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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Qual o futuro do PT e das esquerdas no Brasil


31.10.2016
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O fato político mais importante da semana não foi a eleição de Marchezan para a Prefeitura de Porto Alegre, que isso significa apenas mais um passo atrás numa cidade que já pretendeu estar na vanguarda nacional, mas sim a divulgação do manifesto do PT do Rio Grande do Sul em favor de uma reformulação do partido, numa assembleia da qual participaram todos os seus principais nomes no Estado.
Diz o manifesto: "Estamos submetidos e no auge de uma poderosa operação de cerco e tentativa do aniquilamento do PT. Operação que impôs o impeachment, a maior derrota eleitoral da nossa história e - se não a detivermos - buscará prender Lula e destruir o Partido".
Mais adiante, o manifesto aponta para as causas dessa situação: "O golpe decorre, em alguma medida, de nossos erros e/ou do atraso em tomarmos determinadas decisões, da ausência de uma estratégia adequada ao período, de uma política de alianças superada, do que fizemos ou deixamos de fazer na política econômica e nas chamadas reformas estruturais, no atrasou ou na ausência de reação à altura da ofensiva inimiga".
O manifesto termina por propor o que considera o fundamental para mudar a situação: a escolha de uma nova direção nacional do PT e a realização imediata de um congresso nacional do partido.
"Neste contexto, o Partido precisa debater o que fazer e escolher uma nova direção. Precisamos realizar imediatamente um congresso partidário. Um congresso que tenha início nas bases, no encontro de nossa militância consigo mesma. Um congresso que discuta como recuperar o apoio do PT na classe trabalhadora brasileira, razão de nossa existência como organização e partido político".
Se estas medidas serão suficientes para inverter a tendência que aponta para o esvaziamento do partido e mais, se elas terão guarida junto as demais secções estaduais do PT, que sempre estiveram mais à direita do que a gaúcha, são questões em aberto.
O que pretendemos aqui é propor mais alguns pontos à uma discussão, que não deveria ser exclusiva do PT, mas de todos os representantes da esquerda brasileira e principalmente de todos nossos intelectuais progressistas.
As duas maiores lideranças do partido no Estado, falaram sobre o passado e o futuro do partido.
Olívio Dutra: ""O PT nasceu de um processo de lutas do povo brasileiro no final da década de 1970 que não tinha por objetivo apenas enfrentar a ditadura, mas também as políticas da elite brasileira. Uma ferramenta política com essa história não se esgota assim. O teto da casa caiu, mas não o seu alicerce e os seus fundamentos".
Tarso Genro: "Somos um partido em crise porque reduzimos nosso eleitorado, porque perdemos referenciais éticos e políticos e também porque perdemos centralidade programática. Precisamos de um congresso profundo que não rejeite enfrentar nenhum tema. Autocrítica não é autoflagelação nem transformar o partido em delegacia de polícia, ma s sim verificar que condições trouxeram o partido para o ponto em que está".
Esta é a primeira e grande questão.
O partido não pode aceitar discutir uma pauta imposta pela mídia. Não é uma questão ética ou moral que deve ser objeto de discussão, mas sim, uma questão política.
Como Tarso disse com precisão, não se pode transformar o partido em delegacia de polícia, nem seus membros devem partir para uma autoflagelação. O PT tem regras de comportamento para seus membros e quem não tiver agido com correção, deve ser punido, da advertência à expulsão.
Tudo muito simples.
O que precisa ser discutido é quais são as propostas do PT para o futuro e para se olhar o futuro, não se pode esquecer o passado, para que não se use em relação a ele aquela célebre frase de Marx sobre o 18 Brumário de Louis Bonaparte de que " a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda, como farsa.  
Quando Tarso fala e ele há muito fala nisso, em se refundar o PT, precisa ficar claro como seria esse novo partido.
Em 1989, quando enfrentou Fernando Collor no segundo turno das eleições, Lula, a partir do apoio de Leonel Brizola, uniu toda a esquerda na mais importante campanha política do Brasil republicano.
Naquela ocasião, os dois campos estavam claramente definidos.
Era a esquerda contra a direita, sem quaisquer nuances.
De um lado, Lula, um líder sindical, até então, não só aceito pelo establishment, mas promovido como uma alternativa mais palatável do que o brizolismo, visto como o grande inimigo e que agora se unia à esquerda mais radical.
Do outro, Collor, um aventureiro político, representante das oligarquias nordestinas, vestido como uma capa de moralidade administrativa (o caçador de marajás) e que se encaminharia, no decorrer da disputa eleitoral, para um autoritarismo quase fascista.
Lula chegou àquela final embalado numa proposta socializante que, se vencedora, teria força suficiente para mudar radicalmente o Brasil.
O esforço desesperado do empresariado e da grande mídia, representada claramente pela ação deletéria da Rede Globo na manipulação do debate final entre Lula e Collor, mostra como as elites brasileiras se mobilizaram para derrotar a esquerda.
A derrota naquela ocasião abalou quase tanto a unidade das esquerdas como foi a do golpe militar de 1964.
Nas eleições seguintes, contra Fernando Henrique, o PT jamais conseguiu uma mobilização semelhante à disputa contra Collor e foi facilmente derrotado.
Já a eleição de Lula em 2002 teve dois novos componentes bastante claros: o descalabro do último governo de Fernando Henrique, que praticamente quebrou o País e desarticulou as forças partidárias que o sustentaram e as políticas de aliança do PT com partidos de centro, num movimento que o levaria cada vez mais em direção à direita.
A questão que se coloca hoje para os que defendem a refundação do PT, é qual partido que eles querem de volta: o de 1989, que enfrentou Collor ou o de 2002, que derrotou Serra?
A resposta a esta pergunta é que vai determinar o seu futuro.
Quando surgiu, o PT foi visto com simpatia até mesmo por segmentos mais à direita da sociedade e apontado pela mídia, inclusive pela Veja, como uma novidade positiva, principalmente pela sua preocupação em desvincular o sindicalismo brasileiro do apoio governamental.
Brizola, na sua história de amor e ódio ao PT, disse que ele era a esquerda que a direita gostava e tinha um pouco de razão no que afirmava.
Os inimigos então, eram Brizola, os comunistas e os sindicatos dominados pelos "pelegos".
O PT era como os pequenos times de futebol, sempre simpáticos, até crescerem o bastante para se tornarem inimigos.
Hoje o PT é o inimigo principal a ser batido, como foram Brizola e os comunistas no passado.
A outra importante questão é de que forma ele pretende interagir com os demais segmentos da esquerda brasileira no futuro.
Se com aquela soberba de quem se sente o único portador da verdade, como foi sua marca, muitas vezes, no passado ou como mais uma força - talvez ainda a principal - num grande movimento que lute por avanços fundamentais para a nossa sociedade?
Essa é a questão crucial para o partido e para o Brasil.
O que ele pretende ser dentro de uma nova frente de esquerda?
Um partido com viés sindicalista interessado mais em conquistas pontuais para favorecer a classe trabalhadora, como foi no seu início ou partido socialista, que compreende e aceita a existência da luta de classes e age dentro dela sem concessões à burguesia?
Se o caminho for o segundo, o PT poderá ser a principal força dirigente de um grande movimento que, se ainda não coloca como meta a erradicação do capitalismo, não olha para este objetivo apenas como uma utopia distante.

 Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Maduro adverte que fábricas ociosas serão desapropriadas


31.10.2016 | Fonte de informações:

Pravda.ru

 

Há especulações de que a empresa Polar poderia ser desapropriada após oficiais de inteligência venezuelanos terem sido vistos do lado de fora da sede da empresa em Caracas.

27 de outubro de 2016 / Tradução de Edu Montesanti

Depois que as pessoas saíram às ruas em defesa da Revolução Bolivariana, o presidente venezuelano Nicolás Maduro indicou que se prepara para tomar medidas mais drásticas a fim de combater o que considera "guerra econômica" por parte de seus adversários políticos, clamando nesta quinta-feira *27) por nova rodada de nacionalizações de empresas envolvidas em sabotagem econômica.
"A empresa detida, (é) uma empresa recuperada para a classe operária e para a revolução, e eu não hesitarei em relação a isso; não aceitarei nenhum tipo de conspiração", disse Maduro durante um discurso à nação.
Os comentários do presidente vieram enquanto a oposição da Venezuela organiza para uma greve nacional para sexta-feira.
"As pessoas aqui têm necessidade de trabalhar e produzir, de maneira que não vamos permitir que uma desestabilização do tipo Yankee se instale aqui na Venezuela", acrescentou Maduro.
Cresce a especulação que a empresa Polar, maior produtora de alimentos e bebidas do país, poderia ser desapropriada pelo Estado após oficiais de inteligência venezuelanos terem sido vistos do lado de fora da sede da empresa, em Caracas.
O chefe da empresa Polar, Lorenzo Mendoza, foi visto participando da manifestação da oposição ontem (26). e oficiais de inteligência também teriam sido vistos do lado de fora da casa de Mendoza, em uma região nobre da capital venezuelana.
Mendoza, um dos homens mais ricos da América Latina, está em desacordo com o governo já que sua empresa tem sido acusada de reduzir intencionalmente a produção de alimentos básicos, como farinha de milho, como parte do que muitos chamam de guerra econômica contra o governo bolivariano.
Sua participação na manifestação da oposição também é vista como um ato provocativo, pois Mendoza havia anteriormente apoiado o diálogo entre o governo e a oposição, tendo-se encontrado cara-a-cara com o presidente Maduro.
A companhia Polar foi previamente ameaçada de desapropriação após o falecido presidente Hugo Chávez ter acusado os executivos da empresa de armazenamento de alimentos, e de especular com os preços.
O presidente Maduro já havia ameaçado desapropriar fábricas ociosas, e seguiu-se à ameaça a ação da nacionalização de uma fábrica de propriedade da Kimberly-Clark Corporation, entregando-a aos seus trabalhadores.
Os donos da fábrica tinham congelado a produção após alegar que não tinham matérias-primas para fazer seus produtos. No entanto, logo após a apreensão, armazéns pertencentes à empresa foram encontrados cheios de matérias-primas.
A companhia polar também justificou a redução da produção na falta de matérias-primas.


 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Venezuelanos manifestam apoio a Maduro e condenam tentativa golpista

Caracas, 25 out (Prensa Latina) Milhares de cidadãos marcharão hoje até o Palácio de Miraflores (sede do Governo), para manifestar seu apoio ao presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, e rechaçar a tentativa de golpe de Estado perpetrado pela direita.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Presidente de Vietnam fija tareas para fuerzas armadas de zona militar 2 en Phu Tho


Phu Tho, Vietnam, 19 oct (VNA) - El presidente Tran Dai Quang instó a las fuerzas armadas de la Zona Militar 2 a mantener una estrecha vigilancia sobre los acontecimientos relacionados con la defensa y la seguridad en esas áreas, con el fin de ayudar de manera proactiva a los organismos pertinentes a tomar medidas adecuadas.

La zona militar 2 abarca nueve provincias noroccidentales, a saber: Lai Chau, Dien Bien, Son La, Lao Cai, Yen Bai, Ha Giang, Tuyen Quang, Phu Tho y Vinh Phuc.

Al intervenir en una ceremonia en saludo al aniversario 70 de las fuerzas armadas de la Zona Militar 2 en la ciudad de Viet Tri, provincia de Phu Tho, pidió a esas fuerzas fomentar la defensa y seguridad basada en la comunidad, convirtiendo los distritos en bases defensivas fuertes.

La Zona Militar 2 debe mejorar la calidad de la formación y el ejercicio, así como la voluntad para el combate de los oficiales y soldados, dijo.

Con el fin de satisfacer los requisitos del nuevo período revolucionario, el mandatario enfatizó la necesidad de que la unidad fomente la capacidad de liderazgo y construya organizaciones partidistas fuertes y transparentes.

Exhortó a los oficiales y soldados a comprender a fondo las directrices del Partido Comunista y del Estado en los asuntos externos y las relaciones de defensa externa, la construcción de las fronteras de paz, amistad, cooperación y desarrollo con los países vecinos.

"Resolver los conflictos territoriales requiere paciencia, prudencia y flexibilidad con el fin de salvaguardar la paz y la soberanía territorial y crear condiciones favorables para el desarrollo socio-económico", resaltó.

El estadista expresó su aspiración de que las fuerzas armadas de la Zona Militar 2 desarrollen sus tradiciones para cosechar más logros y sigan mereciendo la confianza del Partido Comunista, el Estado y el pueblo.

Las unidades de esta zona militar participaron en las principales campañas a partir de su establecimiento en 1946.

En la campaña inverno-primavera en 1953-1954, el pueblo y el ejército en la región del Noroeste superaron las dificultades para contribuir a la victoria de Dien Bien Phu en 1954 que puso fin a la dominación colonial francesa en el país.

Durante el período de la reforma, esas fuerzas se han empeñado en fomentar la defensa nacional en apego con el desarrollo económico y han tomado parte activa en la recuperación de las consecuencias de los desastres naturales, las operaciones de búsqueda y rescate y la reducción de la pobreza.

Decenas de miles de expertos militares y voluntarios de los grupos étnicos minoritarios del Noroeste estaban lado a lado con el ejército y el pueblo de Laos en la lucha contra sus enemigos comunes.

En honor a sus contribuciones a la nación durante las últimas siete décadas, el presidente Tran Dai Quang concedió hoy la Orden de Mérito Militar de primera clase, a los oficiales y soldados de las fuerzas armadas de la Zona Militar 2.-VNA

VNA-POL