ajustes” devastam sociedades e não recuperam economias
Por Vinícius Gomes
Assim que descoberto, o dado chocou tanto que precisou ser desmentido. No começo da semana, jornalistas perceberam que um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado há dois meses, revelava, sobre a Grécia (pág 112): “As taxas de HIV e uso de heroína cresceram significativamente; cerca de metade das novas infecções de HIV foram auto-infligidas, para permitir aos pacientes receber benefícios de 700 euros mensais e admissão mais rápida nos programas de subsitituição de drogas”. Horas depois, porta-vozes da OMS desmentiram a informação, atribuindo-a a um estranho “erro de revisão”.
Mas é duro tapar o sol com a peneira. Três anos depois de iniciados os programas de “austeridade” no Velho Continente, uma série de dados está demonstrando que a queda da qualidade de vida é mais dramática que se pensava. Além disso, não há sinais de recuperação das economias – um sinal de que o sacrifício irá se prolongar, a menos que haja revolta social. Eis alguns dados, elencados pelo jornalista Bernard Cassen, no site internacional Mémoire des Luttes:
> O número de suicídios de mulheres gregas pelo menos dobrou;
> Na antes riquíssima Finlândia, um em cada cinco jovens de 25 anos sofre de desordens psíquicas ou mentais associadas à depressão econômica;
> Na Espanha e Grécia tornou-se comum jovens casais retornarem à casa dos pais de um dos cônjuges;
> Em Milão, capital financeira da Itália, já não são incomuns as cenas de antigos membros da classe média obrigados a viver na rua;
> Apesar do desmonte dos serviços públicos, a dívida pública cresceu na Espanha, Portugal, Itália e Bélgica, após os pacotes de “austeridade”. O “remédio” está matando o doente: a receita pública cai muito mais que a despesa, porque, em economias submetidas à recessão, a arrecadação de impostos é muito menor.
Cassen zomba da situação atual dos dirigentes europeus: agora “eles precisam desesperadamente de uma ‘success story’” – mesmo que ínfima. Por isso, apelaram para o caso da Irlanda. O país anunciou que dispensará a renovação do pacote de “salvamento” de 85 bilhões de euros, que recebeu há anos. “A que preço?”, pergunta o jornalista. Ele mesmo responde: “13% da população permanece em desemprego; o PIB per capita caiu 8% em relação a 2008; a dívida pública, que era de 104% do PIB em 2011, saltou para 125%: eis o que custa aos irlandeses salvar os banqueiros e o euro”…
BLOG da Redação
Assinar:
Postagens (Atom)