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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

País inicia embargo econômico em resposta a sanções

País inicia embargo econômico em resposta a sanções

Nikolai Litovkin, Anna Kutchma, Gazeta Russa
Restrição à importação de produtos da União Europeia e EUA pode contribuir para aumento de preços no mercado russo.
Os países da União Europeia podem sofrer um prejuízo de 12 bilhões de euros devido ao embargo de produtos alimentícios que a Rússia impôs aos Estados que aderiram às sanções contra o país. Além da proibição da importação de produtos da UE, as medidas se aplicam também a uma série de produtos dos Estados Unidos, Canadá, Noruega e Austrália. O Japão não foi incluído na lista, embora também tenha aderido às sanções.
Os russos estão preocupados com a possibilidade de verem as prateleiras das lojas vazias e os preços dos produtos dispararem por conta do embargo. Muitos comerciantes estão confiantes de que seus negócios não serão afetados, já que os importadores de produtos poderão contornar as sanções e, além disso, a Rússia deve aumentar as importações da América do Sul e Ásia.
O embargo russo terá duração de um ano. Na lista dos produtos atingidos estão a carne bovina e suína, aves e produtos derivados, embutidos e linguiças, leite e demais produtos lácteos, incluindo queijos, bem como peixe, legumes, tubérculos, frutas e nozes.
Perdas para os importadores
A maioria das sanções de produtos alimentícios vai afetar a UE, cujos países são os principais exportadores de alimento para a Rússia. De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos Integrados (IKSI, na sigla russa), a Rússia compra da Europa 31,5% da carne, 42,6% de produtos lácteos e 32% dos legumes que consome.
"Para a UE o prejuízo pode chegar a 12 bilhões de euros, uma vez que a produção de alimentos representa cerca de 10% do que vendemos para a Rússia", estimou o representante da União Europeia em Moscou, Vygaudas Usackas, em entrevista à emissora de rádio Govorit Moskva (Fala Moscou).
Especialistas salientam que a Rússia também é fortemente dependente das importações. De acordo com o Serviço de Alfândega Federal, em 2013 as importações de alimentos na Rússia atingiam US$ 43,1 bilhões. Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos Integrados, o país compra do exterior 70% de todas as frutas e cerca de 50% do leite em pó e queijo que consome.
Analisando separadamente o impacto do embargo nos países da UE, os mais dependentes das exportações de comida para a Rússia são a Letônia, a Lituânia, a Polônia e a Finlândia. Eles fornecem principalmente manteiga e queijo ao mercado russo. Por exemplo, a Finlândia direciona 41% da exportação de manteiga para a Rússia e tem também uma grande cota (47%) de fornecimento de peixe congelado. A Letônia e Lituânia enviam 43% das suas exportações de embutidos para o país, e vegetais, frutas e nozes da Polônia e da Lituânia têm boa parte de sua produção direcionada ao mercado russo.
Ainda de acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos Integrados, na Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha somente alguns produtos específicos poderão vir a sofrer impacto com o embargo russo. O país responde por apenas 9% e 6% das exportações da carne congelada da Espanha e Itália, respectivamente, e por 6% das exportações alemãs de carne de porco e frutos secos.
No que diz respeito aos Estados Unidos, Canadá e Austrália, a Rússia também recebe desses países carne, peixe, legumes e tubérculos, mas o peso destas importações no volume total de vendas desses países é extremamente pequeno.
Risco de prateleiras vazias
O impacto negativo também deverá ser sentido do lado russo. O jornal “Kommersant”, com base em uma fonte do Kremlin, explica a lógica das sanções impostas. A Rússia enfrentará as restrições impostas pelo embargo da exportação de alimentos ao mesmo tempo em que o governo russo atua para impulsionar a substituição das importações por produção nacional. Somente a OMC (Organização Mundial do Comércio) poderá cancelar as restrições, e a Rússia pretende cumprir as decisões de arbitragem da entidade. Até lá, as disputas comerciais terão dado aos agricultores nacionais tempo para preencher os mercados carentes dos produtos exportados.
No entanto, especialistas acreditam que é improvável conseguir restabelecer rapidamente a produção interna russa e que o mais provável é que seja necessário encontrar novos fornecedores. "A Rússia não será capaz de preencher instantaneamente a demanda com produção nacional. Com uma política pública bem feita, será possível dentro de um ano garantir a substituição de 15 a 20% dos produtos embargados por produtos nacionais. Mas por enquanto a Rússia vai recorrer a outros fornecedores estrangeiros", disse ao serviço de notícias RBTH o chefe do departamento de Economia Regional e Geografia Econômica da Escola Superior de Economia, Aleksei Skopin.
Os principais candidatos para a substituição de importações são fornecedores da Ásia e da América do Sul, com o aumento de parcerias comerciais já existentes.
"As prateleiras das lojas russas com certeza não vão ficar vazias: a Turquia e os países da América Latina estão prontos para cobrir por completo o ‘vazio europeu’ que se formou. O único problema é o aumento dos custos de transporte, que serão incorporados ao preço final das mercadorias. Além disso, alguns novos produtos poderão ser de qualidade inferior aos dos europeus", acredita Skopin. Segundo ele, o aumento dos preços dos produtos agrícolas deve ficar entre 5 e 10%.
Empresários entrevistados pelo RBTH também confirmam que os preços dos alimentos vão subir. Representantes de pequenas empresas garantem que, diante de um potencial déficit temporário, os fornecedores podem, inclusive, aumentar os preços até mesmo dos produtos russos.
Mas existe uma opção: os produtos europeus poderiam permanecer nas prateleiras russas com outros rótulos. Segundo Dmítri Potapenko, da empresa Management Development Group, é possível que o fornecimento de produtos europeus continue a ser feito, mas apenas através de países da União Aduaneira, território aduaneiro único entre a Rússia, Belarus e Cazaquistão, onde não há taxas e restrições econômicas.
http://br.rbth.com/economia/2014/08/08/russia_inicia_embargo_economico_em_resposta_a_sancoes_26857.html

sábado, 9 de agosto de 2014

Fatos falam alto e claro: O avião malaio abatido foi atingido por caças



José Goulão e Urszula Borecki
Jornalistas sem Fronteiras -
Ucrânia - O piloto alemão de longo curso Peter Haisenko afirma, com base numa observação detalhada de fotos disponíveis dos destroços do avião da Malaysian Airlines, acidentado na Ucrânia, que o aparelho foi abatido pelos caças SU 25 que várias fontes detectaram nas imediações antes de o avião desaparecer dos radares.
As fotos examinadas pelo piloto revelam perfurações no cockpit provocadas por balas de calibre de 30 milímetros, que são utilizadas pelos caças SU 25 como os que foram identificados nas imediações do voo MH17.
"Os fatos falam alto e claro, bem para lá de qualquer tentativa de especulação", escreve Peter Haisenko, num artigo divulgado pelo site Global Research. "O cockpit exibe sinais de bombardeamento. Podem ver-se os orifícios de entrada e saída das balas. As bordas de uma série de orifícios estão dobrados para dentro. Estes são os orifícios pequenos, redondos e limpos, mostrando o pontos de entrada dos mais que prováveis projéteis de calibre de 30 milímetros", acrescenta o piloto alemão.
"Além disso", sublinha ainda o comandante Peter Haisenko, "é visível que os orifícios de saída na camada exterior da estrutura de alumínio duplamente reforçada são triturados e dobrados, naturalmente para fora!"
Nos destroços do cockpit, o piloto alemão encontra também sinais de que os disparos das metralhadoras foram completados com o recurso a bombas incendiárias antitanque disparadas por canhões GSh-302 , que também equipam o arsenal disponível nos SU 25, "e que foram idealizadas para destruir os tanques mais modernos".
Segundo a tese do piloto alemão, o avião não foi abatido por um míssil Buk, porque o resto dos destroços do avião desmente essa possibilidade. O derrube do aparelho resultou do bombardeamento do cockpit, que provocou uma pressurização limite no interior da cabine. O aparelho "inchou como um balão" e explodiu internamente, razão pela qual os destroços da fuselagem do avião não revelam sinais de ter sido atingido do exterior.
Peter Haisenko recorda que a presença de caças nas imediações do avião malaio foi detectada pelos radares russos e revelada logo na hora da tragédia através das comunicações Twitter do controlador espanhol "Carlos" da torre de controle de Kiev. Todos os testemunhos sobre o assunto são concordantes na informação de que o avião comercial desapareceu dos radares alguns segundos depois de os caças ucranianos se terem afastado.
Nos Estados Unidos, afirma Peter Haisenko, diz-se que a queda do avião se deve a um "potencial erro trágico/acidente". A propósito, o piloto alemão interroga-se se o "erro trágico" não terá sido a confusão feita pela aviação ucraniana entre o avião malaio e o do presidente russo, que voaria nas imediações (regresso de Putin da América Latina), tendo ambos os aparelhos cores muito semelhantes. Esta possibilidade, normalmente não abordada, foi evocada no dia do acidente pela agência russa Itar, mas sem seguimento.
O piloto alemão levanta também a possibilidade, revelada há horas por Jornalistas sem Fronteiras, de a queda de Arseny Iatseniuk, primeiro ministro da Ucrânia, estar associada ao "erro trágico" e à tentativa para assassinar o presidente da Rússia.
Estas considerações "são especulações", admite Peter Haisenko. Mas há circunstâncias factuais que não deixam dúvidas: "o bombardeamento do cockpit do vôo MH017 não é, com toda a certeza, uma especulação"; e as fotografias do Google em que o piloto alemão baseou a sua análise desapareceram entretanto da internet.
Fonte: Global Research.

GAZA: O MASSACRE VISTO POR DENTRO


Dois médicos noruegueses em Gaza descrevem uma guerra que visa especialmente residências e hospitais e faz a população crer que já não há nada a perder.
Gideon Levy e Alex Levac, no Haaretz
Os números são escritos em tinta na palma da sua mão, como se fosse um aluno a anotar uma cábula para um exame: 1.035 mortos, 6.233 feridos, em duas horas na segunda-feira. A cada dia, ele apaga os números e atualiza-os.
Esta semana, o professor Mads Gilbert deixou o Hospital de Shifa, na Faixa de Gaza, para passar umas breves férias na sua terra natal, Noruega, depois de duas semanas consecutivas a tratar as vítimas da guerra. O seu colega e compatriota, o professor Erik Fosse, deveria substituir Gilbert em Gaza, mas até meio da semana Israel ainda não tinha permitido que o fizesse. Fosse passou, também, a primeira semana da Margem Protetora em Shifa, e queria voltar.
Em termos de danos causado à população civil, e principalmente às crianças, a atual guerra na Faixa de Gaza é ainda mais angustiante do que a anterior.
Gilbert e Fosse trabalharam em Shifa durante a Operação Chumbo Fundido, em 2008-09, e publicaram, na sequência dessa experiência, o livro Olhos em Gaza, um best-seller internacional. Agora, eles afirmam que, em termos de danos causado à população civil, e principalmente às crianças, a atual guerra na Faixa de Gaza é ainda mais angustiante do que a anterior.
Ambos têm cerca de sessenta anos. Eram admiradores de Israel na sua juventude, mas na primeira guerra do Líbano em 1982 – durante a qual se alistaram para ajudar a tratar os palestinos feridos – as suas perspetivas e vidas mudaram para sempre. “Foi então que vi a máquina de guerra israelense pela primeira vez”, lembra Gilbert.
Fosse dirige uma organização chamada NORWAC (Comitê da Ajuda Norueguesa), que presta assistência médica aos palestinos, e é financiada pelo governo norueguês. Gilbert (que é voluntário independente) e Fosse têm, ambos, dedicado boa parte das suas vidas a ajudar os palestinianos, o que tornou Gaza uma segunda casa para eles. Na segunda-feira à tarde, encontramos Fosse, um cirurgião cardíaco, em Herzlia, retornando para Gaza, depois das suas férias na Noruega. E conhecemos Gilbert, um anestesista, enquanto saía da passagem da fronteira de Erez a caminho de casa. As imagens descritas pelos dois deve pesar muito na consciência de cada ser humano decente.
“Pensei que a Operação Chumbo Fundido seria a experiência mais terrível da minha vida”, disse Gilbert, “até que cheguei a Gaza há duas semanas. Era ainda mais chocante. Os dados revelam que há 4,2 vítimas palestinas por hora… Mais de um quarto dos mortos são crianças; mais da metade são mulheres e crianças. As forças armadas de Israel admitem que 70% são civis; a ONU diz que 80% são; mas pelo que vi no Shifa, mais de 90% são civis. Isso significa que estamos a falar de um massacre da população civil”.
“Shujaiyeh foi um verdadeiro massacre”, continua ele. “Na Operação Chumbo Fundido, eu não vi esse tipo de ataque em edifícios residenciais; naquela época, os prédios públicos foram atacados. A brutalidade, o dano intencional a civis e a destruição são mais angustiantes agora do que na Operação Chumbo Fundido. O fato de as pessoas receberem um aviso de 80 segundos para evacuar as suas casas é desumano. A visão de Shujaiyeh é mais terrível do que qualquer coisa que vimos na Operação Chumbo Fundido”.
“Shujaiyeh parece Hiroshima. Nunca me vou acostumar com a visão de uma criança ferida, quando não temos à disposição meios adequados para tratar dela. Usamos anestesia local, devido à falta de remédios, e nem para isso há drogas suficientes”.
Gilbert, que leciona na Universidade do Norte da Noruega, também está furioso com o que considera como danos intencionais do exército aos hospitais. Nada sobrou do hospital de reabilitação Al-Wafa; o hospital infantil Mohammed al-Dura em Beit Hanun foi bombardeado pelo exército, e uma criança de dois anos e meio, internada na UTI, foi morta. Quatro pessoas morreram no Hospital Al-Aqsa. Gilbert tinha visitado o hospital infantil e testemunhou a cena com os seus próprio olhos. Nove ambulâncias foram atacadas; os médicos foram mortos e feridos. Na opinião de Gilbert, estes incidentes constituem crimes de guerra.
O médico ficou particularmente impressionado pela determinação e comportamento dos residentes, principalmente os que compõem as equipas médicas locais. Em Shipa, nenhum dos funcionários recebeu salário por três meses; nos oito meses anteriores, apenas receberam metade dele. Mesmo os que viram as suas casas destruídas continuaram a trabalhar. A sua devoção à profissão sob tais condições deixaram-no atônito.
No que diz respeito à afirmação de que os líderes de Hamas estão escondidos em Shifa, os dois noruegueses dizem não terem visto um único homem armado ou qualquer chefe da organização; alguns ministro do Hamas foram visitar os feridos.
Gilbert diz que, também na Operação Chumbo Fundido, o exército de Israel tentou assustar o pessoal médico dizendo que os militantes armados estavam escondidos no hospital. Mas a última pessoa com armas que os noruegueses viram em Shifa foi um médico israelense, durante a primeira intifada, anos atrás. Gilbert diz que avisou o homem sobre a lei internacional, que proíbe levar armas para hospitais.
Da mesma maneira, ele recusa as declarações de que o Hamas está usando a população civil de Gaza como escudo humano, e adiciona: “Onde é que a resistência clandestina ao nazismo se escondia, na Holanda e França? E onde escondia as suas armas?”
“Eu não apoio o Hamas”, diz Gilbert. “Eu apoio palestinos, e também o seu direito de escolher os líderes errados. E quem escolheu [o primeiro-ministro israelense] Neanyahu e [o ministro de Relações Exteriores, de extrema-direita] Lieberman? Eles [os palestinos] têm o direito de cometer erros. Visito Gaza há 17 anos. Quanto mais a bombardeiam, mais o apoio à resistência cresce. Sinto que a tentativa de retratar o Hamas como um Boko Haram é ridícula. Boko Haram é o exército de Israel, que está a violar a lei internacional. Como é que os seus comandantes podem estar orgulhosos de matar civis?
“A História vai julgá-los e acredito que o exército de Israel não vai sair bem desta situação, dados os fatos. Eu faço um apelo aos israelenses: ergam-se. Mostrem coragem. Israel está se movendo na direção de ser pior que a África do Sul — e isso seria uma forma vergonhosa de deixar o palco da história”.
Fosse é mais comedido, provavelmente porque trabalhou apenas até a invasão por terra em Gaza começar. Em Shifa, ele conduziu cerca de dez operações por dia. Elogia a especialidade dos médicos de Gaza, com quem trabalhou.
Ele vê a sua missão como uma extensão para além da sala de cirurgia, ao levantar um grito de alarme para o mundo, depois de Gaza ser esvaziada de qualquer presença internacional por Israel. Ele afirma que a maioria dos feridos que tratou foram atingidos por mísseis guiados de precisão. Está certo, portanto, de que o maior número de ataques a civis e crianças foi intencional.
No seu livro, os noruegueses reproduziram uma foto dos atiradores do exército de Israel, vestindo t-shirts com as legendas: “Menores — mais duros” e “Uma bala — dois mortos”. Desta vez, são os mísseis inteligentes que estão a matar crianças. Mas na opinião de Fosse, o cerco de Israel a Gaza é ainda mais sério para os seus residentes do que a guerra. E é esse o motivo de o Hamas estar mais agressivo agora.
“Há sete anos, a sociedade inteira está a desmoronar-se. Não há comércio, não há exportação nem saída. A única atividade que permite acumular dinheiro é o contrabando, e isso destrói a sociedade. Destrói Gaza como uma sociedade normal. O cerco criou um reduzido grupo de pessoas que enriquecem com o contrabando. Todas as outras são pobres. Isso mina a estrutura da sociedade, e é o maior problema de Gaza.
“Recordei-me das minhas conversas com cirurgiões palestinnos da minha idade. Durante anos, eles viveram numa Gaza aberta, que tinha relações excelentes com os médicos israelenses. Sempre sonharam em voltar a essa situação. Agora, esses mesmos médicos reúnem-se em volta da televisão e ficam felizes quando foguetes caem no país vizinho. Eu alerto: mas Israel vai reagir. E eles dizem: não nos importamos mais. Vamos morrer de qualquer maneira. É melhor morrer num bombardeamento.
“Eles perderam toda a esperança. É chocante ver estas pessoas a perderem os seus filhos e não se importarem mais. Israel está a perder soldados, agora, para preservar uma situação a que o mundo inteiro se opõe. Isso é um crime contra uma população civil imensa”, acrescenta Fosse.
“Vocês roubaram o seu futuro e eles estão em desespero. O Hamas não tem muito apoio, mas há um imenso apoio ao sentimento de que não há mais nada a perder. E, do outro lado, está a sociedade israelense, que não se importa. É muito triste. Vocês, que passaram pelo Holocausto, tornaram-se racistas. Na minha opinião, isso é uma tragédia. Por que estão a fazer isso? Estão a ultrapassar todos os limite éticos — e, no fim, isso também vai destruir a sua própria sociedade.”
(*) Artigo traduzido e publicado em português pelo Outras Palavras.
Tradução de Cauê Ameni e Gabriela Leite

sábado, 2 de agosto de 2014

"Substituíram a ditadura militar pela ditadura midiática”