quinta-feira, 1 de setembro de 2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
A canalhice do golpe
Por Danilo Fischer
O impeachment e a bestialidade do campo progressista que, provavelmente, você faz parte.
O PT surgiu em um contexto específico da história, quando havia um esgotamento da ditadura cívico-militar, uma vez que a segunda crise do petróleo perturbava o Ocidente e fragilizava as incipientes economias periféricas.
Para os militares e as elites dominantes, ficava difícil convencer a classe média de ser possível haver uma saída e, com isso, movimentos sufocados pelos anos de chumbo encontraram campo fértil para arrefecer as bandeiras, entre elas, as que diziam respeito à democracia.
Nessa luta, o PT, partido aguerrido, formado pelo proletariado urbano e rural, e os que persistiam à margem dessa relação, como efeitos colaterais do modelo hegemônico (exemplo os sem-terra), além de intelectuais orgânicos e teólogos da libertação, entrou em campo na luta pelas “diretas já”.
Fato despercebido, mas que deve ser evidenciado, pois explica o processo contemporâneo de nossa política, as “diretas já” não atingiu o resultado almejado, o que mostrou que quem estava no controle ainda eram as elites que, por sua vez, entendiam que “largar o osso” era o mais inteligente, já que “faltava carne” e, o arrefecimento dos ânimos criaria problemas desnecessários e, por isso mesmo, era melhor confiar nos frutos dos seus 21 anos de repressão.
A eleição do governo Collor, por sua vez, mostrava que muito deveria ser feito para a consciência de classe ser forjada, para ter espaço um desenvolvimento de país, pautado na implantação de direitos sociais, pois, como sabemos, ele representava algo que até hoje nos caracteriza enquanto cultura política: personalismo, poder econômico, influência midiática etc., ou seja, um governo da burguesia.
Ainda no governo Collor, compreenderíamos a possibilidade da mídia encontrar bodes expiatórios para a população para, logo em seguida, vir com medidas ainda piores: o governo Collor que arrebentava nossa economia com sua ânsia em negociar o país era perigoso, poderia fortalecer o campo representado pelo PT de Lula e, por isso mesmo, impedir Collor seria a saída mais inteligente para não desgastar ainda mais o plano neoliberal.
Entra Itamar, um governo morno e, novamente, a democracia burguesa mostra porque veio, elegendo FHC, com nova derrota ao campo petista, mostrando que o pensado para o impeachment de Collor de fato se concretizava.
Neoliberalismo: privatizações em troca de migalhas, desemprego, inflação, miséria.... Corrupção! Reeleição é comprada.
Para não dizer que tudo foi ruim, Plano Real vem e estabiliza a economia.
Em 2002, diante de um fraco candidato tutelado por FHC, Lula (após a “carta à burguesia”) é eleito. Contexto favorável, economia crescendo, inflação baixa, investimentos na construção civil, indústria automobilística, geração de emprego, programas sociais, cotas, universidades, prouni, ciências sem fronteiras (me ajudem a lembrar de todos os programas) e Lula faz o melhor governo que o Brasil já teve e, não podemos tirar os méritos, pois, com toda certeza, um governo tucano, por exemplo, mesmo com o contexto favorável, não teria realizado e ido em direção das demandas populares.
Pois bem, Lula faz sua sucessora, Dilma. Um governo com pouca habilidade e carisma, crise internacional, elite raivosa, manifestações de julho de 2013, eleição polarizada, mídia e elite sem aceitar a derrota, congresso mais conservador desde 64: crise política! Impeachment.
Afinal, o que significa? Sim, significa o fim de investimentos nas áreas sociais, significa privatizações, significa subserviência ao mercado etc. UM RETROCESSO TREMENDO!
Mas, amigos e amigas, choramingar, culpar o outro, resmungar, achar que é o fim do mundo etc., acho que é forçar a barra. Primeiramente, quem criou essa imagem do PT como salvador da pátria, como um partido acima de críticas, que expurgava os que discordavam do caminho adotado? Lembremos que, enquanto teve o povo do lado, o PT, ao invés de sinalizar para mudanças estruturais, como taxação de grandes fortunas e reforma agrária, essenciais para criar um desenvolvimento interno com mais autonomia, apostou na expansão do consumo, sem nunca tocar nos interesses elitistas e, vale lembrar, deixando de lado o papel de briga ideológica, renovando concessões para seus algozes, estimulando os movimentos sociais para que “guardassem a bandeira”. Ou seja, pela manutenção do poder, foi necessário entrar no jogo burguês, para conseguir governabilidade, sem radicalizar, sem se apoiar em que lá os colocou. Resumindo: aceitou o jogo democrático burguês! Reforma política? Nem discutiram.
Ou seja, na crise econômica global, a mídia e as elites (não aprendemos nada com a história!) mostra seu poder: cria a crise política, o PT e Dilma são postos como seus bodes expiatórios e, cá estamos com um governo que representa todo o retrocesso possível.
Desculpe a frase embolada, mas esforce-se para entender: o PT do PMDB do Cunha substituído por Maia com voto do PT da lei antiterrorismo contra os movimentos sociais formado pelo povo que engolia e queria luta contra a lei da terceirização.... É golpe? É golpe! Profundo, dolorido, pois, engendrou-se com os “companheiros e camaradas”, que aceitam o discurso de união de classes, de diálogo, na mesa de negociação que sempre pende para as elites.
Infelizmente, diante da lama que a história do PT foi jogada, o impeachment de Dilma tenha sido uma saída para não termos visto esse mesmo governo petista fazendo as reformas antipopulares que já haviam sido iniciadas, ainda no governo Dilma.
O que estou querendo dizer com isso? Não estou descartando a tese da elite subserviente, da mídia golpista, do poder estadunidense etc., pelo contrário, estou reafirmando-a e mostrando que, entre os caminhos possíveis, dentro da dialética, nós erramos, enquanto movimento social, enquanto partidários ou adeptos do PT, enquanto cidadãos e cidadãs conscientes. Escolhemos o caminho errado!
Arcaremos com isso. E, o desabafo que me fez iniciar esse texto, fica em tom de conclusão, para reflexão: você amiga, amigo, estudante, intelectual, trabalhadora e trabalhador, mas, principalmente você, jovem “cult”, descolado, que odeia o sistema, mas que vê a luta dos camaradas e não fortalece; que quando é convidado pro debate nunca pode; que quando é chamado pra manifestação nunca pode; que quando é chamado pra ocupação nunca pode; que quando é chamado pra reunião nunca pode etc., infelizmente lhe digo: a sua indignação, sua irritabilidade, sua tristeza, também é culpa sua, mais sua do que da direita. Que suas palavras reflitam-se em atos a partir de agora! Ser socialista, comunista, progressista, não pode ser mera retórica, não pode ser estética, superficialidade. Tem que ser postura, consciência, construção coletiva ou, eternamente, nesse simples jogo entre nós e os algozes, nós sempre perderemos.
Talvez seja triste, pois lembra um contexto parecido, levanta uma frustração, uma sensação de “poderíamos ter evitado”, mas o que lembro agora é daquela música: “vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe, faz a hora e não espera acontecer”. E, completo o trecho com outro: “muita gente se esqueceu, que a verdade não mudou”. A real democracia só existe em um governo que se paute numa construção socialista, de enfrentamento, reconhecendo que é vida ou morte pois, para muitos de nós pode não ser, o impeachment será mais uma página virada... mas, para muitos, significará a fome, a dor e a morte.
A China e a Síria
31.08.2016 | Fonte de
informações:
Muito
embora a visita à Síria do Almirante Guan Youfei (o chefe do novo Departamento
de cooperação militar internacional chinês) se situe no quadro de uma tomada de
contacto com o conjunto de países da região, ela causou inquietação no
Ocidente. De momento, segundo o acordo assinado, o Exército chinês apenas se
comprometeu a formar na China os militares sírios do serviço de saúde. No
entanto, todos perceberam muito bem que este acordo esconde mais, porque há já
quatro anos que metade dos médicos militares são formados na China. Embora se
ignore o que foi realmente decidido, a existência deste acordo marca, por si
só, uma mudança estratégica.
Thierry
Meyssan
Com
efeito, no decurso dos últimos cinco anos a China Popular inibiu-se de qualquer
forma de cooperação que pudesse ser interpretada por Washington como ajuda
militar. Portanto, ela não só recusou fornecer armas mas também materiais civis
essenciais durante esta guerra, tal como detectores de túneis.
Independentemente
da importantíssima assistência económica de Pequim, todos se lembram que a
Rússia tinha identicamente concluído um acordo com a Síria no início de 2012,
prenunciando a sua assistência militar três anos e meio mais tarde. Prepara-se,
pois, a China para se instalar ali também?
É
provável que a resposta dependa de rapidez da instalação norte-americana no mar
da China, e das provocações dos aliados de Washington nesta região.
O
interesse da China pela Síria data da Antiguidade e da Idade Média. A Rota da
Seda atravessava a Ásia Central para passar por Palmira e Damasco antes de
bifurcar em direcção a Tiro e Antioquia. Poucas coisas restam desta longínqua
cooperação comercial, a não ser o Pagode visível nos mosaicos da Mesquita dos
Omíadas. O Presidente Xi fez da restauração desta via de comunicação (e da
criação de uma segunda através da Sibéria e da Europa) o objetivo principal do
seu mandato.
O outro
grande interesse de Pequim é a luta contra o Partido islamista do Turquestão
que se juntou à Al-Qaida, depois ao Daesh (E.I.). Existe actualmente um
quarteirão uigur em Rakka e o Daesh (E.I.) publica um jornal especialmente para
os seus membros.
Os
membros deste grupo estão ligados à Ordem dos Naqchbandis, uma congregação
Sufista, da qual o antigo Grande mufti da Síria, Ahmad Kuftaru foi mestre. As
lojas desta Ordem aproximaram-se dos Irmãos Muçulmanos, em 1961, por influência
do serviços secretos anglo-saxónicos, CIA e MI6. Eles participaram na criação
da Liga Islâmica Mundial pela Arábia Saudita, em 1962. No Iraque, agruparam-se
em torno de Izzat Ibrahim al-Douri, e apoiaram a tentativa de golpe de Estado
dos Irmãos Muçulmanos sírios, em 1982. Em 2014, eles forneceram 80. 000
combatentes ao Daesh (E.I.). Na Turquia, os Naqchbandis criaram a Milli Goruş,
da qual Recep Tayyip Erdoğan foi um dos líderes. Foram eles ainda que, nos anos
90, organizaram os movimentos islamistas tanto no Cáucaso russo como no
Xinjiang chinês.
Mais
ainda que os Russos, os Chineses precisam de informações sobre esta organização
e sobre a maneira como Washington e Londres a controlam. Eles acreditaram
erroneamente, em 2001, que os Anglo-saxónicos tinham mudado após os atentados
de 11-de Setembro, e que iriam colaborar com a Organização de Cooperação de
Xangai no combate ao terrorismo. Actualmente estão cientes que a Síria é uma
verdadeira defensora da paz.
Thierry
Meyssan
Tradução
Alva
Alva
Fonte
Al-Watan (Síria)
Al-Watan (Síria)
- See more at:
http://port.pravda.ru/news/mundo/31-08-2016/41657-china_siria-0/#sthash.6wi2tvEu.dpuf
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Brasil: Uma republica de bananas
30.08.2016 | Fonte de
informações:
Brasil: Uma republica de
bananas - Um povo midiotizado e as instituições nada democráticas
Constantemente
me encontro com diplomatas dos mais diversos países em Brasília e a pergunta é
uma só.
"Valter
como isso pode acontecer no Brasil? Porque o povo não reage? No meu país
temos uma oposição rigorosa contra o governo, mas se alguém ou
instituições ousarem darem um golpe, de imediato as oposições e o povo estarão
ao lado do governo em defesa da democracia".
Valter
Xéu*
E assim,
vou ouvindo e na maioria das vezes sem nenhuma resposta para dár, pois não
precisa e tudo esta ai bem visível.
Confesso
que aquele orgulho de ser brasileiro já não me acalenta mais.
Ledo Ivo
Engano.
De
repente acordei do meu estado de alegria e mim vi em um país onde o que
eu imaginava ser os guardiões, não passa de uma corja de vermes e que de há
muito vinha tramando nos bastidores para tomar o país de assalto.
Sinto-me
como brasileiro envergonhado perante o mundo e aquele país que eu imaginava
caminhando aceleradamente rumo ao progresso e ao desenvolvimento pleno, não
passa de uma republiqueta de bananas, onde a mídia cuida de refrear as medidas
de reação do povo, povo esse completamente midiotizado por uma informação falsa
e manipulada e que só visa favorecer aos vermes que se instalaram no
poder com anuência dos ratos do congresso e respaldado por um judiciário que
tem facilidades de transformar membros do antigo governo em réus, levando à
execração pública enquanto o outro lado, que todos conhecem muito bem, apesar
das inúmeras acusações nas delações, nada lhes acontece e nesse assunto, o
braço da lei não é curto e sim inexistente.
Vemos
(imaginem um palavrão qualquer) que tudo foi armado de jeito que levasse a
população às ruas para protestar contra um governo legitimamente eleito pelo
povo com denúncias de corrupção, e ai o papel da mídia foi fundamental onde
qualquer denúncia era logo ampliada em rede nacional.
Arrumaram
o crime de responsabilidade fiscal para condenar uma presidente, quando nos
últimos trinta anos, todos os que passaram pelo Palácio do Planalto fizeram o
mesmo e que governadores e prefeitos continuam a praticar por todo o pais. Com
as mesmas empreiteiras das obras faraônicas da ditadura militar.
Os
golpistas com o apoio do judiciário, desmontou o governo levando-o a um
empastelamento onde qualquer ato da presidenta era derrubado no STF com o
argumento de que eram institucionais como a nomeação de Lula para a Casa Civil
que foi barrada pelo supremo com alegações do ex-presidente estar sendo
investigado pela Lava Jato, mas esse mesmo supremo simplesmente fechou os olhos
para a indicação pelo interino de sete ministros envolvidos com a Lava Jato
além dele próprio.(outro palavrão aqui cairia bem).
Pensa que
a mídia chiou? Nada disso aconteceu e até mesmo aqueles que foram as ruas pedir
a saída de um governo eleito, não voltaram a se manifestar, o que vem
demonstrar que como perdedores na eleição presidencial, queriam mesmo era o
afastamento daquela que foi eleita democraticamente.
Assistimos
impavidamente, ladrões de carteirinha sendo acusados de desvio de recursos
públicos e nada lhes acontecem, pois eles todos estão firmes e fortes do lado
das instituições nada democrática e que estão ai prontas para as suas defesas.
O atual
governo do interino, tenta desqualificar o SUS, acabar com o programa Mais
Médicos, redução do programa minha casa minha vida, achatamento de salários
(menos os das castas) aposentadoria com 70 anos, venda do nosso petróleo a
preço de banana - faz sentido em um pais bananeiro - anúncios de que as
universidades públicas poderão serem vendidas a grupos econômicos estrangeiros
e para isso, com a ajuda da mídia já colocou em prática a desqualificação da
qualidade do ensino.
Desmonte
da Petrobras, a caminho de se desfazer do nosso manancial de água subterrânea
onde temos os aquíferos mais volumosos do planeta, destruição de todas as
conquistas sociais desde Vargas até aqui e assistimos tudo isso passivamente.
O maior
erro de Dilma foi ter ganho uma eleição democrática e logo após a derrota, o
bloco oposicionista resolveu que era hora de ir para às ruas não deixando de
contar com aquela "preciosa" ajuda externa que deve ter enchido os
bolsos de muita gente para financiar as passeatas, a mídia, os ratos congressistas
e toda a camarilha que navega no barco do golpe.
Os
Estados Unidos querem o nosso petróleo, e todas as nossas riquezas e o país
fora dos BRICS ou enfraquecido dentro dele.
O exemplo
turco
Na
Turquia houve uma tentativa de golpe pelas forças armadas contra o presidente
Erdogan (que não é flor que se cheire) e vimos o povo ir para as ruas e peitar
as forças golpistas, retirando soldados dentro dos tanques e veículos militares
e na maioria das vezes lhes enchendo de porrada em plena via pública.
Vimos
partidos perseguidos por Erdogan como o partido curdo e o partido comunista,
adversários históricos do governo a se posicionarem contra o golpe e apoiando o
governo.
O partido
comunista divulgou nota de que era adversário de Erdogan, não podia compactuar
com o golpe, pois o presidente tinha sido eleito pelo voto direto dos turcos e
isso tinha de ser respeitado.
No Brasil
aconteceu o contrário.
Perdedores
e até mesmo alguns que ganharam a eleição ao lado governo Dilma como o PMDB,
uniram-se e sacramentaram o golpe, que com certeza contou com o apoio em todas
as instâncias como Forças Armadas que se autoproclama guardião dos interesses
da nação e que não levantou a sua voz contra a implosão da democracia e
passando por cima da constituição nacional, coisa que os militares sempre
gostam de fazer.
Assim
vemos um pais hoje desacreditado no mundo, um povo imbecilizado, oportunista,
corrupto e querendo levar também a sua parte na roubalheira do espolio Brasil e
um mundo perplexo com tudo isso e a se perguntar o que de fato aconteceu com o
Brasil, cujo desenvolvimento apesar da recessão lá fora, sua economia se
mostrava sólida, emprestou até dinheiro para o FMI quando no governo de FHC foi
lá três vezes mendigar empréstimos, nossas grandes empresas, principalmente as
empreiteiras com obras em todo mundo e de repente, tudo isso desmorona,
quebraram as empresas, milhões de desempregados, crise forjada aqui e mostrando
que o inferno era aqui e o paraíso lá fora, martelando que os 11 milhões de
desempregados eram por culpa do governo, quando a Espanha com 46 milhões de
habitantes tem mais de dez milhões desempregados, que toda União Européia com
exceção da Alemanha esta completamente falida, que a China teve que rever sua
projeção de PIB para baixo e que sacudiu a economia mundial, tudo isso foi
descaradamente escondido por uma mídia que cuidava de tão corrupta quanto os
vermes do poder e hoje, não se vê como antes estampada na mídia denúncias de
corrupção apesar dela continuar agora mais aceleradamente, não se fala mais em
crise e sim na destruição pura e simples de um país que ousou nesses últimos 14
anos ser grande e respeitado no mundo.
Mas que
foi esquecido de um simples detalhe.
As tais
instituições daqui não estão e nunca estiveram a serviço do país.
E o povo,
o povo daqui não é o povo de alhures que pega golpista a mão e lhe cobre de
porrada quando não pratica outros fins.
*Valter
Xéu é diretor e editor de Pátria Latina e Irã News
- See more at: http://port.pravda.ru/news/desporto/30-08-2016/41648-brasil_republica_bananas-0/#sthash.CIch0ilq.dpuf
Assinar:
Postagens (Atom)



