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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Rússia e China: saindo da neutralidade ao suporte em importantes conflitos


 © Sputnik/ Aleksei Druzhinin

A Rússia e a China realizarão exercícios conjuntos no mar do Sul da China, palco de tensões nas relações entre Pequim e outros países. Entretanto, a China anunciou que é hora de se posicionar no conflito sírio. A mídia russa pondera por que os dois países alteraram suas posições de neutralidade, prontificando-se a prestar apoio em conflitos.
Na semana passada, o porta-voz da Frota russa do Pacífico, Vladimir Matveev, confirmou que Rússia e China acordaram em realizar treinamentos conjuntos no mar do Sul da China entre 12 e 19 de setembro. O foco dos exercícios será a proteção de navios de carga no mar do Sul da China.
Em julho, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Yang Yujun, disse que os exercícios “não serão destinados ao ataque a terceiros países”. Alguns analistas interpretaram a vontade russa de participação de exercícios conjuntos com a China, como forma de demonstrar apoio à nação chinesa nas disputas territoriais no mar do Sul da China.
Em 18 de agosto o jornal The Global Times comunicou que “chegou a hora de os militares chineses contribuírem para o fim da crise síria”. Logo depois, tornou-se público que a delegação chinesa visitou a Síria e realizou negociações sobre a cooperação militar e ajuda humanitária.
O diretor do Departamento para a Cooperação Militar Internacional da Comissão Militar Central, Guan Youfei, encontrou-se com o ministro da Defesa sírio, Fahad Jassim al-Freij. O Ministério da Defesa Nacional chinês afirmou que a China tem desempenhado um papel ativo na busca de uma solução política à crise síria, apoiando a independência e autonomia da nação síria e estando os chineses de prontidão para fortalecer a cooperação com colegas sírios.
Guan reuniu-se também com o general russo que lidera o Centro de Reconciliação sírio em Damasco e discutiu “assuntos de interesse comum”, acrescentou o ministério. Tudo isso provocou várias sugestões na mídia, relacionadas à alteração de posições dos dois países, que abandonaram a neutralidade decidindo prestar apoio a conflitos. O portal de notícias on-line Regnum disse que Pequim, através da mudança de posicionamento à disputa territorial no mar da Sul da China, especifica que não existe “uma denúncia global” da sua posição ao conflito.
“Há dois anos, os EUA realizaram com sucesso a transformação da Rússia através da mídia em ‘um Estado vilão, assustador e poderoso’. A China se encontra preocupada devido à possibilidade de Washington aplicar ao país chinês o mesmo cenário”, disse o jornal sobre o assunto.
Sendo assim, a China espera sinais de Moscou sobre sua mudança de posicionamento, que demonstrem uma proximidade maior as posições defendidas pela China. A retórica diplomática ainda não é suficiente, mas a realização de manobras conjuntas em águas disputadas é o melhor sinal, segundo observadores.
De acordo com autor da matéria, a China deve oferecer à Rússia “um prêmio”, sendo ele a garantia de prontidão do Exército de Libertação Popular da China na união à coalizão da Rússia, Síria e Irã no conflito sírio.
E isso é o que Moscou precisa no momento devido a razões políticas. “É desistência da neutralidade em troca da desistência de neutralidade”, destacou o autor. Segundo ele, juntar-se aos lados certos dos conflitos proporciona a quebra de isolação: a isolação da Rússia no conflito sírio e a isolação chinesa no conflito no mar do Sul da China, disse a matéria. O autor acrescentou também que tal “construção” segue as tradições da política oriental em ambas as regiões: Oriente Médio e Extremo Oriente.
Mostrar mais: http://br.sputniknews.com/asia_oceania/20160829/6168530/russia-china-neutralidade.html

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A canalhice do golpe



Por Danilo Fischer

O impeachment e a bestialidade do campo progressista que, provavelmente, você faz parte.
O PT surgiu em um contexto específico da história, quando havia um esgotamento da ditadura cívico-militar, uma vez que a segunda crise do petróleo perturbava o Ocidente e fragilizava as incipientes economias periféricas.
Para os militares e as elites dominantes, ficava difícil convencer a classe média de ser possível haver uma saída e, com isso, movimentos sufocados pelos anos de chumbo encontraram campo fértil para arrefecer as bandeiras, entre elas, as que diziam respeito à democracia.
Nessa luta, o PT, partido aguerrido, formado pelo proletariado urbano e rural, e os que persistiam à margem dessa relação, como efeitos colaterais do modelo hegemônico (exemplo os sem-terra), além de intelectuais orgânicos e teólogos da libertação, entrou em campo na luta pelas “diretas já”.
Fato despercebido, mas que deve ser evidenciado, pois explica o processo contemporâneo de nossa política, as “diretas já” não atingiu o resultado almejado, o que mostrou que quem estava no controle ainda eram as elites que, por sua vez, entendiam que “largar o osso” era o mais inteligente, já que “faltava carne” e, o arrefecimento dos ânimos criaria problemas desnecessários e, por isso mesmo, era melhor confiar nos frutos dos seus 21 anos de repressão.
A eleição do governo Collor, por sua vez, mostrava que muito deveria ser feito para a consciência de classe ser forjada, para ter espaço um desenvolvimento de país, pautado na implantação de direitos sociais, pois, como sabemos, ele representava algo que até hoje nos caracteriza enquanto cultura política: personalismo, poder econômico, influência midiática etc., ou seja, um governo da burguesia.
Ainda no governo Collor, compreenderíamos a possibilidade da mídia encontrar bodes expiatórios para a população para, logo em seguida, vir com medidas ainda piores: o governo Collor que arrebentava nossa economia com sua ânsia em negociar o país era perigoso, poderia fortalecer o campo representado pelo PT de Lula e, por isso mesmo, impedir Collor seria a saída mais inteligente para não desgastar ainda mais o plano neoliberal.
Entra Itamar, um governo morno e, novamente, a democracia burguesa mostra porque veio, elegendo FHC, com nova derrota ao campo petista, mostrando que o pensado para o impeachment de Collor de fato se concretizava.
Neoliberalismo: privatizações em troca de migalhas, desemprego, inflação, miséria.... Corrupção! Reeleição é comprada.
Para não dizer que tudo foi ruim, Plano Real vem e estabiliza a economia.
Em 2002, diante de um fraco candidato tutelado por FHC, Lula (após a “carta à burguesia”) é eleito. Contexto favorável, economia crescendo, inflação baixa, investimentos na construção civil, indústria automobilística, geração de emprego, programas sociais, cotas, universidades, prouni, ciências sem fronteiras (me ajudem a lembrar de todos os programas) e Lula faz o melhor governo que o Brasil já teve e, não podemos tirar os méritos, pois, com toda certeza, um governo tucano, por exemplo, mesmo com o contexto favorável, não teria realizado e ido em direção das demandas populares.
Pois bem, Lula faz sua sucessora, Dilma. Um governo com pouca habilidade e carisma, crise internacional, elite raivosa, manifestações de julho de 2013, eleição polarizada, mídia e elite sem aceitar a derrota, congresso mais conservador desde 64: crise política! Impeachment.
Afinal, o que significa? Sim, significa o fim de investimentos nas áreas sociais, significa privatizações, significa subserviência ao mercado etc. UM RETROCESSO TREMENDO!
Mas, amigos e amigas, choramingar, culpar o outro, resmungar, achar que é o fim do mundo etc., acho que é forçar a barra. Primeiramente, quem criou essa imagem do PT como salvador da pátria, como um partido acima de críticas, que expurgava os que discordavam do caminho adotado? Lembremos que, enquanto teve o povo do lado, o PT, ao invés de sinalizar para mudanças estruturais, como taxação de grandes fortunas e reforma agrária, essenciais para criar um desenvolvimento interno com mais autonomia, apostou na expansão do consumo, sem nunca tocar nos interesses elitistas e, vale lembrar, deixando de lado o papel de briga ideológica, renovando concessões para seus algozes, estimulando os movimentos sociais para que “guardassem a bandeira”. Ou seja, pela manutenção do poder, foi necessário entrar no jogo burguês, para conseguir governabilidade, sem radicalizar, sem se apoiar em que lá os colocou. Resumindo: aceitou o jogo democrático burguês! Reforma política? Nem discutiram.
Ou seja, na crise econômica global, a mídia e as elites (não aprendemos nada com a história!) mostra seu poder: cria a crise política, o PT e Dilma são postos como seus bodes expiatórios e, cá estamos com um governo que representa todo o retrocesso possível.
Desculpe a frase embolada, mas esforce-se para entender: o PT do PMDB do Cunha substituído por Maia com voto do PT da lei antiterrorismo contra os movimentos sociais formado pelo povo que engolia e queria luta contra a lei da terceirização.... É golpe? É golpe! Profundo, dolorido, pois, engendrou-se com os “companheiros e camaradas”, que aceitam o discurso de união de classes, de diálogo, na mesa de negociação que sempre pende para as elites.
Infelizmente, diante da lama que a história do PT foi jogada, o impeachment de Dilma tenha sido uma saída para não termos visto esse mesmo governo petista fazendo as reformas antipopulares que já haviam sido iniciadas, ainda no governo Dilma.
O que estou querendo dizer com isso? Não estou descartando a tese da elite subserviente, da mídia golpista, do poder estadunidense etc., pelo contrário, estou reafirmando-a e mostrando que, entre os caminhos possíveis, dentro da dialética, nós erramos, enquanto movimento social, enquanto partidários ou adeptos do PT, enquanto cidadãos e cidadãs conscientes. Escolhemos o caminho errado!
Arcaremos com isso. E, o desabafo que me fez iniciar esse texto, fica em tom de conclusão, para reflexão: você amiga, amigo, estudante, intelectual, trabalhadora e trabalhador, mas, principalmente você, jovem “cult”, descolado, que odeia o sistema, mas que vê a luta dos camaradas e não fortalece; que quando é convidado pro debate nunca pode; que quando é chamado pra manifestação nunca pode; que quando é chamado pra ocupação nunca pode; que quando é chamado pra reunião nunca pode etc., infelizmente lhe digo: a sua indignação, sua irritabilidade, sua tristeza, também é culpa sua, mais sua do que da direita. Que suas palavras reflitam-se em atos a partir de agora! Ser socialista, comunista, progressista, não pode ser mera retórica, não pode ser estética, superficialidade. Tem que ser postura, consciência, construção coletiva ou, eternamente, nesse simples jogo entre nós e os algozes, nós sempre perderemos.
Talvez seja triste, pois lembra um contexto parecido, levanta uma frustração, uma sensação de “poderíamos ter evitado”, mas o que lembro agora é daquela música: “vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe, faz a hora e não espera acontecer”. E, completo o trecho com outro: “muita gente se esqueceu, que a verdade não mudou”. A real democracia só existe em um governo que se paute numa construção socialista, de enfrentamento, reconhecendo que é vida ou morte pois, para muitos de nós pode não ser, o impeachment será mais uma página virada... mas, para muitos, significará a fome, a dor e a morte.

A China e a Síria

31.08.2016 | Fonte de informações:




Muito embora a visita à Síria do Almirante Guan Youfei (o chefe do novo Departamento de cooperação militar internacional chinês) se situe no quadro de uma tomada de contacto com o conjunto de países da região, ela causou inquietação no Ocidente. De momento, segundo o acordo assinado, o Exército chinês apenas se comprometeu a formar na China os militares sírios do serviço de saúde. No entanto, todos perceberam muito bem que este acordo esconde mais, porque há já quatro anos que metade dos médicos militares são formados na China. Embora se ignore o que foi realmente decidido, a existência deste acordo marca, por si só, uma mudança estratégica.
Thierry Meyssan
Com efeito, no decurso dos últimos cinco anos a China Popular inibiu-se de qualquer forma de cooperação que pudesse ser interpretada por Washington como ajuda militar. Portanto, ela não só recusou fornecer armas mas também materiais civis essenciais durante esta guerra, tal como detectores de túneis.
Independentemente da importantíssima assistência económica de Pequim, todos se lembram que a Rússia tinha identicamente concluído um acordo com a Síria no início de 2012, prenunciando a sua assistência militar três anos e meio mais tarde. Prepara-se, pois, a China para se instalar ali também?
É provável que a resposta dependa de rapidez da instalação norte-americana no mar da China, e das provocações dos aliados de Washington nesta região.
O interesse da China pela Síria data da Antiguidade e da Idade Média. A Rota da Seda atravessava a Ásia Central para passar por Palmira e Damasco antes de bifurcar em direcção a Tiro e Antioquia. Poucas coisas restam desta longínqua cooperação comercial, a não ser o Pagode visível nos mosaicos da Mesquita dos Omíadas. O Presidente Xi fez da restauração desta via de comunicação (e da criação de uma segunda através da Sibéria e da Europa) o objetivo principal do seu mandato.
O outro grande interesse de Pequim é a luta contra o Partido islamista do Turquestão que se juntou à Al-Qaida, depois ao Daesh (E.I.). Existe actualmente um quarteirão uigur em Rakka e o Daesh (E.I.) publica um jornal especialmente para os seus membros.
Os membros deste grupo estão ligados à Ordem dos Naqchbandis, uma congregação Sufista, da qual o antigo Grande mufti da Síria, Ahmad Kuftaru foi mestre. As lojas desta Ordem aproximaram-se dos Irmãos Muçulmanos, em 1961, por influência do serviços secretos anglo-saxónicos, CIA e MI6. Eles participaram na criação da Liga Islâmica Mundial pela Arábia Saudita, em 1962. No Iraque, agruparam-se em torno de Izzat Ibrahim al-Douri, e apoiaram a tentativa de golpe de Estado dos Irmãos Muçulmanos sírios, em 1982. Em 2014, eles forneceram 80. 000 combatentes ao Daesh (E.I.). Na Turquia, os Naqchbandis criaram a Milli Goruş, da qual Recep Tayyip Erdoğan foi um dos líderes. Foram eles ainda que, nos anos 90, organizaram os movimentos islamistas tanto no Cáucaso russo como no Xinjiang chinês.
Mais ainda que os Russos, os Chineses precisam de informações sobre esta organização e sobre a maneira como Washington e Londres a controlam. Eles acreditaram erroneamente, em 2001, que os Anglo-saxónicos tinham mudado após os atentados de 11-de Setembro, e que iriam colaborar com a Organização de Cooperação de Xangai no combate ao terrorismo. Actualmente estão cientes que a Síria é uma verdadeira defensora da paz.
Thierry Meyssan
Tradução
Alva
Fonte
Al-Watan (Síria)

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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Brasil: Uma republica de bananas


30.08.2016 | Fonte de informações:

Brasil: Uma republica de bananas - Um povo midiotizado e as instituições nada democráticas
Constantemente me encontro com diplomatas dos mais diversos países em Brasília e a pergunta é uma só.
"Valter como isso pode acontecer no Brasil? Porque o povo não reage?  No meu país temos uma oposição rigorosa contra  o governo, mas se alguém ou instituições ousarem darem um golpe, de imediato as oposições e o povo estarão ao lado do governo em defesa da democracia".
Valter Xéu*
E assim, vou ouvindo e na maioria das vezes sem nenhuma resposta para dár, pois não precisa e tudo esta ai bem visível.
Confesso que aquele orgulho de ser brasileiro já não me acalenta mais.
Imaginava que o meu país, uma das sete maiores economias do planeta, respeitado e admirado em todo mundo e que restávamos a caminho de nos tornarmos uma verdadeira potência, pois temos tudo no Brasil para fazer dele um dos países mais ricos do mundo, com uma democracia plena e suas instituições funcionando normalmente e formando aquilo que chamamos de os guardiões da democracia.
Ledo Ivo Engano.
De repente acordei do meu estado de alegria e mim vi em um país  onde o que eu imaginava ser os guardiões, não passa de uma corja de vermes e que de há muito vinha tramando nos bastidores para tomar o país de assalto.
Sinto-me como brasileiro envergonhado perante o mundo e aquele país que eu imaginava caminhando aceleradamente rumo ao progresso e ao desenvolvimento pleno, não passa de uma republiqueta de bananas, onde a mídia cuida de refrear as medidas de reação do povo, povo esse completamente midiotizado por uma informação falsa e manipulada e que só visa favorecer aos vermes  que se instalaram no poder com anuência dos ratos do congresso e respaldado por um judiciário que tem facilidades de transformar membros do antigo governo em réus, levando à execração pública enquanto o outro lado, que todos conhecem muito bem, apesar das inúmeras acusações nas delações, nada lhes acontece e nesse assunto, o braço da lei não é curto e sim inexistente.
Vemos (imaginem um palavrão qualquer) que tudo foi armado de jeito que levasse a população às ruas para protestar contra um governo legitimamente eleito pelo povo com denúncias de corrupção, e ai o papel da mídia foi fundamental onde qualquer denúncia era logo ampliada em rede nacional.
Arrumaram o crime de responsabilidade fiscal para condenar uma presidente, quando nos últimos trinta anos, todos os que passaram pelo Palácio do Planalto fizeram o mesmo e que governadores e prefeitos continuam a praticar por todo o pais. Com as mesmas empreiteiras das obras faraônicas da ditadura militar.
Os golpistas com o apoio do judiciário, desmontou o governo levando-o  a um empastelamento onde qualquer ato da presidenta era derrubado no STF com o argumento de que eram institucionais como a nomeação de Lula para a Casa Civil que foi barrada pelo supremo com alegações do ex-presidente estar sendo investigado pela Lava Jato, mas esse mesmo supremo simplesmente fechou os olhos para a indicação pelo interino de sete ministros envolvidos com a Lava Jato além dele próprio.(outro palavrão aqui cairia bem).
Pensa que a mídia chiou? Nada disso aconteceu e até mesmo aqueles que foram as ruas pedir a saída de um governo eleito, não voltaram a se manifestar, o que vem demonstrar que como perdedores na eleição presidencial, queriam mesmo era o afastamento daquela que foi eleita democraticamente.
Assistimos impavidamente, ladrões de carteirinha sendo acusados de desvio de recursos públicos e nada lhes acontecem, pois eles todos estão firmes e fortes do lado das instituições nada democrática e que estão ai prontas para as suas defesas.
O atual governo do interino, tenta desqualificar o SUS, acabar com o programa Mais Médicos, redução do programa minha casa minha vida, achatamento de salários (menos os das castas) aposentadoria com 70 anos, venda do nosso petróleo a preço de banana - faz sentido em um pais bananeiro - anúncios de que as universidades públicas poderão serem vendidas a grupos econômicos estrangeiros e para isso, com a ajuda da mídia já colocou em prática a desqualificação da qualidade do ensino.

Desmonte da Petrobras, a caminho de se desfazer do nosso manancial de água subterrânea onde temos os aquíferos mais volumosos do planeta, destruição de todas as conquistas sociais desde Vargas até aqui e assistimos tudo isso passivamente.
O maior erro de Dilma foi ter ganho uma eleição democrática e logo após a derrota, o bloco oposicionista resolveu que era hora de ir para às ruas não deixando de contar com aquela "preciosa" ajuda externa que deve ter enchido os bolsos de muita gente para financiar as passeatas, a mídia, os ratos congressistas e toda a camarilha que navega no barco do golpe.
Os Estados Unidos querem o nosso petróleo, e todas as nossas riquezas e o país fora dos BRICS ou enfraquecido dentro dele.

O exemplo turco
Na Turquia houve uma tentativa de golpe pelas forças armadas contra o presidente Erdogan (que não é flor que se cheire) e vimos o povo ir para as ruas e peitar as forças golpistas, retirando soldados dentro dos tanques e veículos militares e na maioria das vezes lhes enchendo de porrada em plena via pública.
Vimos partidos perseguidos por Erdogan como o partido curdo e o partido comunista, adversários históricos do governo a se posicionarem contra o golpe e apoiando o governo.
O partido comunista divulgou nota de que era adversário de Erdogan, não podia compactuar com o golpe, pois o presidente tinha sido eleito pelo voto direto dos turcos e isso tinha de ser respeitado.
No Brasil aconteceu o contrário.
Perdedores e até mesmo alguns que ganharam a eleição ao lado governo Dilma como o PMDB, uniram-se e sacramentaram o golpe, que com certeza contou com o apoio em todas as instâncias como Forças Armadas que se autoproclama guardião dos interesses da nação e que não levantou a sua voz contra a implosão da democracia e passando por cima da constituição nacional, coisa que os militares sempre gostam de fazer.
Assim vemos um pais hoje desacreditado no mundo, um povo imbecilizado, oportunista, corrupto e querendo levar também a sua parte na roubalheira do espolio Brasil e um mundo perplexo com tudo isso e a se perguntar o que de fato aconteceu com o Brasil, cujo desenvolvimento apesar da recessão lá fora, sua economia se mostrava sólida, emprestou até dinheiro para o FMI quando no governo de FHC foi lá três vezes mendigar empréstimos, nossas grandes empresas, principalmente as empreiteiras com obras em todo mundo e de repente, tudo isso desmorona, quebraram as empresas, milhões de desempregados, crise forjada aqui e mostrando que o inferno era aqui e o paraíso lá fora, martelando que os 11 milhões de desempregados eram por culpa do governo, quando a Espanha com 46 milhões de habitantes tem mais de dez milhões desempregados, que toda União Européia com exceção da Alemanha esta completamente falida, que a China teve que rever sua projeção de PIB para baixo e que sacudiu a economia mundial, tudo isso foi descaradamente escondido por uma mídia que cuidava de tão corrupta quanto os vermes do poder e hoje, não se vê como antes estampada na mídia denúncias de corrupção apesar dela continuar agora mais aceleradamente, não se fala mais em crise e sim na destruição pura e simples de um país que ousou nesses últimos 14 anos ser grande e respeitado no mundo.

Mas que foi esquecido de um simples detalhe.
As tais instituições daqui não estão e nunca estiveram a serviço do país.
E o povo, o povo daqui não é o povo de alhures que pega golpista a mão e lhe cobre de porrada quando não pratica outros fins.
*Valter Xéu é diretor e editor de Pátria Latina e Irã News


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