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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Bombardeamentos? Falar de Deus? Obama se curva aos jihadistas

O califado tem produtores teatrais bastante estritos. Escreveram um sórdido e selvagem guião. Que fazemos? Exatamente o que previ há 24 horas: converter a morte de Foley numa nova razão para continuar a bombardear o califado do EIIL. Por Robert Fisk
Barack Obama, antes de voltar ao campo de golfe, informou ao mundo que nenhum Deus justo permitiria (ao EIIL) fazer o que o grupo faz diariamente
O califado tem produtores teatrais bastante estritos. Escreveram um sórdido e selvagem guião. O nosso trabalho é responder a cada uma das suas frases. Compreendem-nos o suficiente para saber o que diremos. Assim, decapitaram James Foley e ameaçam fazer o mesmo com um dos seus colegas. Que fazemos? Exatamente o que previ há 24 horas: converter a morte de Foley numa nova razão para continuar a bombardear o califado do EIIL.
E que mais nos provocaram a fazer, ou pelo menos ao presidente norte-americano de férias? Uma guerra em estritos termos religiosos, que é exatamente o que eles queriam.
Barack Obama, antes de voltar ao campo de golfe, informou ao mundo que nenhum Deus justo permitiria (ao EIIL) fazer o que o grupo faz diariamente.
Aí têm: Obama converteu a barbárie do califado numa batalha inter-religiosa entre deuses rivais; o nosso (ocidental) e o deles (o Deus dos muçulmanos, claro). Isto é o mais que Obama se aproximou para rivalizar com a néscia reação de George W. Bush quando, ao referir-se ao 11 de setembro, afirmou que nos bateríamos numa cruzada.
Agora, claro, Obama não se referiu ao Deus muçulmano da mesma forma que Bush não tinha a intenção de mandar milhares de guerreiros cristãos a cavalo às terras bíblicas do Médio Oriente. De facto, Bush só enviou guerreiros em tanques e helicópteros.
Obama mencionou também que as vítimas do califado são “muçulmanas na sua imensa maioria”, com o que deu a entender que o califado nem sequer é muçulmano, apesar do seu entusiasmo em intervir no Iraque no princípio deste mês não ter sido para ajudar esses milhares de pobres muçulmanos, mas porque o preocupava que cristãos e yazidis fossem perseguidos. E, então, existia o perigo potencial de que houvesse vítimas norte-americanas, facto que os homens de Abú Bakr Bagdadi compreenderam muito bem. Por isso assassinaram o pobre James Foley. Não por ser jornalista, mas por ser norte-americano; um dos norte-americanos que Obama prometeu defender no Iraque.
Independentemente de Obama se esquecer que tinha reféns de nacionalidade norte-americana na Síria, a tentativa de resgate levada a cabo pelo exército dos Estados Unidos pelo menos prova que sabiam que Foley estava na Síria. Mas, porque é que o EIIL está na Síria? Pois para derrotar o governo de Assad, claro, que é o mesmo que nós tentamos fazer, certo?
Por que raio Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair
Por que raio Obama achou que pode dizer aos muçulmanos o que um Deus justo pode ou não pode fazer? O presidente lamentou a guerra de Bush no Iraque, mas não se dá conta de que milhões de muçulmanos no Iraque não acham que um Deus justo aceite a invasão norte-americana ao seu país em 2003, ou que dezenas de milhares de iraquianos tenham sido assassinados pelas mentiras de Bush e de Blair.
Fiquei chocado quando ouvi Obama dizer: Algo em que todos nós (sic) podemos estar de acordo é que um grupo como o EIIL não tem lugar no século XXI.
É o mesmo discurso pedante que o velho malandro do Bill Clinton usou para se dirigir ao Parlamento jordano após o impopular tratado do rei Hussein com Israel; quando afirmou que todos os grupos muçulmanos que se opuseram ao acordo eram formados por homens do passado.
Por alguma razão, na verdade achamos que os muçulmanos do Médio Oriente precisam que lhes contemos a sua história e lhes expliquemos o que os beneficia ou os prejudica.
Os muçulmanos que estão de acordo que o assassinato de Foley foi um repugnante crime contra a humanidade foram insultados por um cristão que lhes disse o que um Deus justo aprovaria ou desaprovaria. E os que apoiaram o assassinato estarão ainda mais convencidos de que os Estados Unidos são, muito justificadamente, inimigos de todos os muçulmanos.
Quanto ao sinistro verdugo britânico John, inclino-me a pensar que viveu entre Newcastle, Tyne ou Gateshead, pois dado que passei algum tempo em Tyne achei que escutei uma pitada do sotaque característico dessa região.
Mas John bem pode ser francês, russo ou espanhol. Não é isso que está mal na sua cabeça; trata-se de um fenómeno que afeta muitos outros jovens, e milhares farão o mesmo que ele.
Como foi que, por exemplo, um australiano permitiu que o seu filho posasse com a cabeça decapitada de um soldado sírio? (Um militar que servia no exército de Assad, cujo governo jurámos derrotar).
E como responderam os nossos serviços de segurança? Com as suas tolices habituais, dando a entender que o simples facto de ver esses horríveis vídeos de execuções poderia constituir um crime terrorista. Que tipo de idiotice é esta?
Pessoalmente, acho igualmente ofensivo filmar – para depois mostrar na televisão – o assassinato em massa de seres humanos mediante bombardeamentos. Mas apesar disso mostramo-los, não é assim? Repetidamente convidam-nos a observar nos nossos ecrãs de televisão os aviões e drones a apontar ao alvo nas supostas posições dos combatentes do EIIL e a imaginar a sua morte dentro da bola de fogo que calcina os seus veículos. Que não possamos ver os seus rostos não torna isso menos obsceno. Claro, as suas atividades são o oposto daquilo por que lutava Foley, mas na verdade todos são militantes? Ainda não ouvimos essa aberrante maldição linguística: dano colateral, mas estou certo de que em breve ouviremos.
Que farão os nossos chefes de segurança? Converter em crime terrorista ver os vídeos das ações militares norte-americanas? Duvido, a não ser que nas filmagens se mostre o sangrento assassinato de muitos civis. Então sim poderiam argumentar, com justa razão, que ao vê-los se alimenta o terrorismo. E então teríamos que deixar de cobrir as guerras.
Artigo de Robert Fisk, publicado por “The Independent”, traduzido por Gabriela Fonseca para o jornal mexicano La Jornada e por Carlos Santos para esquerda.net

terça-feira, 26 de agosto de 2014

zona de Mariel: o papel do Brasil no desenvolvimento cubano




Por Patricia Grogg da IPS/Envolverde

A Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel (ZEDM), a obra de maior envergadura em muitas décadas em Cuba, nasceu graças ao apoio financeiro do Brasil, que aglutinou vontade política, estratégia e integração, além de visão de negócio. “Cuba sozinha não teria conseguido realizar o projeto do ponto de vista técnico e econômico, afirmou à IPS o economista Esteban Morales, para quem o entorno geográfico converte a obra em estratégica para a atividade comercial, industrial e de serviços na América Latina e no Caribe.

O Brasil financiou os bens e serviços da construção do terminal de contêineres e a remodelação do porto de Mariel, equipado com tecnologia de última geração para receber e operar carga de navios de grande calado como os chamados Pós-Panamá, que começarão a chegar quando for completada a ampliação do Canal do Panamá, em dezembro de 2015.

A instalação, que fica 45 quilômetros a oeste de Havana, se localiza na rota dos principais fluxos de transporte marítimo do hemisfério, por isso os especialistas coincidem em afirmar que a baía tem características para ser a maior do Caribe em tamanho e volume de atividade. O terminal é o coração da zona especial, de 465 quilômetros quadrados, que oferecerá uma infraestrutura de estradas que ligarão o porto de Mariel ao resto do país, uma ferrovia, estruturas de comunicações e vários outros serviços.

Vista parcial do prédio administrativo do terminal de contêineres localizado no porto da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, em Cuba. Foto: Jorge Luis Baños/IPS

Na zona especial, atualmente em construção, serão realizadas atividades produtivas, comerciais, agropecuárias, portuárias, logísticas, de formação e capacitação, recreativas, turísticas, imobiliárias, de desenvolvimento e inovação tecnológica em instalações que incluem centros de distribuição de mercadorias e parques industriais.

Dividida em oito setores, para seu desenvolvimento por etapas, as primeiras serão destinadas a telecomunicações e um parque de tecnologia moderna, no qual serão instaladas indústrias farmacêuticas e de biotecnologia, dois setores que terão prioridade em Mariel, junto com o de energias renováveis e o agroalimentar, entre outros. O governo cubano estuda a aprovação de 23 projetos da Europa, Ásia e América para se estabelecerem em Mariel, nos setores químico, de materiais de construção, logística e arrendamento de equipamentos.

Inaugurado em 27 de janeiro, nos seus primeiros seis meses de operação o terminal recebeu 57 navios e cerca de 15 mil contêineres, uma quantidade mínima porque a capacidade de armazenagem é de 822 mil. Os Pós-Panamá poderão transportar até 12.600 contêineres, três vezes mais do que os navios que atualmente podem atravessar esse canal interoceânico.

Pedro Monreal, também economista, calcula que o custo por contêiner então cairá pela metade, e que o custo menor vai melhorar a competitividade das manufaturas brasileiras, para citar um exemplo. Mariel, onde também haverá uma zona franca, pode se converter em plataforma de produção e exportação para essas empresas, inclusive para abastecer seu próprio mercado.

Equipamentos pesados preparam o terreno para construção da ferrovia que fará parte da nova infraestrutura vinculada à zona de desenvolvimento que representa o maior projeto já executado em Cuba em décadas. Foto: Jorge Luis Baños/IPS

O Decreto-Lei 313, que criou a ZEDM, é de 13 de setembro de 2013, mas a modernização de Mariel começou três anos antes, conduzida por uma empresa mista formada em fevereiro de 2010 pela Companhia de Obras e Infraestrutura, subsidiária da construtora brasileira Odebrecht, e pela Quality Cuba S.A. O terminal de contêineres é administrado pela Global Ports Management Limited, uma dos maiores operadoras portuárias do mundo, que trabalha há tempos com a firma cubana Armazéns Universais S.A., proprietária, usuária e responsável pelo uso eficiente do enclave portuário.

A relação entre Cuba e Brasil é de longa data. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não esconde suas simpatias pela revolução desse país caribenho, que visitou em várias ocasiões, primeiro como dirigente sindical e político, depois como mandatário e agora como ex-governante. Dois pacotes de acordos assinados em 2008 e 2010 entre Lula e o presidente cubano, Raúl Castro, marcam seu interesse em reforçar os vínculos binacionais, um esforço continuado pela presidente Dilma Rousseff.

Entre esses acordos está o de crédito para Mariel. Dilma especificou, quando participou da inauguração do terminal, que foram US$ 802 milhões para esta etapa, mais US$ 290 milhões para a segunda fase. O primeiro crédito foi destinado inicialmente à estrada, mas o governo local decidiu começar pelo porto. O empréstimo foi concedido pelo estatal brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Havana entrou com 15% do investimento necessário para as obras.

“Cuba é uma prioridade para nosso governo e também Havana coloca muita atenção no Brasil”, apontou à IPS o diretor-geral da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Hipólito Rocha. A Apex-Brasil foi criada por Lula e Castro para promover negócios conjuntos em Cuba, no Caribe e na América Latina.

A Odebrecht é a companhia mais importante vinculada a Mariel, mas fontes diplomáticas disseram à IPS que, no total, cerca de 400 empresas brasileiras participam das obras. “Entre nossos países há afinidade, vontade política, vocação para se integrar, mas também os negócios são importantes”, destacou Rocha. Cuba cumpre rigorosamente seus compromissos financeiros com o Brasil e a relação binacional “está muito consolidada, é sustentável e deixa benefícios também para nosso país”, acrescentou.

Para o analista Arturo López-Levy, residente nos Estados Unidos, a vinculação do Brasil com o projeto da zona de Mariel foi decisiva não apenas pelo investimento. Para ele, o governo brasileiro envia uma mensagem a Washington e à União Europeia, e a outras potências emergentes, de apoio à transformação cubana.

Em se tratando de sinais, os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, os deram quando visitaram Cuba em julho, para ampliar os projetos de colaboração com Havana. Ambos passaram por este país após participarem da Sexta Cúpula do Grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre 14 e 16 de julho, que aconteceu no Brasil.

O reforço desses vínculos promete maior acesso aos mercados chinês e russo, atração para investimentos em áreas de interesse comum, como a indústria farmacêutica e energética, cooperação para a modernização em setores estratégicos de defesa, portos e telecomunicações, resumiu López-Levy à IPS.

Sobre o possível interesse de empresários norte-americanos em se posicionarem na ZEDM e um aumento de pressões pelo fim do embargo, o economista alertou que, como mercado, Cuba “causa um interesse muito limitado nos Estados Unidos”. No entanto, o economista considerou “evidente” que aumenta a motivação dos investidores norte-americanos em geral, e dos pertencentes à comunidade cubano-norte-americana, em particular.

“Para que essas motivações se transformem em pressão política contra o embargo é necessário que a economia cubana emita sinais claros de recuperação e que, em termos fundamentais, o governo tenha disposição para adotar uma economia mista, com garantias transparentes para os investidores, e capacidade de exportar”, acrescentou López-Levy.

Por sua vez, Rocha tem uma opinião diferente. Para ele, “o embargo cairá por seu próprio peso. Será sepultado pelos negócios”. Em um fato interpretado como simbólico, o primeiro navio que atracou no porto de Mariel após sua inauguração trouxe alimentos dos Estados Unidos para Cuba, únicas importações, mediante pagamento em dinheiro, permitidas pelo bloqueio que já dura mais de cinco décadas.

Fonte: Solidários

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Nova teoria sobre a origem do universo


Escrito por Camila Carduz

16 de agosto de 2014, Ottawa, 16 ago (Prensa Latina) O universo tridimensional como o conhecemos pode ter tido originado de uma estrela 4D colapsada , segundo teoria apresentada por cientistas canadenses e divulgada hoje pelo diário Dailygalaxy.
O postulado contemporâneo mais popular "Big Bang" assegura que nosso universo surgiu depois da explosão de um objeto de enorme massa e densidade denominado exclusividade espaço-temporal.

A teoria do Big Bang está reforçada por vários fenômenos científicos descobertos pelos astrônomos e físicos, como a expansão do universo observável e a existência de ondas gravitacionais primordiais.

No entanto, os especialistas canadenses do Instituto Perimeter de Física Teórica referiram que essa hipótese nunca tratou de explicar o que precedeu à grande explosão cósmica, o que sim faz a nova teoria apresentada por eles.

A inovadora hipótese sobre a genese do universo compara o fenômeno de um horizonte de acontecimentos de um buraco negro em nosso universo de três dimensões com um processo semelhante em um hipotético universo quatridimensional.

Segundo os especialistas, em nosso mundo, o denominado horizonte de acontecimentos representa um ponto sem volta para a matéria e a energia.

Se qualquer partícula, incluídos os fotons de luz, atravessa esse ponto, será impossível para ela escapar a gravitação e com o tempo cairá no centro da massa do buraco negro, acrescentaram os expecialistas canadenses.

Os autores sublinharam que sua ideia não contradiz matematicamente os conhecimentos atuais, no entanto, reconheceram que o conceito de um mundo multidimensional é difícil de entender para a espécie humana, que só conhece três dimensões.

sábado, 16 de agosto de 2014

Sabotadores ucranianos confessam plano contra ajuda humanitária russa


Escrito por Camila Carduz

Imagen de muestra 
Kiev, 16 ago (Prensa Latina) Militares da Guarda Nacional (GN) ucraniana capturados por milicianos da insurgente cidade de Lugansk confirmaram hoje que tinham a missão de atacar o comboio de ajuda humanitária russa destinada à região do Dombass.
Os três saboteadores integrantes de uma força tarefa da GN escondiam em um veículo um carregamento de armas e munições, segundo informou o quartel geral das milícias unificadas da República Popular de Lugansk e de Donetsk. Um porta-voz dos rebeldes explicou que o arsenal estava oculto em bolsas como embalagens de alimentos.

O plano consistia em "plantar" minas ao longo do caminho e atacar ao comboio russo que transporta 400 toneladas de cereais, 100 de açúcar, 62 de alimentos para crianças, 54 de medicamentos, 12 mil sacos de dormir e 69 geradores elétricos.

Os integrantes do comando disseram nos interrogatórios que o objetivo principal de sua missão era impedir que esses meios de subsistência chegassem aos residentes das zonas rebeldes do sudeste ucraniano, destroçadas em catástrofe humanitária pelos bombardeios das forças subordinadas a Kiev.

Um dos detentos assegurou que o Exército ucraniano tem enviado sete equipes de sabotadores para as regiões de Donetsk e Lugansk e que esses grupos foram treinados para operar em emboscadas ao longo das rotas que conduzem às áreas controladas pela milícia.

Explicou que os oficiais de segurança os instruíram na execução de ações que obriguem ao comboio a retornar à fronteira sem chegar a matar aos socorristas russos que acompanham o veículo.

Os detentos reiteraram que os planos de atentado tem como objetivo impedir o fornecimento de alimentos e medicamentos nos territórios sob controle das forças insurgentes.

Porta-vozes do quartel geral das milícias citados por Itar-Tass disseram que continuam as investigações sobre as outras ações dos saboteadores.

A chancelaria russa denunciou ontem as tentativas de obstruir a chegada da ajuda humanitária enviada por Moscou para os civis do sudeste ucraniano. Uma nota publicada no site ministerial expressa "profunda preocupação" pelas tentativas de pôr cada vez mais novos obstáculos ao transporte desses meios.

A intensificação das ações militares por mando das tropas ucranianas na zona entre a fronteira da Rússia e Lugansk têm o evidente propósito de evitar a passagem do comboio pela rota acordada com Kiev, denuncia o comunicado oficial.

Ao que parece, na Ucrânia e fora de seus limites existem muitas forças dispostas a impedir a ajuda humanitária inclusive à custa de novas vítimas e destruições, indica o texto.

Nesta sexta-feira, guardas de fronteira e alfandegários ucranianos detiveram o comboio russo com o pretexto de não ter recebido a documentação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR).

A guarda fronteiriça e os oficiais da Alfandega estão prontos para começar o trabalho de recepção desses bens, mas nossos representantes não têm recebido nenhuma documentação do CICR, afirmou o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa (CNSD), Andrei Lisenko.

tgj/jpm/cc