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domingo, 3 de fevereiro de 2019

RPDC chama a acelerar a construção da civilização socialista

"A construção da civilização socialista é um tarefa importante para formar todos os habitantes como protagonistas da construção socialista dotados de ricos conhecimentos e alto nível cultural e assegurar-lhes as condições e ambiente de vida acomodada e culta."

Adianta o diário Rodong Sinmun no editorial publicado este sábado e continua:
"Atualmente, quando a República Popular Democrática da Coreia ocupa a posição de potência política e militar, a civilização socialista se apresenta como uma tarefa apremiante ao igual que a construção econômica.
O atalho da construção da potência socialista está em abrir a era dourada em todos os aspectos da construção cultural como a educação, saúde pública, literatura e arte e esportes.
Hoje em dia, a RPDC ostenta sua dignidade de único país que resolveu o problema fundamental para a construção de um Estado próspero e independente.
A civilização socialista significa o desenvolvimento da RPDC e a vitalidade do socialismo.
Quando todas as  esferas de cultura desde os traços espirituais e morais das pessoas até suas vestimentas e culinária alcancem o nível desejado pelo partido, se centuplicarão o orgulho e dignidade do povo coreano de viver em sua grande pátria e será manifestada plenamente a superioridade e o poderio do socialismo ao estilo coreano.
Temos a nobre tradição e grandes potencialidades para acelerar a toda velocidade a construção da civilização socialista.
Devemos a por em pleno jogo para converter a pátria em um paraíso socialista invejado por todo o mundo."
Da KCNA Tradução de A Voz do Povo de 45

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Os comunistas e a pornografia

Publicado no Jornal A PÁTRIA


A pornografia é uma das indústrias mais prósperas da atualidade, com lucro anual que chega a cerca de R$ 100 bilhões. Dominando 30% de todo o tráfego na internet, a pornografia é bastante popular entre os jovens, sendo o Brasil um dos maiores consumidores desse ramo no mundo.
A maior empresa de pornografia do mundo se chama Mindgeek, com sede em Luxemburgo. Essa empresa, que possui o monopólio da pornografia, é dona de praticamente todos sites dessa área e já recebeu inclusive investimento de grandes instituições do ramo financeiro para a compra desses sites. O capital financeiro não investe em algo que não vai dar retorno. O sistema capitalista transforma tudo em mercadoria, tudo pode ser comprado e vendido, até a nossa sexualidade e nossas emoções. Ter poder econômico implica em poder ideológico e social. E a classe parasita da nossa sociedade, os ricos, não pensam duas vezes na hora de criar mecanismos para prejudicar os trabalhadores.
A pornografia causa dependência e, de acordo com alguns estudos, seu vício é parecido com o proporcionado por algumas substâncias químicas. A excitação no momento em que se assiste os vídeos ativa no cérebro uma área que “recompensa” o prazer, fazendo com que o usuário procure mais e mais vídeos, chegando num momento em que essas imagens não causam mais efeito, o que leva a procura de “novidades”, vídeos mais extremos, como cenas reais de estupro e até pedofilia. Além disso, a pornografia também está relacionada a disfunção erétil, depressão, ansiedade e outros problemas psicológicos. A lista de problemas causados pela pornografia é extensa.
Como toda grande indústria, ela está difundida em nossa sociedade, em nossa cultura, nossos hábitos e pensamentos. Podemos afirmar que a nossa cultura está completamente pornificada. Cenas de sexo explícito em novelas e filmes, músicas com conteúdo pornográfico, coreografias que simulam atos sexuais, propagandas com teor sexualizado, entre outros exemplos nos mostram como a indústria pornográfica se naturalizou em nossa vida. O que antes era considerado como pornô, hoje faz parte da cultura pop, enquanto que a pornografia atual se consolida explorando os limites da degradação e da violência.
Efeitos da pornografia para juventude
Tendo seu principal público os adolescentes do sexo masculino, eles crescem consumindo esse tipo de conteúdo e sua sexualidade acaba sendo formada por esses vídeos, criando uma geração de jovens sem noção de consentimento, de respeito aos limites de cada corpo, de sexo saudável e de empatia pelas mulheres.
A pornografia cria na cabeça desses jovens uma noção de sexo totalmente doentia, atrapalhando as relações entre os gêneros como um todo, afinal, para eles as mulheres não passam de objeto sexual. As meninas, apesar de consumirem menos, também são afetadas por isso. Elas crescem acreditando que o sexo serve para o prazer masculino e que o seu valor nessa sociedade se baseia no quão atraente sexualmente elas estão aos olhos dos homens.
Para Gail Dines, “A realidade é que as mulheres não precisam assistir pornografia para serem profundamente afetadas por ela, porque imagens, representações e mensagens de pornografia agora são entregues às mulheres via cultura pop. As mulheres de hoje ainda não são grandes consumidoras de pornografia hardcore; elas estão, no entanto, quer saibam quer não, internalizando a ideologia pornográfica, uma ideologia que muitas vezes se disfarça de conselho sobre como ser gostosa, rebelde e legal para atrair e segurar um homem. (…) Mas o que é diferente hoje não é apenas a hipersexualização da imagem, mas também o grau em que essas imagens se sobrepuseram e excluíram quaisquer imagens alternativas de ser mulher”.
Cresce nelas a frustração de não corresponder aos padrões de beleza impostos pela sociedade, a sensação de nunca serem suficientes para seus companheiros e as torna vítimas de diversas formas de assédio e agressões sexuais, situação comprovada por estudos que mostram uma relação entre consumo de pornografia e o aumento de casos de estupro.
A posição dos comunistas
A pornografia é indefensável. Ela está inserida dentro da crise sexual que vive a sociedade capitalista. Segundo Alexandra Kollontai, “Não é a primeira vez que a humanidade atravessa um período de aguda crise sexual. Não é a primeira vez que as aparentemente firmes e claras prescrições da moral cotidiana, no domínio da união sexual, são destruídas pelo afluxo de novos ideais sociais. A humanidade passou por uma época de crise sexual verdadeiramente aguda durante os períodos do Renascimento e da Reforma, no momento em que uma formidável modificação social relegava a segundo plano a aristocracia feudal, orgulhosa de sua nobreza, acostumada a dominar sem limitações, e em seu lugar emergia uma nova força social, a burguesia ascendente, que crescia e se desenvolvia cada vez mais, com maior impulso e poder”.
Ainda no mesmo texto, ela afirma que “a burguesia, com sua ideologia individualista, será substituída por outra classe, por um novo grupo social… essa classe ascendente vanguardista não pode deixar de conter no seu âmago embriões das novas relações entre os sexos estreitamente ligadas às suas tarefas sociais e de classe”.
A crise sexual que vivemos faz parte da crise do capitalismo como um todo. De um lado, a burguesia tenta salvar o seu modelo de família e de relações entre homens e mulheres (como, por exemplo, garantindo alguns direitos de propriedade aos casais homossexuais ao mesmo tempo que inflama a LGBTfobia no seio da classe trabalhadora) e do outro temos os trabalhadores, que enquanto classe revolucionária desenvolve em seu íntimo as novas formas de relações sociais que irão predominar na sociedade futura.
Utilizando ainda o exemplo do casamento, enquanto que para a burguesia é interessante que seja indissolúvel para garantir a segurança da propriedade privada, para a classe trabalhadora o ideal é que as uniões sejam livres e baseadas no amor e no companheirismo. De fato, entre a classe trabalhadora, os casamentos são informais e por mais que exista uma dependência financeira da mulher trabalhadora ao seu marido, dificilmente o relacionamento vai começar por motivação exclusivamente econômica.
A construção da sociedade socialista passa pela consolidação dessas novas formas de se relacionar, como disse Kollontai, “Entre as múltiplas ideias fundamentais que a classe trabalhadora deve levar em conta em sua luta para a conquista da sociedade futura, deve estar, necessariamente, o estabelecimento de relações sexuais mais sadias e que, portanto, tornem a humanidade mais feliz”.
A pornografia aparece como o instrumento ideal para mercantilizar nossa sexualidade, gerar lucro para os capitalistas e para embrutecer a classe trabalhadora. A visão de mundo dos ricos, que não tem empatia, compaixão ou qualquer sentimento humano pelo outro, coloca nessa indústria tudo aquilo que pensa sobre as mulheres, os negros, os LGBTs, enfim, o povo como um todo.
O machismo, enquanto estruturante da nossa sociedade, é uma das principais armas do capitalismo para desunir os trabalhadores e é por isso que são eles, os homens trabalhadores, os destinatários do bombardeio da pornografia em suas diversas formas de manifestação. A burguesia precisa educar os homens trabalhadores para serem agressores, para que controlem suas esposas, mantendo ambos distante de sua tarefa revolucionária. As músicas populares, por exemplo, nas últimas décadas foram reformuladas pelo gênero “ostentação” em que o seu conteúdo faz referências a atividades sexuais e ao consumismo exacerbado, e não é por acaso. Não há espaço vazio para a doutrinação ideológica da burguesia.
Há quem diga que a pornografia envolve apenas a imaginação e que é inofensiva ou que a pornificação da cultura seja exagero moralista, numa tentativa de dar uma desculpa a si mesmo pelo consumo, mas estamos tratando de um problema real que envolve tanto a saúde física e mental do nosso povo como também de uma ofensiva ideológica da burguesia contra a nossa classe.
A desumanização da mulher, a sua opressão existe porque a mulher tem uma exploração específica dentro da sociedade capitalista, que é o trabalho reprodutivo. Dentro desse trabalho reprodutivo está incluído também as relações sexuais, pois dar prazer ao homem é um dos comportamentos esperados das mulheres. Silvia Federici diz que “a principal razão pela qual não podemos desfrutar do sexo é que, para as mulheres, o sexo é trabalho; dar prazer faz parte do que se espera de toda mulher. Liberdade sexual não ajuda. Certamente é importante não ser apedrejada até a morte se formos ‘infiéis’ ou se descobrirem que não somos virgens. Mas liberdade sexual significa mais trabalho. No passado, esperavam que criássemos filhos. Agora esperam que façamos um trabalho assalariado, ainda limpemos a casa e tenhamos filhos e, no final de um dia de trabalho duplo, estaremos prontas para pular na cama e ser sexualmente atraentes”.
O capitalista vê as pessoas como coisas, vazias de sentimento, de humanidade. Ele, na posição de explorador, dá início a várias ofensivas ideológicas na tentativa de manter esse sistema de exploração e opressão em pé. E é por isso que a pornografia deve ser combatida dentro das fileiras comunistas.
Forjar a mulher e o homem novo
Para Che Guevara, ser comunista “Quer dizer: apresenta-se a todo jovem comunista a tarefa de ser essencialmente humano, ser tão humano que se aproxime ao melhor do humano, purificar o melhor do homem por meio do trabalho, do estudo, do exercício de solidariedade continuada com o povo e com todos os povos do mundo, desenvolver ao máximo a sensibilidade até se sentir angustiado quando um homem é assassinado em qualquer canto do mundo e para se sentir entusiasmado quando em algum canto do mundo se alça uma nova bandeira de liberdade”.
O consumo da pornografia afasta e insensibiliza o comunista de seus companheiros, especialmente de suas companheiras e atrapalha a formação da mulher e do homem novo numa moral proletária e revolucionária. Precisamos colocar a construção do comunismo em todas as esferas da nossa vida, como disse Krupskaya, “Devemos tentar ligar nossas vidas pessoais com a causa pela qual lutamos, com a causa da construção do comunismo”.
Para isto, temos que nos manter atentos e vigilantes as nossas ações, manter constante a luta política dentro de nós. A sexualidade, numa sociedade machista e patriarcal como a nossa, é uma ferramenta de opressão e nesse campo também devemos estar atentos. O camarada Lenin já falou que “Na vida sexual se manifesta não só aquilo que deriva da natureza, mas também o que nos dá a cultura, quer se trate de coisas elevadas ou inferiores”. Ele fala ainda que “O comunismo deve trazer não o ascetismo, mas a alegria de viver e o bem-estar físico, devidos também, à plenitude do amor. Penso que o excesso que se observa hoje, na vida sexual não produz nem a alegria de viver nem o bem-estar físico, mas, pelo contrário, os diminuem. Ora, em épocas revolucionárias isto, é mau, muito mau”.
Transformar uma sociedade não é uma tarefa fácil, mas a história nos mostra que não é impossível. Não temos nada a perder, mas a certeza da vitória só vem com dedicação. Construir uma nova vida para o nosso povo envolve observar no seio dessa nova sociedade os padrões de relacionamento que são típicos dos trabalhadores e os que são impostos pela burguesia para nos prejudicar. Os excessos na vida sexual, como o consumo de pornografia, se apresentam como uma das armas do capitalismo para embrutecer, neutralizar e adoecer a nossa juventude.
Ser contra a pornografia não é ser contra a liberdade sexual (que é assunto pra outro texto) ou de uma visão socialista “ultrapassada”, como bradam alguns revisionistas. Não se trata de conservadorismo, mas sim de agir com amor. É um sentimento de profundo respeito e amor ao próximo, ao povo e à humanidade que move um comunista e esse sentimento deve estar presente em todos os aspectos da nossa vida, inclusive o mais íntimo, o sexual. “Dominar-se, disciplinar os próprios atos não é escravidão, e é igualmente necessário no amor”.
Ana Carolina, militante da UJR
Fontes:
https://www.marxists.org/portugues/kollontai/1907/mes/fundamentos.htm
https://medium.com/feminismo-com-classe/sexualidade-como-trabalho-de-silvia-federici-c22d412252fe
https://medium.com/alexandra-kollontai/as-rela%C3%A7%C3%B5es-entre-os-sexos-e-a-luta-de-classes-eae03fddcfea
https://www.marxists.org/archive/krupskaya/works/ethics.htm
https://www.marxists.org/portugues/guevara/1962/10/jovem.htm
https://medium.com/anti-pornografia/o-pre%C3%A7o-da-pornografia-652bf7d0939b
https://www.marxists.org/portugues/zetkin/1920/mes/lenin.htm
https://medium.com/anti-pornografia/como-a-pornografia-cria-o-cliente-fe304a3610a8

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Xi e sua esposa reúnem-se com funcionário sênior da RPDC e assistem a performance de arte


2019-01-28 10:47:34丨portuguese.xinhuanet.com
CHINA-BEIJING-XI JINPING-DPRK-ART TROUPE (CN)

(Xinhua/Xie Huanchi)
Beijing, 28 jan (Xinhua) -- Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e presidente chinês, e sua esposa Peng Liyuan se reuniram neste domingo com Ri Su Yong, funcionário de alto escalão da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e assistiram a uma performance de artistas da RPDC.
Ri, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido de Trabalhadores da Coreia (PTC), vice-presidente do Comitê Central do PTC e diretor do departamento internacional do partido, está liderando uma trupe de arte para visitar a China.
Como uma importante atividade de intercâmbio cultural para implementar o consenso alcançado pelos dois lados e um evento significativo na celebração do 70º aniversário do estabelecimento do relacionamento diplomático China-RPDC, a visita será um grande sucesso para consolidar a amizade entre os dois povos, disse Xi.
Ri estendeu a Xi e sua esposa Peng Liyuan sinceras saudações e melhores votos de Kim Jong Un, presidente do PTC e presidente da Comissão dos Assuntos de Estado da RPDC, e sua esposa Ri Sol Ju.
Xi pediu que Ri transmita cordiais saudações e felicitações a Kim e sua esposa.
O presidente chinês lembrou que ele e Kim chegaram a um importante consenso sobre o desenvolvimento das relações China-RPDC em termos de partido e estado na nova era durante suas quatro reuniões desde 2018.
A China está pronta para trabalhar com a RPDC para implementar o importante consenso alcançado pelos dois lados, de modo a beneficiar melhor os dois povos e contribuir para a paz, a estabilidade, o desenvolvimento e a prosperidade do mundo, afirmou Xi.
Xi disse que o intercâmbio artístico e cultural é um componente importante, único e tradicional nos laços bilaterais. O líder chinês pediu esforços conjuntos na implementação do consenso sobre o fortalecimento de intercâmbios e cooperação em arte e cultura, a fim de consolidar a fundação de boa vontade do povo, transportar a amizade tradicional e promover o desenvolvimento das culturas socialistas respectivas.
Ri expressou sua gratidão a Xi e sua esposa por assistirem à performance.
A visita e a performance de arte representaram os sentimentos profundos de Kim em relação a Xi e a amizade profunda do povo da RPDC com os chineses, disse Ri.
O lado da RPDC implementará seriamente o importante consenso alcançado por Kim e Xi, intensificará a cooperação amistosa e contribuirá para escrever um novo capítulo na amizade RPDC-China, acrescentou ele.
A performance contou com músicas famosas e populares tanto da RPDC quanto da China.
A visita da trupe de arte da RPDC é a convite do Departamento Internacional do Comitê Central do PCC. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Dezenas de milhares se unem à Marcha das Mulheres em Nova York

 2019-01-21 15:23:00丨portuguese.xinhuanet.com

Nova York, 19 jan (Xinhua) -- Enfrentando o vento gelado, dezenas de milhares de pessoas na cidade de Nova York saíram às ruas para participar da Terceira Marcha das Mulheres, no sábado, como parte do evento anual nacional que clama pelos direitos das mulheres e igualdade social em vários aspectos.
Por volta das 11h00 da manhã, uma multidão se reuniu no noroeste de Manhattan antes de marchar para o centro da cidade pela 6ª Avenida. Ao som de tambores, os manifestantes seguravam milhares de cartazes feitos por eles mesmos e gritaram várias palavras de ordem para expressar sua resistência a uma lista crescente de injustiças relacionadas a gênero no país.
"Estou aqui para apoiar as mulheres de agora e as mulheres do futuro", disse Emily Walter, de 17 anos. "Eu sinto que temos muito a fazer, e eu quero fazer deste mundo um mundo melhor para mim e para meus filhos."
Jennifer Edison, uma local, disse que vem marchando por uma legislação de direitos das mulheres há mais de 30 anos. "A maneira pela qual conseguiremos mais poder é legislar os direitos das mulheres nos textos da Constituição", disse ela.
"As mulheres devem poder tomar decisões sobre seus próprios corpos, sem a permissão de ninguém", afirmou Edison quando questionado sobre a questão mais urgente que as mulheres enfrentam no país. "Para todos os gêneros, todas as raças, todas as religiões, nós possuímos nossos corpos."
David, que só deu seu primeiro nome, estava andando com dificuldade com uma muleta no meio da multidão. Ele veio de Londres como turista e decidiu se juntar como uma maneira de apoiar suas amigas que participaram de marchas semelhantes em sua terra natal. "Eu sinto que é importante. Precisamos ter igualdade no mundo, não importa para homens ou mulheres, deficientes ou incapacitados, pessoas de qualquer raça ou cor", disse ele.
Um comício separado também foi realizado na Foley Square, no centro de Manhattan, que atraiu cerca de 1.500 pessoas. A divisão foi causada por acusações anti-semitas contra alguns organizadores originais da marcha.
Em janeiro de 2017, a primeira Marcha das Mulheres aconteceu após a cerimônia de posse do presidente Donald Trump. Tem sido um evento amplamente repetido com mais de 300 "marchas irmãs" realizadas em todo o país e no mundo.

Presidente chinês pronuncia discurso convocando a nação para a grande causa

丨portuguese.xinhuanet.com
CHINA-BEIJING-XI JINPING-NEW YEAR SPEECH (CN)

 (Xinhua/Ju Peng)
Beijing, 1º jan (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, pronunciou na segunda-feira à noite um discurso de Ano Novo em que insistiu em "levar adiante a grande causa sem precedentes" no ano de 2019, quando se celebrará o 70º aniversário de fundação da República Popular da China.
O povo chinês, que é autoconfiante, trabalhador e empreendedor, criou um milagre chinês reconhecido pelo mundo, disse Xi, prometendo contar firmemente com o povo e levar para frente a grande causa passo a passo.
2018 DE REALIZAÇÕES
"Em 2018, tivemos um ano realizante e focado", afirmou Xi no discurso, resumindo o progresso alcançado em 2018, quando a economia chinesa se manteve "dentro de uma faixa razoável".
A campanha destinada a prevenir e controlar a poluição do ar, da água e do solo foi realizada tranquilamente, enquanto o bem-estar do povo e o nível de vida da população melhoraram, assegurou Xi.
Foram implementadas com passos firmes estratégias nacionais como o desenvolvimento coordenado da região Beijing-Tianjin-Hebei, o desenvolvimento do Cinturão Econômico do Rio Yangtze e a construção da Grande Área da Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau, indicou o presidente.
Xi também mencionou os êxitos que ele testemunhou durante suas viagens de inspeção: a ecologia melhorada ao longo do Rio Yangtze, a safra agrícola nas províncias do nordeste, a reforma e a vitalidade em Shenzhen e Shanghai e a abertura da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.
A China lançou a sonda lunar Chang'e-4, realizou ensaios marítimos de seu segundo porta-aviões, completou a primeira decolagem sobre água de seu próprio avião anfíbio de grande porte e avançou com passos sólidos na construção do serviço global do sistema de navegação por satélite BeiDou, disse Xi no discurso.
Cerca de 10 milhões de pessoas das zonas rurais do país foram tiradas da pobreza em 2018, disse o presidente, recordando suas visitas a aldeias nas províncias de Sichuan, Shandong, Liaoning e Guangdong.
Em 2018 a China comemorou 40º aniversário de sua reforma e abertura e realizou uma reforma sistemática, integral e de reestruturação tanto no Partido Comunista da China como nas instituições de Estado.
Xi disse que a China lançou mais de 100 medidas de reforma importantes em 2018. "As reformas da China nunca vão parar, e a porta dela se abrirá ainda mais", acrescentou.
Zhang Ruimin, presidente-executivo do grupo chinês Haier, disse que a companhia está decidida a fazer suas próprias contribuições para tornar a China uma potência manufatureira.
"Exatamente como o presidente Xi disse em seu discurso, todos 'estamos avançando a toda velocidade em direção à realização dos nossos sonhos'."
2019 PROMISSOR E DESAFIANTE
Em 2019 haverá tanto oportunidades como desafios para a China, e por isso temos que lutar e nos esforçar todos juntos, disse Xi.
Neste novo ano, disse Xi, as políticas para reduzir impostos e tarifas têm que ser bem implementadas, a fim de aliviar os encargos empresariais.
É preciso respeitar sinceramente os profissionais de todos os âmbitos e fazer esforços para motivar os funcionários de base responsáveis e competentes, disse Xi.
A meta de tirar da pobreza 10 milhões de moradores das zonas rurais terá que ser cumprida como planejado, disse ele, acrescentando que os veteranos devem receber atenção e cuidado apropriados.
Xi também expressou sua gratidão aos milhões de pessoas que trabalham diligentemente, tais como entregadores, pessoas que fazem limpeza e taxistas.
"O discurso de Ano Novo do presidente Xi é muito tocante e inspirador", opinou Soinam Yangjen, uma funcionária de 35 anos de uma aldeia na Região Autônoma do Tibet, sudoeste da China.
Com mais de 16 anos de experiência no trabalho de alívio da pobreza, a funcionária disse que, através do discurso, ela e os aldeãos podem ver um futuro mais brilhante, "um futuro que é criado por todos nós juntos".
MUNDO MELHOR
Ao longo de 2018, a China foi sede de uma série de eventos diplomáticos, entre eles a reunião anual do Fórum Boao para a Ásia, a cúpula de Qingdao da Organização de Cooperação de Shanghai e a cúpula de Beijing do Fórum de Cooperação China-África.
A China apresentou suas propostas e fez sua voz ser ouvida, além de ampliar seu círculo de amigos, acrescentou Xi.
Em um mundo onde estão acontecendo mudanças sem precedentes nos últimos 100 anos, a China se manterá confiante e determinada em salvaguardar sua soberania e segurança e manterá sua sinceridade e boa vontade para defender a paz mundial e promover a prosperidade comum, disse Xi.
A China impulsionará ativamente a construção conjunta do Cinturão e Rota, continuará promovendo a construção de uma comunidade de futuro compartilhado da humanidade e trabalhará para construir um mundo mais próspero e bonito, disse Xi.
"Penso que a China está demonstrando uma maior capacidade para desempenhar papéis de liderança global em uma crescente gama de áreas", disse Lucio Blanco Pitlo, catedrático do Programa de Estudos Chineses da Universidade Ateneu de Manila, nas Filipinas. "Acredito que esta tendência continuará no novo ano", afirmou.
A experiência da China nos últimos 70 anos também demonstra que cada país, especialmente os em desenvolvimento, pode traçar seu próprio caminho de desenvolvimento com base em suas condições únicas, comentou Pitlo. 

domingo, 20 de janeiro de 2019

Presidente chinês pede novos e maiores progressos no desenvolvimento coordenado da região Beijing-Tianjin-Hebei

2019-01-19 16:41:30丨portuguese.xinhuanet.com
CHINA-BEIJING-TIANJIN-HEBEI REGION-XI JINPING-INSPECTION (CN)

(Xinhua/Xie Huanchi)
Beijing, 19 jan (Xinhua) -- O presidente chinês Xi Jinping pediu mais esforços para atingir novos e maiores progressos no desenvolvimento coordenado da região Beijing-Tianjin-Hebei.
Xi, também secretário geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e presidente da Comissão Militar Central, fez essas declarações durante uma viagem de inspeção à região, entre quarta e sexta-feira.
Durante a inspeção, Xi presidiu um simpósio sobre o desenvolvimento coordenado da região e pronunciou um importante discurso.
O vice-premiê Han Zheng, também membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do PCC, acompanhou Xi em sua visita à Nova Área de Xiongan na Província de Hebei e Beijing, e também assistiu ao simpósio.
Na manhã de quarta-feira, Xi visitou o centro de exposições para o planejamento da Nova Área de Xiongan e destacou que a criação de Xiongan é "uma estratégia que terá importância duradoura para o próximo milênio".
A China deve permanecer comprometida com seu novo conceito de desenvolvimento e aderir ao crescimento de alta qualidade durante a construção da nova área, disse Xi.
Ao visitar um centro de serviço governamental, Xi sublinhou que o desenvolvimento da Nova Área de Xiongan requer esforços combinados de um grande número de empresas.
"Damos as boas-vindas a todas as companhias, sejam companhias de propriedade estatal ou empresas privadas, empresas locais ou de Beijing, empresas chinesas ou companhias com capital estrangeiro, desde que estejam de acordo com o plano de desenvolvimento industrial da nova área", declarou o presidente chinês.
Um bom ambiente ecológico representa um importante valor para a Nova Área de Xiongan, afirmou Xi ao visitar uma zona de reflorestamento na região na quarta-feira pela tarde.
Na manhã de quinta-feira, no campus da Universidade de Nankai em Tianjin, Xi disse que é a prioridade cultivar o patriotismo entre os estudantes para que se tornem uma nova geração de jovens capacitados e bem preparados para unir-se à causa socialista.
Em uma praça do campus, os estudantes entusiastas deram boas-vindas a Xi, gritando frases como "Bem-vindo, Secretário-Geral" e cantando canções patrióticas. Xi cumprimentou alguns estudantes e saudou os muitos outros na multidão.
Em um conjunto habitacional no distrito de Heping em Tianjin, Xi assinalou que o trabalho comunitário deve ser focado no povo com uma compreensão precisa das necessidades do povo e uma oferta específica e detalhada de serviços que seja oportuna aos residentes.
Ainda no conjunto habitacional, Xi visitou um posto de serviço e administração para veteranos militares e sublinhou que o estabelecimento de instituições para assuntos veteranos visam melhorar a gestão dos veteranos e proteger mais o bem-estar deles, a fim de tornar o serviço militar uma posição publicamente respeitada.
Ao referir-se sobre o grande número de construções e ruas com singular relevância histórica e cultural em Tianjin, Xi pediu um maior cuidado e uma melhor coordenação do desenvolvimento e proteção do patrimônio histórico e cultural nas cidades chinesas. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Patentes chinesas crescem nos EUA devido à inovação e estratégia de longo prazo

2019-01-16 15:53:47丨portuguese.xinhuanet.com

Washington, 15 jan (Xinhua) -- O número total de patentes dos EUA concedidas para as empresas da China continental aumentou em 2018, enquanto diminuiu em todos os outros países, uma indicação do fortalecimento da capacidade inovadora e o esforço por parte das empresas chinesas para expandir a presença de longo prazo no mercado dos EUA, disse um especialista à Xinhua.
As concessões de utilidade dos EUA diminuíram em 2018, afetando todas as regiões do mundo, exceto a China continental, de acordo com o relatório anual divulgado recentemente pelo IFI Claims, um serviço de patentes baseado em New Haven.
Larry Cady, analista sênior da IFI Claims, disse à Xinhua em uma entrevista exclusiva que as empresas chinesas estão fazendo muitas pesquisas e desenvimento e estão depositando patentes sobre essas invenções na China e nos Estados Unidos.
Cady disse que tal crescimento contra a tendência é porque essas empresas consideram os Estados Unidos um grande mercado para seus produtos, especialmente os de alta tecnologia em computadores e telecomunicações.
Seus incentivos para aplicar patentes nos Estados Unidos são medidas "defensivas" para evitar serem processados por cópias, segundo Cady. Ocorre que algumas empresas chinesas entraram em problemas com patentes nos Estados Unidos, já que não estão familiarizadas com o sistema de patentes americano.
Os rankings para os detentores de patentes dos EUA mostraram que a Huawei Technologies da China ficou em 16º lugar, registrando 1.680 patentes, o que representa um crescimento de 14% no ano. A Huawei é seguida pelo BOE Technology Group, um fabricante chinês de displays, registrando 1.634 patentes.
Cady disse que os pedidos de patentes eram estratégias de negócios de longo prazo, então eles não são afetados pelas tensões comerciais de curto prazo entre a China e os Estados Unidos.
A China fez grandes avanços em sua inovação e a tendência deve continuar, disse Cady.

China pode brindar à Finlândia amplas oportunidades de negócios, diz premiê chinês

2019-01-16 10:01:29丨portuguese.xinhuanet.com
CHINA-BEIJING-LI KEQIANG-FINLAND-PRESIDENT-MEETING (CN)

(Xinhua/Liu Weibing)
Beijing, 16 jan (Xinhua) -- A China pode brindar amplas oportunidades de negócios para a comercialização da inovação técnica da Finlândia pois conta com um vasto mercado, disse nesta terça-feira em Beijing o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao presidente finlandês, Sauli Niinisto. Li garantiu que a China protegerá vigorosamente os direitos de propriedade intelectual.
"A China e a Finlândia se complementam na cooperação em áreas como tecnologia econômica e compartilham perspectivas amplas", apontou Li durante uma reunião com Niinisto, que está realizando uma visita à China, no Grande Palácio do Povo em Beijing.
"Não pouparemos esforços para proteger os direitos de propriedade intelectual, pois isso não só satisfaz as próprias necessidades da China de transformar seu modelo de desenvolvimento, mas também ajuda o país a aprender tecnologia e conceitos avançados", assinalou.
A China está disposta a cooperar mais com a Finlândia em carga, serviço e tecnologia, a abordar de maneira conjunta as mudanças climáticas e a trabalhar no desenvolvimento ecológico e na tecnologia limpa, indicou Li.
O primeiro-ministro mencionou que a China apoia com firmeza o processo de integração europeia e que sempre considerou a União Europeia (UE) como uma força importante para manter a estabilidade mundial e promover o livre comércio.
O país espera uma nova rodada da reunião de líderes China-UE para elevar a cooperação bilateral para um nível superior.
Li também expressou a esperança de que a Finlândia possa contribuir às relações China-UE e à unidade e prosperidade da UE, pois o país nórdico assumirá a presidência rotativa da UE na segunda metade deste ano.
Por sua parte, Niinisto disse que presenciou o progresso da China cada vez que visitou o país, o que gerou oportunidades para a Finlândia e outros países.
Ao destacar que a China está tornando-se em uma força para a estabilidade no mundo de hoje, assinalou que a Finlândia atribui grande importância às relações com o país asiático e ao seu vasto mercado.
A Finlândia gostaria de fortalecer a cooperação entre as empresas de ambos os países, especialmente entre as pequenas e médias, assim como nas áreas de mudança climática, inovação tecnológica e energia limpa. Ele acrescentou que a Finlândia trabalhará com a China para defender de maneira conjunta o sistema de comércio multilateral.
Também na terça-feira, o chefe do Legislativo chinês Li Zhanshu reuniu-se com Niinisto.
Li, presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN) da China, disse que desde o estabelecimento das relações diplomáticas, a China e a Finlândia adotaram o respeito mútuo, trato igual e cooperação de benefício mútuo, e tornaram-se um modelo de coexistência pacífica e intercâmbios amistosos entre países de diferentes culturas, tamanhos e níveis de desenvolvimento.
Li disse que a China está disposta a implementar o consenso alcançado pelos dois chefes de Estado e promover os intercâmbios bilaterais e a cooperação a um novo nível.
A APN está disposta a intensificar os intercâmbios com o Parlamento da Finlândia em diversos níveis para promover a cooperação em economia e comércio, inovação, proteção ambiental e esportes de inverno, indicou.
Niinisto assinalou que espera promover o novo tipo de parceria de cooperação orientada ao futuro entre a Finlândia e a China para produzir resultados mais práticos mediante a visita.
A Finlândia está disposta a ajudar a China para o sucesso dos Jogos Olímpicos de Inverno 2022, assinalou.

2019-01-16 10:01:29丨portuguese.xinhuanet.com

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Xi ordena que forças armadas aumentem prontidão de combate


2019-01-05 16:25:52丨portuguese.xinhuanet.com



Beijing, 5 jan (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou na sexta-feira que as forças armadas chinesas aumentem a prontidão de combate de um novo ponto de partida e abram novo caminho para desenvolver um forte exército.
Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e presidente da Comissão Militar Central (CMC), fez a instrução em uma reunião da CMC realizada em Beijing.
Ao elogiar as realizações militares marcantes, pioneiras e históricas desde o 18º Congresso Nacional do PCC, Xi disse que as forças armadas defendem resolutamente a soberania, segurança e interesses de desenvolvimento nacionais e passam pela prova das situações complexas e lutas severas.
"O mundo está enfrentando um período de grandes mudanças jamais vistas em um século, e a China está ainda em um importante período de oportunidade estratégica para o desenvolvimento", avaliou, advertindo que vários riscos e desafios estão em ascensão.
As forças armadas como um todo devem ter um entendimento correto sobre as tendências de segurança e desenvolvimento da China, promover a consciência delas de perigo, crise e guerra e fazer esforços sólidos em preparações de combate a fim de realizar as tarefas atribuídas pelo Partido e povo, disse.
Considerando a capacidade de combate como o critério único e fundamental, Xi ordenou que todo o trabalho, forças e recursos se concentrem em preparação militar e que seja garantido um progresso notável a este respeito.
Xi enfatizou a habilidade das forças armadas de responder rápida e eficazmente a contingências, pedindo a elas que melhorem a capacidade de comando de operações conjuntas, fomentem novas forças de combate e melhorem o treinamento militar sob condições de combate.
Os departamentos e agências do Partido e do governo nos níveis central e locais devem apoiar o desenvolvimento militar e de defesa.
Xu Qiliang, um vice-presidente da CMC, presidiu a reunião. Zhang Youxia, também vice-presidente da CMC, anunciou a decisão de dar prêmios a 10 unidades-modelo e 20 indivíduos-modelo. Eles receberam os prêmios dos líderes, incluindo Xi.
Xi também assinou uma ordem de mobilização para o treinamento das forças armadas, a primeira da CMC em 2019.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Sonda chinesa aterrissou no lado escuro da Lua

Beijing, 3 jan (Xinhua) -- A sonda chinesa Chang'e-4 aterrissou no lado escuro da Lua nesta quinta-feira, se tornando a primeira nave espacial a fazer pouso suave no lado inexplorado do satélite, jamais visível a partir da Terra.
A sonda, integrada por um pousador e um veículo explorador, aterrissou na área pré-selecionada no lado escuro da Lua às 10h26, hora de Beijing, anunciou a Administração Nacional Aeroespacial da China.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Xi Jinping: O homem que lidera a reforma da China para uma nova época


2018-12-19 17:03:03丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 19 dez (Xinhua) -- O vice-editor Wang Jun é o principal autor do livro "Um Estudo do Pensamento de Xi Jinping sobre a Reforma e Abertura".
Papéis e documentos fazem pilhas em seu escritório. São o que sua equipe coletou para a pesquisa que resultou no livro.
"Xi Jinping é um homem dedicado de todo coração à reforma e abertura", disse Wang, presidente da Academia de Ciências Sociais de Guangdong.
DETERMINADO A REFORMAR
Quando a China começou a reforma e abertura em 1978, Xi estava estudando engenharia química na Universidade Tsinghua. Seu pai, Xi Zhongxun, era naquela época o chefe do Partido na Província de Guangdong.
O pai tinha altas esperanças para a reforma. Ele buscou a permissão de Deng Xiaoping para "tomar o primeiro passo" para criar uma zona econômica especial que abriria novo terreno para a reforma.
A coragem e o sentimento de missão do pai deixaram uma impressão profunda no filho.
No início da década 1980, quando Xi Zhongxun foi promovido para Beijing, Xi Jinping foi enviado para trabalhar no distrito de Zhengding, Província de Hebei. Ele iniciou seus experimentos de reforma lá, começando com o teste de contrato de terra rural, sendo o primeiro em Hebei a adotar esta prática já testada nas províncias do sul do país.
A reputação de Xi como um reformador era reforçada à medida que ele avançava em sua carreira política. Em Ningde, Xiamen e Fuzhou, da Província de Fujian, na Província de Zhejiang e Município de Shanghai, ele iniciou estratégias de reforma inovadoras para lidar com diferentes tipos de desafios.
"Em um sentido real, Xi vem de uma família de reformadores. Mais importante, Xi é profundamente comprometido à reforma", disse Robert Kuhn, um importante especialista dos EUA sobre a China e presidente da Fundação Kuhn.
"A reforma de Xi é derivada de sua experiência", disse Shi Zhihong, ex-vice-diretor do Departamento de Pesquisa de Políticas do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC). "Ele sabia que os caminhos antigos rígidos não levariam a nenhum lugar e que a reforma era um dever."
"QUINTA MODERNIZAÇÃO"
Em 15 de novembro de 2012, Xi se reuniu com a imprensa logo depois de ser eleito o secretário-geral do Comitê Central do PCC. Ele falou da necessidade de seguir a reforma e abertura para continuar a liberar as forças produtivas sociais, resolver as dificuldades das pessoas em vida e trabalho e ficar comprometido com o caminho de prosperidade comum.
Xi foi a Guangdong em sua primeira viagem de inspeção no país depois de assumir o mais importante posto do Partido. Não foi por coincidência que em 1992 Deng visitou Guangdong em sua bem conhecida "viagem ao sul". As palavras de Deng durante a viagem foram instrumentais para avançar na reforma e abertura.
Em sua visita em 2012, Xi prestou homenagem à estátua de bronze de Deng. "A reforma e abertura é uma medida de que depende o sucesso ou fracasso e que decide o destino da China", disse Xi. "Não há nenhuma pausa ou recuo."
Xi insistiu que a reforma deve ser adequada às próprias necessidades da China por mudança e que a China não reformaria para fazer outros felizes. "Apenas os que usam sabem se os sapatos são adequados ou não", comentou.
A meta geral do aprofundamento da reforma é melhorar e desenvolver o sistema do socialismo com características chinesas e modernizar o sistema e a capacidade da China para a governança.
Esse objetivo principal é descrito pelos observadores como o esforço da "Quinta Modernização" da China.
Zheng Yongnian, diretor do Instituto do Leste Asiático na Universidade Nacional de Cingapura, disse que Xi respondeu às questões relacionadas ao que deve se mudar, como deve se mudar na nova rodada da reforma e quem fará a implementação.
LIDERAR POR AÇÃO
Xi foi chefe de um grupo dirigente para aprofundar a reforma abrangente. Quando foi transformado num comitê, ele permaneceu como o chefe.
Xi passou por cada versão dos principais documentos da reforma, acrescentando suas perspicácias pessoais e buscando por importantes progressos.
Xi liderou a reforma em múltiplas frentes para alcançar avanços: as disparidades entre as populações urbanas e rurais foram reduzidas, a política de dois filhos foi iniciada e impulsionada para render resultados, o gasto excessivo nas contas do governo foi controlado, e os interesses estabelecidos, quebrados.
O progresso da reforma abrange um escopo expansivo de áreas.
Em economia, ele fez o julgamento de nova normalidade, iniciou a reforma estrutural no lado da oferta e traçou uma linha clara entre o governo e o mercado.
Em ciência, ele estabeleceu a meta de se transformar a China em um dos centros de ciência e uma alta terra de inovação do mundo.
Ele liderou a luta anticorrupção para formar uma maré esmagadora e teve uma vitória arrebatadora.
Ele lançou uma importante reforma institucional para reorganizar os órgãos do Partido e do Estado, incluindo o estabelecimento da Comissão Nacional de Supervisão e da Comissão para a Governança Baseada na Lei do Comitê Central do PCC.
O progresso da reforma é informado em outras frentes: as pessoas têm uma confiança cultural mais forte e um sentimento de realização; os sistemas da proteção ambiental melhoraram; e as forças armadas foram reformadas.
Nos cinco anos desde o fim de 2012, mais de 1,5 mil medidas da reforma foram emitidas. A reforma acelerou o ritmo depois do 19º Congresso Nacional do PCC no fim de 2017.
CONECTAR O MUNDO
A reforma da China beneficiou o mundo. A China contribuiu para o crescimento mundial com uma média anual de 18,4% nos últimos 40 anos, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas.
Em 2017, a China respondeu por 27,8% do crescimento econômico mundial, mais que o total dos EUA e Japão.
Enfrentando protecionismo crescente e uma economia mundial estagnada, Xi propôs fomentar um novo tipo de relações internacionais com características de cooperação de ganhos recíprocos e seguir o princípio de alcançar crescimento compartilhado por discussão e colaboração em engajamento na governança mundial.
Uma importante característica da reforma de Xi é a integração da promoção da reforma doméstica com a participação na reforma da governança global, disse Shi.
A proposição de Xi de construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade reflete a busca de valores comuns, acrescentou Shi.
A degradação ecológica é um importante desafio mundial. Xi participou da Conferência de Mudança Climática da ONU em Paris em novembro de 2015. A China foi um dos primeiros países a assinar o Acordo de Paris sobre a mudança climática. Xi entregou pessoalmente os instrumentos da China de juntar-se ao Acordo de Paris para o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em setembro de 2016.
Xi trouxe a abertura da China para um novo patamar. Ele projetou e impulsionou a abertura da primeira exposição de nível nacional com tema de importação do mundo.
"A abertura traz progresso enquanto o isolamento leva ao atraso", disse Xi.
A CAMINHO
"Xi transformou a China a um ritmo surpreendente", comentou Geoff Raby, em sua coluna na Australian Financial Review. "Com mais de US$ 8 mil per capita, a China está atualmente na parte superior da faixa de economia de renda média do Banco Mundial, e cerca de 40% disso foi acrescentado durante o mandato de Xi."
A reforma de Xi colocou uma base firme para o rejuvenescimento da nação chinesa. Será a primeira vez na história humana que um país de mais de 1 bilhão de pessoas marcha na modernização como um todo.
A reforma da China inspirou o mundo: os países em desenvolvimento podem embarcar num novo caminho à modernização que é diferente do Ocidente. Quebrou as mentalidades de "fim da história" e "centrada no Ocidente".
A reforma está ainda em andamento. Xi tem muitos desafios adiante. Com grande coragem, ele está pronto para liderar o Partido e o país para avançar com a reforma.
"Muitos progressos foram obtidos nos últimos anos", disse Xi. "Mas muito ainda pode ser alcançado à medida que embarcamos na nova jornada."
2018-12-19 17:03:03丨portuguese.xinhuanet.com

sábado, 29 de dezembro de 2018

China realiza importante reunião econômica para planejar 2019

2018-12-22 01:43:03丨portuguese.xinhuanet.com
CHINA-BEIJING-XI JINPING-ECONOMY-MEETING (CN)

 (Xinhua/Li Xueren)
Beijing, 21 dez (Xinhua) -- A Conferência Central de Trabalho Econômico, realizada anualmente, ocorreu em Beijing entre quarta e sexta-feiras, com os líderes chineses traçando o rumo para a economia em 2019, um ano chave para que o país atinja sua meta de construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos até 2020.
Em um discurso pronunciado na conferência, Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), presidente chinês, e presidente da Comissão Militar Central, revisou o trabalho econômico do país em 2018, analisou a atual situação econômica e fez a disposição para o trabalho econômico em 2019.
A China respondeu com eficácia às mudanças profundas no ambiente externo este ano, enfrentou desafios com um trabalho sólido, alcançou os objetivos da macro regulação relativamente bem e teve um bom começo nas três batalhas duras contra os principais riscos, pobreza e poluição, segundo um comunicado emitido após a reunião.
Ao mesmo tempo, o país aprofundou a reforma estrutural no lado da oferta, impulsionou a reforma e abertura com maiores esforços, lidou adequadamente com as fricções econômicas e comerciais sino-americanas, melhorou o bem-estar do povo e manteve um desenvolvimento econômico sustentável e saudável, bem como a estabilidade social no geral.
O país "deu novos passos para concluir a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos", disse o comunicado.
"As conquistas que fizemos não vieram facilmente", afirmou.
No último ano, a liderança compreendeu mais profundamente sobre o trabalho econômico sob as novas circunstâncias, segundo o documento.
Ele disse que o país deve defender a liderança centralizada e unificada do Comitê Central do PCC; avaliar as circunstâncias atuais a partir de uma perspectiva de longo prazo e ter uma visão clara sobre as perspectivas de desenvolvimento promissoras de longo prazo do país; fazer uma macro regulação precisa, ajustar ativamente as políticas e melhorar a coordenação das políticas; responder oportunamente às preocupações da sociedade e orientar as expectativas do mercado de maneira direcionada; e desempenhar plenamente a iniciativa de todas as partes para formar sinergia.
"Embora reconheçamos plenamente as conquistas, devemos ter em mente os novos e preocupantes desenvolvimentos em meio a uma operação econômica geralmente estável. O ambiente externo é complicado e severo, e a economia enfrenta uma pressão para baixo", segundo o comunicado.
No entanto, o documento descreveu os problemas como parte do desenvolvimento, observando que a China ainda está e estará por um longo tempo em um período importante de oportunidades estratégicas para o desenvolvimento.
O mundo está enfrentando mudanças sem precedentes em um século, trazendo tanto desafios como oportunidades, disse o comunicado.
Para transformar a pressão em ímpeto para o desenvolvimento de alta qualidade, a China deve acelerar a otimização e a atualização de sua estrutura econômica, fortalecer a capacidade de inovação tecnológica, aprofundar a reforma e abertura, impulsionar o desenvolvimento sustentável, e participar da reforma do sistema de governança econômica global.
Garantir o trabalho econômico saudável é especialmente importante para 2019, que marca o 70º aniversário da fundação da República Popular da China e é chave para a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos, disse o comunicado.
A China fortalecerá os ajustes anticíclicos em sua macropolítica, continuará implementando a política fiscal proativa e a política monetária prudente, fará ajustes preventivos e finos nas políticas em tempos adequados, e garantirá a demanda agregada estável, segundo o comunicado.
Medidas mais corajosas e efetivas devem ser tomadas para implementar a política fiscal proativa, com uma maior escala de cortes de impostos e tarifas e um aumento relativamente substancial na emissão de bônus dos governos locais com propósitos especiais, disse o documento.
A China manterá a política monetária prudente "não muito estrita nem muito relaxada" enquanto mantém a liquidez no mercado em um nível razoavelmente amplo, segundo o comunicado.
Os mecanismos de transmissão da política monetária serão aperfeiçoados enquanto a proporção de financiamento direto será aumentada para tornar o financiamento mais acessível e disponível para o setor privado e as pequenas empresas.
Reformas em diversas áreas como empresas estatais, taxação e financiamento, terra, acesso ao mercado assim como gestão social serão impulsionadas adiante, enquanto o ambiente institucional será melhorado para incentivar a concorrência justa e facilitar o desenvolvimento acelerado de pequenas e médias empresas.
Políticas sociais devem ser criadas para ajudar os mais necessitados, enquanto alta prioridade será dada ao emprego, de acordo com o comunicado.
A China deve aderir à reforma estrutural no lado da oferta para lidar com os principais problemas econômicos e mais frequentemente recorrer aos métodos orientados pelo mercado e baseados na lei, segundo o comunicado.
Os ajustes estruturais prévios devem ser reforçados, com esforços contínuos para reduzir as indústrias de excesso, aliviar todos os tipos de encargos empresariais e direcionar mais energia às áreas fracas como a de infraestrutura.
As micro-entidades de mercado serão mais motivadas e energizadas, com o estabelecimento de regras de mercado justas, abertas e transparentes e um ambiente empresarial baseado na lei.
A China trabalhará para promover a inovação tecnológica e fomentar novos aglomerados industriais, estabelecer um sistema de mercado unificado e aberto com competição ordenada, e estimular o setor financeiro a servir melhor a economia real.
A conferência indicou que o país conquistou "uma vitória inicial nas suas três duras batalhas" contra os riscos, a pobreza e a poluição este ano, e mais esforços dirigidos serão realizados em 2019.
A China irá aderir à desalavancagem estrutural, prevenir a volatilidade financeira anormal e tratar adequadamente dos riscos de dívida dos governos locais. E as áreas com pobreza extrema e grupos especiais receberão mais apoio do governo.
Enquanto mais esforços e insumos devem ser feitos no controle da poluição, os departamentos governamentais precisam levar em consideração todos os fatores e ajudar as empresas a encontrar soluções.
Os elaboradores de políticas planejaram as principais tarefas econômicas para o próximo ano na reunião.
O desenvolvimento da manufatura de alta qualidade será destacado na agenda de trabalho, segundo o comunicado, sublinhando os esforços inabaláveis para tornar o país um manufator de qualidade e a integração da manufatura avançada e do setor de serviços moderno.
Ao tratar rapidamente das empresas zumbi, a China fomentará novas tecnologias, novas formas organizacionais e novos aglomerados industriais.
A capacidade de inovação tecnológica manufatureira será reforçada com o estabelecimento de uma plataforma aberta, coordenada e efetiva para a pesquisa e o desenvolvimento da tecnologia genérica.
As pequenas e médias empresas receberão maiores apoios na inovação, e a proteção e utilização dos direitos de propriedade intelectual serão fortalecidas.
Com um dos maiores mercados do mundo, a China deve continuar emitindo seu potencial para expandir o seu mercado doméstico, segundo o comunicado.
Ao acelerar o desenvolvimento da indústria de serviços, incluindo educação, assistência à infância, cuidado aos idosos, saúde pública, cultura e turismo, a China necessita melhorar seu ambiente de consumo e aumentar o poder de compra.
Com seu enorme potencial na demanda por investimento, o país deve reforçar o importante papel do investimento, facilitar a atualização de tecnologias e equipamentos de manufatura, acelerar o uso comercial das redes 5G, e criar uma infraestrutura para a inteligência artificial, a internet industrial e a internet das coisas.
O país também deve encorajar o investimento no transporte interurbano, logísticas e infraestrutura municipal, fortalecer a construção da infraestrutura rural e instalações de serviços públicos, e melhorar a disposição a desastres naturais.
Quanto à revitalização rural, a China deve dar prioridade ao desenvolvimento da agricultura e economia rural, melhorar a estrutura agrícola e aumentar a oferta de produtos agrícolas de alta qualidade e verdes, segundo o comunicado.
A China precisa dar mais importância às novas entidades de negócios como fazendas familiares e cooperativas de agricultores para aliviar as dificuldades na agricultura familiar.
O país também deve promover a reciclagem do lixo, conduzir a revolução dos banheiros e continuar aprofundando a reforma do sistema de terra rural.
A reunião pediu uma reforma acelerada das empresas estatais, destacando esforços para fortalecer o capital de propriedade estatal, reestruturar as empresas com investimento do capital de propriedade estatal, e avançar a reforma de propriedade mista.
A reforma da estrutura acionária da China Railway Corporation deve ser acelerada, segundo o comunicado.
A reunião também pediu apoio às empresas privadas através da criação de um ambiente legal e proteção da segurança de vida e propriedade dos empresários privados.
A reforma financeira deve ser aprofundada com a reestruturação do sistema financeiro como o foco. A infraestrutura financeira necessita ser melhorada, e as capacidades de supervisão e serviços, fortalecidas.
Os mercados de capitais devem ser desenvolvidos com regras mais padronizadas, transparência, abertura, vitalidade e resiliência.
A reunião pediu a aceleração do lançamento do quadro de inovação científica e tecnológica na Bolsa de Valores de Shanghai e a experimentação de sistema de registro.
Esforços também devem ser feitos para avançar a abertura integral. O acesso ao mercado deve ser facilitado. O tratamento nacional de pré-estabelecimento e o sistema de gestão de lista negativa devem ser implementados para proteger os interesses das empresas estrangeiras na China, especialmente os direitos de propriedade intelectual.
A reunião pediu maiores esforços para aumentar as importações e exportações, fomentar um mercado de exportação mais diversificado, e cortar os custos institucionais dos procedimentos de importação.
"É necessário construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, e também é necessário para a China participar proativamente da reforma da Organização Mundial do Comércio, e promover a liberalização e facilitação do comércio e investimento", disse.
"É necessário implementar o consenso atingido pelos chefes de Estado da China e dos Estados Unidos na Argentina para avançar as negociações econômicas e comerciais bilaterais."
A reunião pediu esforços para melhorar o bem-estar do povo.
A estabilização do emprego deve ser colocada em posição de destaque e mais canais devem ser abertos para ajudar os universitários graduados, trabalhadores rurais migrantes e veteranos rurais a encontrar empregos.
Mais investimento deve ser destinado à educação pré-escolar, à educação de primeira infância nas áreas rurais pobres, e à educação profissionalizante.
Mais esforços também devem ser feitos para garantir a segurança alimentar e de medicamentos, a segurança no trabalho e no trânsito.
A reunião pediu um mecanismo de longo prazo para manter o desenvolvimento saudável do mercado imobiliário e a adesão ao princípio de que "as casas são para morar, não para especular".

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

1 a cada 5 jovens dos EUA consideram Josef Stálin e Kim Jong-Un ‘Heróis’



Atualizado: há 15 horas


Um em cada cinco jovens (especificamente millennials) coloca Josef Stálin e Kim Jong-Un na categoria de “heróis”, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quinta-feira.

A pesquisa demonstrou um aumento na aceitação do socialismo e do comunismo entre os millennials americanos e foi publicada pelo grupo anticomunista conhecido como "Fundo Memorial às Vítimas do Comunismo".
Metade dos millennials e um terço dos americanos prefeririam residir em uma nação socialista ou comunista em vez de uma democracia capitalista, também, de acordo com a mesma pesquisa.
“Um em cada cinco (23%) dos americanos entre 21 e 29 anos considera o líder soviético Josef Stalin um 'herói'; 26% para Vladimir Lênin; 23% para Kim Jong-Un”, observa o estudo.
Além disso, mais de um quinto da geração do milênio pesquisada teve uma opinião positiva de Karl Marx.
"Os millennials estão cada vez mais se afastando do capitalismo e em direção ao socialismo e até mesmo ao comunismo como uma alternativa viável", disse Marion Smith, diretora executiva da Victims of Communism, no comunicado de imprensa obtido pela The Daily Caller News Foundation.
“Essa virada preocupante destaca o analfabetismo histórico disseminado na sociedade americana em relação ao socialismo e ao fracasso sistêmico de nosso sistema educacional de ensinar os estudantes sobre o genocídio, a destruição e a miséria causada pelo comunismo desde a Revolução Bolchevique há cem anos", disseram.
Enquanto 56% dos "baby boomers" aprovaram o capitalismo em comparação com 26% que favoreceram o socialismo, 39% dos millennials entrevistados tiveram uma impressão positiva do socialismo.
Mas enquanto 53% dos millennials entrevistados acreditam que a economia dos EUA os prejudicou, dois terços dos membros da geração Z de 16 a 20 anos acreditam que o sistema econômico do país os beneficia.
Em primeira mão no português pelo Jornal A Pátria, com informações The Daily Caller

sábado, 24 de novembro de 2018

O Partido Comunista do Brasil em 1968


Augusto C. Buonicore Publicado em 23.11.2018
O ano de 1968 foi marcado pela primeira grande crise do regime militar. Acontecimentos como esse impactam fortemente os partidos políticos, especialmente os que procuram representar os interesses nacionais e populares. Este artigo tratará da atuação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) naquela rica conjuntura. A história desta organização continua sendo um dos buracos da historiografia da esquerda brasileira, apesar dos avanços ocorridos nestes últimos anos.



Leiam também o artigo PCdoB e o Movimento Estudantil em 1968.
O PC do Brasil, reorganizado em 1962, se caracterizou, num primeiro momento, pela tentativa de reafirmação da estratégia revolucionária como meio para se conquistar um novo regime político, democrático e popular. Esta foi a maneira encontrada para demarcar campo com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o maior partido da esquerda marxista do país à época.

Neste esforço de diferenciação, o PCdoB acabou, muitas vezes, caindo em posições táticas esquerdistas e sectárias diante das demais forças políticas e sociais nacional-populares. Foi apenas às vésperas do golpe militar de 1964 que esse rumo foi corrigido. Mas era tarde demais para que a autocrítica pudesse ser traduzida em políticas concretas. A contrarrevolução já estava nas ruas.
Apesar dos erros cometidos, a intentona de 1964 fez crescer o respeito pelo Partido Comunista do Brasil. Afinal, ele havia passado grande parte do seu tempo criticando aqueles que apregoavam “a revolução através das reformas” e defendiam o caráter democrático do capitalismo e das forças armadas. O golpe militar, no essencial, refutou todas essas teses.
O PC Brasileiro passou a viver uma grave crise interna. Importantes dirigentes e comitês partidários criticavam abertamente sua política, tachando-a de reformista. Estas mesmas acusações vinham sendo feitas pelos reorganizadores do PCdoB desde 1958. Por isso, foram os primeiros a se beneficiar dos contratempos vividos pelo partido comandado por Prestes.
Guilhardini
Entre 1964 e 1965 o Comitê dos Marítimos do PCB, dirigido por José Maria Cavalcante e Luís Guilhardini, integrou-se ao PCdoB. Um ato que se revestiu de grande valor simbólico, pois se tratava de uma base operária muito importante e com grande tradição de luta. Seus membros desempenhariam um papel inestimável no processo de expansão do Partido para vários estados brasileiros, especialmente no Nordeste. Nesta mesma época, dezenas de militantes trocaram o PCB pelo PCdoB. Esse fenômeno ocorreu no Ceará, Maranhão e em Minas Gerais.
Não somente membros do PCB vieram engrossar as fileiras do PCdoB. Nele integrar-se-iam vários militantes pertencentes às antigas Ligas Camponesas de Francisco Julião. Esse processo iniciara-se um pouco antes do golpe militar. Entre os nomes que ingressaram estavam o de Tarzan de Castro.
Em 1966 o pequeno e aguerrido PCdoB já estava organizado nacionalmente e em condições de realizar uma conferência nacional, a primeira depois de 1962. Neste conclave foi aprovado o documento União dos brasileiros para livrar o país da crise, da ditadura e da ameaça neocolonialista. O objetivo central dos comunistas era construir uma tática adequada para o combate à ditadura militar recém-implantada. Apenas um programa revolucionário, que apontasse o objetivo final e os rumos mais gerais do movimento revolucionário, era insuficiente. Seria preciso encontrar as formas e os meios de aproximação dos objetivos estratégicos. Ou seja, era necessário construir uma tática adequada àquele momento histórico, marcado pela existência de uma ditadura militar antipopular e antinacional.
A resolução política da VI Conferência (1966) dizia que “estava colocada na ordem do dia a necessidade de organizar a mais ampla união patriótica que - sob o lema de independência, progresso e liberdade – pudesse aglutinar em um impetuoso movimento nacional as forças populares e as correntes democráticas”. Continuava o texto: “Qualquer que seja a filiação partidária, a tendência filosófica ou religiosa, a classe ou camada social a que pertençam, os verdadeiros patriotas têm o dever irrecusável de se unir para a ação comum contra os inimigos da democracia e da soberania nacional”.
O PCdoB defendia a derrubada revolucionária da ditadura militar e a implantação de “um governo democrático, representativo de todas as forças patrióticas, cuja primeira e grande atribuição seria convocar uma Assembleia Nacional Constituinte”. Por fim, apontava o caminho da “guerra popular” e a prioridade do trabalho no campo. Neste aspecto era possível constatar a forte influência da revolução chinesa e do pensamento de Mao Tse-Tung na elaboração partidária.
O Partido não era imune às pressões externas pelo desencadeamento imediato da luta armada e às influências das ideias foquistas, muito difundidas na América Latina. Durante os debates internos sobre os caminhos da revolução brasileira, surgiu um grupo intitulado Ala Vermelha (AV), criticando a aparente “inação” partidária diante da luta armada, já anunciada e desencadeada por alguns outros grupos de esquerda. Por este mesmo motivo, se desprendeu do PCdoB um pequeno grupo de militantes do Nordeste que fundaria o Partido Comunista Revolucionário (PCR). À frente das duas cisões estavam elementos provenientes das Ligas Camponesas que haviam feito recentemente cursos político-militares na China.
O que os dissidentes da Ala e do PCR não sabiam era que a direção do PCdoB havia iniciado os preparativos para montagem da guerrilha rural e o desencadeamento da guerra popular. Formara, inclusive, uma comissão militar – encabeçada por João Amazonas e Maurício Grabois – e, secretamente, deslocara militantes para o interior do país à procura de áreas adequadas à implantação do movimento guerrilheiro. Estavam lançando a semente da futura resistência armada no Araguaia, iniciada em abril de 1972.
Portanto, nesses anos, a direção do PCdoB foi obrigada a travar uma luta político-ideológica em duas frentes. De um lado, contra o chamado reformismo e, de outro, contra as concepções esquerdistas e militaristas, que negavam a política de frente única e pretendiam a imediata deflagração da luta armada nas cidades.
Às vésperas de seu congresso, ocorrido em 1967, a crise do PC Brasileiro atingiu seu auge. A direção perdeu votações nos comitês e conferências estaduais de São Paulo e da Guanabara. Os confrontos entre dirigentes em torno da linha política levaram à cisão e à formação de diversas organizações, como a Ação Libertadora Nacional (ALN), o Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8) e o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Deste processo participaram dirigentes históricos como Carlos Marighella, Mário Alves, Jover Telles, Jacob Gorender, Joaquim Câmara Ferreira, Apolônio de Carvalho, Armando Frutuoso. Um grande número de lideranças jovens vinculadas ao movimento estudantil seguiu esses líderes.
Armando Frutuoso, dirigente do Comitê Estadual da Guanabara
Nesse momento parte do Comitê Estadual do PCB da Guanabara se integraria ao PCdoB. Assim, este Partido aumentaria significativamente sua influência num dos principais estados da Federação. Mais à frente analisaremos esse processo de incorporação.
Radicalizar ampliando e ampliar radicalizando
No mês de novembro de 1967, veio a público um alentado documento intitulado O Partido Comunista do Brasil na luta contra a ditadura militar. Suas páginas apontavam claramente os inimigos principais a serem derrotados: “O povo brasileiro, na luta por sua completa emancipação, defronta-se com diversos inimigos. Mas não pode atacar todos simultaneamente (...). Na presente situação, o inimigo principal a combater são o imperialismo norte-americano e seus sustentáculos internos, que encontram na ditadura sua expressão política”.
Essa linha estratégica determinaria a posição dos comunistas diante das demais forças oposicionistas, inclusive burguesas. Em 1966 formou-se a Frente Ampla, uma articulação entre diversas personalidades políticas que haviam se destacado na cena política durante o regime deposto pelo golpe militar. Ela unia pessoas de trajetórias distintas – e mesmo contrapostas –, como Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart.
Contudo, certas correntes de esquerda buscavam restringir a frente única contra a ditadura apenas aos setores operários e populares. Tal postura levava-as a hostilizar abertamente a Frente Ampla, acusando-a de servir ao regime discricionário. Ao contrário da extrema-esquerda, o PCdoB considerava positiva a formação daquela articulação política oposicionista, apesar de suas limitações. “A Frente ampla, afirmava a resolução de 1967, é uma tentativa de unir forças para modificar o sistema ditatorial vigente em benefício das correntes políticas alijadas do poder com o golpe militar”. Ela visava à “realização de eleições diretas, através das quais pretendem chegar ao poder”.
Assim, “o MDB e a Frente Ampla desempenhariam determinado papel na luta contra a ditadura”, contribuindo objetivamente para o seu maior isolamento. As forças populares e operárias deveriam, sempre que possível, aliarem-se à oposição liberal-burguesa sem, no entanto, se subornarem política e ideologicamente a ela. O PCdoB criticou aqueles que “confundiam amplitude da frente única com direção burguesa”. Para ele a direção do processo revolucionário deveria estar nas mãos do proletariado, pois a burguesia tendia a conciliar-se “com os inimigos do povo, capitular e conduzir este movimento (revolucionário) ao fracasso”.
Logo após as grandes manifestações de protestos contra a morte de Edson Luís em 28 de março de 1968, a ditadura fechou a Frente Ampla e proibiu que a imprensa vinculasse qualquer informação sobre os políticos ligados a ela, especialmente os que haviam sido banidos. Ironicamente, ela era acusada de fomentar as manifestações de rua e a radicalização política. Alguns meses depois, Lacerda também seria cassado e detido.
O PCdoB buscava, na medida de suas forças, impulsionar a oposição liberal-burguesa e os movimentos sociais. Ao mesmo tempo, secretamente, preparava-se para a “guerra popular” que deveria ser desencadeada no campo brasileiro. “A tática do Partido”, afirmava, “exige que sua atividade se realize fundamentalmente no interior do país (...) (pois) os homens do campo constituem a força básica da revolução, mas também porque o interior é o cenário mais favorável à luta armada”. Desde 1966, após a VI Conferência, começou um fluxo crescente de militantes em direção às zonas rurais. Esta tendência se acentuaria ainda mais depois da promulgação do AI-5 em dezembro de 1969.
Num documento divulgado em julho daquele ano, o PCdoB explicaria os pressupostos de sua tática revolucionária. Afirmava ele: “é indispensável ampliar sempre o movimento de massas e ao mesmo tempo radicalizá-lo (...). Há os que propugnam apenas a radicalização, sem ter em conta a amplitude do movimento (...). E há os que só pensam na amplitude sem considerar a necessidade de elevar o nível das lutas. Ambas as tendências são profundamente prejudiciais. Uma conduz ao isolamento e a outra à capitulação”. Esta política seria magistralmente sintetizada na fórmula dialética: “ampliar radicalizando e radicalizar ampliando”.
O PCdoB diante da cisão do Movimento Comunista
No grande confronto político e ideológico que dividiu o movimento comunista internacional no início da década de 1960, o PCdoB se alinhou ao lado da China contra as posições soviéticas. Desde então, a postura assumida diante do conflito sino-soviético passou a nortear as relações entre os partidos comunistas. Neste assunto não poderia haver nenhuma vacilação e nem espaço para posições intermediárias ou conciliadoras. Abriu-se o caminho para o fortalecimento de posições sectárias entre as organizações revolucionárias e isso trouxe grandes prejuízos ao movimento comunista internacional.
Nos primeiros anos de sua reorganização, a revolução cubana foi uma forte referência para os dirigentes do PCdoB. Mas após 1964 houve uma reaproximação entre Cuba e a URSS. O novo arranjo de forças mundial levou a ilha revolucionária a se afastar rapidamente da China e dos partidos a ela vinculados, inclusive o PCdoB.
As relações entre Cuba e China se tornaram cada vez menos amistosas. Em 1966, Fidel Castro acusou Mao Tse-Tung de tentar pressioná-lo politicamente, através da diminuição da exportação de arroz para a ilha. Os chineses, por sua vez, argumentaram que a redução se devia a catástrofes naturais que atingiram a agricultura chinesa. O PCdoB e os partidos denominados marxista-leninistas defenderiam a posição oficial do governo chinês.
Por esse motivo, os partidos pró-China – e críticos a URSS – não foram convidados para a Conferência Tri-Continental (1966) e nem para o Congresso da Organização Latino-Americana de Solidariedade, OLAS (1967). Em março de 1966, o PCdoB aprovou uma carta aberta a Fidel Castro, criticando as posições assumidas por Cuba em relação a China socialista. Selava-se, assim, o distanciamento entre os dois partidos comunistas, que duraria mais de 20 anos.
Os dirigentes do PCdoB passaram a desenvolver uma crítica sistemática à concepção da revolução latino-americana emanada de Cuba. Assim os comunistas do Brasil resumiriam essa teoria: “Apregoa que a revolução nos países (latino-americanos) é socialista e que se travará, como processo único, em todo o Continente. Considera que é desnecessário a existência do partido revolucionário da classe operária (...). Do ponto de vista militar, defende a teoria do foco (...). Segundo esta ideia, é suficiente um punhado de elementos corajosos e bem armados, em lugares inacessíveis, para levar adiante a revolução”.
Os teóricos do foco menosprezariam o fato de que “esses grupos (armados) deveriam estar profundamente identificados com as aspirações populares, em particular da região onde operam, necessitam atuar em função dos interesses das massas, contribuir para despertar sua consciência política e ajudar na sua organização”. Essa, portanto, seria a diferença fundamental entre o foquismo e a teoria da guerra popular prolongada, defendida pelos chineses.
O PC do Brasil critica a tese de que a revolução em toda a América Latina já seria socialista: “Quando se coloca, na atual etapa da luta, o socialismo como objetivo imediato, na prática, restringe-se o campo das forças revolucionárias e amplia-se o do imperialismo”. O próprio exemplo cubano demonstraria que “não foi com bandeiras socialistas que ali se iniciou e se tornou vitoriosa a revolução”.  O partido defendia a tese da revolução ininterrupta por etapas.
A teoria da revolução única continental, para ele, seria estranha à tradição marxista-leninista: “O problema nacional é um dos fatores básicos da luta emancipadora nas nações oprimidas pelo imperialismo. Todo país tem suas peculiaridades, sua formação histórica e suas tradições, sua cultura e composição étnica, seus hábitos e costumes. Todo povo terá que encontrar as formas específicas de abordar a revolução”. Por último, e não menos importante, critica duramente a subestimação dos foquistas em relação ao papel do Partido de vanguarda (marxista-leninista) nas revoluções latino-americanas.
Os dirigentes do PCdoB desenvolveriam suas críticas ao foquismo e apresentariam suas teses sobre os caminhos da revolução brasileira, fundamentalmente, em dois documentos: Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina (maio/1968) e Guerra Popular – Caminho da luta armada no Brasil (janeiro/1969). No Brasil as teses foquistas influenciariam fortemente a ALN, a VPR, o MR-8 e, em menor medida, o PCBR.
Sob o signo de Mao Tse-Tung
Nesse período vivíamos o auge da influência das teses chinesas no interior do PCdoB. Mao Tse-Tung era considerado o “maior marxista-leninista da era presente” e a “grande revolução cultural proletária” (1966-1976) tida como uma etapa superior da luta pelo socialismo na China e no mundo.
Em fevereiro de 1968, o jornal A Classe Operária, órgão oficial do PCdoB, publicou o artigo Grandes Êxitos da Revolução Cultural. Seu autor, Pedro Pomar, era um dos principais dirigentes partidários. “A revolução cultural proletária”, escreveu ele, “veio demonstrar a importância histórico-mundial do pensamento de Mao Tse-Tung, como o marxismo-leninismo do nosso tempo (...). Os comunistas brasileiros (...) erguem, cada vez mais alto, a bandeira vermelha do pensamento Mao Tse-Tung, que descortina para o povo o caminho da revolução e da guerra revolucionária de libertação”.
O Partido editaria o livro Viva a vitória da Guerra Popular! Lin Piao, seu autor, era um dos principais incentivadores da Revolução Cultural Proletária e propagandista do pensamento de Mao Tse-Tung. Nesta obra, apresentava, de maneira sistemática, a teoria maoísta da Guerra Popular prolongada. Sua originalidade era advogar como centro da estratégia revolucionária o cerco das cidades pelo campo. Considerava este esquema, utilizado vitoriosamente na China, como uma fórmula geral (universal) para todas as revoluções na periferia do capitalismo, seja na Ásia, África ou América Latina. Este modelo revolucionário influenciou a elaboração estratégica do PCdoB naqueles anos.
As formulações chinesas, como as teorias foquistas, tendiam a subestimar as particularidades nacionais dos países capitalistas periféricos. Ambas acabavam colocando um sinal de igualdade entre formações econômicas e sociais tão diferentes como as existentes no Vietnã, em Angola, Brasil e Argentina. A aplicação mecânica desses modelos levaria à derrota as forças revolucionárias em várias partes do mundo.
Dois acontecimentos internacionais iriam azedar ainda mais as relações entre URSS e China. No mês de agosto de 1968, tropas soviéticas ocuparam a Tchecoslováquia e interromperam o processo chamado de “Primavera de Praga” – uma tímida tentativa de liberalizar o regime e de se aproximar do Ocidente capitalista. Os comunistas tchecos diziam estar implantando um “socialismo com face humana”. Os soviéticos viram essas medidas como perigosas ameaças à sua hegemonia no Leste europeu.
O PC da China e o Partido do Trabalho da Albânia (PTA), mesmo não tendo nenhuma admiração pelos reformistas tchecos, condenaram a invasão soviética. Numa recepção ao embaixador vietnamita, o primeiro-ministro chinês Chu En-Lai utilizou o controverso – e errôneo – termo “social-imperialismo” para se referir à política externa soviética. A Albânia, por sua vez, se retirou do Pacto de Varsóvia. No mesmo diapasão, o PCdoB lançou uma dura nota intitulada Agressão criminosa. “Com esta atitude injustificável”, dizia ela, “os revisionistas mostraram sua verdadeira fisionomia. Não passam de imperialistas e fascistas mascarados como defensores do socialismo”. Um claro exagero.
O conflito entre a URSS e a China atingiu o seu ápice no início de 1969, quando chegaram a ocorrer conflitos armados na fronteira desses dois países socialistas. Na contenda os russos tomaram uma pequena ilha chinesa no rio Ussuri. Excepcionalmente, estabeleceu-se um aliança tácita entre a URSS e os EUA. Mao Tse-Tung chegou a temer por um ataque nuclear soviético, com consentimento estadunidense.
A crítica chinesa ao suposto revisionismo do PCUS se transformou em antissovietismo. O “social-imperialismo” passou a ser considerado o principal inimigo dos povos, pois estava numa fase de ascensão. O imperialismo estadunidense, por sua vez, não passaria de um “tigre de papel”, decadente. Um pouco mais tarde, isso criaria as condições para uma aproximação entre China e EUA. O presidente Nixon visitaria Pequim em 1972.
PCdoB e PCBR: a luta pela Guanabara
Como vimos anteriormente,o PCB entrou numa profunda crise após o golpe militar de 1964. Contudo, seria apenas em 1967 que ele terminaria em nova cisão. Vários dirigentes históricos seriam expulsos e caminhariam para construir suas próprias organizações revolucionárias ou aderir às já existentes.
Em outubro, organizou-se uma reunião nacional da autodenominada Corrente Revolucionária. Ela inicialmente visava a articular a participação dos dissidentes no 6º Congresso do PCB. Prestes conseguiu impedir que isso ocorresse e expulsou sumariamente os descontentes do partido.
No transcorrer desse processo, em fevereiro de 1968, reuniram-se clandestinamente vários dirigentes da Corrente Revolucionária – Jacob Gorender, Apolônio de Carvalho e Mário Alves – e do PCdoB – João Amazonas, Maurício Grabois e Pedro Pomar. Na pauta constava a discussão sobre os problemas da tática e da estratégia revolucionária e a possível unificação dos dois agrupamentos. A reunião foi cordial, mas não chegaram a um acordo.
(Foto: Jover Telles)
Entre os dissidentes da Guanabara, se fortaleceu a posição de que se deveria caminhar para a incorporação ao PC do Brasil. Entretanto, ao contrário do que pretendiam, a Conferência Nacional da Corrente Revolucionária resolveu pela formação de um outro partido: o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Descontente com essa decisão, a autodenominada Maioria Revolucionária do Comitê Regional da Guanabara rompeu com os organizadores do novo partido e aprovou o documento Um reencontro histórico. Nele é proposta a incorporação dos seus militantes ao PCdoB. À frente deste processo estavam Manoel Jover Telles, Armando Frutuoso e Lincoln Bicalho Roque. Alguns anos mais tarde, os dois últimos seriam assassinados pela ditadura militar e o primeiro entraria para a história como traidor.
Ainda hoje, existe uma polêmica em relação a quantas pessoas teriam, de fato, ficado com o PCdoB. O insuspeito Apolônio de Carvalho, fundador do PCBR, afirmou que: “mais de 80% dos militantes – com destaque para os setores operários e populares – optaram pela unificação com o PCdoB”. Isso, com certeza, representou um grande reforço partidário num dos mais importantes estados da Federação.
Em julho o Comitê Central do PCdoB divulgou sua carta aos comunistas divergentes do PC Brasileiro no estado da Guanabara. Ela afirmava: “sua adesão ao PC do Brasil é, em verdade, um reencontro entre velhos camaradas. Durante alguns anos, as fileiras partidárias estiveram desfalcadas de inúmeros elementos da Guanabara que, por equívoco, se mantiveram no PC Brasileiro, mas que, posteriormente, tiveram capacidade de se rebelar contra o revisionismo. Agora é o momento de ocupar novamente o honroso posto de combate nas hostes do PC do Brasil”.
O documento criticava as posições assumidas pelo PCBR em seu congresso de fundação: “A linha (...) exposta em seu documento básico, é de equidistância entre o PCUS, que lidera o revisionismo em todo o mundo, e o PC da China, que defende consequentemente os princípios revolucionários do marxismo-leninismo. Esta ‘independência’ não passa de terceira posição, de atitude centrista tão prejudicial quanto à dos revisionistas”. A direção do PCBR, por sua vez, responderia com o documento Reencontro histórico ou mera mistificação. O linguajar duro – e deselegante – desses documentos partidários reflete o espírito da época.
O AI-5 – Desce o pano
O ano de 1968 chegaria ao fim com a decretação do Ato Institucional nº 5 em 13 de dezembro – que representaria um “golpe dentro do golpe”. A ditadura entraria então numa nova fase, mais agressiva. O regime militar foi superando a aguda crise vivida naquele tumultuado ano. Superou através do recrudescimento da violência policial e, também, pelo rápido crescimento econômico. Entramos, a partir de 1969, na chamada era do “milagre econômico” e do “nacionalismo autoritário”.
A esquerda revolucionária, inclusive o PCdoB, teve muita dificuldade para compreender o novo momento histórico. Tendeu, em geral, a subestimar a força da ditadura militar e lançou-se numa luta heroica, mas desigual. A maioria de suas organizações acabou sendo destroçada pela repressão. O PCdoB foi um dos poucos que conseguiu sobreviver àqueles anos de chumbo.

* Este texto foi publicado originalmente no Portal Vermelho em setembro de 2008.
** Augusto Buonicore é historiador, mestre em Ciência Política pela Unicamp e diretor de publicações da Fundação Maurício Grabois. E autor dos livros Marxismo, história e a revolução brasileira; Meu Verbo é Lutar: a vida e o pensamento de João Amazonas; e Linhas Vermelhas: marxismo e os dilemas da revolução, publicados pela Fundação Maurício Grabois e Editora Anita Garibaldi.

Bibliografia sobre o PCdoB em 1968 
BUONICORE, Augusto. O PCdoB e o movimento estudantil em 1968. In Portal Grabois
CARVALHO, Apolônio. Vale a pena sonhar. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
COELHO, Maria Francisca Pinheiro. José Genoíno: escolhas políticas. São Paulo: Centauro, 2007.
FREITAS, Mariano. Nós, os estudantes. Fortaleza:Livro técnico, 2002.
GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. São Paulo: Ática, 1987.
PARANÁ, Denise. Entre o sonho e o poder: a trajetória da esquerda brasileira através das memórias de José Genoíno. São Paulo: Geração Editorial, 2006.
SANTOS, Andréa Cristiana. Ação entre amigos: história da militância do PCdoB em Salvador (1965-1973). Dissertação de Mestrado de História Social. Salvador: UFBA. 2004.
SANTOS, Nilton. História da UNE. Vol. 1, depoimentos de ex-dirigentes. São Paulo: Livramento, 1980.

Documentos consultados
Maioria Revolucionária do Comitê Regional da Guanabara. Um reencontro histórico. O Isqueiro, edição especial, junho de 1968. Anexo BNM – AEL-IFCH/Unicamp.
PCBR. Um reencontro histórico ou simples mistificação. Mimeografado (1968). Anexo BNM – AEL-IFCH/Unicamp.
PCdoB. Agressão criminosa – declaração sobre a invasão da Tchecoslováquia. A Classe Operária, setembro de 1968.
____. Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina (maio/1968). In:Guerra Popular: Caminho da luta armada no Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974.
____. Ampliação e radicalização (julho/1968). In:Política e Revolucionarização do Partido. Lisboa: Maria da Fonte, 1977.
____. Apoiar decididamente a grande revolução cultural proletária (abril/1967). In:A Linha Política Revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974.
____. Cerrar fileiras em torno do Partido Comunista do Brasil (junho/1968). In:Política e Revolucionarização do Partido. Lisboa: Maria da Fonte, 1977.
____. Guerra Popular: Caminho da luta armada no Brasil (janeiro/1969). In:Guerra Popular: Caminho da luta armada no Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974.
____. O marxismo-leninismo triunfará na América Latina – Carta aberta a Fidel Castro (março/1966). In:A Linha Política Revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974.
____. O Partido Comunista do Brasil na luta contra a ditadura militar (novembro/1967). In:Guerra Popular: Caminho da luta armada no Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974.
____. A política estudantil do Partido Comunista do Brasil. In:Política e revolucionarização do Partido. Lisboa: Maria da Fonte, 1977.
____. União dos Brasileiros para livrar o país da crise, da ditadura e da ameaça neocolonialista. In:A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil (M-L). Lisboa: Maria da Fonte, 1974.
POMAR, Pedro. Grandes Êxitos da Revolução Cultural. A Classe Operária, fevereiro de 1968.
ROCHA, Ronald; MONTEIRO, João de Paula; KOBASCHI, Nair. Contribuição ao XXX Congresso da UNE: Combate intransigente à ditadura e ao imperialismo.Mimeografado.Anexo BNM – AEL-IFCH-Unicamp.