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quarta-feira, 16 de março de 2016

Militares do EUA preferem Trump e Sanders

Os militares estadunidenses se inclinam a votar para o republicano Donald Trump e para o democrata Bernie Sanders para a presidência do país que em outros concorrentes partidários, revelou nesta terça-feira uma pesquisa do jornal Military Times.


Soldados na ativa e na reserva foram ouvidos pela pesquisa
Soldados na ativa e na reserva foram ouvidos pela pesquisa
O milionário nova-iorquino liderou a preferência com 27 por cento de apoio dos 931 entrevistados em serviço ativo, reservistas e soldados da Guarda Nacional.

Sanders ficou no segundo lugar, com 22 por cento e a favorita democrata, Hillary Clinton, recebeu pouco mais de 11 por cento de respaldo.

O voto favorável a Trump ocorre apesar de uma reação dos líderes militares aposentados contra o magnata, por favorecer a tortura de terroristas e outras práticas que violam a Convenção de Genebra.

Apesar da bonança, vários dos entrevistados consideram o homem de negócios "perigoso para os militares" e propõem que se aposentarão se este se converter em comandante em chefe.

Na pesquisa, o senador Marco Rubio (R-Flórida), membro do comitê de Relações Exteriores do Senado e de Inteligência e que faz da segurança nacional uma peça central de sua campanha, ficou no penúltimo lugar na pesquisa, depois do governador de Ohio (R) John Kasich, com nove pontos.

O senador Ted Cruz (R-Texas) conta com a complacência de 17 por cento dos entrevistados, de cujo total um terço se identificou como independentes.

Military Times divulgou que entre os oficiais Trump atingiu o apoio de 21 por cento, seguido de Cruz com 18, Sanders 16 e Hillary 15 por cento.



Fonte: Prensa Latina

domingo, 13 de março de 2016

Chávez e sua obra serão sempre uma referência para as FARC-EP


12.03.2016

Comemoramos hoje o terceiro aniversário da partida do Comandante e Presidente Eterno da República Bolivariana de Venezuela, Hugo Rafael Chávez Frías, personagem histórico de estatura universal, por cuja dolorosa ausência todos os povos do mundo choram.
José Martí tinha assinalado que Bolívar tinha ainda muito o que fazer na América, porém se necessitou de mais de um século, desde a morte do profeta, para que o povo de Venezuela, após ouvir outra vez seu juramento através da boca do bravo campino Hugo Chávez, se levantasse decidido a segui-lo numa nova campanha libertadora que sacudiria até o último rincão do continente.
Chávez, após tentar tomar o céu por assalto naquele 4 de fevereiro de 1992, inspirado pela rebeldia dos venezuelanos contra as imposições do grande capital transnacional, se converteria, com o passar dos anos, no único Presidente da República ratificado por quase duas dezenas de eleições. E em líder indiscutível da justa causa dos povos por justiça, liberdade e democracia, contra o neoliberalismo, a discriminação e a violência imperialista.
Sua presença humana e política chegaria acompanhada da esperança, justo quando, após a derrocada do modelo socialista europeu, os cantos de sereia convidavam à rendição de todas as lutas por um mundo melhor. Nossa América começaria, graças a ele, a protagonizar novamente a marcha pela soberania e dignidade, num florescimento irreprimível que integrou suas raízes históricas ao mais maduro do pensamento econômico e social criado pela humanidade.
Enfrentado ao ódio do grande capital e das oligarquias, Chávez superou todas as emboscadas apelando sempre à consciência dos mais humildes e esquecidos. A imensa força de seu povo e sua solidariedade para com os oprimidos fizeram de sua pátria o exemplo de moral e civilização sonhado pelo Libertador. A três anos de sua morte, os todo-poderosos inimigos dos povos se investem furiosos sobre sua obra e paradigma, obcecados em derrubá-los de qualquer jeito.
Vergonhosos planos e tenebrosas manobras, incluída aquela de considerar a Venezuela como um perigo para a segurança nacional dos Estados Unidos, se somam à campanha reacionária da ultra direita mundial e continental, que pretende destruir o projeto bolivariano com a guerra econômica e a desestabilização institucional. Epígono de Bolívar e Chávez, o governo de Nicolás Maduro se defende com um valor digno de toda solidariedade e apoio. Venezuela não está só.
As FARC-EP integramos a Hugo Chávez Frías e seu legado histórico em nossas mais importantes referências. O talento estratégico do Presidente Chávez haveria de determiná-lo a dedicar ingentes esforços à tarefa de alcançar para a Colômbia a solução política à sua longa confrontação interna. Se, por obra de sua gestão, a paz em nosso país se igualou à paz do continente, nos corresponde dizer com modéstia que só a paz em todo o continente pode tornar possível a paz em Colômbia.
Reservamos para Hugo Chávez, Nicolás Maduro e o povo de Venezuela os mais fraternos agradecimentos pela generosidade e disposição demonstradas amplamente nos fatos, apesar de sua abnegada discrição, para tornar possíveis as conversações de paz que promovemos em Havana com o governo da Colômbia. Estamos convictos de que os filhos de Bolívar não se encontram somente em Venezuela, mas sim em Colômbia, em toda Nossa América e no mundo inteiro.+

SECRETARIADO DO ESTADO-MAIOR CENTRAL DAS FARC-EP
5 de março de 2016


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quarta-feira, 9 de março de 2016

De olho nas eleições, ofensiva contra o movimento sindical vem aí


publicado em 09 de março de 2016 às 20:33
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7 de Março de 2016 – 17h37
Ataques ao movimento sindical à vista
Antônio Augusto de Queiroz*, no Vermelho
O movimento sindical precisa se preparar para enfrentar a campanha de desqualificação que as forças conservadoras estão articulando com o propósito de enfraquecê-lo e desmoralizá-lo como força política e também como instrumento de representação legítima da classe trabalhadora.
O propósito de desqualificar o movimento, enquanto força política, é o de neutralizar a capacidade de influência das entidades sindicais no processo eleitoral, especialmente após o fim do financiamento empresarial de campanha, que faz de entidades associativas, com poder de mobilização e liderança sobre determinadas classes, um ativo fundamental nesse novo contexto político.
Para atingir esse objetivo vão utilizar a grande imprensa, o Ministério Público e o Congresso.
A imprensa será a responsável por publicar denúncias envolvendo entidades e lideranças sindicais.
O Ministério Público será acionado para fiscalizar e auditar as entidades, especialmente em relação ao uso dos recursos oriundos da contribuição sindical compulsória.
E o Congresso para instalar Comissões Parlamentares de Inquéritos para expor negativamente ou criminalizar a atividade sindical.
Já o questionamento da representação classista tem por objetivo enfraquecer as entidades e suas lideranças, tanto no enfrentamento às mudanças no mundo do trabalho – como a flexibilização da legislação, a terceirização na atividade-fim e a pejotização – quanto nos processos de livre negociação, já sem a prevalência da lei sobre o acordo ou convenção coletiva.
Para reduzir a resistência das entidades sindicais às mudanças na legislação vão se valer – além da tática de amedrontar os trabalhadores com o fantasma da crise econômica e do elevado desemprego – de personagens como Ives Gandra Filho, atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho, de ministros bem posicionados no Governo, como Kátia Abreu, no Ministério da Agricultura, e Armando Monteiro, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além da forte bancada empresarial no Congresso.
No caso do TST, a tática passa por mudanças nos enunciados do tribunal, como o que trata da indenização por dano moral. No caso dos ministros, a proposta é pressionar o Governo por mudanças nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, sob o fundamento de que dificultam a produtividade e a competitividade das empresas.
E no Congresso passa por apresentar projetos de lei mudando a CLT, emendas a medidas provisórias com essa finalidade e projetos de decreto legislativo sustando portarias e normas regulamentadoras que criem obrigação para o empregador.
Portanto, o argumento central para mudança na legislação será de que, na recessão, as empresas só poderão preservar os empregos se liberadas do cumprimento de algumas obrigações trabalhistas.
Assim, na lógica traçada, a entidade sindical que não concordar com mudanças que permitam ao trabalhador abrir mão de alguns direitos, ainda que temporariamente, estará indo contra o interesse do empregado, porque forçará a sua demissão.
Em relação às entidades e lideranças, o argumento é de que as entidades arrecadam compulsoriamente de seus representados e não os representam adequadamente, além de desviar recursos para finalidades alheias à defesa do trabalho, como supostamente nepotismo, regalias, super-salários e uso da estrutura para fins políticos eleitorais, entre outros.
As lideranças sindicais, para fazer esse enfrentamento, precisam ter clareza de que as entidades sindicais são uma das principais conquistas do processo civilizatório, de um lado, porque contribuem para distribuir renda de forma pacífica, e, de outro, porque organizam e dão suporte político e associativo aos trabalhadores.
Precisam, igualmente, ter a convicção de que a instituição sindical, como instrumento de defesa dos direitos e interesses da coletividade, em geral, e da classe trabalhadora, em particular, é um dos pilares da democracia e dispõe de uma série de poderes e prerrogativas que a credencia como um ator relevante no cenário político, econômico e social do país.
Entre esses poderes e prerrogativas das entidades sindicais, destacam-se: 1) o poder de estabelecer ação regulatória por via dos instrumentos normativos, 2) a força de restringir ou condicionar a liberdade patronal na contratação e definição de condições de trabalho, 3) a garantia de autotutela do próprio interesse, 4) o reconhecimento de certo poder extra-legal, como os fixados em acordos e convenções coletivas que celebra, os quais têm força de lei, 5) o poder de atuar como substituto processual, e 6) a prerrogativa de ingressar no Supremo Tribunal Federal com ação direta de inconstitucionalidade.
Logo, não podem as lideranças sindicais, em hipótese alguma, prescindir desse instrumento de defesa dos direitos e interesses da classe trabalhadora.
A continuidade dessa instituição, entretanto, depende de credibilidade e legitimidade de seus dirigentes, cuja missão é representar, organizar, mobilizar, defender os direitos e interesses e educar o trabalhador para a cidadania.
Assim, para que as forças conservadoras não encontrem eco em seu discurso, é fundamental que as entidades sindicais sempre se pautem por boas práticas no exercício dos poderes e prerrogativas legais e extra-legais inerentes a elas.
Essa é a condição para a preservação e fortalecimento dessa conquista importante do processo civilizatório, que é a organização do movimento sindical.
*Jornalista

Racismo é crime e devemos combatê-lo todo dia...

10.03.2016 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

Racismo é crime e devemos combatê-lo todo dia.... 23937.jpeg

"Um dia um homem branco me falou, que no Brasil não tem branco... mas quando olho em todo canto, eu vejo o branco dominando..."


Giovane Sobrevivente
Poeta e Ativista Cultural

Por: Valdeck Almeida de Jesus (*)
Posso começar este texto com as afirmações "sou racista, sexista, machista, homofóbico, gordofóbico, xenófobo, intolerante religioso...", pois vivo em um país de desigualdades e de discriminações e aprendi na infância, na adolescência e juventude, através do discurso dominante, inconscientemente, a negar a existência dessas desigualdades e discriminações. Também posso começar o mesmo texto dizendo que estou em processo de educação ao participar de debates, mesmo quando fico somente ouvindo, calado; quando vou a eventos onde se discute a desconstrução de toda e qualquer forma de discriminação e dou, apenas, pequenas contribuições.

Nesse sentido convido a todos os brancos e brancas, meus conhecidos ou não, a se irmanarem num grande debate sobre a humanidade negra, pra fazer um exame de consciência sobre o assunto, expor suas ideias e pensamentos, participar da luta contra os privilégios. É hora de cada um dos privilegiados começar a abrir corações e espaços de poder para que o debate seja posto, incluindo, certamente, recortes de raça, gênero e expressão sexual. Cito aqui grupos que poderão se sentir incluídos nesse chamado: juízes, advogados, delegados, deputados, senadores, vereadores, gestores públicos, governantes, prefeitos, presidentes, comando das polícias, jornalistas, escritores, artistas, empresários etc.

Não se deve calar diante das injustiças e desrespeitos praticados contra irmãos e irmãs negros e negras, contra minorias sexuais, contra mulheres. O momento é crucial e as bases precisam ser abaladas para que todos e todas sejam incluídos nos espaços de poder e protagonismo. É necessário que os portadores de privilégios façam exame de consciência e apoiem as lutas de minorias por afirmação e empoderamento.

Aqueles que não têm amadurecimento suficiente para se engajarem numa luta mais qualificada, podem auxiliar de outras formas. Afinal, sempre tem algo que se pode fazer. A empatia é o primeiro exercício necessário, se colocar no lugar do outro, tentar compreender as razões, ouvir, atentamente, o outro, e se permitir a escuta silenciosa, atenciosa, para o aprendizado que pode, também, advir desse processo, e se educar, e se empoderar para se desnudar dos preconceitos e das visões deturpadas de mundo.

Estou nesse processo de aprendizado, de compreensão do meu papel perante todo esse cenário de crimes, e estou tomando consciência de que sou um privilegiado por ter a pele branca. E não adianta apelar que tenho mãe índia e avó negra, que nos Estados Unidos sou considerado negro, pois no Brasil as portas se fecham somente para quem tem pele negra, fenótipo negro. Já passei por discriminações por ter nascido e crescido em uma favela, mas atualmente não passo mais por isso; ainda sou vítima de outros tipos de discriminações, que não vem ao caso descrevê-las aqui. Mas não sofro e nem sei o que é sentir a mesma discriminação que sente quem tem a pele negra, de quem mora na periferia por amor ou falta de opção, de quem é mulher, de quem é gordo, de tantos outros tipos horríveis de discriminação. Mas posso me irmanar, me permitir entender, compreender, perceber que o outro tem os mesmos direitos que eu, e labutar junto para que ele tenha acesso ao que lhe é de direito.

Ainda que eu me irmane, continuo sendo um privilegiado por causa da pele branca e sinto vergonha, principalmente, por não ser parado em blitz e não ser seguido nos corredores de lojas e supermercados, o que é feito descaradamente por autoridades desse país, as mesmas autoridades que deveriam proteger seus cidadãos; me solidarizo com a luta contra o racismo e toda espécie imunda de discriminação. Ojerizo os assassinatos praticados contra jovens negros e negras de todas as periferias do Brasil, não importam os motivos, todo cidadão tem direito à vida. Condeno o machismo, sexismo, homofobia, lesbofobia, transfobia, gordofobia etc. Não posso falar por meus irmãos e irmãs nem dizer o que devem fazer, mas me coloco à disposição, no apoio e lado a lado na luta. Outros amigos de pele branca, também privilegiados, podem e devem se perfilar nesse apoio, e usar de seus lugares de fala, dos microfones, das redes sociais, salas de aula, local de trabalho, onde quer que estejam, para mudar esse cenário de desigualdades.

Quem não tem intimidade com microfones ou desenvoltura diante de plateias, pode ajudar de outras formas. E maneiras de apoiar não faltam. Coloque seus pensamentos no papel, em forma de poema, crônica ou artigo, mesmo que você não seja de pronto compreendido e que perca amigos. O que não vale é fazer de conta que o país é cordial e que não existem diferenças e discriminações. O preço da omissão é alto demais e machuca muito. A hora é de combate a todo e qualquer tipo de discriminação e desrespeito aos Direitos Humanos.+
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(*) Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, poeta, escritor ativista cultural.
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