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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Liderança indígena é morta a tiros na TI Ñande Ru Marangatu

| Fonte de informações:

Pravda.ru

Liderança indígena é morta a tiros na TI Ñande Ru Marangatu. 22857.jpeg



















Ataque de fazendeiros contra comunidade Guarani Kaiowá aconteceu na manhã de sábado (29) e causou a morte de Simião Vilhalva, uma de suas lideranças. Ação aconteceu após reunião de proprietários no Sindicato Rural de Antonio João (MS).ISA repudia violência e pede solução para os conflitos fundiários em Mato Grosso do Sul
No último sábado (29), a comunidade da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, homologada pela Presidência da República há mais de dez anos, foi atacada por um grupo de proprietários rurais da cidade de Antônio João (MS), na região de fronteira com o Paraguai. A situação no local ainda é de tensão.
Denunciado pela organização indígena Aty Guasu, o ataque deixou dezenas de indígenas feridos, incluindo um bebê, e levou à morte de Simião Vilhalva, liderança tradicional, morto com um tiro na cabeça. Seu corpo foi entregue por um funcionário terceirizado da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai)e nesse domingo (30), as famílias Guarani Kaiowá o velaram e enterraram em uma área de seu território tradicional sobre o qual está a Fazenda Fronteira, onde também foi assassinado.
A ação, iniciada ao meio dia por um comboio de 40 caminhonetes, aconteceu imediatamente após uma breve reunião no Sindicato Rural de Antônio João, em que proprietários rurais, revoltados, decidiram retomar à força a posse das fazendas que incidem sobre a Terra Indígena, retomada pelo índios no último dia 22 de agosto.(veja quadro no final do texto). Segundo o jornal Dourados News, durante o encontro, a presidente do Sindicato, Roseli Maria Ruiz, discursou: "Eu não acredito em mais nada, nem na Justiça e nem no Cimi. Estou indo agora para as minhas propriedades para retomá-las". A reunião contava com a presença dos deputados federais Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), Tereza Cristina (PSB/MS) e do senador Waldemir Moka (PMDB/MS).
No dia 7 de agosto, uma portaria do Ministério da Justiça determinou a prorrogação por 60 dias do emprego da Força Nacional de Segurança Pública nos municípios de Antônio João e Japorã, para reprimir conflitos agrários e prevenir crimes contra as comunidades indígenas. Apesar disso, a Força Nacional só chegaria à fazenda duas horas após o ataque. No momento, o Departamento de Operações de Fronteira de Mato Grosso do Sul (DOF), a Força Nacional e o Exército estão na área e a prefeitura de Antônio João decretou estado de emergência.
Segundo informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), no domingo à noite (30) houve novo ataque, dessa vez na área retomada da Fazenda Piquiri, também em Ñande Ru Marangatu.
Em carta as famílias indígenas em Ñande Ru Marangatu relatam estar sendo cautelosas com os bens dos proprietários e que necessitam de alimentos. "Nós Guaranis e Kaiowá desta localidade vamos resistir até o fim, porque temos direito à posse dessa terra tradicional que nos pertence. Esperamos que a Justiça resolva essa situação o mais breve possível", registra. O Conselho do Povo Terena manifestou neste domingo sua solidariedade aos Guarani Kaiowá. Em carta alertam: "Se o governo federal não punir os executantes e mandantes desse homicídio, nós Terena, vamos dar uma resposta à altura para os ruralistas e iniciar imediatamente a autodemarcação de todo nosso território!".
Nesta segunda, foi a vez da Articulação dos Povos Indígenas no Brasil (Apib) manifestar-se em nota pública e convocar todos povos e organizações indígenas a permanecer em luta, em seus territórios. Leia. Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados também emitiu nota convocando autoridades federais para uma incursão imediata no estado,
O secretário executivo do ISA, André Villas Bôas, em nome da instituição, repudia os atos de violência contra os Guarani Kaiowá em Antônio João (MS): "As circunstâncias da morte de Simião Vilhalva e os demais crimes cometidos na Terra Indígena Ñande Ru Marangatu precisam ser investigados e seus responsáveis punidos. Quantos Guarani Kaiowá precisam morrer para que o Governo Federal e a Justiça deem solução para os conflitos fundiários no sul do Mato Grosso do Sul?", questiona.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Depoimento exclusivo a Rodrigo Vianna: “Até o final do ano, tentarão prender o Lula”

Publicado em Viomundo
publicado em 04 de agosto de 2015 às 18:59
Moro faz diferença
Moro, o juiz camisa preta, faz tabelinha com a Globo
“Até o final do ano, tentarão prender o Lula”: um depoimento exclusivo!
agosto 4, 2015 14:45 ATUALIZADO
A frase que dá título a esse texto não foi dita por um militante petista desvairado. Nem por um jornalista (como esse que escreve) afeito a teorias da conspiração.
Saiu da boca de um advogado paulistano, bem-sucedido, com sólida formação acadêmica (é também professor de Direito), sócio de um escritório na região da avenida Paulista.
Detalhe: ele votou em Aécio no ano passado, mas não disse a frase em tom de “comemoração”, mas de alerta.
A conversa aconteceu num encontro social privado, há alguns dias, antes portanto da prisão de José Dirceu. O advogado, a quem conheço há mais de 30 anos, tem na sua carteira de clientes alguns empreiteiros. Um deles está em prisão domiciliar, por causa da Lava-Jato, e algumas semanas atrás foi obrigado a depor algemado em Curitiba – como forma de pressão.
“Um homem de quase 60 anos, franzino, que não oferece nenhum risco físico às autoridades, foi obrigado a depor algemado durante várias horas, sob alegação de ameaça à segurança do delegado“, contou.
Prisões sem provas, pressões físicas e psicológicas. A Lava-Jato transita num fio da navalha muito perigoso. Já sabemos disso. Mas é impressionante ouvir quem acompanha o desenrolar dos fatos ali, bem ao lado dos investigados e dos algozes da PF e do Judiciário.
Experiente operador do Direito, minha fonte está impressionada com o grau de truculência de delegados, procuradores e do juiz Sérgio Moro. Perguntei a ele (com veia sempre “conspiratória”) quem seria a cabeça pensante a traçar o roteiro da Lava-Jato: “Moro me parece frágil, mal preparado, tropeçando nas palavras nas inquirições…”, eu disse.
E o advogado: “não se engane, ele pode não ser brilhante ao falar, mas o cérebro é ele. Moro se acha imbuído de uma santa missão, e vai seguir em frente, nem que pra isso tenha que destruir metade da República. Ele é uma personalidade perigosa para a democracia”.
Todos advogados que trabalham na Lava-Jato estão assustados. Mas quase todos (e agora a avaliação é minha) temem enfrentar abertamente Sergio Moro. O juiz de primeira instância – com suas soturnas camisas pretas (ôpa, Itália dos anos 20 e 30!) acompanhadas de gravatas também escuras – virou uma espécie de intocável. Montou uma operação que – mais do que respeitada – é temida por todos que atuam no Judiciário.
“É uma espécie de estado islâmico judicial, onde tudo é permitido; afinal há um objetivo final que é sagrado: combater a corrupção”.
Algumas delações premiadas já chegam prontas, feito matéria da “Veja”: primeiro o editor escreve, depois o repórter acha alguma coisa que corrobore a tese. “Eles trazem a delação e dizem ao preso: você assume isso aqui? Sabemos que você sabe, fica mais fácil pra você”.
Mas o que explicaria essa voracidade, voltada não contra todos os corruptos, mas contra o governo (PMDB e PT são os alvos, com o PSDB poupado)? Não haveria uma operação tucana, uma conexão com a mídia?
“Pode haver alianças, mas são circunstanciais. Moro é bem tratado pela Globo, e faz o jogo. Mas não pense que a Globo ou o PSDB controlam cada passo dele e de todos envolvidos na operação”, foram as palavras do advogado, entre um gole e outro de vinho.
Minha fonte, que votou em Aécio sob o argumento pragmático de que “o Brasil e a Dilma não vão aguentar o que vem por aí na Lava-Jato; se o Aécio ganhar, isso tudo estará pacificado” (foi essa, mais ou menos, a frase dele em outubro de 2014, quando nos reunimos num jantar a poucos dias do segundo turno), está convicto de que a guerra santa promovida por Moro tem um alvo: o ex-presidente Lula.
“O Lula ainda não é a bola da vez, mas é a cabeça que os meninos de Curitiba querem sangrando numa bandeja”, disse o advogado. Segundo ele, muitos réus foram indagados nas últimas semanas sobre o que sabiam do “peixe grande”.
A conversa que narro nesse post aconteceu durante um encontro com 6 ou 8 pessoas, em São Paulo. Um dos presentes, que não é advogado, indagou: “então, caminhamos para uma grave crise institucional?
“Não”, respondeu o advogado. “Não caminhamos. Já estamos em plena crise”.
E a prisão de Lula então é inevitável, dada a inação do PT e do governo?
“Avaliação política eu deixo por sua conta” [o advogado disfarça, mas é também um arguto observador político]. “O o que posso dizer é na seara jurídica:  posso apostar com você que até o fim do ano vão tentar prendê-lo; vai depender da postura do STJ e do STF nos HCs pendentes”.
Ou seja: Moro precisa ter certeza que não vai passar vergonha, mandando prender Lula, mas tendo sua decisão revogada em 24 horas, num tribunal superior.
“Quais seriam os próximos passos, antes do Lula?”
“Aí não é informação, mas especulação minha e de vários advogados que atuam na Lava-Jato. Não é segredo. Vão tentar prender o Dirceu ou o Palocci, primeiro, nas próximas semanas. Depois vem o Lula.”
Reparem, leitores. A conversa com esse advogado ocorreu na segunda quinzena de julho.
O penúltimo passo foi dado. Dirceu está preso.
Não há mais teoria conspiratória, pois.
Lembremos que Vargas, em 1954, estava na iminência de ser preso pela República do Galeão, e por isso tomou a medida extrema em 24 de agosto.
Espero que não caminhemos para o mesmo desfecho. Politicamente, Vargas salvou o trabalhismo com um tiro no peito. Foi o suicídio que salvou seu campo politico.
Dilma, até aqui, com sua inação, de certa forma faz o caminho inverso. Preserva-se pessoalmente, mas leva todo o campo político do lulismo e do trabalhismo para um suicídio político.
E Lula? A reação não pode mais levar semanas, ou meses.  Acordos “pelo alto” (com a banca e a elite empresarial) não vão adiantar. Vargas era estancieiro, e foi pro cadafalso. Por que poupariam o metalúrgico nordestino?
Moro não vai parar. Ele é o estado islâmico judicial.
O advogado, minha fonte, fala que tentarão a prisão de Lula  “até o fim do ano”. Minha impressão é de que o relógio se acelerou.
Em 2015, o agosto terrível da política pode cair em agosto mesmo. Mas também pode cair em setembro ou outubro. Até lá, teremos um desfecho.

Saiba porque a Globo e a velha mídia odeiam tanto José Dirceu

Publicado no BR29


Antes de José Dirceu, a Globo ficava com 80% das verbas publicitárias do governo

Por que a velha mídia, principalmente a Globo, odeia o José Dirceu?
Pelos seguintes “12” motivos:


1 – Foi Dirceu, quando Ministro da Casa Civil, (chefe do Gushiken), que deu a ideia de se regular as mídias. Criar uma Ley De Medios, e a Globo não perdoa.
2 – Foi Dirceu que acabou com a farra da Globo. Antes de Lula, toda a verba de publicidade do governo era dividida somente entre 499 veículos.
3 – E para cada R$ 1,00 de verba publicitária do governo, a Globo ficava com R$ 0,80 (80%).
4 – Dirceu redistribuiu a verba publicitária do governo entre quase 9.000 veículos. Antes eram só 499. Agora, Globo só recebe 16% do total.
5 – Foi ideia do José Dirceu criar o Ministério das Cidades que acabou com o poder dos coronéis locais. Oposição e velha mídia não perdoam.
6 – Foi Dirceu quem acabou com a farra dos livros didáticos que eram publicados pela Editora Abril e Fundação Roberto Marinho
7 – Foi Dirceu que articulou e viabilizou a governabilidade do governo Lula.
8 – Foi Dirceu que BARROU Demóstenes de ser o Secretário Nacional de Justiça. Demóstenes e Cachoeira se juntaram para ferrar Dirceu.
9 – Por que Dirceu sofre perseguição do Ministério Público? Em 2004, foi ideia de Dirceu de se criar um controle externo sobre o MP.
10 – Por que Peluso não gosta de Dirceu? Márcio Thomaz Bastos indicou a Lula o nome de Peluso para o STF. Dirceu barrou. Márcio Thomaz Bastos forçou a barra.11- Dirceu, quando Ministro Chefe Casa Civil, fechou as portas do BNDES à mídia: “dinheiro só para fomentar desenvolvimento, jamais pagar dívidas”.12 – Dirceu fez o BNDES parar de financiar as privatizações e deixar de ser hospital para empresas privadas falidas.

sábado, 1 de agosto de 2015

Decola o Gripen NG-BR


Por Mauro Santayanna



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Com a conclusão do acordo pelos governos do Brasil e da Suécia, para o desenvolvimento conjunto de 36 novos caças Saab Gripen NG-BR, anunciada ontem, termina a novela do Programa F-X, que se arrastava desde os tempos de FHC, e o Brasil adquire tecnologia para o desenvolvimento futuro, para a Força Aérea Brasileira, de caças próprios de última geração.


A decisão do governo sueco, de dar quase 6 bilhões de dólares em financiamento ao Brasil - que tem 370 bilhões de dólares em caixa em reservas internacionais (eram 30 bilhões de dólares em 2002, mas havia uma dívida de 40 bilhões com o FMI) e é o terceiro maior credor individual externo (link) dos EUA, a juros de 2.19% ao ano - menos do que o previsto inicialmente - com 25 anos de prazo para liquidar a dívida e oito anos de carência, mostra que o que vale, do ponto de vista da macroeconomia real, são fatos como este, e não a campanha antinacional em curso, e as sandices que são ditas lá fora, por veículos dirigidos e parciais - e frágeis a ponto de estarem sendo desnacionalizados - como o Financial Times.