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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Escritório do Comissário do Ministério das Relações Exteriores da China em HK pede que EUA parem de enviar sinais errados para violência ilegal





Hong Kong, 24 jul (Xinhua) -- O Escritório do Comissário do Ministério das Relações Exteriores da China na Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) instou na terça-feira que os Estados Unidos parem de enviar sinais errados para a violência ilegal.

O porta-voz do escritório do comissário expressou forte desaprovação e firme oposição contra as observações falsas de um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA sobre Hong Kong um dia atrás.

O porta-voz afirmou que é amplamente reconhecido que os princípios de "um país, dois sistemas", "Povo de Hong Kong governa Hong Kong" e um alto grau de autonomia na RAEHK têm sido fielmente implementados desde o retorno de Hong Kong à Pátria, e que o povo de Hong Kong desfruta atualmente de direitos democráticos e liberdades extensivas sem precedentes de acordo com a lei.

A acusação dos EUA da suposta "erosão da autonomia de Hong Kong" é uma tentativa de difamação preconceituosa e infundada por motivos políticos, acrescentou o porta-voz.
O porta-voz enfatizou que as ações extremas e violentas recentes em Hong Kong têm prejudicado severamente o fundamento do Estado de direito em Hong Kong, imposto uma grande ameaça à segurança e ordem pública, e atropelado a linha vermelha de "um país, dois sistemas."

"Instamos mais uma vez que o lado norte-americano evite aplicar padrões duplos, pare imediatamente de enviar qualquer sinal errado para a violência ilegal, e se abstenha imediatamente de interferir nos assuntos de Hong Hong e nos assuntos domésticos da China sob qualquer pretexto", disse o porta-voz.

portuguese.xinhuanet.com

terça-feira, 23 de julho de 2019

Bolsonaro é o racista-chefe da Ku Klux Klan e do lixo branco brasileiro .




– A continuidade da escravidão com outros meios

por Jessé Souza [*]
Cartaz da conferência de Jesse Souza. Não se entende o Brasil sem compreender a função do racismo racial entre nós. Não existe preconceito mais importante entre nós já que ele tem o poder de definir e articular as relações entre todas as classes sociais no nosso país. É este preconceito que comanda a continuidade da escravidão com outros meios. Como esse mecanismo funciona na realidade cotidiana? Minha tese é a de que a escravidão, tanto no seu sentido econômico de exploração do trabalho alheio como no seu sentido moral e político de produção de distinções sociais, se manteve na prática inalterado desde a abolição da escravatura.
Fundamental para compreender este estado de coisas é a função que o ex-escravo abandonado e humilhado vai ter na sociedade pós-escravocrata. O ex-escravo é afastado do mercado de trabalho competitivo e passa a desempenhar as mesmas funções humilhantes e indignas que exercia antes. Seja tanto as funções de trabalho sujo, pesado e perigoso, para os homens, quanto as funções domésticas do antigo “escravo doméstico”, para as mulheres, as quais reproduzem todas as vicissitudes da antiga relação senhor/escravo. Faz parte do âmago desta relação não só a exploração do trabalho vendido a preço vil, mas também a humilhação cotidiana transformada em prazer sádico para o gozo cotidiano e para a sensação de superioridade e distinção social das classes média e alta.
Mas isso não é tudo nem sequer o principal. Os negros na base da pirâmide social brasileira sempre desempenharam uma função semelhante à casta dos intocáveis na Índia. Como nota Max Weber no seu estudo clássico sobre o Hinduísmo, os intocáveis possuem a função de legitimar toda a ordem social Hindu na medida em que todas as outras castas, mesmo as inferiores, são distinguidas positivamente em relação aos intocáveis.
Como a distinção social, ou seja, sensação de se saber superior a outros é tão importante na vida social quanto o dinheiro e a necessidade econômica, isso significa que uma classe social na qual todos podem pisar, humilhar, violar, agredir, e, no limite, assassinar sem temer consequências satisfaz, uma necessidade primitiva fundamental a todas as classes acima dela. É óbvio que uma sociedade deste tipo não é apenas desumana, desigual, primitiva e tosca, mas também, no limite, burra já que reproduzir exclusão social produz insegurança, pobreza e instabilidade social para todos. Mas este é o DNA da sociedade brasileira.
É importante notar que, paralelamente à condenação do negro à exclusão, o país passa a implementar a política abertamente racista da importação de imigrantes europeus brancos, na imensa maioria italianos, precisamente como no caso da família do excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro. Uma parte considerável destes neobrasileiros ascende rapidamente, alguns inclusive à elite de proprietários e de novos industriais, mas boa parte irá constituir a classe média branca de grandes cidades como São Paulo. Nas outras grandes cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro e Recife, os portugueses exerceriam o mesmo papel do italiano em São Paulo.
Trapeiro, S. Paulo.
Trapeiro, S. Paulo. Do estigma racial à violência contra os pobres
O imigrante branco, na maioria o italiano ou o português, irá constituir no Brasil, ao mesmo tempo em aliança e a serviço da elite de proprietários, uma espécie de bolsão racista e classista contra os negros e pobres que constituem a maior parte do povo. Para a elite isso significa a oportunidade de criminalizar e estigmatizar a soberania popular no nascedouro com a cumplicidade das classes médias e garantir só para si o orçamento do Estado via juros escorchantes, dívida pública, sonegação de impostos e outros assaltos legalizados. Para as outras classes, o preconceito universal contra o negro e ex-escravo, permite a construção de uma frente comum para a manutenção de uma distinção social positiva contra os negros o que eterniza o abandono, a humilhação e o genocídio desta raça/classe como política pública informal.
Mais interessante ainda para nossos propósitos aqui é a função do racismo contra o negro para os imigrantes que não lograram sucesso econômico na nova terra. Muitos imigrantes não conseguiram ascender à classe média verdadeira nem à elite. Boa parte vai constituir uma zona cinza que inclui a classe trabalhadora precária e o que poderíamos chamar de baixa classe média. O cotidiano de muitos destes não difere muito da vida do negro e do pobre brasileiro. Moram eventualmente no mesmo bairro e passam privações materiais. É precisamente nesta faixa social que o preconceito de raça é ainda mais importante. Afinal, a única distinção que este pessoal tem na vida é a brancura da cor da pele para exibir contra o negro.
Entrevistando pessoas desta classe social no interior de São Paulo, descendentes de italianos, como Bolsonaro e no lugar onde ele também nasceu, para meu livro A classe média no espelho (2018), notei um racismo que não tem nada de cordial. Bolsonaro é filho da baixa classe média de imigrantes para os quais a carreira no exército ou na polícia era a promessa de ascensão segura ainda que limitada. Neste contexto, não se casar com um negro ou com uma negra é a regra familiar mais importante e mais rígida. Aqui, o preconceito puro, o orgulho da cor da pele e da origem é a única distinção social positiva ao alcance. Se a elite e a classe média exploram economicamente – além de humilhar – os negros, aqui só se pode humilhar. Enfatizar uma distância social quase inexistente do ponto de vista econômico exige um racismo “racial” turbinado e levado às últimas consequências.
Este é também precisamente o caso do lixo branco Norte-americano que ajudou a eleger Trump, o objeto do desejo e de imitação de Bolsonaro. Os brancos do Sul dos EUA, inferiores social e economicamente ao branco do Norte, são, por conta disso, como uma espécie de compensação da riqueza inexistente, os racistas mais ferozes e ativistas de uma Ku Klux Klan que assassinava e linchava negros indiscriminadamente. Este é o caso de Bolsonaro e de seus seguidores no Brasil. E o que é a milícia carioca, com a qual Bolsonaro e seus filhos estão envolvidos até o pescoço, do que a Ku Klux Klan brasileira? Que existe para explorar e matar negros e pobres, os supostos bandidos das favelas?Manifestação em Porto Alegre.
Manifestação em Porto Alegre. Embora a elite e a classe média real e canalha também tenham votado nele, sua real base de apoio é o lixo branco brasileiro, próximo do negro e por conta disso ávido por criminaliza-lo, estigmatiza-lo como bandido e por assassiná-lo impunemente. A associação com a milícia, a tara pelas armas e o discurso de ódio é para matar o preto e o pobre. O que está por trás de Bolsonaro é racismo racial mais cruel e expresso do modo mais aberto e canalha que jamais se viu. O ódio à universidade pública está também ligado ao fato da universidade, agora, ter sido invadida por negros e pobres. Essa gente não estaria lá para estudar. Só poderia ser para fazer balbúrdia. Urge cortar as verbas para isso.
A irracionalidade de Bolsonaro, sua loucura e sua idiotice são a expressão perfeita do ódio racial brasileiro. O ódio que não se explica racionalmente, nem apenas por motivos puramente econômicos. O ódio do racista que se vê como fracasso social é um ódio de morte. Ele não compreende as razões de sua posição social e só tem ressentimento sem direção na alma e no coração. Ódio em estado puro que Bolsonaro expressa e exprime como ninguém. Bolsonaro é o líder da Ku klux Klan e do lixo branco brasileiro. É isso que o define e o explica mais que qualquer outra coisa.
[*] Sociólogo, brasileiro.
O original encontra-se em sens-public.org/article1418.html?lang=fr

domingo, 21 de julho de 2019

Presidente do Supremo Tribunal acusado de proteger família Bolsonaro


segunda-feira, 8 de julho de 2019

África obterá benefício com alívio das tensões comerciais China-EUA, dizem analistas


Nairóbi, 7 jul (Xinhua) -- A mais recente oferta da China e dos Estados Unidos para solucionar a questão comercial entre os dois sinaliza melhores tempos para o comércio mundial. Analistas ouvidos pela Xinhua avaliam que a África obterá benefícios imensos desta situação.
Cavince Adhere, acadêmico em Nairóbi em relações China-África, declarou que as ações relacionadas recentes da China e dos EUA eram um alívio bem-vindo para a economia mundial.
"A disputa comercial trouxe tensão para a economia mundial por tempo muito longo. A Organização Mundial do Comércio (OMC) está entre as instituições que recentemente disseram que a economia mundial em 2019 e 2020 continua a enfrentar ventos contrários devido à disputa comercial", lembrou Adhere, acrescentando que a trégua é então muito bem vinda.
Eric Mang'unyi, pesquisador da Universidade de Walter Sisulu na África do Sul, apontou que o anúncio da retomada das consultas econômicas e comerciais entre China e EUA demonstrou progresso e compromisso depois de meses de dificuldades.
Os analistas observaram que a disputa comercial iniciada pelos Estados Unidos teve um impacto negativo no comércio e economia mundiais.
"Há ondas de choque no comércio mundial", ressaltou Mang'unyi, observando que os Estados Unidos também travaram chifres com outros parceiros comerciais.
Nos últimos meses, instituições mundiais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial rebaixaram as projeções de crescimento para o continente africano, citando a prolongada guerra comercial EUA-China. Não é de interesse de ninguém que esta disputa continue, disse o pesquisador.
"O protecionismo não fomenta concorrência. Conduz à instabilidade de mercado. Algumas nações podem perder sua vantagem competitiva devido à disputa", apontou Mang'unyi.
Adhere acredita que a África como continente e seus países individualmente obterão benefícios com a trégua em muitos aspectos, incluindo experimentar um aumento na entrada de capitais.
"A África depende muito da entrada de capitais, comércio e investimento. E isso não pode vir se os dois países estiverem em uma disputa", salientou Adhere.
Ele avalia que a trégua fornece um impulso para a África, já que o continente se prepara para instalar uma área de livre comércio, que deve aumentar o comércio e investimento.
O comentarista queniano, Philip Etyang, exaltou que a medida para terminar o impasse é uma boa coisa para o Quênia porque "o comércio mundial é interconectado".
Se as coisas não estão funcionando bem entre os gigantes econômicos, o Quênia sentirá a dor, acrescentou.
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