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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Xi detalha construção de comunidade China-África mais forte com futuro compartilhado


丨portuguese.xinhuanet.com
Beijing, 3 set (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, detalhou nesta segunda-feira a construção de uma comunidade China-África mais forte com um futuro compartilhado, ao discursar na cerimônia de abertura da Cúpula de Beijing 2018 do Fórum de Cooperação China-África.
Xi pediu a construção de uma comunidade China-África de futuro compartilhado que assuma a responsabilidade conjunta, procure uma cooperação de ganhos recíprocos, traga felicidade para todos, desfrute de prosperidade cultural, garanta a segurança comum e promova a harmonia entre homem e natureza.
Construir uma comunidade China-África mais forte com um futuro compartilhado será um modelo para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, disse ele.
A China e a África devem reforçar o diálogo político e a comunicação de política em vários níveis, melhorar o entendimento e apoio mútuos sobre assuntos envolvendo os interesses essenciais e as principais preocupações de cada um e impulsionar a coordenação nos importantes assuntos internacionais e regionais.
Xi pediu o alinhamento da construção do Cinturão e Rota com a implementação da Agenda 2063 da União Africana, da Agenda 2030 das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, e das estratégias de desenvolvimento de vários países africanos.
Os dois lados devem fazer da melhora da condição de vida do povo a base para desenvolver o relacionamento sino-africano, disse Xi, acrescentando que a China fará mais para ajudar a África a aliviar a pobreza, aumentar o emprego e a renda, e aprimorar a vida do seu povo.
Xi pediu que os dois lados reforcem os intercâmbios, a aprendizagem mútua e a coexistência harmoniosa das civilizações chinesa e africana, e expandam os intercâmbios pessoais sobre cultura e arte, educação e esporte, think tanks e mídia, e também mulheres e jovens.
A China defende uma nova visão de segurança caracterizada pela segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável e apoiará firmemente os países africanos e a União Africana e também outras organizações regionais na África para resolver os assuntos africanos de maneira africana, disse Xi.
Xi disse que a China fortalecerá o intercâmbio e a cooperação com a África em termos de mudança climática, energia limpa, prevenção de controle de desertificação e erosão do solo, e também a proteção de animais e plantas selvagens. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Trava estadunidenses afetam com força ao turismo cubano


Havana, 30 ago (Prensa Latina) O bloqueio econômico comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba mantido por mais de 50 anos afeta sobremaneira o desenvolvimento do turismo na ilha, indica um relatório especializado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Rússia confirma ensaio exitoso de novo míssil interceptor

Moscou, 30 ago (Prensa Latina) A Rússia confirmou o lançamento exitoso do novo míssil interceptor PRS-1M capaz de destruir objetivos a 350 quilômetros de distância, e a uma altitude de 40 a 50 quilômetros, informou hoje uma fonte militar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A IGREJA SE MANIFESTA: PARTICIPE, VOTE, EXIJA DEMOCRACIA

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Pedro Augusto Pinho*
Papa Francisco (Evangelii Gaudium, 283) exortou os católicos a se preocuparem com “a saúde das instituições da sociedade civil” e não se omitirem, mas emitirem “pronunciamentos sobre os acontecimentos que interessam a todos os cidadãos”.
Os bispos da Regional Leste 1, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram, nesta semana (19 a 25 de agosto de 2018), as “Orientações para as eleições de 2018”.
Entendem os prelados, após ouvirem padres e leigos, que o voto é direito e dever, responsabilidade e missão. Reconhecem que os desvios que se observam nas instituições, como ocorrem entre nós, podem conduzir ao desânimo e à descrença. Mas que isso deve motivar o comparecimento à urna e à manifestação clara e insofismável do seu desacordo e inconformismo.
Incentivam que os católicos conversem sobre política, que “se uma amizade se abalar por causa de questões políticas e eleitorais, o que deve se rever é a amizade”, que “não restrinja sua escolha à questão da segurança no sentido restrito da palavra”, e “rejeite candidaturas cujas campanhas mostrem grandes recursos econômicos”.
Façamos breve reflexão sobre esta manifestação episcopal.
Ninguém mais tem dúvida que nem foi a corrupção nem a “pedalada fiscal” que impuseram a quebra democrática, em 2016, no Brasil. Foram interesses econômicos e geopolíticos das estruturas de dominação estrangeiras e, muito especialmente, do sistema financeiro internacional, a banca.
Ao mencionarem explicitamente os “grandes recursos econômicos”, os bispos chamam nossa atenção para o poder que se transformou na maior força dominadora do ocidente: o poder do capital estéril, não produtivo, meramente especulativo e concentrador de renda e fortuna.
Ao colocarem a segurança, num sentido lato, mais amplo do que a segurança pública e a repressão policial-militar, os representantes da Regional Leste 1, plenamente identificados com as orientações da CNBB e do Papa Francisco (que se sobressai como um dos maiores estadistas de nosso tempo) mostram a importância da segurança dos direitos sociais e humanos.
Mais, muito mais falha do que a segurança pública, é conviver com a insegurança do emprego, da garantia dos direitos, da possibilidade de se manter, os filhos, os idosos, que os golpista de 2016 estão retirando, cancelando e excluindo da vida de todos nós. É a ausência do Estado, por questão da ideologia excludente – o neoliberalismo – que penetra na mente das pessoas pela massificante e mistificadora comunicação de massa, das televisões, das rádios, das imprensas escrita e virtual, pertencente a meia dúzia de famílias.
É preciso dar um basta. Um basta que fortaleça o poder do voto, onde “se corrigem erros, superam-se vícios e se avança na democracia e no efetivo respeito aos cidadãos, em especial os mais pobres e vulneráveis”.
Impossível não ler, nestas palavras, a crítica acerba ao judiciário, instrumento golpista, avesso ao poder da manifestação popular e contrário aos interesses nacionais. Judiciário que procura encaminhar o voto a seus correligionários, impedindo a candidatura do mais popular líder brasileiro deste século.
Pedem, no documento, que os católicos das dioceses, a quem dirigem estas orientações, não as conheçam de modo egoísta. Propaguem-nas a todos pois “a realidade eleitoral é um dever humano, que onera a todos e, por isso, o discernimento em comum precisa ser feito, envolvendo a todos, em especial os que, por frustração e descrença, preferem se abster”.
A ditadura prefere a indiferença, a rejeição à participação, a transferência para outro de um encargo de consciência.
Nunca, nestes muitos anos que acompanho, nos estudos, nos trabalhos, na vida cotidiana, o desenvolvimento de nossa história, de nossa construção civilizatória, conheci um momento tão difícil, uma crise tão grave quanto a que vivemos atualmente. E não é por outro motivo que os bispos, ecoando a voz de todo universo dos católicos e de todos nacionalistas e patriotas, pede como “urgente e necessária” a reforma política.
Reforma que se estende pelas degradadas e carcomidas instituições brasileiras, tomadas pelo controle da corruptíssima banca, dos corruptíssimos interesses antinacionais, que se exemplificam nos salários dos ministros e magistrados e procuradores da república, na entrega do petróleo do pré-sal, da base de lançamento de foguetes em Alcântara (Maranhão) e de nossa altamente competitiva fabricante de aviões, a Embraer.
Reforma que restabeleça o atendimento completo e universal, preventivo e corretivo da saúde do SUS, o Sistema Único de Saúde, os recursos necessários para o ensino, para ampliação das redes públicas de educação e pesquisa e divulgação da cultura nacional, ao invés do congelamento destas despesas por 20 anos.
Que coloque como prioridade investimentos produtivos, geradores de emprego e renda, ao invés de pagamentos de juros ao sistema financeiro, à banca.
A CNBB convida a todos que se associem, se movimentem, que transformem com estas eleições no Brasil justo, humano e protetor das famílias e das riquezas nacionais.
Pela divulgação.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Fonte; pátrialatina.com.br